The Quarterback

21 Capítulo 20 - I kissed a girl and... did I like it?


Notas iniciais
Oi amores desculpa não ter postado ontem a noite mas eu tive um probleminha. Aqui está, não me esqueci de vocês. Obrigada a todas as leitoras que não me abandonaram, e se tiver alguma leitora nova, seja bem vinda! Ai vai.

– Ai, porra!

Um grito agudo me fez levantar de súbito, pronta para reagir ao que estivesse acontecendo a minha frente. Sobre as minhas vistas embaçadas, via uma Erin andando para lá e para cá com ar desesperado, aparentemente sem saber o que fazer.

– O que aconteceu? – falei, esfregando os olhos que me traiam e não me deixavam ver com clareza.

– Olha que horas são, Noah Collins! Nós perdemos todas as aulas do dia!

Corri até o meu celular e ao ligar seu visor, vi uma mensagem de James. Ignorei-a com sucesso e foquei nas horas. Já passavam das duas da tarde.

– O que? Como nós dormimos tanto? Nós... Eu... Cadê o Nicholas? – tentava colocar as ideias no lugar

– Eu que quero saber onde esse viadinho está e porque ele não acordou a gente!

– Se acalma aí. – peguei meu celular novamente e disquei o numero de Nick.

Segundos silenciosos se arrastaram pelo quarto, exceto pelos bipes que indicavam que a ligação estava ocorrendo e Nicholas não a atendia.

– Ele não atende. – me sentei na cama e cocei a cabeça, ajeitando meus cabelos um pouco.

– Eu juro Noah, quando eu encontrar esse salafrário afeminado eu vou fatiá-lo em mil pedaços e depois...

– Ei, da pra parar? Nós já perdemos a aula, deixa isso pra lá. – bufei – você ta fazendo minha cabeça explodir.

– Me desculpe, estou calma. – Erin se sentou na cama e colocou as mãos no colo, como no dia anterior.

Fui ao banheiro e escovei meus dentes, dei um jeito no cabelo e sai de novo, encarando Erin.

– O que a gente faz?

– Por que não dar um jeito na casa, adiantar uns trabalhos e depois locar um filme?

– Para mim parece uma boa.

– Sem Nicholas.

– Sem James. Sem Cory. – olhei para ela e ambas sorrimos

– Só nós duas. – ela estendeu a mão para mim como forma de acordo.

– Como nos velhos tempos. – uni nossas mãos e a puxei para cima de mim, fazendo-a se desequilibrar.

Um silêncio constrangedor e não convencional se instalou no ambiente. Ambas ficamos coradas, talvez pelas posições em que nos encontrávamos. Erin estava em cima de mim, com suas pernas entrelaçadas às minhas e seus fartos seios logo acima dos meus. Nossas bocas estavam próximas e fixávamo-nos nelas, sem desviar o olhar.

– Noah, alguma vez você já beijou uma garota?

Movi minha cabeça negativamente. Nossas respirações estavam pesadas.

– Noah, você tem vontade de beijar uma garota?

Não respondi. Olhei-a nos olhos e soube que ela sabia a resposta antes mesmo de perguntar.

– Você se importa se eu for a primeira garota que você beijou?

Dessa vez me senti tentada e puxei seu rosto para mais perto do meu, colando nossos lábios. Ficamos assim por alguns segundos. Lábios colados, sem mais nenhum movimento. Quando não aguentei mais, puxei seu corpo para ainda mais perto e iniciamos um beijo intenso, minhas mãos percorrendo as costas e bunda de Erin, enquanto ela se contentava em massagear os meus seios. Suas mãos desceram até minha intimidade e Erin passou a massageá-la por cima da calça, me fazendo corar e ofegar. Com um movimento rápido tirei sua blusa e a joguei em um canto qualquer do quarto.

Uma porta no andar de baixo bateu e levantamos tão rápido que por um segundo parecia que nada tinha acontecido ali. Erin pegou sua blusa e a colocou de volta no corpo depressa, mirando a porta do meu quarto, que estava aberta.

– Noah. – a voz de Pitters vinha da cozinha. – Você está ai em cima? Perdeu uma aula e tanto.

– Estou aqui. – falei depois que Erin me deu um forte tapa em um dos braços.

– Ai está você. – de repente Cory surgiu na porta do quarto com um sorriso no rosto e seminu, vestindo apenas uma cueca box azul.

Erin bufou e virou a cabeça para o lado. Ao perceber sua presença, Cory parou momentaneamente e ficou sem reação. Olhou para mim, para Erin e de novo para mim, antes de falar qualquer coisa que vinha em sua mente, como ele especialista em fazer.

– Ah, entendi porque as donas não foram na aula hoje. – ele se aproximou e me deu um abraço de urso, me deixando ligeiramente sem ar.

– Erin. – ele se dirigiu a minha amiga e lhe deu um abraço especial, com direito a pressão no corpo e beijo no pescoço.

– Vejo vocês por aí. – Cory piscou e saiu do quarto.

Olhei para minha melhor amiga e a encontrei escarlate, quase tão reluzente quanto seus cabelos coloridos, totalmente abismada.

– Acorda bela adormecida. – bati em seu braço e ela pareceu acordar do transe. – Vamos tomar café.

Ao descermos as escadas encontrei a casa impecável, como há muito não estava. Todos os móveis tinham sido organizados, as roupas dobradas e os restos de pizza e as latas de cerveja estavam em uma sacola à porta.

– O que é isso, a fada da limpeza me deixou um presente? – falei alto, olhando em volta.

O fada da limpeza, você quis dizer. – Nicholas saiu da cozinha com um ar orgulhoso e parou, colocando as mãos em punho na cintura.

– Que tipo de milagre você opera, senhor fada? Só acontece com casas ou você limpa vidas e outras coisas? – Erin ergueu as sobrancelhas

– Por enquanto só casas. – ele disse enxugando a testa e sentando em uma das poltronas, agora visível. – Tive um trabalhão, sorte que contei com ajuda.

– Ajuda? – fui até a cozinha e encontrei Jared Brown recolhendo a ultima das sacolas de lixo, pronta para despejá-la.

– Mas o que? Onde? Quando? Como? O que? – a voz de Erin estava estridente.

– Longa história. O fato é que Jared veio fazer uma visita a Noah, quando viu que ela tinha faltado às aulas, e então quem atendeu a porta fui eu. – Jared lançou um olhar afetuoso para Nick, que foi retribuído. – Começamos a conversar e ele viu a bagunça imensa que a casa da senhorita estava.

Meu sorriso desapareceu e deu lugar a um bico cômico, mais para combinar com a cena do que para expressar chateação.

– Ele deu a ideia de arrumarmos. Como estávamos à toa e as lindas moças estavam dormindo – ele fuzilou Erin com os olhos-, resolvemos fazer por nossa conta.

– Uau, vocês são reais? Acho que eu ainda estou dormindo.

Nesse momento Cory Pitters desceu as escadas exibindo seu magnífico físico e parou no ultimo degrau, observando a cena.

– Está limpo. – ele disse abismado. – Eu não via essa bermuda há anos, achei que tinha perdido num lugar qualquer.

– Obra dos fadas da limpeza. – indiquei os dois com a mão e imediatamente coraram, sem desviar os olhos um segundo do corpo de Cory.

– Acho que você está meio indecente, Pitters. – disse tampando uma parte do seu corpo com o meu e olhando-o nos olhos. – Vá se vestir, por favor.

– Só porque você pediu meu amor. – Cory acariciou meu rosto com as mãos e tornou a subir as escadas.

– Ele está jogando. – disse para Erin que olhava feio, embora estivesse corada.

Erin bufou e entrou na cozinha. Fui atrás dela, sorrindo para os dois meninos ao passar.

– Você não está mesmo chateada com isso, está? É Cory!

– Eu estou Noah, porque dei um gelo nele quando você descobriu e agora estou louca para ter algo com ele de novo.

– Pois então tenha, Cory não é a pessoa mais difícil de levar para cama...

– E você diz por experiência própria...

– Vai começar a jogar a culpa em mim? Eu tive algo com ele muito antes de você!

– Certo, me desculpe. É só que...

– Você está apaixonada por Cory Pitters. – disse no tom mais sério que consegui mediante a situação.

– Eu não estou não.

– Você está sim.

– Não estou.

– Pare de agir como uma criança, você sabe que está.

– Ta bom, só um pouco. – ela bufou – Mas não é apaixonada, é mais como uma atração magnética entre polos opostos. Ele é meu próton, a partir do momento que sou um elétron.

– Que metáfora profunda, minha cabeça matinal não acompanha.

– Vá se foder, Noah.

– Me desculpe. Já pensou se ele topa um ménage? Você poderia transar comigo e com ele ao mesmo tempo.

Quando minha amiga estava prestes a se jogar em cima de mim, e não seria para um motivo amigável, Cory gritou meu nome do andar de cima e ela foi forçada a parar.

– O que é?

– Seu telefone está fazendo barulho que nem louco, faz isso parar.

– Já vou.

Olhei para Erin e sai da cozinha, subindo as escadas o mais rápido que eu conseguia. Cory estava nu e deitado na minha cama, e quando vi a cena fui forçada a fechar a porta e olhar para o teto.

– O que você está fazendo? Veste uma roupa e sai daí.

– To querendo foder, Noah. Olha só para ele.

Olhei para sua ereção e fiquei vermelha muito rápido.

– Não quero saber. Veste e sai. Você estava me enganando?

– Não, realmente não para de fazer barulhos. Agora vem para cá, vem.

– Volto em um segundo.

Peguei meu celular e sai do quarto, deixando a porta parcialmente fechada. Desci as escadas e encontrei Erin na cozinha, olhando pela janela.

– Vai até o meu quarto e pega o meu celular para mim. Não estou achando e preciso arrumar umas coisas urgentemente.

Erin, embora desconfiada, assentiu e subiu as escadas. Sorri e olhei o visor do celular, ficando séria quase imediatamente. Duas ligações perdidas e uma mensagem de James.

Precisamos conversar.

Notas finais
Beijundas