The Quarterback

7 Capítulo 6 - Nunca durma em um táxi!


Notas iniciais
Oi gente linda, desculpem a demora para postar. Quero agradecer por todas as reviews perfeitas, fico feliz que estejam gostando da história.
Reativei o meu ask, então se quiserem spoilers ou apenas conversar comigo e só me procurar lá (http://ask.fm/devonnedivina)
Esse capítulo ficou horroroso, mas estou esperando a hora certa para a história se desenrolar e ficar mil vezes melhor.
Ficou meio pequeno, mas estava sem criatividade então é isso aí mesmo.
Beijinhos

Não sei onde fui parar ou que merda eu fiz depois que peguei o taxi, o que sei é que acordei com uma dor de cabeça insuportável em um lugar que desconhecia totalmente. Procurei meu celular por uma eternidade até achá-lo embaixo das cobertas. Abri o visor. Vinte e sete chamadas perdidas. Dez de Cory, provavelmente preocupado com a minha ausência. Outras dez de Erin e mais sete de um número desconhecido.

Levantei-me apressadamente e tentei sair dali sem ser vista, o que com toda certeza do mundo não deu muito certo.

- Ai – disse uma voz feminina quando me colidi com aquela desconhecida sem querer.

- Quem é você? – segurava minha bolsa em posição estratégica para bater naquela mulher se necessário.

- Calma, meu nome é Annabeth, mas pode me chamar de Ann.

- Tá legal, mas o que eu estou fazendo aqui Ann? Por acaso nós...? Quero dizer nós não...?

- NÃO! Claro que não. Eu estudo na mesma universidade que você e encontrei o taxista que te levava para casa enquanto você estava desacordada. O problema é que ele não sabia onde era sua casa. Então pedi para deixá-la aqui até que acordasse.

- Você é um anjo ou algo assim? – eu estava perplexa.

- Está tudo bem, noite difícil né? – Ann disse com uma breve risadinha.

- E como.

Annabeth me levou até a cozinha e me serviu algo comestível, antes de eu agradecer mil vezes e deixar sua casa. Falei que morava na rua da universidade e ela me deu as orientações, dizendo que chegaria a minha casa em cinco minutos de caminhada. Peguei os sapatos com as mãos, pois não aguentaria andar com eles nem por mais um segundo e saí vagando pelas ruas. Tudo parecia tão calmo, estava perdida no tempo. Estava passando por uma praça quando meu telefone tocou.

(Ligação)

- Alô? – minha voz estava tão rouca que parecia até irreconhecível.

- Noah? Alô Noah, onde você está?

- Quem está falando?

- É o Cory, sua idiota. Onde você passou a noite? Fui te procurar quando saiu da boate, mas você desapareceu!

- Ah, bom dia primeiramente. Fui para uma orgia com três caras super gatos e várias mulheres e nos divertimos a noite inteira, o problema é que eu dormi e agora não sei onde estou.

- Você está falando sério? Porra Noah, qual é o seu problema?

- Claro que não Pitters, pela madrugada. Estou indo para casa, nos falamos quando chegar aí.

Desliguei o telefone antes que Cory pudesse dizer qualquer coisa a mais. Segui rumo à praça e me sentei em um dos bancos. O Sol batia em minhas pernas nuas e as fazia queimar, mas não me importava. Fiquei pensando em tudo o que tinha feito e ia fazer, pensando na minha faculdade, em Ann, nos meus amigos e perdi totalmente a noção do tempo. Levantei-me e olhei no relógio: duas e meia da tarde.

Saí correndo de lá, passando por velhinhos que sabiam xingar uma quantidade infinita de palavrões e criancinhas que brincavam nos chafarizes. Cheguei em casa ofegante, procurando minha bolsa. Tinha perdido todas as aulas, mas não poderia deixar de ir ao treino de futebol americano que começaria em dez minutos.

- Noah? – ouvi uma voz quando estava saindo de casa novamente e me virei.

Cory Pitters vestia apenas uma bermuda, seus cabelos estavam despenteados e ele estava altamente sexy.

- Cory, não posso falar agora. Tenho que ir para o treino.

Estava prestes a sair quando Cory me segurou pelo braço, me fazendo quase cair.

- O que é? Estou atrasada.

- Nós estamos bem? – ele me encarava com aqueles olhos verdes como ondas do mar.

- Como assim nós? Não existe nós, Cory.

- Ontem você pareceu bem chateada quando me viu com a Ann.

- Não fiquei chateada, só estava bem... Espera aí, com quem você estava?! – meu sangue estava borbulhando.

- Aquela menina que estava ficando, o nome dela é Annabeth. Mas ela não vem ao caso, eu não me importo.

- Isso é algum tipo de pegadinha? Como assim? – falei olhando para o céu. – Você deve estar de brincadeira comigo.

Soltei-me do braço de Cory e saí de casa, rindo dessa situação um tanto quanto trágica. Sem me permitir pensar em nada, entrei correndo no banheiro da universidade e botei minha roupa de jogador. Quando Noah Collins coloca roupa de homem, ela incorpora totalmente um homem. Saí andando pelos corredores com meu andar de macho, com direito a piscadela para uma das líderes de torcida.

- Noah? – me virei e vi um rostinho bonito me encarando. – Sou Jennifer Reece, mas pode me chamar de Jenny.

- Fala aí Jenny. — tentei não rir da minha tentativa fracassada de usar gírias.

- Já que você entrou para o time de futebol, gostaria de saber se você está a fim de sair com a gente um dia desses. Quero dizer, com os outros jogadores e as líderes.

- Claro, vai ser ótimo. Tenho que ir, estou atrasado. – falei e sai andando apressadamente.

- Ei, Noah! – Jenny gritou a certa distância de mim. – Por que nunca te vi sem esse capacete?

Saí praticamente correndo porque não sabia o que responder àquela pergunta. Entrei no ginásio e disse um breve oi para todos os jogadores que estavam sentados por ali. Segui apressada por meu caminho, mas não sem antes tropeçar no meio do nada e cair de quatro no chão.

- Cuidado por onde anda Noah! – disse um dos jogadores acéfalos, porém maravilhosos do time.

Levantei-me rapidamente enquanto sentia meu joelho latejar, tentando levantar a calça para ver o estrago. Lembrei-me que tinha pernas de mulher e abaixei a perna da calça, olhando em volta para ter certeza de que ninguém havia visto nada.

Passei por Dan e James, mas estes ignoraram totalmente a minha presença. Cheguei bem perto dos dois para ter certeza se eles não me viam, mas simplesmente fingiram que eu não existia. Às vezes acho que James, Dan e Cory tem um complô, pois todos têm as mesmas reações comigo. O treino foi cansativo do início ao fim, com o treinador pegando no meu pé a todo o momento por não conseguir me concentrar.

Meus passes estavam tão ruins quanto os de uma garotinha do pré-escolar, minhas pernas doíam e meu joelho ainda queimava. A ressaca batia tão forte que estava começando a me sentir mal por ter saído na noite anterior. Quando acertei uma bola na cabeça de James foi a gota d’água. O treinador disse-me para ficar no banco o resto do jogo e eu fui substituída. Estava tão zangada comigo mesma que nem percebi o tempo passar.

Na saída do campo fui acompanhada por James Parker, que parecia muito interessado em mim agora.

- Noah, podemos conversar? – sua voz era ofegante por conta do jogo, mas não menos intensa.

- Agora não dá, tenho que ir para casa.

Saí correndo dali antes que James viesse atrás de mim. Precisava descansar. Troquei de roupa no banheiro para que não me vissem entrando em minha casa como o Noah e eu tivesse mais problemas do que os já existentes.

A cena que vi foi provavelmente a mais estranha de toda a minha vida. Cory Pitters estava cantarolando enquanto preparava um sanduíche na cozinha, e ao seu lado estava sentada uma menina. Um musica ensurdecedora ecoava por toda a casa, fazendo minha cabeça doer tanto que achei que fosse explodir.

- Que porra está acontecendo aqui?! – tentava gritar mais alto que a musica, mas eu mesma não conseguia ouvir minha própria voz.

Fui até o aparelho de som e desliguei a musica. Vi de relance Cory sair da cozinha e parar atrás de mim.

- Noah, o que está fazendo aqui?

- Voltei para casa, porra. Que musica alta é essa? Você está querendo me...

Perdi a fala à medida que vi quem saía da cozinha. Annabeth estava usando uma blusa masculina que provavelmente era de Cory e um sorriso amplo que soou muito falso estava em seu rosto.

- Noah? Não sabia que você morava aqui. – ela veio em minha direção e me deu um abraço que para o azar dela não foi retribuído.

- É, pois é, moro aqui sim. – voltei-me para Cory. – Estou subindo, minha cabeça dói e preciso descansar.

Cory Pitters estava tão perplexo quanto eu mesma, mas os deixei a sós e fui até o meu quarto. Estava tão bagunçado que era impossível enxergar minha cama, e isso me causou uma súbita fúria. Desci até a cozinha novamente e vi Cory e Ann se beijando.

- Desculpa atrapalhar, só vim buscar uma cerveja. – disse com um sorriso bem amarelo.

Peguei a lata e já estava saindo da cozinha quando Cory pediu licença a Ann e me seguiu.

- De onde vocês duas se conhecem?

- Ela me resgatou ontem à noite – disse dando de ombros.

- Tudo bem ela estar aqui? – ele parecia preocupado.

- Claro que sim Cory, até apoio vocês dois juntos.

Sorri o sorriso mais falso do mundo e saí. Não porque não gostava de Ann ou por ciúmes de Cory, apenas estava cansada demais para perder meu tempo com qualquer um. Joguei-me na cama de Pitters e estava quase adormecendo quando meu bolso vibrou e me deu um tremendo susto.

Uma nova mensagem de texto. Número bloqueado. Pensei em deixar para lá e dormir, mas a curiosidade não permitiu. Abri o visor e cliquei na mensagem.

‘’E meu desejo por você só aumenta. ’’

Notas finais
E aí, o que acharam? Não me abandonem por a história estar chata, prometo que vai melhorar muito em breve.
Vejo vocês na próxima semana, beijos