The Quarterback
5 Capítulo 4 - Noah ou Nina?
Notas iniciais
Muito obrigada por todas essas reviews lindas e pela recomendação da Beeah[u/344657/], to apaixonada.
Mudei a capa da fic, o que acharam?
Ninguém betou esse capítulo, então se tiver algum errinho me avisem!
Vejo vocês nas notas finais
Estava entrando no campus e me deparei com Cory Pitters olhando fixamente para mim. Sorri e estava prestes a seguir meu caminho quando o avistei andando na minha direção. Meus olhos se perderam nos dele, e quando ele estava a apenas cerca de dez centímetros de mim, meus braços largaram os livros e se enrolaram em volta de seu pescoço. Ele segurou minhas pernas, fazendo-me pular no colo dele. Levou-me para a sala do zelador e começou a tirar a minha roupa, beijando-me primeiramente com delicadeza e depois com mais ferocidade. Tirei sua blusa e quando estava prestes a tocar seus músculos bem torneados..
Acordei desesperada com tapas e travesseiradas de Erin, que mais parecia um zumbi. Seus olhos estavam inchados e seus cabelos tão desarrumados quanto a minha casa.
- Anda Noah! Estamos atrasadas! – Ela gritava enquanto me puxava escada acima até o banheiro.
Tranquei a porta a tempo de ouvir Erin bufando e saindo de minha casa enquanto gritava coisas que eu preferi não escutar. Tomei um banho mais demorado que o normal apesar de saber que estava totalmente atrasada para a primeira aula, que começaria em exatos quatro minutos e quarenta e dois segundos. Arrumei um pouco o banheiro, tirando o saco do lixo e colocando os absorventes em um armário para evitar situações constrangedoras com meu futuro colega de casa. Peguei minha bolsa lotada de livros e pensei o quanto eu tinha que me dedicar nessa faculdade, já que queria ser uma médica de sucesso. Convenhamos, doutora Noah Collins não soa nada mal.
Saí de casa praguejando com uma lata de cerveja na mão por não ter leite na geladeira, correndo para não ter de entrar no segundo horário. Passei por James Parker no caminho, mas este pareceu nem notar minha presença. Qual é a dele?
Subi as minhas habituais escadas que quase me faziam morrer, tropeçando em alguns degraus e por pouco não caindo em cima de uma pobre moça que vinha no sentido contrário. É incrível como eu perco todo o ar para subir uma escada, mas aguento uma hora inteira num jogo de futebol americano.
Entrei na sala e adivinha quem estava sentado logo na primeira carteira? Se você pensou em Ashton Kutcher, parabéns ganhou uma bala. Brincadeirinha, não era Kutcher quem estava lá, mas um deus quase tão incrível quanto ele. Isso mesmo, Cory Pitters estava vestindo uma blusa verde que destacava a cor de seus olhos e abriu um sorriso largo ao me ver entrar tão desesperadamente na sala.
- Bom dia Pitters. – dei um meio sorriso e me sentei ao lado dele.
- Collins. – Ele falou meu sobrenome em um tom baixo, quase um sussurro, fazendo os pelos do meu pescoço se arrepiarem.
- Bom dia crianças, na aula de hoje vamos dessecar um cadáver fumante. Boa sorte. – o professor deu uma breve risadinha que considerei bem desnecessária e assustadora.
Todos os alunos se levantaram e ficaram em volta do homem morto de provavelmente uns 30 anos, com um rosto forte e bonito, se descontar o fato de que estava se decompondo e fedia mais do que as roupas dos jogadores do time de futebol.
Como sempre, pus as mãos à obra sem hesitar. Peguei minhas luvas e ajudei a abrir o corpo, enquanto algumas pessoas assistiam. Retiramos os pulmões e quando começamos a examiná-los, uma garota desmaiou e outra saiu da sala, provavelmente para vomitar. Como essas garotas querem ser médicas se não aguentam ver um pulmãozinho cheio de pus e totalmente preto?
Peguei um dos pulmões nas mãos e fiquei examinando-o cuidadosamente, pedindo para um garoto bonitinho, de cabelos escorridos e olhos pretos, chamado Neville, para anotar tudo o que falava. Ele estava um pouco nervoso segurando a caneta com esforço e passando a língua nos lábios a toda hora.
- Acho que você está causando reações físicas no pequeno Neville. – Cory surgiu atrás de mim me fazendo dar um pulo e deixar o pobre pulmão cair na mesa.
O sangue espirrou em duas ou três pessoas que praguejaram e provavelmente me mataram em pensamento, mas não disseram nada. Comecei a rir como sempre faço em situações inusitadas, e Cory riu também.
- Pelo visto causo reações físicas em você – disse ele se afastando da mesa e me deixando sem palavras.
Tirano! Como ousa ser tão convencido? Minha vontade era pegar o pulmão preto e nojento e jogar bem nada cara daquele homem, mas controlei meus impulsos.
Continuamos examinando aquela bela obra de arte por um bom tempo, até que o sinal que indicava o fim da primeira aula tocou e todos saímos de sala. Estava na hora da minha atividade extracurricular e eu estava mais animada do que tudo.
Fui ao banheiro e vesti meu uniforme completo, tomando cuidado para esconder minhas roupas em um lugar onde não fossem procurar. Saí do banheiro e me deparei instantaneamente com Dan Morgans,que sorria maliciosamente. Por um segundo pensei que minha farsa fora descoberta e já estava prestes a ajoelhar-me a seus pés e pedir para que ele não contasse meu segredo, quando seu sorriso se desfez.
- E aí Noah, indo para o treino? – ele estendeu a mão e fiz o mesmo, mas para minha surpresa ele me puxou e batemos peito com peito, o que foi claramente doloroso para mim e não o incomodou nem um pouco.
- Estou sim... Cara. – Não podia deixar que ele olhasse muito para meu rosto sob o capacete, talvez ele pudesse me reconhecer nos corredores! – A gente se vê em alguns minutos.
Saí andando apressadamente até alcançar uma boa distância de Dan, mas quando olhei para trás ele ainda mantinha seu olhar fixo em mim numa expressão identificável.
Continuei meu caminho passando por um pequeno grupo de líderes de torcida, que olharam para mim e balançaram seus pom poms, digo, peitos. Bufei baixinho para não ser ouvida e saí dali o mais depressa possível.
Entrei em campo confiante, pronta para o treino. Quer dizer, pronto para o treino. Dan Morgans conversava com James Parker, mas assim que pisei no gramado os dois pararam a conversa e olharam furtivamente para mim. Como Dan tinha chegado tão rápido ao campo?
Sem tempo para conversas, o treinador se pôs ao centro do campo e começou a nos passar as instruções do jogo. Deu-me a função de quarterback. Deixe-me explicar rapidamente o que é um quarterback: ele dá inicio às jogadas, passando a bola para outros jogadores. Também faz passes e corre com a bola.
Basicamente um quarterback é a alma do time. Fiquei agradecido com a posição que o treinador me dera e o jogo começou. Depois de um longo período jogando, minhas pernas doíam e minha respiração estava ofegante. Tinha perdido totalmente minha velocidade.
- AI! Você me bateu! – Dan surgiu na minha frente de um modo totalmente inesperado e caiu em cima de mim, fazendo meu corpo inteiro doer.
- Futebol é um esporte de contato, se não gosta vá jogar tênis! – ele saiu andando com seu melhor olhar de dono do mundo, me deixando sentado no gramado.
O treinador apitou o fim do treino e nunca agradeci tanto em minha vida. Todos os jogadores foram para o vestiário tomar banho, e eu fiquei sentada ali um bom tempo esperando que tudo estivesse vazio para também poder ir para o chuveiro.
Depois de uma rápida ducha, deixei o vestiário como uma super heroína e voltei para as aulas, que só duraram algumas horas por conta da reforma.
O sinal tocou e o professor John deixou a sala. Ele era um cara muito legal, nunca pediu que o chamássemos por seu sobrenome.
-... Cabeleireiro retocar as raízes e depois estou livre. – Erin vinha falando com Nicholas enquanto andavam em minha direção.
- Eu tenho pequenos compromissos para resolver, depois estou livre também. – Nicholas sorriu ao sentar na carteira ao meu lado.
- Livres para o que? – minha cabeça estava nas nuvens.
- Para sairmos hoje à noite como combinamos Noah. Você não acha que ela anda muito aérea Erin? – Nick tinha um sorriso malicioso nos lábios.
- Claro que não gente, só estava pensando na prova da próxima semana. Escutem, vocês se importam se eu levar Cory? É a primeira noite dele lá em casa e gostaria de fazê-lo interagir.
- Sem problemas, vai ser ótimo. – agora Erin também tinha um sorriso malicioso.
- Ótimo, vejo vocês mais tarde.
Saí do campus às uma e cinquenta e nove da tarde, e quando me deparei com a cena em frente a minha casa, meu coração gelou. Cory Pitters estava com suas malas dispostas aos seus pés, conversando com James e Dan. Não sabia o que tinha de fazer, se deveria ir lá ou esperar que fossem embora.
Ia me esconder atrás de uma árvore e optar pela segunda opção quando Cory me viu do outro lado da rua e acenou. Os dois patetas olharam para a direção que ele estava olhando e sorriram ao mesmo tempo. Assustador.
Andei na direção daqueles três deuses e imaginei o quanto era sortuda e ao mesmo tempo azarada. Sortuda por ter três lindos homens em minha porta e azarada por dois deles acharem que eu também sou um homem!
- Oi Pitters, imaginei que fosse chegar mais tarde. – disse com um sorriso amarelo. – James, amigo do James. – acenei com a cabeça de modo indiferente, fingindo que não conhecia Dan.
O mesmo sorriu para mim e veio andando em minha direção, e para minha completa surpresa ele se abaixou até a altura do meu rosto e me deu dois beijos na bochecha. Que coisa mais constrangedora.
- Sou Dan Morgans, muito prazer em conhecê-la. – agora ele estendia a mão para mim. Como esse garoto pode gostar tanto de contato físico?
- Sou... hãm... – de repente comecei a entrar em pânico. Se eu dissesse que meu nome era Noah Collins, eles descobririam que sou o Noah Collins! – Sou Nina, prazer.
Que porra de nome era esse? Foi o primeiro que me veio à cabeça, mas Nina? Cory Pitters olhou com um ponto de interrogação no rosto para mim, mas logo compreendeu e seu rosto se suavizou.
- Bom, nós temos muito a fazer, depois falo com vocês. – Ah, Cory Pitters era realmente o salvador da minha pátria.
- Nos vemos mais tarde então. – os dois garotos saíram caminhando e finalmente pude respirar direito.
Entramos em casa sem trocar uma palavra e quando fechei a porta senti os braços de Cory envolvendo a minha cintura e sua respiração soprando meus cabelos na altura da orelha.
- Obrigada por não ter me desmentido na frente deles. – disse mais como um sussurro.
-Você é louca.
- Obrigada. – minha respiração estava ofegante.
Ele girou meu corpo, de modo que fiquei de frente para ele e de costas para a porta. Seus lábios se aproximaram dos meus e quando estávamos prestes a nos beijar, um balde de água fria atingiu a minha cabeça.
- E se eu não estiver mais disposto a guardar o seu segredo?
Notas finais
E a história vai ficar MUITO mais emocionante, prometo.
Até o próximo capítulo.
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