The Prince and The Beast

1 Prólogo - Around the Kingdom


Notas iniciais
Primeiramente, peço desculpas pela escrita. Sei que não está de acordo com o vocabulário medieval, mas é realmente difícil escrever algo da época. Boa leitura!

Ele se afundou mais em sua banheira e pode sentir o cheiro das pétalas vermelhas que pairavam sobre a água. Bateram na porta. Ele ignorou e se manteu de olhos fechados, procurando um pouco de paz pelo menos em alguns minutos de seu dia. Mexeu os dedos do pé na água quente e estalou o pescoço em um movimento rápido com a cabeça. Mais duas batidas na porta.

- Quem é? — Ele perguntou um pouco alto. Não teria sossego nem na hora de seu banho?

- Senhor, sou eu, Cássio. — Disse o rapaz do outro lado da parede, de modo rápido.

- O que quer, Cássio? — Perguntou o príncipe, enquanto mexia na água com a ponta de seu dedo indicador.

- Vosso rei ordenou que após o banho, você siga até seu aposento. Ele disse que precisa falar com você. — O servo parecia ofegante, dando a impressão de ter vindo correndo até o banheiro.

- E sobre o estado de humor de meu pai? Como ele está? — Harvey agora saia de sua banheira redonda e caminhava em direção de uma toalha, depositada sobre uma pequena mesa, encostada em uma das paredes de pedra do aposento. Em alguns segundos, estava enxuto. Vestiu seu traje mais leve, o que usava para dormir e saiu, dando de cara com Cássio, que falava:

- Ele parece preocupado, senhor. — Deu uma pausa em sua fala, pensando no que falaria — Acho que algo vem assombrando os lares do reino, trazendo problemas. — Os olhos azuis de Cássio pareciam assustados, enquanto alguns fios do cabelo loiro repousavam sobre a testa suada. Harvey agora estava curioso, enquanto encarava o servo com uma sobrancelha arqueada. Cruzou os braços e encostou-se sobre o beiral da grande porta de madeira. O silêncio pairou sobre o corredor iluminado a luz de velas. — Desculpe a ousadia de passar tais informações.

- Não precisa se desculpar de nada, Cássio. Vou até ele. Quero saber direito sobre tal fato, que me parece até agora um tanto quanto fictício. — O príncipe deu as costas ao pequeno garoto e caminhou em direção ao quarto de seu pai.

- Trata-se de uma fera, Harvey! — O rei gritava, enquanto andava de um lado para o outro no enorme aposento. — Uma grande besta feroz, que anda trazendo a morte nos arredores de nosso reino.

- Mande nossos soldados para que matem tal criatura. É simples. — O moreno parecia calmo, enquanto permanecia sentado na poltrona, pensando no que poderia ser esta coisa com tanto poder, capaz de entrar e matar pessoas no tão protegido reino.

- Sete, dos dez soldados que mandei, estão mortos. Os três que voltaram para o reino, disseram que a besta é ágil e assustadora. Descreveram-na como algo de dentes afiados, pelos pretos e pupilas vermelhas como sangue. — Ele respirou fundo e sentou-se em sua grande cama — Contaram-me que se parece com um lobo, porém é maior do que qualquer um da espécie.

Harvey agora coçava a cabeça, um tanto confuso. Lobisomens? Foi a primeira coisa que veio a sua mente. Até então, ele tinha certeza de que tais aberrações já haviam sido extintas desde a última guerra de torres.

- Pai, acho melhor que descansemos e logo pela manhã, sairmos junto aos soldados para saber mais informações sobre tal fato. É realmente muito estranho, mas e esta hora da noite, não podemos fazer nada. A criatura deve estar a solta por ai e se sairmos, seremos apenas mais um dos mortos.

O rei ficou o encarando por um momento. Ele sabia, que seu filho estava certo. Um pequeno sorriso se formou sobre sua face e ele baçançou a cabeça.

- Tudo bem, Harvey. Descansemos então. Amanhã ao menos tentaremos acabar com a besta, para deixar que nosso reino possa se manter em paz. Boa noite, filho. — O garoto acenou com a cabeça e deu as costas, com destino a seu aposento. — Harvey! — O pai exclamou, fazendo o garoto virar. — Lembre-se, tome todo o cuidado. Você deve estar no minimo vivo semana que vem, para celebrar seus tão esperados dezoito anos. — Ambos riram.

- Pode deixar. Boa noite pai — Os olhos claros voltaram-se para frente e seu corpo caminhou pelo corredor pouco iluminado. Caminhou fazendo curvas, por vários lugares com paredes de pedra, até chegar em seu dormitório. O castelo era enorme. Até mesmo a caminhada para repousar, poderia se chamar de cansativa.

Empurrou a grande porta de madeira e mais uma vez estalou o pescoço. Respirou fundo e saiu apagando todas as velas que eram depositadas em castiçais na parede. Com o quarto escuro, finalmente, poderia descansar. Tateou vários lugares, até achar sua cama. Antes de se deitar, Harley pode ouvir algo quebrando atrás de si. Assustado, virou-se rapidamente, a tempo de ver uma silhueta escura, pulando para fora, através da enorme janela do palácio.

O garoto ficou encarando todos os cantos escuros do quarto, um pouco assustado. Não viu mais nada, a não ser as sombras das árvores que a lua fazia dentro do aposento. Deitou-se, então e ficou encarando um teto. As palavras "Aberração", "Besta" e "Fera" não saiam de sua cabeça. Mexeu-se na cama e cobriu um pouco mais o corpo. Passou a mão sobre o lábio rosado, fechou os olhos... Mas nada trazia sono para o tal.

Decidiu então encarar a janela. O castelo ficava na parte mais alta de todo o reino, o que lhe dava a visão de vários lugares do mesmo. Levantou-se, foi até a janela e cerrou os olhos, procurando por algo diferente em toda aquelas casinhas pequenas. Já desistiria de caçar algo com os olhos, quando algo lhe deixou cismado. De longe, avistou um homem correndo nú, olhando para trás como se estivesse assustado e indo em direção aos becos da vila. Logo, Harvey o perdeu de vista. Achou então, que estivesse fugindo da tal fera. Mas nada apareceu depois dele. Nada.

O príncipe agora, não conseguia administrar tantos pensamentos confusos. Finalmente, acabou adormecendo.

Notas finais
Por favor, deixem Reviews, dizendo o que acharam da história, escrita e sobre o que quiserem dizer. Até a próxima!