The Prophet
4 Capítulo 4
Notas iniciais
– Ta bom, olha só, eu tenho acreditado em tudo o que vocês me falam e eu tudo que eu tenho visto, mas vocês podem por favor me explicar essa história de leviatãs, placas mágicas, profetas e pessoas que aparecem e desaparecerem do nada? – Perguntei, olhando pro Cass
Os dois irmãos se entreolharam e suspiraram, como se pensassem “por onde a gente começa?”.
– Então... Todas as histórias de terror que tu já escutou, até alguns contos de fadas, são verdade. Demônios, vampiros, lobisomens, é tudo real, mas não é tipo crepúsculo, não tem amor ou vampiros brilhando no sol, tá mais pra sangue e mortes... – Respondeu Dean
– Humm... Interessante... E o trabalho de vocês é caçar esses monstros?
– Exatamente – Responde Sam
Concordei com a cabeça.
– E tu é...? – Perguntei ao Cass
– Um anjo – Respondeu
Arregalei os olhos, não esperava que ele fosse um monstro, mas também não imaginava que fosse um anjo, ele parecia tão normal... Eu achava que anjos tinham auréolas, asas, usavam roupas da Grécia antiga e brilhavam!
– Ta bom... – Falei, enquanto encarava a parede, absorvendo as informações – E o que faremos agora?
– Caçar aqueles filhos da puta! – Respondeu Dean com um sorrisinho maligno nos lábios
– E que tal uma aula de como atirar? – Perguntei animada
– Mas os leviatãs não morrem baleados
– Eu sei, mas várias coisas morrem, eu sempre quis saber atirar e além do mais, é importante eu aprender a me defender!
Ele me olhou com uma cara desconfiada, como se pensasse “será que é seguro dar uma arma pra ela?”. Suspirando ele responde:
– Por que não?
Fomos de carro até um ferro-velho abandonado, Dean pegou uma arma e começou a me ensinar como desmontá-la, abastecê-la e por fim, como atirar. É claro que nas primeiras vezes eu errei o alvo, o que divertia muito os dois irmãos que riam da minha frustração, mas com o tempo e com a prática, (não que se possa ganhar muita experiência em um dia), eu fui melhorando a ponto de acertar pelo menos no canto do alvo; eu esperava que com a pressão de vida ou morte a minha mira funcionasse. Quando escureceu passamos em um fast-food para jantar e voltamos ao motel.
– Muito bem, agora que tu já aprendeu a atirar, porque tu não tenta ler a placa e achar um jeito de matar aqueles desgraçados? – Pergunta Dean
Olhei pra ele com uma cara de cachorro pidão e perguntei com a voz mais meiga que consegui fazer:
– Não pode ser amanhã?
Ele riu, olhou pro irmão e os dois responderam em uníssono:
– Não
Revirei meu olhos e suspirei, odiava ter que ler aquela tábua: era chato e muito cansativo. Mas no final das contas era o único jeito de matar aqueles monstros. Peguei-a, deitei na cama e comecei minha leitura. Depois de algum tempo, dor de cabeça e tontura eram sintomas normais, apesar de me atrasarem, conseguia decifrar algumas palavras e até algumas frases, mas acabei adormecendo com a placa no meu colo, várias folhas espalhadas pela cama e uma caneta na minha mão.
Acordei no outro dia sem a placa, as folhas ou a caneta, só com um cobertor me tapando.
– Bom dia! – Fala Sam me entregando uma xícara de café
– Bom dia... – Respondo me espreguiçando e tomando um gole do líquido quente
– Dormiu bem? – Pergunta Dean saindo do banheiro com uma toalha secando os cabelos molhados.
Concordei com a cabeça.
– Por acaso tu não sonhou com um jeito de matar leviatãs, né?
Suspirei.
– Quem me dera... Mas eu descobri algumas coisas ontem
– Algumas coisas como...? – Pergunta Sam
– Os ingredientes, só falta saber exatamente o que fazer com eles
Os dois me olharam com uma cara de satisfação e esperança, isso poderia finalmente acabar.
– Então... Nós precisamos de um osso de uma pessoa justa, um santo, o sangue de um alfa, do rei do inferno e de um anjo caído
– Ah! Facinho... – Fala Dean olhando pro chão, se perguntando por que tudo tinha que ser tão difícil
– Ta bom – Fala Sam pegando seu casaco e se virando para o irmão – Eu e tu saímos atrás dos ingredientes e Sky, tu tenta descobrir como é o ritual
Lá vou eu tentar ler essa placa, de novo, que legal. Os dois saíram, eu preparei meu café da manhã e depois comecei a ler. Minha cabeça começou a latejar de dor depois de mais ou menos 2 horas, mas eu já tava me acostumando, afinal: “no pain no game”! Quando achei a parte da escritura onde falava sobre o “ritual” de como matar os leviatãs, as únicas palavras que li foram: “o osso deve ser cravado precisamente”. Claro! Eu tinha passado metade do meu dia pra descobrir isso!
Liguei pro Dean avisando que só precisávamos dos ingredientes, ele disse que já estava voltando. Enquanto isso tomei um banho, vesti uma roupa confortável e liguei a TV, era bom poder relaxar depois de tanto estresse.
Eles chegaram meia hora depois, com uma cara cansada.
– Conseguiram? – Perguntei
– Só o osso de santo, Crowley não é exatamente uma pessoa que sai doando seu sangue, ele só vai nos dar depois que tivemos os outros ingredientes, um alfa é mais difícil de achar do que parece já que o Cass matou quase todos, e por fim, um anjo caído, esperamos que Cass nos ajude mas não conseguimos falar com ele... – Desabafa Dean
– Ta bom, então vamos começar tentando chamá-lo
Nós três começamos a falar seu nome, por fim, acabamos rezando pelo anjo, depois de 10 minutos ele brota no meio da sala pequena.
– Cass, nós precisamos... – Dean foi interrompido
– Do meu sangue, eu sei – Ele fala, entregando um frasco com o líquido escuro
– Um a menos! Agora só falta o alfa e Crowley! – Falei, tentando animar o grupo
– Sim, o mais fácil já foi, agora só falta o impossível e o quase impossível! – Reclama o irmão mais velho
Abri a minha boca para retrucar o que ele disse mas fui interrompida por Cass:
– Eu sei onde vocês podem achar um alfa, na verdade, o único alfa que sobreviveu
– Onde ele tá? – Pergunta Sam
– Escondido em seu ninho, em Illinois
– Ninho? – Pergunto rindo – Vamos caçar o alfa das aves?
– Não – Responde Cass sério – Vamos caçar o alfa dos vampiros
Fale com o autor