The Punishment
3 Capítulo 3
Notas iniciais
well espero que gostem!!
e Nossa, 14 COMENTÁRIOS??? SERIO?? *w* MUIIITOO obrigada a todos pelo incentivo... é por vocês que a gente, escritoras, continuamos =)
Amei cada um deles! Obrigada
boa leitura!!
beijos
Já se havia passado cerca de dois meses desde que Lucy se encontrava na companhia de Acnologia que se havia mostrado bastante compreensivo com ela e sempre lhe aparecia uma vez por dia no pequeno casebre localizado numa montanha que ela nem sabia o nome, o dragão sempre lhe trazia umas sacolas com alimentos e produtos que toda a mulher precisava e ela sempre se perguntava como é que ele conseguia aquelas coisas.
Várias possibilidades lhe passavam pela mente, principalmente a de que talvez ele pudesse transformar-se no humano que antigamente fora. Mas sempre que tocava nesse assunto ele voava para longe depois de lhe bufar na cara a fazendo voar para longe dali. Desde então nunca mais lhe perguntara sobre aquilo, talvez ele se sentisse da mesma forma que ela, já que a loira não se sentia confiante ainda de lhe contar sobre Natsu o que Acnologia respeitava então ela decidira respeitar o mesmo.
Nesses meses o dragão ainda não lhe havia falado nada sobre o treinamento que realizaria. Sempre que lhe perguntava, Acnologia ria daquela maneira assustadora que só ele sabia e lhe dizia para ter calma porque quando tivesse pronta ele começaria.
Ela sabia que ele não se referia ao estar pronta fisicamente ou magicamente já que nesses aspectos se encontrava bastante bem, mas sim ao seu psicológico ainda danificado pelo que lhe ocorrera.
A cicatriz que Natsu fez, vez ou outra lhe ardia como aquele dia em que ele lhe apagara a marca. Quando isso ocorria Acnologia não se encontrava presente mas isso não o impedia de descobrir que lhe acontecia, talvez por ser um dragão, talvez pela face abatida que o encarava no dia seguinte. Ela não sabia como, mas sabia uma coisa, ele se havia tornado o seu “porto seguro”, sempre a acalmava quando necessário e nunca lhe falava coisas desnecessárias.
Durante aquele tempo, ela conheceu o verdadeiro dragão Acnologia. E ele não era nada parecido com a imagem que ela tinha dele quando o viu atacando a Ilha da Fairy Tail, se perguntava se tinha sido aqueles 9 anos que o haviam mudado ou se ele sempre fora daquela maneira mas que agia todo malvado para conseguir algum respeito. Ela não duvidava nada se fosse a segunda opcção. Ela mesma não era daquela maneira, ela sempre fora sorridente e cheia de esperança, meiga com todo o mundo, ingênua. E olhem agora para ela, fria, não se lembrava da última vez que havia sorrido com gosto, ela não se lembrava como ela era e isso lhe soava triste, de uma maneira quase inexplicável.
Suspirou ao se dar conta daquilo, realmente soava triste. Abriu os olhos ao sentir uma ventania gostosa lhe passar pelo corpo, naquele dia havia vestido um short negro e uma blusa de alças azul-marinho junto de uns ténis, tinha esperança que o treinamento começa-se, não fazia a mínima ideia do que lhe esperava mas uma coisa sabia, não ia ser nada leve.
Decidida a entrar sendo que o dragão a deixara ali sentada a mais de seis horas, se levantou. Realmente aquele dragão gostava de a colocar á prova, desde que estavam juntos ele não chegava a mesma hora, o que ela suspeitava ser proposital.
Ao se virar de costas para seguir o seu caminho até ao casebre ouviu um rugido, rugido esse que lhe arrepiara a espinha a fazendo ficar parada no mesmo local, virou sua cabeça para trás esperando ver a cabeça do dragão negro entre a vegetação mas nada. Continuava tudo igual. Se virou novamente para a frente com a cabeça baixa e ao dar o primeiro passo dera uma cabeçada em alguma coisa dura que a fez cair de bunda no chão.
Resmungou baixo, não se lembrava de ter ali alguma rocha, esfregando a bunda ela olhou para cima a espera de ver uma rocha porém vira um Acnologia que lhe arreganhava os dentes ao mesmo tempo que movia a cabeça para cima e para baixo quase como se estivesse a conter uma gargalhada. Inflamou as bochechas.
- Acno-San!
Sim, ela o chamava assim desde que haviam feito uma semana de convivência, o outro não gostava mas nunca lhe pedira para parar então ela desde então o chamava assim.
Acnologia lhe bufou no rosto como forma de cumprimento só que diferente das outras vezes ela conseguiu se segurar mesmo sentada. Quando o ar passou ela o olhou com um sorriso de canto. Finalmente havia conseguido segurar o seu corpo de ir junto do vento que o maior lhe mandava todos os dias, esse continuava da mesma maneira que antes.
Com um suspiro a loira se levantou ao mesmo tempo que o maior se deitava na grama com preguiça lhe possibilitando de pegar as duas sacolas que ele tinha em suas costas, com elas já na mão, olhou lá para dentro, tinha algumas frutas, pasta de dente e outros ingredientes para que ela pudesse cozinhar aquela noite. Com calma foi até a cozinha do casebre, depositou lá as sacolas para logo voltar para o lado de fora e se sentando em frente desse.
- Acno-San… Quando é que vai parar com isso? E porque tanta demora?
- Faz parte do seu treinamento….. menina…
- Treinamento?.. – Lucy se sentia confusa, nunca haviam falado que já haviam começado a treinar.
- Sim…. As vezes há coisas que resultam melhor quando não se sabe delas. – Ao ver que a menina estava mais confusa ele continuara. – Esta mais resistente, certo?.. — A loira concordara. – Mais paciente?
Lucy o olhou e logo confirmou. Realmente, se fosse ver o que ele lhe fazia podia dizer que era parte do treinamento, a fazendo voar com o seu bafo todos os dias, a deixando horas a espera que ele chegasse cá fora ao frio, chuva o que fosse. É… Realmente havia sido um treinamento.
- Me enganando assim…
Acnologia soltou uma gargalhada aterradora como de costume, meio rosnado meio gargalhada. Lucy suspirou, realmente aquele dragão havia enganado muita gente, ela gostava de ver a cara do povo da Fairy Tail caso vissem Acnologia daquela maneira. Seria algo incrivelmente épico.
- Menina….. Hoje começa o seu treinamento.
A loira saltou de susto ao ouvir falar já que se encontrava afundada em pensamentos. Mas logo sorriu ao perceber o que ele havia acabado de dizer, se levantou animada, finalmente iria começar a treinar.
- Aquela rocha… — Ele apontara com uma garra uma rocha que devia de ser o triplo do tamanho da menina que sentia que os seus olhos deviam de estar como pratos naquele momento, ela nunca iria conseguir pegar naquela monstruosidade. Olhou o dragão com esperança que ele disse-se “ É pegadinha do malandro!!” e que gargalha-se como costumava fazer mas nada. Ele não mostrava sinais que aquilo seria uma brincadeira e ela por momentos se desesperou.
“- Acnologia…. Zeref… Não importa qual… só escutem meus reais desejos! ONEGAI!”
Esse pedido lhe atravessara a mente juntamente do desejo de vingança para aqueles que a humilharam. Se lembrou de Natsu, será que ele havia dado sua falta?
Claro que não, ela não passava da prostituta dele, ele mesmo dissera isso, e ela o faria pagar por isso.
Com determinação fora até a rocha. Naquele ângulo a rocha parecia ainda maior, olhou Acnologia que a olhava zombeiro, o ignorou, se abaixou a medida que posicionava os seus braços para que pudesse levantar a mesma. Inspirou e logo expirou, colocando toda a sua força nos braços a tentou levantar porém falhara, os seus braços roçaram na rocha e fizera alguns arranhões mas não ia desistir!
Respirou fundo e logo tentou novamente, nada.
- Tem dois meses para conseguir levantar essa pedrinha…
A loira o olhou incrédula, aquilo para ele era uma pedrinha? Uma misera pedrinha? Bem… considerando o tamanho do seu treinador ela podia dar um desconto naquilo, porque realmente a rocha era uma pedrinha comparada ao dragão que devia ter o dobro o tamanho daquilo que para ela já era um monstro.
O dragão se aproximou da loira que logo se preparou para o bafo que estava para vir, porém o dragão em vez disso lhe acertara com suas garras com violência a fazendo voar para mais longe ainda com um corte profundo na barriga. A menina quebrou algumas árvores graças á velocidade que ia. Assim que parou vomitou sangue, sentia uma grande dor vir de suas costelas, provavelmente havia partido algumas assim como lhe doía a barriga pelo grande corte.
Com dificuldade se levantou. Algo que não conseguiria á dois meses atrás, andando o mais devagar possível ela se dirigiu para o casebre, o dragão já não se encontrava no local de antes. Provavelmente já tinha ido embora, não que isso lhe importasse agora, naquele momento se sentia mais preocupada com os ferimentos que possuía.
Não sabia onde estava e nem se havia uma cidade próxima, mesmo que tivesse provavelmente não conseguiria chegar lá sem desmaiar pelo caminho. Respirando entrecortado ela entrou no casebre, fora até a cozinha e procurara nas sacolas algo que lhe fosse útil, se ele havia pensado naquilo então provavelmente lhe havia enviado algo para que tomasse para as dores.
Após uns pequenos minutos ela suspirou derrotada, nada, não tinha ali nada que a ajudasse e ela sentia que se não tomasse nada iria desmaiar e não iria conseguir completar o seu treinamento.
Sim, porque estar machucada não era motivo suficiente para a fazer desistir e aquilo não era nada com a dor que ela sentia no seu peito.
Inspirando e expirando com a cabeça abaixada a fez clarear um pouco a mente e essa se lembrou que á uns três dias atrás que havia encontrado em uma das sacolas remédios para dor, bandagens e outros tipos de coisas, se lembrou também que na altura não dia para o que aquilo serviria. Mas pelos vistos, aquilo serviria para aquele momento. Com uma dificuldade ainda maior ela foi até ao banheiro.
Sentia que estava prestes a desmaiar, mas não podia, não ali, não naquele momento. Ela não ia desistir assim daquela maneira, ela ia ser forte, muito forte. Era só uma questão de tempo.
Lucy reuniu toda a força que tinha e procurou os remédios, os pegou e logo tomou dois, abaixou a cabeça podendo visualizar a quantidade de sangue que lhe saía do ferimento. Pegou nas bandagens e em tudo o precisava, tirou a blusa e ali mesmo cuidara do ferimento, ao cobrir o ferimento com as bandagens pegara de seguida nas ataduras, cobrira desde sua barriga até abaixo dos seus seios. Se sentia melhor mas não ia correr o risco de ir treinar naquele momento, decidida a ir descansar ela seguira para o quarto, se atirou na cama onde se aninhou e quase de imediato adormecera.
xxx-xxx
Natsu naquele momento se sentia muito feliz assim como os seus companheiros de time e sua noiva. Se perguntava se seria pelo desaparecimento da sua companheira de time loira.
- Errado… — Ele sussurrou ao se dar conta que ela já não era sua companheira de time á muito tempo.
Sentado numa mesa com seus companheiros, ele se lembrou do dia em que descobriram o desaparecimento de Lucy.
Flash-Back
Laxus atravessara a entrada da guilda com calma, mas em seu rosto de encontrava uma expressão de raiva. Se perguntou o que teria acontecido para que o loiro estar daquele modo, ao mesmo tempo que o observava atravessar toda a guilda sem os olhar só parando no bar onde se encontrava Mira a limpar um copo como era habitual.
O loiro entregara uma folha á albina, uma missão, concluiu. Se concentrou nos seus ouvidos para que conseguisse ouvir na perfeição o que ambos diziam.
- Mira… Encontrei isso na floresta… — Laxus falava a medida que entregava o papel a albina que rapidamente o pegou e o leu, essa logo arregalou os olhos.
- Laxus… Essa missão… Lucy a pegara a cerca de duas horas…Como..
- Lucy não estava no local, senti o cheiro dela e de outro ser, não conheço o cheiro me desculpe…
Mira o olhou em pânico antes de sair correndo para o andar de cima, provavelmente para o escritório do mestre.
Fim do Flash – Back
Naquele dia não só ele mas como seus companheiros foram obrigados a procurarem a loira, consequentemente a raiva que sentia dela aumentou ainda mais, quem a mandava ser tão fraca?
Deu um suspiro, desde então passara quatro meses e nada da loira. Para a sua sorte espera que quem a tivesse nas mãos que a humilhasse e a fizesse sofrer, ela merecia após o ter humilhado em frente de seus companheiros. Gray o zoara por cerca de uma semana após o acontecimento.
- Nat-Kun?... – Olhou para o seu lado direito vendo Lissana com um olhar preocupado para si.
- Nada Lis-Chan… Só pensando no nosso casamento. – Sorriu para a albina que logo lhe sorriu de volta.
- OH! Esta chegando já!
Após esse comentário de Erza a conversa sobre o seu casamento fluiu entre todos da guilda que logo resolveram festejar o pouco tempo que faltava para o casamento mais esperado.
Macov, Mira e Laxus haviam sido os únicos que não entraram na festa, ficaram observando os festeiros com um olhar sério e severo.
-“Realmente….Esses não são os meus filhos” – Pensou Macov enquanto dava um gole de sua cerveja quase intocada.
xxx—xxx
Já se havia passado mais dois meses e graças aos seus ferimentos só conseguia pegar na rocha uns cinco centímetros do chão o que ela achava péssimo. Queria conseguir levantar mais uns centímetros mas parecia impossível, sempre que tentava a sua costela lhe doía a ponto dela pensar que lhe furaria algum órgão vital a fazendo desistir logo de seguida e ir fazer algumas flexões ou corridas pela floresta a que estava rodeada.
Durante aquele tempo não havia visto Acnologia mas as sacolas continuaram a aparecer diariamente então ela teve quase a certeza que sim, ele conseguia se transformar no humano que era tempos atrás. Já que seria impossível não ver aquele dragão.
Naquele momento estava sentada na grama, no mesmo local de sempre a espera do dragão que como sempre a fizera esperar um par de horas.
Logo pode ver a cabeça negra de Acnologia e logo o corpo, sorriu com a imagem, já sentia falta dele.
- Acno-San….. – Ela sussurrou ao olhar directamente nos olhos vermelhos do seu treinador que ao vê-la arreganhou os dentes.
Ele a olhou de cima a baixo como a analisando. – Falhou? – A menina assentiu para logo abaixar a cabeça, o dragão se aproximou sorrateiro e sem aviso pisou a menina que caiu de barriga para baixo gemendo de dor, sentia como se suas costelas fossem quebrar todas de uma vez. Mas logo ouviu um “teck” e sentiu a pata sair de cima de si a possibilitando de respirar novamente.
- Melhor?
Sem entender o que ele lhe dizia, Lucy se colocou de pé e notou algo, estava mais fácil de respirar e de se mover. Ai ela entendeu, ele havia colocado sua costela no lugar só em pisa-la, era algo estranho…. Na verdade muito estranho. Mas era incrível.
- Sim, obrigada…
- Quantos centímetros menina?
- Cinco apenas, me desculpe.
Aquela risada entre rosnado soou no ar a fazendo tremer um pouco.
- Optimo! Tente pegar agora. – Relutante a menina foi até a rocha e tentou pega-la porém os cinco centímetro evoluíram para vinte o que para ela era incrível! – Daqui a dois anos você conseguirá pegar dez pedrinhas dessas juntas.
Lucy arqueou a sobrancelha direita, realmente ele não mudava em nada.
Acnologia com as garras, pegara a rocha para logo larga-la nas costas da loira que não fora ao chão por exactos vinte centímetros o que ela agradeceu a sua força porque caso contrário já estaria com o nariz colado no chão.
- Andará com isso em suas costas sempre que sair do casabre… A quantidade aumentará conforme se mantiver de pé.
Lucy rosnou ao mesmo tempo em que tentava se levantar um pouco e Acnologia sorriu.
Aquilo realmente a iria ajudar? Ela se perguntava mentalmente ao mesmo tempo em que dava um passo em direcção do dragão que alargava ainda mais o sorriso.
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A partir daquele dia Acnologia a obrigou a submeter-se a um treinamento exaustivo. Lhe ensinara a magia dos dragons slayers junto de algumas magias proibidas assim como lhe obrigara a lutar contra os seus próprios espíritos o que a fortalecera bastante.
Aqueles dois anos realmente haviam sido duros mas haviam valido muito a pena. A sua relação com Acnologia nunca era certa, ora estavam bem um com o outro ou agiam friamente. Mas… Apenar de tudo eles haviam aprendido a amar, eles se amavam como ela amava seu pai e sua mãe, ela sabia que mesmo ele não admitindo sentia o mesmo por ela.
Aprendera a ser assustadora e fria, não ter convivência com humanos a havia ajudado nesse ponto.
Quando fizeram um ano de convivência com Acnologia em uma noite de lua cheia enquanto jantavam na grama ela se sentira segura em falar sobre Natsu e o fez. O dragão negro a ouviu atentamente e no fim daquilo ele se levantou. Quando ela lhe perguntou onde ele ia ele respondera.
-“ Matar um certo foguinho que se acha um foguete!”
Mas ela conseguira acalmar as coisas, afinal era uma coisa dela e que só ela poderia resolver. Ele entendeu isso. Porém lhe propôs ser marcada por ele.
Quando ele disse isso ela entrou em estado de choque, não queria ser a companheira eterna do dragão. Não que se importasse, só não estava preparada e além disso ela não o amava de maneira romântica.
Sua expressão deveria ser terrível já que ele soltou uma gargalhada lhe dizendo que ela estava errada e lhe explicara.
Havia montes de marcas que os dragons slayers podiam fazer mas que eram raros aqueles que marcavam os seus próprios “filhos”, então isso acabou sendo esquecido por muitos.
Ele lhe disse cada uma delas, esposa, amante, filha (o), contratante…. Haviam muitas delas. Mas a que ele lhe sugeria era a marca que provava que ela era filha dele para que pudesse ocultar aquela cicatriz.
Mas lucy não aceitara. Ela queria a cicatriz, podiam lhe dizer o quanto burra ela estava sendo mas ela queria porque aquela cicatriz era a prova do que lhe aconteceu. Era ela que lhe lembrava do que havia acontecido e do porque de ali estar, no fim aquela cicatriz serviu para lhe dar forças e para lhe mostrar o quanto ela mudara desde aquela altura.
E agora passados dois anos lá estava ela, sentada no mesmo local á espera do mesmo ser de sempre.
Desta vez ele chegara cedo mas saíra assim que ela lhe pedira umas tintas para o cabelo com a desculpa de querer mudar um pouco. Uma hora depois ela o viu chegar e logo se deitar a sua frente como um pedido mudo para ela lhe tirar a sacola das costas, ela se levantou e o fez para logo abrir a sacola e olhar la para dentro.
Estava lá o que ela pedira, tinta negra para cabelo, assentiu como agradecimento ao dragão que já se encontrava dormindo, com um sorriso de canto ela correu para dentro do casebre, adentrou o banheiro e ali mesmo preparara a tinta e separara as mexas e pontas que ela pintaria de negro.
Após isso as pintou e isolou para que não mancha-se as outras mexas e seu pescoço e rosto. Se olhou no espelho, seus olhos castanhos agora estavam avermelhados graças a uma magia proibida, se deixou sorrir, estava mais bonita, cabelo a chegar na bunda, corpo mais definido.
Esticou seus braços ao mesmo tempo que se dirigia ao quarto queria procurar uma roupa, aquele dia era o seu último ali, queria estar perfeita.
Já no quarto, olhou todas as suas roupas espalhadas pelo comodo. Não costumava dormir muito ali só nas noites mais frias. No verão dormia la fora deitada em uma asa de Acnologia.
Seu olhar percorreu todas as roupas até parar em um corpete azul-escuro e em uma calça de couro que lhe ficava bem justa e umas botas pretas de plataforma. O seu gosto havia mudado bastante mas ela gostava do resultado. Pegou as roupas junto de roupas intimas e voltou para o banheiro antes de entrar olhara para o relógio do criado mudo, faltavam cerca de quinze minutos para lavar o cabelo. Aproveitaria esse tempo para tomar um bom banho.
Deixou o tempo passar e quanto deu o tempo ela lavou o cabelo com cuidado para não manchar as outras mechas, saiu se secou e se vestiu.
Sorriu, aquele tipo de roupa lhe realçava ainda mais o corpo o que a agradou um pouco. Se queria ter uma vingança teria de estar linda primeiro. Pelo menos era o que Acnologia sempre dizia, pintou seus olhos de negro e penteou seu cabelo o deixando solto. A pintura havia ficado bem, deu uma volta e logo saiu do banheiro se dirigiu a cozinha onde pegara uma maça e saíra do casebre encontrando Acnologia desta vez com um olho aberto a observando.
- Está bonita….
- Obrigada….
Ela se sentou ao lado desse se deixando encostar em uma asa. – Daqui a pouco estou saindo…
- Eu sei…. Trate de passar no rio primeiro…
- Porque?
- Apenas faça o que eu digo… Menina…
Ela riu, já fazia um bom tempo que ele não lhe chamava de menina. Passara uma hora assim, aproveitando os últimos minutos com seu pai para logo se levantar e ir arrumar a mala. Assim que terminara e seguira para fora teve a imagem da pessoa mais linda que alguma vez ela vira na vida.
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