The Prince and The Beast

2 Primeiro Capítulo - The Man in the Rain


Notas iniciais
Olá leitores! Espero estar agradando por enquanto. Ai vai mais um capítulo de "TPTB". Por favor, peço que comentem a história, sobre o que estão achando e o que acha que eu devo melhorar. Boa leitura!

Pouco a pouco, os raios de sol foram adentrando o quarto de Harvey, anunciando a chegada de um novo dia. Ele abriu os olhos vagarosamente e ficou encarando o teto. Ainda estava sonolento de mais para arriscar levantar-se da cama. Bocejou mais uma vez, balançou a cabeça e sentou-se na beirada. Espreguiçou-se, como sempre fazia e foi lavar o rosto na bacia depositada no canto do quarto.

– Mais um dia cheio de surpresas e desaforos — Murmurou para si mesmo, enquanto vestia seus trajes pesados, desta vez, brancos com detalhes da cor azul, assim como o céu naquele dia. Parou em frente a porta, respirou fundo e disse a si mesmo — Boa sorte, Harvey.

Ao sair, levou um susto. Cássio, o servo, o esperava com um sorriso forçado no rosto. O sono do garoto era óbvio, quando olha-se nos olhos do mesmo.

– Mas que susto! — Disse o príncipe, colocando a mão direita sobre o peito. — Porque tão cedo em minha porta, Cássio?

– O rei mandou que o avisasse, que após a refeição matinal, você deve ir direto ao jardim. Segundo suas palavras, os cavalos e os soldados já estão preparados e o aguardam para a caçada a aberração.

Harvey acenou com a cabeça, dando sinal de que havia compreendido as palavras do loiro. Sorriu de canto, bagunçou os cabelos do servo com a mão e saiu. Andava pelos corredores rapidamente, com os sapatos fazendo eco sobre as paredes de pedra. O seu destino era o jardim, já que não possuia fome naquela manhã.

– Bom dia, Harvey! — Dizia o pai acariciando um cavalo branco no estábulo. Os outros soldados estavam posicionados ao lado de seus animais, esperando ordens de retirada. — Está preparado para nosso dia de hoje?

– Creio que devo estar — Ele sorriu de canto e foi em direção a seu cavalo. Montou no mesmo e olhou para todos. — Podemos ir?

O rei fez um sinal, movendo sua cabeça para baixo. Dada a ordem, todos montaram e lado a lado, os cavalos seguiram em direção do enorme portão de madeira, que foi aberto por Marcus e Hilbert, os empregados mais antigos e fiéis do reino.

Harvey olhou para a pequena cidade, situada abaixo do monte onde se encontrava Platra. Um calafrio passou por sua espinha, fazendo o tremer. Deu dois leves chutes com a lateral do pé do tronco do cavalo, o fazendo marchar, descendo em direção a pequena vila. Eram três quilometros de descida e mais um em linha reta, para chegar até a parte populosa da minuscula cidade.

– Desculpe perguntar, senhores... — Uma voz vinha de trás da realeza — acham que encontraremos algo em plena luz do dia? — Perguntava um dos soldados, com olhos semi-cerrados devido a forte luz do sol.

– Iremos não só para caçar, mas também para investigar — Disse o rei Charles, sem olhar para o tal. — Mais alguma pergunta? — Ninguém manifestou-se.

– Ouvi um barulho em minha janela, senhor. Corri para observar o que causou tal estrondo, mas quando olhei pela janela, só pude ver um vulto preto, indo em direção da mata. — A pequena senhora parecia nervosa, ao estar falando com sua realeza.

Eles passaram praticamente um dia inteiro na vila. Foram de casa em casa, pegando relatos das pessoas que viram ou ouviram a fera. A maioria, contava que era algo rápido, de olhos vermelhos e que corria em direção da mata. Em alguns lares, mulheres alegaram que seus maridos não voltaram das tarefas diárias. Estavam mortos.

Ao ouvir alguns trovões e ver o céu escurecer, decidiram que era hora de retornar ao palácio. Logo a besta estaria a solta novamente e eles não conseguiriam detê-la tão fácil. Deram as ordens a todos da cidade, para que não saissem de casa até que o sol iluminasse o lugar novamente.

Os cavalos, voltavam cheios de carga sobre seus dorsos. Em cada casa que iam, eram presenteados pelos moradores, com flores, frutas, bolos e roupas tecidas com o maior cuidado. Chegando perto de subir a colina em direção ao castelo, a chuva despencou sobre a cabeça da realeza e seus soldados. Harvey não ligou, ele amava a chuva.

Os cavalos corriam, devido a ordem de seus guias, para que chegassem o mais rápido possível ao reino. Foi quando o príncipe pode ver no canto do olho, algo tremendo em posição fetal, na grama. Era um homem.

– Pai, pode seguir caminho junto aos soldados. Logo subirei. — Disse o rapaz, com gotas deslizando sobre os cabelos negros.

– Porque não subirá conosco, Harvey? Enlouqueceu de esperar nesta chuva? — O rei gritava, para que pudesse ouvir sua voz no meio de tanto barulho.

– Tenho de verificar algo importante, não se preocupe comigo. Logo estarei no reino. Por favor, confie em mim. — Harvey pediu, no mesmo tom de voz de seu pai.
A realeza pareceu não concordar, mas mesmo assim asentiu com a cabeça e deu a ordem para que continuassem a corrida até o castelo. Harvey colocou seu cavalo em baixo de um toldo de madeira de uma casinha simples, desceu e correu em direção do homem, que batia os dentes, enquanto abraçava os ombros.

– Ei, rapaz! — O moreno ia em direção do homem, com certo receio. — O que faz nu em baixo desta chuva?

O homem levantou a cabeça, revelando grandes e bonitos olhos castanhos, maças do rosto avermelhadas e uma rala barba. Aparentava não ter mais que vinte anos. Era extremamente belo.

– Desculpe-me, senhor — Ele dizia com dificuldade. Levantou-se, tapando o pênis e ficou olhando para Harvey.

– Qual é seu nome? Você tem onde passar esta noite, garoto? — Perguntou o príncipe, mantendo certa distância do estranho.

– Me chamo Afonso senhor e estou sem lugar para me afugentar nesta noite — Ele respondeu.

Harvey foi até o cavalo e tirou uma das cobertas que ganhara de presente.

– Cubra-se com isso, Afonso. Venha comigo, te darei lar e comida esta noite, desde que jure sua palavra de que é um bom cidadão.

– Sim, senhor, eu juro. — Dizia o rapaz, enquanto caminhava em direção de sua realeza.

– Suba aqui comigo — Harvey montou sobre o cavalo negro. — Ao chegar ao palácio, mandarei que te preparem um banho quente. Você parece um pouco doente, meu jovem. — Calado, Alonso subiu. O príncipe deu dois leves tapas no animal que montavam e assim, deram partida em direção ao castelo novamente.

– Como ele está? — Perguntou o rei Elliot, quando o filho informou sobre o "visitante" no castelo.

– Está muito pálido, sua pele quente e treme muito. Ele tomou um banho e agora repousa no quarto de hóspedes. Parece ser um bom rapaz. — Informou o moreno.

– Quando ele estiver melhor, pergunte se ele possue alguma tarefa que o de lucro. Se não possuir, mande que venha falar comigo.

O príncipe assentiu e retirou-se da sala de seu pai. Caminhou em direção ao quarto onde Afonso repousava e sentou-se em uma poltrona, na frente da cama do rapaz. Ele dormia sossegadamente. Harvey não podia deixar de notar, o quão bonito era o jovem. E por um segundo, ele o desejou.

Notas finais
Não se esqueçam de deixar os comentários. Até a próxima!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.