The Quarterback
6 Capítulo 5 - Cory Pitters é um idiota!
Notas iniciais
Desculpa a demora para postar, tive uns probleminhas aí. Minhas aulas voltaram e eu tenho que me dedicar mais do que nunca, mas não vou esquecer daqui. Juro de dedinho.
Esse capítulo ficou um horror por motivos de preguiça + falta de criatividade, mas espero que vocês gostem. Além do que ele ficou suuuuuuper grande, me desculpem.
De vez em quando dou spoilers de TQ no meu twitter, me acompanhem lá @cattchddl
Muuuuuuuuuuuuuuuito obrigada por todas essas reviews perfeitas e pela recomendação da savannaht [u/340504], fiquei emocionada de verdade.
Enjoy.
“– E se eu não estiver mais disposto a guardar o seu segredo?”
Essa frase bateu no meu estômago como uma pedra, me causando uma súbita vontade de vomitar. Minhas mãos começaram a suar e minhas pernas tremiam, em parte pela proximidade de Cory e em outra pelo que havia saído daquela linda boca.
- O que você quer dizer com isso?
- Bom — ele disse se afastando de mim –, eu estive pensando e talvez não valha tanto a pena guardar o seu segredo. James e Dan são meus amigos e não acho justo esconder isso deles.
A essa altura meu rosto estava totalmente vermelho e do canto dos meus olhos surgiam gotículas de água também conhecida como lágrimas.
- Vo-você não po-pode fazer isso, Cory. Eu batalhei tanto por essa vaga e estou me esforçando ao máximo para manter isso em segredo. É minha única chance de me manter na faculdade que eu tanto sonhei. – sentei no sofá e coloquei as mãos em meu rosto. – Eu não acredito nisso.
- Quem diria, Noah Collins baixando totalmente a guarda. Para uma mulher jogadora de futebol americano que gosta de tomar cerveja e age como um homem na maior parte do tempo você está muito sensível hoje.
Cory começou a rir. É isso mesmo, esse filho de uma égua castrada começou a rir enquanto eu ainda estava em estado de choque. Meu coração estava acelerado e eu não entendia muito bem o que estava acontecendo até que me dei conta e meu sangue ferveu.
- Cory Pitters, nunca mais brinque com uma coisa dessas! Você está querendo me matar?! – Fui correndo na direção dele e comecei a tentar dar socos em todo o seu corpo, mas Cory era muito mais forte que eu.
- Calma. – Ele me abraçou até que eu me acalmasse. – Eu estava brincando Noah.
- Você quase me matou. – disse num som meio abafado por meu rosto estar contra seu peito.
- Eu jamais faria uma coisa dessas com você, você sabe disso.
- Obrigada. – eu disse agora bem mais calma.
- Mas eu quero uma recompensa por manter esse segredo de um milhão de dólares. – ele disse com a voz de um apresentador de reality show.
- Que tipo de recompensa?
- Desse tipo.
Ele levantou meu rosto que ainda estava grudado em seu peito com uma mão e passou a mesma pelos meus cabelos. Seu rosto ficou mais próximo de mim, e ele beijou o canto de minha boca, fazendo-me ficar totalmente arrepiada. Ele sorriu e me encarou por dois segundos, até que nossos lábios se tocaram e parecia que um milhão de fogos de artifício estavam explodindo dentro de mim. Ele me beijava suavemente, mordendo meus lábios vez ou outra. Cory apertou meu corpo contra o dele, fazendo-me soltar o pequeno gemido. Ele sorriu entre o beijo, acariciando minha cintura. Seus beijos foram se tornando quentes e dominadores, me fazendo perder o ar. Ele passou a mão por todo o meu corpo enquanto eu tirava sua blusa, Agarrou-me pela cintura e me puxou, me fazendo pular em seu colo. Arrastou-me até nosso quarto e me jogou na cama, deitando por cima de mim.
- Noah?
- Hum?
- Você quer mesmo fazer isso?
Sorri em sinal de aprovação, o que resultou na minha pessoa sem blusa. Nossos corpos estavam colados e eu arranhava suas costas, fazendo-o soltar baixos sons impróprios em meu ouvido.
- Come together, right now, over me.
- O que é isso? – Cory parecia assustado.
- Merda! É meu telefone. – sorri amarelo enquanto me levantava para atender. Ressalte o fato de que eu estava só de peças intimas enquanto Cory me observava.
(Ligação)
- O que é? – eu era sempre tão educada.
- Noah, nós decidimos ir ao Boom. Você e o Cory vêm, não é?
- Sim Nicholas, eu vou, e vou te esmagar quando chegar aí.
Desliguei o telefone na cara do meu querido amigo. Estava tão envergonhada que não sabia como voltaria para o quarto. Fui até a geladeira e encontrei uma lata de coca cola no meio de um milhão de cervejas e voltei ao quarto, onde Cory ouvia uma música qualquer.
- Desculpe por isso – sorri sem graça enquanto me sentava ao lado dele.
- Imagine. – Cory pegou a lata de coca cola das minhas mãos e só aí percebi que ele usava apenas uma cueca Box, o que fez meu rosto corar.
- Sabe Noah, posso te dizer uma coisa?
- Claro. – batia os pés no chão ao som da música e fingia não me importar com o que Cory poderia me falar àquela altura do campeonato.
- Você percebe o quão sexy você é?
- O que você quer dizer?
- Hoje mais cedo, quando James e Dan estavam na nossa porta. Dan estava quase te comendo com os olhos.
- Isso é coisa da sua imaginação Pitters. – meu rosto estava tão vermelho quanto um tomate.
Cory se sentou ao meu lado e começou a beijar meu pescoço e a acariciar minhas costas. Fechei os olhos para sentir a mágica que o toque de Cory me trazia. Ele se levantou e abaixou até a altura do meu rosto, me beijando de um jeito alucinante. Finalizou o beijo e foi saindo do quarto, até que eu o chamei e ele se virou, dando-me uma visão completa de seu corpo escultural.
- Ei Pitters, meus amigos e eu vamos ao Boom mais tarde. Quer ir também?
- Vai ser ótimo. – ele disse saindo do quarto.
Deitei-me na cama e comecei a prestar atenção na musica que tocava, a ponto de pegar uma frase que me fez sorrir.
“Your body is a wonderland”
Não sei por quanto tempo dormi, mas acordei com Cory me sacudindo na cama.
- Collins, acorde! Seus amigos acabaram de ligar e disseram que já estão indo para o Boom.
- Pare de me sacudir Cory, está bagunçando meus neurônios. – disse com as mãos na cabeça enquanto me levantava.
Segui cambaleando até o banheiro, a tempo de me virar e ver que Cory observava atentamente todos os meus passos. Tomei um banho longo e relaxante, cantarolando músicas divertidas. Quando saí do chuveiro percebi que tinha esquecido minha toalha e bati palmas mentalmente por tamanha inteligência em uma pessoa só.
- Cory?
Silêncio.
- Cory Pitters?
Silêncio novamente. Decidi me virar e ir daquele jeito para o meu quarto, onde provavelmente estava minha toalha. Saí de fininho do banheiro, dando passos curtos e em total silêncio. Entrei e imediatamente fechei a porta, sorrindo aliviada. Virei-me e fui pegar minha toalha quando percebi que Cory estava sentado na minha poltrona de luva de beisebol só de roupas íntimas, e pensei estar em algum filme pornô ou algo do tipo. Por que situações constrangedoras só acontecem comigo?
- Girl, your body is really a wonderland.
Cory jogou a toalha para mim e saiu do meu quarto, me deixando nua e constrangida. Vesti-me bem rápido, colocando um vestido simples que Erin deixara em minha casa na noite anterior pedindo para que eu não saísse com eles como uma mendiga e um sapato de salto alto que provavelmente me faria cair nas cinco primeiras pisadas. Passei uma maquiagem simples que não era nada típica de Noah Collins, por obrigação de Erin também. Terminei de me arrumar e me encarei no espelho por um tempo, pela primeira vez me sentindo uma mulher de verdade.
- Cory, está pronto?- batia na porta do quarto dele que estava encostada, resistindo à tentação de olhar pela pequena fresta.
- Estou quase, entra.
Entrei como se não houvesse amanhã, como se do outro lado daquela porta houvesse um pote de ouro. E realmente havia um musculoso e de cabelos despenteados pote de ouro.
- Uau. – dissemos um para o outro simultaneamente, fazendo-nos dar risada.
Cory usava apenas uma calça jeans e estava procurando alguma coisa dentro de sua mala, que ainda não tivera tempo de desarrumar. Pegou uma blusa onde se lia “I wanna do bad things with you” e por cima colocou uma jaqueta de couro. Seu cabelo estava desarrumado, o que o deixava mais charmoso. Pegou uma touca que estava jogada na cama e colocou-a na cabeça, parecendo aqueles bad boys famosos de filmes americanos.
- Pronta?
- Sim.
Cory pegou as chaves de um automóvel que até então eu desconhecia e me puxou pela mão, me fazendo colidir de leve com suas costas enquanto andávamos.
Saímos de casa e me deparei com o carro mais legal de todos os tempos. Não entendo absolutamente nada de marcas, então vamos ficar somente com carro extremamente legal. Ele abriu a porta do carona para mim e a fechou depois que eu entrei. Deu a volta e entrou no lado do motorista, se sentando e ligando o carro. Uma música começou a tocar. Ficamos em silêncio enquanto eu tentava identificar que música era aquela.
- Ok, eu desisto. Que música é essa?
- Como eu posso saber? Está tocando na rádio! – Cory disse com um sorriso travesso.
Voltamos a ficar em silencio, mas não por muito tempo. Logo Pitters começou a cantar me fazendo sorrir com meus lábios de batom vermelho gritante.
“But your sex takes me to pa-radise, yeah your sex takes me to paradise.’’
- Então você conhece, não é mesmo?
- É uma música expressiva, devo admitir.
Ficamos sem falar nada até chegarmos ao Boom, o que me fez lembrar que esse mesmo lugar fora mencionado por James como “lugar de mulheres fáceis e bebidas baratas’’. Fiquei me perguntando que diabos iríamos fazer ali e estava prestes a pedir para Cory dar meia volta e voltar para casa quando ele parou o carro e sorriu em minha direção.
- Vamos?
Saí do carro seguida por aquele deus grego, que fixou sua mão em minha cintura. Todas as pessoas que estavam do lado de fora nos encararam, e Cory segurou a minha mão e me puxou para perto de si como se fosse sua propriedade. Não me afastei dele, pois era um bom apoio para uma desequilibrada que não tem a mínima noção sobre como andar de salto. Depois que entramos sem nenhum problema, Pitters soltou minha mão e voltou a segurar minha cintura, olhando por cima da multidão com seus prováveis um e noventa de altura.
- O que foi isso?
- Isso o que?
- Na entrada. Você segurou minha mão como se fosse sua propriedade.
- E se for?
Antes que eu pudesse responder do jeito Noah Collins malcriado de ser, Nick e Erin apareceram me fazendo pular de susto.
- Olá! – Nick estava naqueles dias, coisa de gay. – Uau Noah, você está linda.
- Não é? – Cory falou sorrindo, o que deixou Nick de pernas bambas.
- Esse lugar é totalmente abominável. – disse enquanto observava prostitutas em todos os cantos (ou eram só universitárias?) e aquelas luzes fluorescentes que nos faziam perder os sentidos.
- Pare com isso Noah, só aproveite a noite. – Erin surgiu me dando um abraço e sussurrando ao meu ouvido: — Você está linda.
-Obrigada – sussurrei em resposta.
Andamos pelo que pareceu uma eternidade até chegarmos ao centro da pista de dança. Nunca me arriscaria a qualquer passo de dança, então arrumei uma desculpa esfarrapada e rumei para o mais longe dali.
- Vou pegar uma bebida, querem alguma coisa?
- Você escolhe. – Cory disse piscando para mim, aqueles olhos verdes parecendo tochas com a luz vermelha neon.
Segui meu caminho sorrindo como uma boba, ignorando totalmente os caras de cantadas ruins ou as meninas que vinham me perguntar se eu era lésbica ou curtia uma noite de aventuras e travessuras. Cory Pitters causava tantas reações em mim que era inacreditável, e mal podia esperar para voltarmos para casa. Cheguei até o balcão de bebidas e pedi qualquer coisa ao barman, que fazia diversos truques na hora de preparar as batidas.
Fiquei sentada batendo os pés ao ritmo da musica que ecoava pelo salão de modo ensurdecedor enquanto bebia algo que bem lá no fundo tinha gosto de morango, mas a vodca falava mais alto. Tomei tantos drinks que perdi a conta, e meus sentidos já estavam ficando distorcidos quando senti duas mãos fortes me envolvendo por trás e me virei já pronta para beijar Cory, mas quem se encontrava lá não era ele.
- O que você está fazendo? – disse me levantando e me afastando daquela montanha maravilhosa.
- Qual é Nina, você sabe que estou super interessado por você. – Dan Morgans sorria maliciosamente enquanto olhava para minhas pernas.
- Ah é? Não sabia não. Agora me de licença, tenho companhia.
Fui me afastando de Dan, mas o mesmo me puxou pelo braço e me esmagou contra o balcão de bebidas.
- Você é tão misteriosa Nina, mas estou doido para te desvendar.
- Tá bom, tchau.
Espera aí, o que? Está doido para me desvendar? Seria ele quem me mandara as mensagens? Ah não, não é possível. Será que Dan sabia o meu segredo?
Sai procurando Cory por toda parte, mas minha embriaguez e o lugar lotado não ajudaram em nada. Andei por uma meia hora por todo salão até encontrar Pitters agarrado com uma menina que não conhecia. Tentei fingir não me importar, afinal, Cory não era nada meu.
- Pitters? – cutuquei-o no braço com a maior cara lavada de todos os tempos.
- Noah? Ah Noah, não é nada do que você está pensando.
- Estou indo para casa. – ignorei totalmente sua tentativa de explicação. – Pode continuar aí, eu não me incomodo.
Virei as costas e saí do salão mais depressa possível, minhas mãos tremendo e meu rosto numa seriedade inabalável. Fiquei esperando no ponto de táxi por cerca de dez assustadores minutos, com direito a bêbados caindo em cima de mim e vadias sem blusa passando ao meu redor. O táxi finalmente chegou e entrei nele.
- Me leve para o mais longe possível daqui, por favor.
Notas finais
Alguém é ou conhece algum leitor beta que possa me ajudar? Qualquer coisa me falem.
Até a próxima, xo
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