The Prophecy

6 Lutamos com alguns esqueletos


Notas iniciais
Oi pessoas, espero que gostem e boa leitura.

Sadie e Carter concordaram em pedir a ajuda de um deus chamado Bes. Nós esperamos alguns minutos até que uma picape preta parou perto de nós, dela desceu um anão, com camisa havaiana, uma bermuda e uma cara fechada, o carinha era assustador, mas não porque parecesse uma ameaça, a menos quisesse nos matar com sua feiúra, para nossa surpresa esse era o deus Bes, o deus dos anões, seria bom se Sadie tivesse avisado isso antes, não que eu duvidasse do poder do deus.

- Bes! – Sadie e Carter disseram ao mesmo tempo e depois foram abraçar o deus anão.

- Crianças! É bom ver vocês, pensei que nunca fossem me chamar de novo! – Bes disse, depois fixou os olhos em nós.

- O que... gregos? O que gregos estão fazendo aqui? – Bes falou. – São uma ameaça?! Devo matá-los? – Bes perguntou, rapidamente nós recuamos.

- Não! São amigos Bes. – Carter explicou toda a história da profecia e os sonhos, o deus pareceu mais calmo, no entanto, ainda preocupado.

- Santa mãe Nut! Não é possível! Como Apófis ousa! – o deus bateu com o pé no chão impaciente.

- Sim, eu sei é terrível, agora precisamos que nos ajude, temos que encontrar uma varinha mágica, no mapa diz que está na esfinge de Gizé, será que você poderia... dar uma ajudinha? – Sadie perguntou, Bes analisou a esfinge com cuidado, prestando atenção a todos os detalhes.

- Já sei onde está. – Bes disse. – Posso sentir sua energia.

- E onde está? – perguntei.

- Na cabeça da esfinge, mais precisamente na parte de cima. – ele respondeu.

- E como vamos conseguir chegar lá? – Carter perguntou.

- Voando. – Thalia respondeu, na mesma hora todos nós olhamos pra ela, até Bes parecia surpreso. – O que? É simples, eu consigo.

- Você sabe voar?!– perguntei incrédula, minha irmã sabia voar e nunca me dissera, isso que é irmã.

- Bem, eu tentei algumas vezes no acampamento, funcionou... um pouco. – ela disse, colocando o escudo a espada e a mochila no chão.

- Garota você sabe que se cair de lá de cima, não haverá cura pra isso, certo? – Bes perguntou.

- Thalia, você não pode fazer isso, é loucura! – eu disse segurando o braço dela.

- Eu tenho que tentar Sarah, não é só uma varinha em jogo, é o mundo, escute, eu não estou afim de ver meu planeta ser destruído por dois deuses malucos! Eu vou fazer isso. – Thalia disse. Eu estava com medo, ela era minha única irmã, minha única família. Não poderia perde-la, essa idéia me assustava. Abracei-a forte, antes que eu começasse a chorar soltei ela. – Tudo bem, sem drama galera, agora se me dão licença, vou levantar voou. Olhem e aprendam. – ela falou correndo em direção a esfinge, de repente ela abriu os braços e seu corpo saiu do chão, as pessoas ao redor da esfinge pareciam não notar, como se todo dia garotas voassem para a cabeça de uma esfinge, mas Thalia estava indo bem, ela conseguiu manter o corpo no ar, as vezes vacilava mas recuperava o equilíbrio.

- Gostei dessa menina, decidida, atrevida, talvez até meio problemática. – Bes falou, todos nós olhamos pra ele como se quiséssemos dizer “Sério Bes? Sério?”

Thalia pousou na cabeça da esfinge, ela se ajoelhou e começou a cavar, era difícil dizer ao certo o que ela estava fazendo, pois a esfinge de Gizé era alta demais e a nossa distancia Thalia ficava bem pequena.

- Ela vai conseguir, ela está indo bem, certo Bes? – Sadie perguntou.

- Sim, esse é o problema, está indo bem, fácil demais. – o deus falou e ficou olhando ao redor como se esperasse que as pessoas fossem atacá-lo.

Thalia pegou alguma coisa da cabeça da esfinge, ela pulou em comemoração, suponho que Bes estava certo sobre a varinha.

Então quando tudo parecia ter dado certo, e Thalia já se preparava para descer, o que Bes temia aconteceu. A terra tremeu, algo forte estava tentando sair dela, olhei pra Thalia e ela vinha em nossa direção voando até que tocou o solo e começou a correr, pelo menos a varinha estava nas mãos dela, alguma noticia boa.

Guerreiros começaram a sair do chão, mais do que provavelmente conseguiríamos dar conta, e não eram apenas guerreiros, eram guerreiros de três metros de altura, a maioria deles era só osso e armadura, como antigamente eles usavam um saiote na cintura fina, peito nu (ossos nu, seria mais apropriado) e espadas curvas nas mãos.

- Consegui! Aqui está! – Thalia entregou a varinha a Carter que a guardou na bolsa.

- Bom trabalho Thalia! Agora vamos dar o fora daqui! – Annabeth falou, para nossa sorte quando nos viramos afim de irmos até o carro, haviam mais guerreiros caveira atrás de nós.

- Temos que lutar, o plano é, dividir e atacar. – Percy falou sacando sua caneta/espada.

Nós nos dividimos e corremos atacando os esqueletos, tenho que ressaltar que para esqueletos, eles eram bem fortes e rápidos.

Eu peguei minha espada e sai cortando tudo que via pela frente, tanto é que quase deixei Nico sem cabeça. Pude ver Annabeth lutando com sua faca, puxando braços, quebrando ossos, Nico usava sua espada preta, de vez em quando virava fumaça e atacava mais três guerreiros pelas costas, Percy estava em uma luta severa com um esqueleto, aquele era bom com espadas, Thalia assustava os guerreiros com seu escudo de medusa, eles recuavam sem entender e quando percebiam que não era nada demais, já estavam no chão, sem cabeça, ou tórax, Sadie realizava algum tipo de feitiço, ela controlava um tigre enorme que destruía os guerreiros sem hesitar, Carter agora tinha um avatar com o triplo de seu tamanho matando os esqueletos, o grande guerreiro com cabeça de falcão repetia todos os movimentos de Carter.

Eu acabei cercada por alguns esqueletos querendo me matar, eu estava cansada desse jogo de espadas, larguei a espada e levantei minhas mãos para o céu, concentrei toda minha energia e força, para chamar o máximo de raios possíveis, senti uma força pressionar meu estomago e de repente, uma onda de raios desceu para minhas mãos e eu os arremessei contra os esqueletos, restaram apenas cinzas e ossos queimados ao meu redor, aquilo me deixara cansada, ainda consegui pegar minha espada e cambaleei até meus amigos, consegui destruir mais dois guerreiros depois cai de joelhos no chão, minhas mãos ardiam um pouco nada demais, invocar os raios tirara muita energia de mim. Quando olhei ao redor todos os guerreiros esqueletos estavam caídos no chão, a maioria estava se transformando em areia e voltando a terra.

Nico correu até mim e me levantou apoiando meu braço sobre seu pescoço.

- Você está bem? Aquilo foi impressionante! – ele falou me ajudando a ir até as bolsas para pegar um pouco de ambrosia.

- Vou ficar bem, e obrigado. – dei um sorriso fraco para ele e depois comi um pedaço de ambrosia, senti meu corpo queimar, mas era como uma queimadura de alivio.

- Mãe Nut, de onde veio isso! – Bes resmungava enquanto vestia sua calça. Sim, ele estava apenas de sunga, o que não era uma imagem nem um pouco agradável.

- Estão todos bem? – Annabeth perguntou em voz alta, felizmente todos estavam bem, a maioria suados e cansados, mas bem.

- É por isso que eu adoro o Egito. – Sadie falou.

- Peguem suas coisas, vou levar vocês para um lugar melhor, vamos descansar e comer, sou um deus mas ainda sinto fome, vamos. – Bes falou entrando na picape.

A palavra “comer” me despertou completamente, só depois de parar de lutar percebi o quanto sentia fome.

Paramos na entrada de um grande e luxuoso hotel, tomara que guerreiros esqueletos não saibam sair de paredes de hotéis. – pensei.

Notas finais
O que acharam? Mereço reviews?? :)