The Puppet

1 Prólogo - Perfeita Imperfeição


Notas iniciais
A louca dos ShinoKiba, eu :D

Dessa vez, em um ritmo mais cruel.

Espero que gostem do prólogo!

Ele será narrado em perspectiva de primeira pessoa, mas a fic toda não.

Boa leitura!

O corpo humano é um mistério a ser desvendado, uma perfeita imperfeição que funciona através dos mínimos detalhes aos quais apenas precisamos prestar um pouco de atenção. Um corpo humano médio, com setenta quilos, possui apenas cinco litros de sangue. Desses, 45 por cento são células e o restante é plasma, uma sopa química composta de 95 por cento de água, e o resto de proteínas, eletrólitos e nutrientes. É miraculoso.

No entanto, a maioria das pessoas repudia esse conhecimento e repudia o fato de que o corpo humano é um organismo maravilhoso em todo seu conjunto. Mas alguns de nós não perderam esse tato, esse conhecimento. Caminhamos entre os outros, normais em cada aspecto, vivendo uma vida rotineira e nos misturando ao meio.

Caminho pelas ruas sem rumo, misturando-me às pessoas como se fizesse parte da estranheza do cotidiano que remonta os dias de cada um deles. Não sou como eles, e não sinto como eles, mas sei me parecer com um ser humano normal. Eu sei fingir.

Cada um deles parece absorto em seus próprios universos particulares, aparelhos de celulares modernos que carregam toda uma vida de sorrisos falsos e momentos perfeitos espalhados pelas redes sociais; o tipo de coisa que eu repudio e da qual faço parte embora não compactue com a mesma. Mas a minha natureza é verdadeira, mais verdadeira do que qualquer outra. Porque eu reconheço esse mecanismo e sei exatamente onde estão as suas falhas e como consertá-las. Porque as vi espelhadas na única pessoa que despertou em mim algum interesse.

Nunca mais encontrei alguém que me completasse como você. Será que entende o que eu quero dizer? Será que sequer pode me ouvir de onde está ou se tornou o nada que a falta de fé promete aos desacreditados?

Não sei e não sei se me importo também, mas sinto sua falta.

Caminhar entre os anestesiados é uma peregrinação solitária. Vagueio pelas ruas e procuro nos rostos alguém que seja semelhante, que se destoe dos demais justamente por sua peculiaridade como você se destoou: um tom diferente na palheta de aquarelas. Um vermelho vivaz e único; uma marca diferenciada; um olhar singular.

Caminho solitário, enquanto busco os sinais que me puxarão da mesma forma que suas cordas me puxaram até você.

E é então que o vejo, sua luz mais brilhante que todas as outras. Será ele? Será ele aquele que fará meu coração bater novamente?

Penso em você outra vez, nos seus olhos que perderam a luz e em todos os outros que não foram capazes de alcançá-la.

Então me misturo entre os outros transeuntes na rua e o sigo enquanto meus pensamentos flutuam até você, o único que um dia me compreendeu.

Notas finais
E então, dá pra prender alguém com esse prólogo insano? O que acharam do nosso narrador? Um tanto obsessivo? Coloquem as suas fichas na mesa. No próximo capítulo começa a diversão!

Essa fic não tem data certa pra postagem. Vai ser conforme a minha criatividade.

Até a próxima!