Notas iniciais
Desculpem a demora, comecei a faculdade nesse último mês, então dá pra imaginar o porque da minha ausência, meus profs super bonzinhos já passaram trabalhos para entregar e agendaram as provas para o próximo mês, como eu não pretendo mais passar tanto tempo sem postar já escrevi os próximos dois capítulos. Um aviso: esse capitulo contem cenas de sexo e nudez.

Elaena era carregada pelo irmão mais velho através dos corredores, ela ainda podia ouvir o som da festa que acontecia no salão, dos risos femininos das moças que traziam Robb, apenas quando Caesar parou em frente a uma porta de madeira e ferro que a colocou no chão.

_O rei logo chegara._ disse o príncipe abrindo a porta para a irmã._ que os deuses a abençoem irmã._ ele beijou as mãos tremulas da jovem e se retirou do local.

A rainha adentrou e fechou a porta. O quarto era grande, devia ter o triplo do tamanho de seu antigo quarto, a cama era alta, erguida sobre um tablado de pedra escura, as colunas do dossel erguiam-se até quase o teto, o cortinado era feito em renda de Myr e ela conseguia ver sua inicial e a do marido entrelaçadas, uma imensa lareira de pedra trabalhada ocupava quase que totalmente a parede oposta à cama, uma mesa de jantar com dois acentos ocupava um canto do quarto, haviam cadeiras estofadas e mesas de apoio por todo o ambiente, tapetes de pele cobriam partes do chão enquanto tapeçarias majestosas ornavam as paredes, era um quarto digno de um casal real. A rainha pode ver que havia vinho e hidromel sobre uma mesa, assim como pão, queijo, e algumas frutas. Velas faziam a iluminação—o imenso lustre de bronze no teto não havia sido aceso—deixando o local mais acolhedor e romântico, haviam ramos verdes com rosas azuis e brancas enfeitando o dossel da cama, e arranjos belamente postos em jarros de prata.

Entretanto, mesmo com o ambiente encantador e acolhedor a noiva ainda se sentia nervosa, nunca havia sequer beijado um homem, mal havia beijado o homem com quem se casara, agora deveriam consumar o casamento. Ela pouco sabia sobre como eram os atos carnais, mas sabia que ficariam nus um diante do outro, sabia que se tocariam, que ele deveria entrar nela para plantar sua semente, e ainda sabia, por ouvir conversas das jovens criadas, que durante a primeira vez doía, Yavana sua cunhada, esposa de Uther disse-lhe pouco antes de partir que a primeira vez de uma mulher doí tanto quanto cair de um cavalo, Aulë sua prima materna, a repreendeu e virando-se para a noiva disse-lhe que não doía tanto, era apenas um incomodo, como tentar passar uma uva pelo buraco de uma fechadura, é uma questão de espaço, ela havia brincado.

Elaena sentiu um arrepio quando ouviu o barulho da porta ser aberta, risos femininos invadiram o quarto e logo foram novamente abafados pela porta, ela virou-se observando o marido parado próximo a porta. Robb vestia somente a calça e as botas, e Elaena pode ver que até mesmo os cadarços da calça já estavam soltos.

_Estou grato a seus irmãos por não terem permitido que ninguém a despisse_ ele disse aproximando-se da moça, Elaena não pode evitar compara-lo a um lobo naquele momento, um lobo faminto diante do cordeiro._ Você, minha senhora, era a mulher mais bonita em todo o salão.

_Então creio meu senhor, que Vossa Majestade não reparou atentamente as moças no salão._ ela se encolheu levemente ao toque dele.

_Nunca discuta com o rei, ele sabe o que diz, e ele afirma que sua esposa era a mulher mais bela em todo o salão._ ele sussurrou com o rosto rente ao dela, arrancando um sorriso da jovem.

_Nesse caso, meu marido, agradeço o elogio.

_Não foi um elogio._ retrucou o ruivo._ E sim uma constatação. _ ele iniciou uma trilha de beijos pelo pescoço alvo da esposa._ Acho que está demasiada vestida, cara esposa.

_Acho melhor chamar minhas damas então_ ela disse se afastando, e rapidamente foi contida pela mão do rei segurando delicadamente seu pulso._ Não conseguiria me despir sozinha senhor.

_Deixe-me ajuda-la então._ ele se colocou atrás dela._ O que devo fazer?

Era um jogo de sedução aquele no qual eles se envolviam.

_Primeiro deve desabotoar o vestido._ ela o instruiu como faria com uma dama de companhia nova, e ao sentir as mãos do marido desabotoarem de forma desajeitada o corrigiu._ Deve ir com calma, ou acabará estragando os botões.

_Seria uma pena._ concordou ele, soltando os botões com mais delicadeza, quando já tinha soltado todos, perguntou novamente:_ E agora?

Ela simplesmente deixou o vestido cair ao redor do corpo, revelando as camadas de anágua e combinação, e um delicado corpete muito bem amarrado que lhe segurava os seios e ajudava a modelar a cintura.

_Deve soltar o cordão._ instruiu.

O rei soltou o cordão com pressa, retirando ele mesmo a peça depois de acabar. Sem o corpete a combinação transparente revelava os seios empinados e de tamanho médio da rainha. Elaena tomou frente e soltou a própria anágua fazendo-a se juntar ao monte do vestido. Estava praticamente nua, a combinação transparente não escondia nada dos olhos do rei. Robb parecia um garoto hipnotizado vendo a nudez feminina pela primeira vez.

Ele avançou sobre a esposa beijando-a verdadeiramente pela primeira vez, havia desejo e paixão no beijo compartilhado, muito mais do que a loira sequer teria esperado, durante sua viajem a imagem que lhe vinha do marido era de um homem velho, duro e frio, senhor de uma terra gelada e sem qualquer gota de paixão em seu corpo, entretanto o Stark a mostrava exatamente o contrario.

Robb a pegou nos braços, sem deixar de beija-la um instante sequer durante o caminho até a cama, ele a pôs de pé sobre o degrau e puxou a combinação para cima deixando-a inteiramente nua para o deleite de seus olhos.

_Vá para a cama._ tinha um tom de ordem na voz do homem, e ela rapidamente obedeceu, deitando e se acomodando entre os travesseiros, assistindo enquanto ele descalçava as botas e tirava a calça.

Elaena corou ao vê-lo inteiramente nu, abriu levemente as pernas e fechou os olhos aguardando pelo peso do corpo sobre o seu, sólido e opressivo. Ao invés ela sentiu a cama afundar ao seu lado, as mãos grandes do ruivo passando por seu pescoço, acariciando os cachos soltos na nuca e enfim soltando os grampos e adornos que enfeitavam seu cabelo, fazendo com que os cachos caíssem sobre seu rosto, ela abriu os olhos para ver belos olhos azuis encarando-a profundamente, ela ainda tremia levemente, a insegurança e o temor tomavam conta dela.

_ Não tenha medo._ ele pediu enquanto prendia um dos cachos loiros atrás da orelha._ Eu não vou machuca-la._ afirmou segurando a pequena mão tremula._ Confie em mim. Você consegue?

Havia gentileza em sua voz, uma doçura que não condizia com a imagem de rei guerreiro. A jovem assentiu concordando, e ele apenas sorriu para ela.

_Relaxe._ pediu enquanto pressionava os lábios contra a pele macia dos ombros dela.

Os beijos seguiram por entre o vale dos seios, Robb se ergueu um pouco encarando com admiração os seios que um dia amamentariam seus filhos, se demorou um pouco naquela região, beijando e chupando os mamilos entumecidos, desceu os beijos pela barriga reta e pelo ventre plano, Elaena olhou curiosamente para ele enquanto lhe afastava as coxas as arrumando sobre os ombros, havia um pequeno sorriso malicioso no canto dos lábios quando, e quando ela separou os lábios para perguntar o que ele estava fazendo, ele se abaixou quebrando o contato visual, e a beijou em seu ponto mais intimo.

Ela gemeu vergonhosamente, era uma sensação nova para ela, era como uma tarde verão, como tortas de morango, era prazeroso, era mais do que qualquer coisa que houvessem lhe falado.

A língua dele a tocando de forma tão íntima a fazia sentir-se mole, sem conseguir pensar em palavras coerentes, tampouco conter os gemidos que escapavam enquanto o marido a beijava entre as pernas com tanta ousadia e vontade, quando deu por si, suas pequenas mãos já se emaranhavam entre os cachos de Robb apertando-os levemente, e o incentivando a continuar.

Certamente podiam ouvi-la fora do quarto, mas naquele momento Elaena não estava totalmente no controle de si mesma para se importar, ele se afastou um pouco da intimidade da esposa.

_Você é deliciosa._ murmurou contra a coxa da jovem, deslizando um dedo pelo sexo da mesma_ Como sal e mel.

Ele a suga novamente e então Elaena sente o mundo todo desabando, como uma explosão de prazer, ela arqueja a coluna e o seu corpo inteiro treme, a sensação agora era como a de estar flutuando em nuvens.

Robb subiu o corpo sobre o dela, ela sentia a masculinidade dele cutucando-a, ele a beijou com ardor e sem pudor, e com o auxilio da mão direcionou o membro viril em direção ao centro de prazer da esposa. Houve um momento antes que ele a tomasse para si, Robb a olhou, os olhos azuis escuros de desejo, era como se pedisse permissão para tomar o que já era dele por direito, em resposta, pela primeira vez, ela foi quem o puxou para um beijo.

Então ela o sentiu entre as pernas, abrindo espaço e reclamando aquilo que lhe pertencia. Não era nenhuma dor realmente, mas uma sensação de abertura e preenchimento e ainda havia uma leve queimação, ela chegou a sentir uma dorzinha aguda quando o membro dele lhe traspassou a virgindade, Robb só parou quando se sentiu inteiramente dentro dela. Ele respirava com dificuldade, como se estivesse se segurando, se deteve dando a Elaena um momento para se acostumar com a invasão, se ajustar melhor a ele. Ela colocou o colocou os braços ao redor dos ombros do marido e cruzou as pernas em seu quadril, o acomodando melhor. E então ele começou a se mover, eram movimentos rápidos, mas não fortes, ele se regrava nas estocadas para não trazer dor a ela. Ambos gemiam alto de prazer, ela se movia junto a ele procurando por alivio, ambos buscavam se satisfizer um no corpo do outro, puro instinto os guiava, Elaena tinha a visão turva pelo prazer, enquanto que Robb aumentava a força com que estocava no corpo da esposa, seus movimentos tornando-se mais descuidados à medida que o prazer os alcançava.

Foi quando a sensação de outrora preencheu novamente o corpo de Elaena, involuntariamente ela fincou as unhas longas no braço e nas costas do marido, arranhando a pele, deixando um rastro vermelho. Robb mantinha o movimento cadenciado enquanto sentia a vulva da esposa apertar ainda mais seu membro. Ele segurou forte na fina cintura da loira e em um movimento forte chegou ao ápice do prazer, lançando sua semente para dentro do corpo da esposa.

Robb se manteve apoiado nos antebraços, o rosto escondido no vão do pescoço da menor enquanto tentava recuperar o folego, a mesma lhe acarinhava a nuca e enrolava os delicados dedos nos cachos do ruivo, ele a beijou delicadamente enquanto se retirava de dentro dela e rolava para o lado, Elaena gemeu nos lábios do marido ao sentir a súbita sensação de vazio em seu interior.

Havia um leve cheiro de sangue no ar, e um liquido viscoso e quente escorria por entre as pernas da loira, Robb observava a própria semente sair do corpo da esposa misturada ao seu sangue de donzela, sentia seu orgulho masculino se inflar perante a imagem. Puxou a pele aos pés da cama e cobriu a ambos, enlaçou a cintura de Elaena e repousou o queixo sobre o ombro da mesma, ele sentia a respiração dela calma e suave, ela havia adormecido e ele logo se permitiu fazer o mesmo.

O dia estava nascendo, Elaena dormia tão nua quanto no dia em que nasceu, com os braços de Robb se apertando ao redor dela, e as peles os mantendo aquecidos. A rainha acordou quando ao tentar se mexer na cama se viu imobilizada, corou ao notar que era o corpo de Robb enroscado ao seu, ainda sentia um leve incomodo entre as pernas devido à noite anterior. Ela sabia que era uma bobagem se sentir envergonhada, que aquele era seu marido agora, era normal acordarem daquela forma.

Se mexendo de forma cuidadosa com medo de acordar o marido ela se virou de frente para ele, apenas de olhar para o belo rosto adormecido as imagens da noite passada se repetiam em sua cabeça, após acordar depois da primeira vez eles haviam repetido o ato no mínimo três vezes, ele era incansável, vigoroso e viril. Elaena estava encantada ou até mesmo apaixonada pelo marido.

Verificou para ter certeza que ele não estava acordado, Elaena permitiu-se então que seus olhos caíssem para seu corpo, nu como o dela própria. Na noite anterior ele tinha beijado cada canto de seu corpo, murmurado contra sua pele nua o quanto ansiava por descobrir tudo sobre ela, em todos os sentidos, ela estremeceu com a lembrança da língua do marido entre suas pernas, ela tentou incentiva-la a relaxar; Elaena foi capaz de relaxar, mas não conseguiu ser tão solta quanto Robb.

Ele esteve com outras mulheres, pensou enquanto traçava lhe a clavícula com as pontas dos dedos. Ele esteve com mulheres que sabiam como agradar um homem. Eu quero agrada-lo.

Elaena correu os dedos pelo peito dele através dos poucos pelos ruivos, uma antiga cicatriz atravessava sua costela e ela se perguntou como ele a havia recebido. Havia outra no ombro, esta mais recente, provavelmente um ferimento da guerra. Seu estomago tinha músculos rígidos, uma linha de pelos formava um caminho até ao redor de seu membro. Elaena provisoriamente traçou a pele fina sobre os quadris dele, mordendo os lábios enquanto debatia mentalmente levando a mão até o membro. Robb já estava meio duro e Elaena se perguntou se ele gostaria de sua mão sobre ele.

Timidamente correu a mão pelo seu comprimento, vendo como sua ereção parecia crescer ao seu toque, ela se surpreendeu com quão suave sua pele era naquela região, como seda sobre aço. Quando ela cuidadosamente o circulou, acariciando-o levemente, Robb gemeu, e Elaena ergueu a cabeça para ver Robb a encarando, os olhos escuros de desejo e seu lábio inferior preso entre os dentes.

_Sinto muito._ disse, afastando-se para o outro lado da cama. Robb pegou seu pulso, acalmando seus movimentos com um sorriso no rosto.

_Porque você se desculpa?_ ele perguntou uma genuína confusão em seu rosto bonito._ Você pode me tocar o quando quiser Elaena, nunca vai receber nenhuma queixa de mim.

_Não tive a intensão de ser tão... Tão ousada.

_Gosto quando você é ousada._ puxando-a em seus braços, ele a beijou, lenta e profundamente, Elaena gemia baixinho em sua boca, sentindo o próprio corpo começar a reagir ao seu toque. Quando se afastou, ele pressionou os beijos por todo o rosto da esposa._ Vamos fazer um acordo, sim?

_Que tipo de acordo?

_Quando estamos juntos, como agora, quando estamos em nosso quarto só nós dois, nada mais importa. Você pode dizer ou fazer o que quiser, sem se preocupar com o que é certo ou o que é apropriado._ ela deve ter o olhado duvidosa, pois Robb girou o corpo dos dois sobre a cama, colocando-a por cima de seu corpo.

Na tentativa de se acomodar melhor Elaena apoiou as mãos no peitoral do ruivo e sentou-se melhor sobre o quadril do mesmo, naquela posição ela podia sentir melhor a ereção dele em seu traseiro, corou ao notar que ele encarava seus seios desnudos, e instintivamente os cobriu com os braços.

_Não._ ele pediu suavemente_ Não se esconda você é tão linda.

Ela soltou os braços, ainda corando de vergonha. Na noite anterior havia sido mais fácil, a iluminação era fraca e eles estavam emaranhados entre os lençóis, agora tão nitidamente e com a luz do dia entrando pela janela, ela se sentia envergonhada por sua nudez e despudor, lembrando-se do que sua mãe e o sacerdote sempre diziam sobre pecado e comportamento desenfreado com um homem, no entanto aquele homem era seu marido.

Empurrando a si mesmo em uma posição sentada, Robb tirou seu cabelo que caia sobre os ombros e beijou a pele nua.

_Não quero fazer com que você sinta-se desconfortável, mas também não quero que se sinta envergonhado quando estivermos assim.

_Eu quero agrada-lo._ ela respondeu simplesmente.

_E eu quero agrada-la._ ele sorriu com malicia, se jogando de costas sobre a cama e cruzando os braços sobre a cabeça, ousado em sua nudez._ Se quiser me tocar, você pode me tocar. Se você quiser que eu a toque, tem liberdade para dizer que querer.

Entendendo o que ele queria dizer ela se sentiu menos tímida, rebolou levemente sobre a ereção, observando-o enquanto o mesmo começava a respirar com mais dificuldade. Elaena parou por um momento para observar a reação de Robb, soltando um grito quando o mesmo jogou-a sobre a cama, ficando por cima do corpo da menor, ele manteve o rosto escondido no pescoço da loira beijando a região com ardor, arrancando gemidos da esposa, ele logo desceu os beijos em direção com colo da jovem, sugando o mamilo rosado como um recém-nascido esfomeado.

_Você..._ ele ergueu a cabeça e incentivou a moça a continuar.

_Eu, oque?

Ignorando o constrangimento e todo o pudor que a tentavam impedir de continuar, ela disse:

_Será que você poderia fazer aquilo que fez noite passada... Com a boca?

Seu sorriso era predatório quando desceu pelo corpo dela, e tudo o que Elaena conseguia focar a seguir era o prazer que Robb a trouxe, tentando desesperadamente não gritar, com medo de acordar alguém á àquela hora, ela agarrava as peles sobre a cama, os cachos de Robb, qualquer coisa para tentar se manter presa a Terra, ela sentia o prazer adormecer suas pernas, e no momento em que sentiu a liberação de seu prazer, nada mais lhe importava, nem mesmo se os Sete Reinos a ouviriam, ou se acordaria alguém.

Robb deu uma leve risada sem folego, mordendo o interior de sua cocha, os lábios brilhando com sua liberação.

_Você nunca deixara essa cama, meu amor.

_Contanto que você fique comigo._ ela ofegava, inclinando os quadris para cima quando ele se pôs de joelhos sobre a cama, ele se acomodou entre as pernas da esposa e lentamente se empurrou para dentro.

Elaena mordeu os lábios ao sentir a ardência causada pela noite anterior, mas logo qualquer indicio de dor se dissipou, o corpo dela rapidamente se acostumou novamente com o ritmo dele. Ele se movia rápido e forte, não tinha mais a preocupação de outrora, o que movia a ambos naquela dança de luxúria era o desejo em comum de saciar seus desejos mais primitivos. Mas uma vez eles foram ao ápice juntos.

O casal ainda tentava regularizar a respiração um nos braços do outro, Robb ainda estava dentro dela beijando levemente seu delicado ombro quando batidas insistentes na porta os interromperam.

_Sim?_ havia irritação na voz de Robb, e por um momento Elaena teve pena de quem quer que fosse que os estivesse interrompendo.

_Meu senhor, a senhora sua mãe mandou avisa-lo que talvez já seja hora de Vossas Majestades se juntarem aos vassalos para o almoço._ a voz do escudeiro de Robb, Olyvar soou temerosa.

_Obrigado, Olyvar, diga a minha mãe que estamos nos vestindo e em breve nos juntaremos a ela e aos vassalos._ pediu o rei, saindo de dentro da esposa, que reprimiu um gemido ao sentir a potencia viril do marido a deixando, e sentando na cama.

_Sim senhor._ eles puderam ouvir os passos de Olyvar se afastando pelo corredor.

Robb riu levemente e voltou a beijar o ombro da esposa, que o afastou com delicadeza e se sentou na cama se preparando para levantar, quando ele a puxou pela cintura, trazendo o corpo pequeno para perto do seu, beijando-a nos cabelos e rosto, antes de por fim dizer:

_Graças aos deuses Olyvar veio nos chamar para o almoço. Estou com muita fome. Morrendo de fome. Deixe me sair da cama sua feiticeira._ ele brincou com um leve sorriso no rosto.

_Ofereci-lhe pão, queijo e vinho_ salientou_, mas você não deixou que eu desse um passo para fora da cama.

_Eu estava ocupado._ replicou com malicia._ Tenho de me lavar_ se levantou da cama completamente nu_ você vem comigo?

Elaena se perdeu por um momento, observando do corpo do marido. Ela o examinava com satisfação, como um mercador de cavalos examina um belo garanhão. É alto e magro, musculoso, seu peito é largo, seus ombros são fortes. Ele sorri para ela, e a jovem sente seu coração transbordar de um sentimento desconhecido.

_Olha-me como se fosse me devorar.

_E devoraria._ replicou com ousadia, o que fez com que ele arqueasse as sobrancelhas em diversão._ Não sei como saciar minha vontade por você. Acho que terei de mantê-lo prisioneiro aqui, para saciar meu... Desejo._ completou após uma breve pausa.

_Se eu a fizesse prisioneira, eu a devoraria de uma única vez, vorazmente_ dá um risinho._ Mas você não sairia até estar esperando um bebê.

A loira sorriu com a ideia de ter filhos, e sorriu mais ainda ao pensar que se os deuses fossem bons, as horas que passou em claro na noite anterior gerariam uma criança, um herdeiro para o Norte.

_Eu lhe darei filhos, muitos filhos, e todos eles serão príncipes e princesas._ ela divagou._ E serei uma boa rainha e mãe.

_Você será a mãe do Rei do Inverno, a mãe da Casa Stark._ ele a pegou nos braços, as testas coladas, a encarando fixamente nos olhos._ Nossos filhos, nossos netos, e os filhos de nossos netos depois deles, todos governaram o Norte.

_Que assim seja.