The Prophet
2 Capítulo 2
Notas iniciais
– Então... Pra onde estamos indo? – Perguntei
– Pra um motel – Respondeu o grandão
– E as minhas coisas?
– Que coisas? – Perguntou o loiro
– As MINHAS coisas! Ou tu acha que eu vim pra cá sem nada? – Respondi indignada
– Como assim? Tu não mora aqui?!
– Claro que não! Eu moro na Califórnia
Ele ficou me encarando com um olhar julgador, pensando o que tinha na minha cabeça.
– E tu veio até aqui pra procurar uma placa que poderia ou não estar aqui porque tu poderia ou não estar louca? – Perguntou
– É... Colocando assim... Então, qual é o nome de vocês?
– Dean Winchester– Respondeu
– Sam – Disse grandão – Ah, o outro é o Cass
Eu nem tinha percebido que Cass não tinha entrado no carro, deve ter ficado na casa mal-assombrada.
– E o seu nome? – Pergunta Dean
– Skye, Skye Collins
Indiquei o caminho do hotel que estava hospedada e no resto do tempo o carro foi tomado por um silêncio constrangedor. Chegamos, fui até o quarto, arrumei as minhas coisas, coloquei a mochila nas costas e quando vi uma oportunidade saí correndo pela porta. Assim como eu não estava disposta a dar a placa a eles, eles não estavam dispostos a me deixar ir embora. Sam começa a correr atrás de mim, eu era rápida, mas ele também era. Me escondi num beco e esperei. Pouco tempo depois os dois apareceram e bloquearam minha saída. Eu estava cercada novamente. Cada um me segurou por um braço e por mais que eu tentasse me soltar, chutando, socando e até gritando fui levada pro carro.
– Tu até que é bem durona – Falou Dean abrindo um sorriso no canto da boca e pegando uma algema – Eu gosto
– Calma aí! Tu vai me algemar? Eu acho que não precisa! – Falei
– E deixar tu quase escapar de novo? Não, muito obrigado
Fui algemada na porta do carro.
Levou mais ou menos uns 15 minutos até chegarmos no motel. Entrei no quarto em que eles já estavam hospedados e Dean trancou a porta, guardando a chave em seu bolso. Pegou uma cerveja, deitou na cama e me mandou ler a placa.
Revirei os olhos, não gosto que mandem em mim, na verdade, odeio. Eu sinto como se tivesse 5 anos quando na verdade já tenho 18, já sei mandar em mim mesma, eu sei que esse pensamento parece imaturo, mas ninguém merece ter que fazer o que os outros mandam. Enfim, voltando ao assunto: peguei a placa, sentei na ponta da cama e tentei ler. As escrituras eram complicadas, com certeza era uma língua muito antiga que já estava extinta. Serrei meu olhos, mas não consegui ler. Fiquei tentando por uma hora, até me dar tontura. Parecia que a placa estava se mexendo na minha mão. Estava com dor de cabeça e tontura, quase desistindo quando consegui montar uma frase: “Só existe uma única maneira de matar os leviatãs”.
– Consegui! Eu li uma frase! – Falei empolgada
– Isso é ótimo! Então, qual é a frase? – Pergunta Sam
– “Só existe uma única maneira de matar os leviatãs” – Falei
– Que é...? – Pergunta Dean
– Não sei, eu disse que tinha conseguido ler uma frase, não um paragrafo inteiro! – Respondo
Ele concorda com a cabeça, num gesto decepcionado.
Continuei tentando ler e entender o que estava escrito, consegui desvendar algumas palavras, mas nada parecia fazer sentido. Eu andava em círculos pelo quarto. A placa parecia estar se mexendo cada vez mais e o esforço que os meus olhos faziam para focar nas letras era demais pra minha cabeça, ela começou a latejar e com um passo em falso caí desmaiada no chão.
Acordei em cima da cama, com um pano molhado na minha testa. Dean estava sentado do meu lado, esperando eu abrir os olhos.
– Ei, como tu tá? – Perguntou
– Bem, eu acho... O que aconteceu?
– Tu desmaiou
– Ah...
Me sentei na cama e senti a minha barriga roncar.
– Só eu que to com fome?
– A gente já comeu, mas eu preparo uma coisa pra ti, é melhor tu não levantar agora – Respondeu Sam
– Ta bom, obrigada
Dean se levantou e foi para a pequena sala do quarto, ficou conversando com Sam e mexendo no computador. Sam me trouxe um sanduíche, eu comi, esperei um tempo até a minha cabeça parar de doer e fui pro banho. Quando saí do box me enrolei na toalha e fui colocar minha roupa. Droga! Tinha esquecido ela em cima do sofá.
– Dean? Faz um favor pra mim? – Perguntei
– Claro
– Me alcança a roupa que tá em cima do sofá?
Ficou um silêncio até ele bater na porta. Eu abri um pouquinho pra ele não me ver e estendi o braço pra fora, peguei a roupa e fechei a porta.
– Dean?
– Fala
– Tu esqueceu a calcinha
Eu acho que esse foi um dos momentos mais constrangedores da minha vida. Abri a porta de novo, o bastante pra ver seu rosto, ele tava com um sorriso no canto da boca, me encarando com aqueles olhos verdes... Ele estendeu a mão e falou:
– Calcinha sexy hein?
Dei uma risadinha enquanto encarava o chão, peguei a calcinha (que por sinal era de renda) e fechei a porta na cara dele. Saí do banheiro e os dois estavam me olhando, estranho.
Arrumei o sofá, (que era onde eu ia dormir), deitei e fiquei mexendo no meu celular até cair no sono.
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