The Quarterback

9 Capítulo 8 - Ficar gripada é buito ruim!


Notas iniciais
Hola pessoas, como estão?
Desculpem a demora típica para postar, to estudando igual a uma louca então não tive tempo para escrever.
Me sigam lá no twitter pessoal e se quiser me encham o saco para postar, eu não ligo (@vishgabriella)
Quero agradecer por todas as reviews lindas e perfeitas e pela recomendação da BloodBird [u/375769/], eu to apaixonada ♥
O buito no título foi de propósito, vocês já vão entender
Esse capítulo não ficou um dos melhores mas posso lhes avisar que o próximo será o melhor de todos muahahahahahah
Ah e ninguém betou ele pra mim, então se tiver algum erro me avisem
Enfim é isso, boa leitura ♥

Minha cabeça explodia como se eu tivesse convocado uma escola de samba para tocar dentro dos meus neurônios. Levantei do sofá com as mãos na cabeça e fui até a cozinha, onde procurei por um remédio qualquer. Nada. Minha cabeça doía tanto que minha vontade era arrancá-la fora e assim poder voltar a dormir em paz. Só então reparei no meu nariz escorrendo e na crescente sensação de frio. Que ótimo, ficar doente era exatamente o que eu esperava para uma sexta feira.

Peguei meu telefone e digitei o número de Cory, apesar de saber que ele deveria estar em seu quarto, dormindo um sono tranquilo. Pareceu uma eternidade até que uma voz sonolenta atendesse o maldito celular.

(Ligação)

- O que é Noah? São quatro da madrugada. — (Eram quatro da tarde, só para constar)

- Eu to buito doente, beu nariz a entupido e binha cabeça ta explodindo.

- A sua o que? – Cory começou a rir do outro lado da linha.

- Para com isso Cory, eu preciso de rebédio.

- Noah Collins, eu não consigo te levar a sério desse jeito. Estou descendo.

(Fim da ligação)

Cory desligou na minha cara e para a minha alegria eu estava bem ao lado do sofá, o que me fez deitar e sentir minha cabeça dar uma pontada tão grande que meu corpo inteiro se contorceu. Maldito seja James Parker! Por culpa desse tirano acéfalo agora eu estava super doente, e não há coisa que eu odeio mais no mundo do que ficar doente!

- Bom dia. – Cory apareceu no alto da escada com seu cabelo despenteado de um jeito mega charmoso e vestindo apenas uma cueca box.

- Vá se vestir e compre um rebédio pra bim Pitters.

- Um rebédio pra quem? – ele disse caçoando da minha voz fanha.

- Pare com isso, binha cabeça dói tanto.

Cory veio andando com aquele seu jeito de dono do mundo e pôs a mão em minha cabeça por um segundo, e depois fez o mesmo em minha nuca.

- Acho que a pequena Noah está com febre. Vou comprar uns remédios na farmácia aqui em frente, enquanto isso fique deitadinha e se comporte.

Forjei um sorriso irônico enquanto Cory vestia uma bermuda e saía de casa com aquele seu andar, apesar do frio londrino constante para sua pele nua. Fiquei em posição fetal no sofá desejando mil vezes melhorar logo, assim não perderia meu fim de treino e mais tarde poderia sair com meus fiéis escoteiros e contar da experiência passada com Parker.

Liguei a TV na tentativa de me distrair até que meus remédios gloriosos chegassem, e assim que as imagens apareceram um som ensurdecedor rompeu a sala numa narração dramática de um jogo de futebol nada emocionante. O som era tão alto que eu quase agonizei no chão, procurando o controle que caíra da minha mão com o susto. Eu rondava o piso com meus olhos fechados e cheios de lágrimas por conta da maldita dor que rompia minha cabeça sem dó.

- Filho da puta, onde está esse maldito controle do caralho? Senhor me ajude, se a morte for assim eu não quero morrer. – praguejava enquanto procurava o controle por todo canto.

De repente um silêncio completo se fez. Abri meus olhos e lágrimas começaram a escorrer deles, e nossa, eu odeio lágrimas. Sentei-me no chão com as mãos na cabeça, tentando criar forças para me levantar e agradecer a Cory. A dor era tão alucinante que eu mal conseguia respirar. Isso pode soar bem dramático, mas pegue sua cólica menstrual, multiplique por dez e coloque-a na sua cabeça, e aí você sentirá a minha dor.

- O-obrigada Cory, me ajude a voltar para o sofá, por favor. – disse, ainda sem olhar para cima.

Braços fortes me pegaram como um bebê e me colocaram no sofá quando só o que eu conseguia fazer era chorar. Quando ele estava pronto para me largar, agarrei uma de suas mãos e o fiz esperar até que eu conseguisse abrir os olhos, pronta para agradecer de novo e pegar os remédios que seriam a cura para o todo o meu sofrimento.

Porém, para minha completa surpresa, quando abri os olhos não era Cory quem estava lá. Minha vista estava embaçada, então tive que piscar diversas vezes até que focasse em um rosto bonito e escultural que sorria para mim.

- JAMES PARKER, O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI? – disse essas palavras gritando e no mesmo segundo me arrependi delas, já que minha cabeça voltou a latejar com dez vezes mais força.

- Foi mal Nina, estava passando por aqui e ouvi o barulho e seus gritos. A porta estava aberta então resolvi te ajudar. Desculpa.

Ele parecia tão vulnerável e tão não-babaca naquela situação que quase me rendi aos seus encantos.

- Tudo bem James, obrigada. Que droga, eu molhei toda a sua camisa. – reparei que minhas lágrimas deviam deixado a marca de um rio naquela camisa tão linda que combinava com os olhos de James.

- Que nada, está tudo bem.

- Não, deixe-me pegar uma camisa de Cory para te emprestar.

Sem dar tempo para James falar qualquer coisa, me levantei do sofá com muito custo e subi as escadas vagarosamente, tomando cuidado para não acionar qualquer coisa no meu cérebro que pudesse me fazer sentir mais dor. Parei na porta do meu quarto e me olhei no espelho. Eu estava horrível, com os cabelos emaranhados e o pijama completamente abarrotado. Aproveitei a ocasião para escovar os dentes e arrumar meus cabelos, já que bafo de leão não ajuda em nada.

Peguei a primeira camisa de Cory que parecia estar limpa em meio ao caos do seu quarto e desci as escadas. Cory Pitters havia voltado da farmácia e estava em pé ao lado do sofá conversando com James, mais intimamente do que eu gostaria.

- Aqui a camisa. – entreguei-a para James. – Espero que você não se importe, molhei a camisa de James e peguei uma sua para emprestá-lo. – disse voltando-me para Cory.

- Sem problemas. – Cory me passou uma sacola cheia de remédios e fui para a cozinha, enquanto ouvia os dois conversando entusiasticamente.

Abri a sacola que estava cheia de comprimidos e fui destacando aqueles que tomaria primeiro, e no total foram cinco. Peguei uma garrafa d’água na geladeira e me sentei no balcão ao lado da pia, tomando os remédios um por um. Recostei minha cabeça na parede gelada e fechei os olhos, procurando focalizar na dor, como se eu pudesse destruí-la com meu pensamento.

Peguei-me pensando em James. Ele havia me chamado de Nina, e aquilo fora tão fofo e inocente de sua parte que me fez sorrir. A dor em minha cabeça deu lugar para uma fome digna de uma pessoa gorda e desesperada por comida. Abri a geladeira e só encontrei salame, cinco latas de cerveja e mais uma garrafa de água. A situação estava tão crítica que resolvi ir ao supermercado comprar coisas comestíveis, coisa que eu nunca fizera antes.

Fui até o meu quarto ignorando James e Cory e troquei de roupa, colocando um short que achei embaixo da cama e uma blusa que provavelmente era de Cory, mas não importava. Penteei meus cabelos e desci, dando de cara com James sozinho na sala.

- Onde está Cory? – eu perguntei

- Foi pegar uns livros que pedi e já está descendo.

- Ah sim, claro, avise a ele que fui ao mercado, mas não vou demorar.

Já ia saindo pela porta quando uma mão forte me segurou pelo braço, fazendo-me voltar.

- Ei Nina, eu queria saber se você não gostaria de sair comigo mais tarde, se você estiver se sentindo melhor.

NÃO NÃO NÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Eu queria gritar milhões de nãos com todo o meu mau humor feminino e bater a porta dramaticamente, mas ao olhar naqueles lindos olhos tão gentis e aqueles lábios carnudos e sorridentes, me esqueci de tudo. James conseguia ser tão atraente quanto Cory, de um jeito diferente e despretensioso. Fiquei parada olhando para ele por um bom tempo, sem falar nada. Seu sorriso aos poucos se desfez e ele afrouxou o toque em meu braço.

- Eu entendo, você e Cory estão juntos...

- Não! Eu e Cory não estamos juntos, não pense besteiras – sorri para não parecer tão desesperada e continuei a falar. – Sabe o que é James, hoje realmente não vai dar. Vou sair com uns amigos e é importante. Quem sabe outro dia, ok?

-...

-...

- Ok. – ele me soltou por completo no momento em que Cory apareceu no alto da escada carregando tantos livros que mal conseguia ver por cima deles.

James foi ajudar seu amigo e aproveitei a deixa para sair de fininho. Mas que diabos fora aquilo? James devia estar com sérios problemas de autoestima, porque com tantas garotas bonitas naquela faculdade ele me chama para sair! Tudo bem, eu não sou a garota mais feia do universo, sou até consideravelmente bonitinha, mas perto das líderes de torcida eu era uma fraude.

Mandei uma mensagem de texto para Erin, fui até a faculdade para justificar minha falta por escrito para o treinador e fui até ao mercado. O passeio por esse lugar desconhecido foi bem mais legal do que eu esperava, com direito a subir no carrinho e deslizar pelos corredores. Comprei coisas diversas, e me concentrei em comprar apenas cinco latas de cerveja. Estava cheia de sacolas na mão e mal conseguia carregá-las, quando Dan Morgans me parou no meio da rua.

- E aí Nina, como vai? Está indo para casa?

- Hum-hum. – foi tudo o que consegui responder com aquela surpresa.

- Então me deixa te ajudar com essas sacolas, estou indo para sua casa também.

Dan tirou noventa por cento das sacolas de minhas mãos e saiu andando como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo. Segui andando desajeitadamente ao seu lado, tomando cuidado para não tropeçar em pedrinhas e não ser atropelada.

Paramos em frente à porta de minha casa e coloquei a mão no bolso para pegar minha chave, mas Dan já estava com o dedo na campainha, apertando-a incessantemente. Não demorou muito até que Cory abrisse a porta com seu sorriso deslumbrante por trás dela e eu visse o caos.

Cerca de cem pessoas estavam espalhadas por todos os cantos de minha casa enquanto uma musica ensurdecedora tocava ao fundo. Garrafas e garrafas de todo o tipo estavam espalhadas pelo tapete e sofá. O cheiro de droga entrava pelas minhas narinas deixando-me tonta. Ninguém naquele recinto parecia estar sóbrio, e realmente não deveriam estar. Levei as sacolas à cozinha e me tranquei na dispensa tentando raciocinar o que estava acontecendo. O barulho era tanto que não conseguia ouvir nem mesmo meus pensamentos. Saí da dispensa com mais raiva que de início, minha cabeça voltava a latejar.

Todos sorriam para mim e levantavam suas garrafas, dançando ao ritmo de uma musica acelerada. Eu estava tonta e minha cabeça doía tanto que me fazia apertar meus lábios para não chorar, meu corpo doente pedindo por cama.

- Cory Pitters, tire essa gente da minha casa agora!

Notas finais
E aí, o que acharam? KJASJDJSAKJKDASKD
Prometo tentar não demorar tanto para postar, mas é que to estudando para uma prova super importante e dependo dela pra passar para uma nova escola.
É isso, muito beijos e até a próxima.