The Prince.

6 Capítulo 6


Notas iniciais
Hallo!
Aaaah, resolvi postar esse pelos que estão gostando, mas eu to ficando deprimido gente, me ajuda ae né? Poxa! Mas muito obrigado pelos reviews, esse chapter é pra vocês, meus amores!

O príncipe andou até a praça que havia perto da casa onde havia dormido junto dos Três Demônios, se sentando perto da fonte que havia no centro dela. Ele havia acordado mais cedo, não sabia direito o motivo. Ele respirou fundo, observando as ruas vazias. Outra noite havia se passado e ele pensava que sua mãe deveria estar com raiva agora. Ele pensava agora se não era melhor voltar. Logo uma garotinha de cabelos louros lisos veio correndo até ele.

A menina deveria ter uns dez ou nove anos. Estava descalça e vestia um vestido branco. Sua pele branca estava bastante queimada pelo sol, ela estava um pouco suja e seus pés estavam ralados pelo chão de pedras soltas. Ela tinha olhos pretos. A menininha encarou o príncipe por um momento, parecendo indecisa.

_ Você é uma criança que mora por aqui? — Perguntou Liam olhando a garotinha. — Gostaria de brincar comigo?

Logo eles começaram a brincar e mais crianças foram chegando e logo Liam brincava com outras cinco crianças. Três meninos e duas meninas.

Enquanto isso, o Corvo tinha acordado também e observava de longe a cena do príncipe com as crianças. Assim que começaram a chegar mais crianças, ele se aproximou um pouco, mas não o suficiente para que o príncipe o notasse.

Algum tempo se passou e Liam notou que alguém os observava. Olhou para trás e acenou, como se chamasse o Corvo para brincar com eles.

Quando as crianças se afastaram, os dois se sentaram na escadaria que levava á Igreja. O príncipe ria sem parar e o de cabelos negros apenas observava.

_ Essa foi a primeira vez que eu brinquei com tantas pessoas! — Disse Liam rindo.

_ Você é realmente energético de manhã. — Murmurou o Corvo.

_ Isso é por causa que... Essas crianças me ensinaram várias coisas. Eles disseram que tinham que ir para a escola mais tarde, mas há crianças que não podem ir á escola... Crianças sem pais ou mães... Crianças que tem que ajudar na padaria dos seus pais... Pelo prazer de viver, há crianças que precisam de polir os sapatos dos outros para sobreviver... Como o Príncipe, eu devo proteger todos esses sorrisos... — Dizia Liam com o olhar um pouco perdido no nada enquanto o Corvo lhe olhava com um pouco de carinho até. Para o príncipe, aqueles sorrisos eram como tesouros. — Não só daquelas crianças, eu também quero conhecer vários tipos de pessoas, para saber de mais coisas. O que eu poderia fazer pelas pessoas... Eu gostaria de saber.

O de cabelos negros encarava o príncipe, que olhava para as pedras do chão, perdido em pensamentos. O Corvo quase sorriu, mas não chegou a tanto, logo voltando á sua falta de expressão de sempre. Apesar disso, a sua voz demonstrava seus sentimentos.

_ Liam, pelo ao menos... Você é o meu benfeitor. — Disse o de cabelos negros olhando o chão também. O príncipe o fitou surpreso. — Foi há... Doze anos atrás. Quando eu tinha oito anos, quando eu fui pego pelo grupo de ladrões e eu vivi aqui por um longo período de tempo.

" Por pura coincidência, depois de terem me batido por alguns dias seguidos... Uma carruagem tinha passado por mim. Ela parou de repente por uma ordem e um garoto veio até mim.

Ele me fez várias perguntas. Acho que ficou preocupado por eu estar ferido. Ele perguntou o que tinha acontecido, se eu queria uma carona... Eu acabei por falar para ele que aquilo tudo não tinha nada a ver com pessoas nobres, porque o chefe havia me dito que eu não poderia voltar até ter me tornado um ladrão.

Ele pareceu se surpreender por eu ser obrigado a me tornar um ladrão. Mas logo após sua confusão passar, ele disse que eu poderia roubar o colar que ele levava, aí o chefe não ficaria bravo. Ele me deu o colar e disse que tinha sido forçado a vestir aquilo, que era pesado. No colar havia uma joia rara bem grande e ele disse: " Mas eu estou contente por estar com essas coisas agora... Isso realmente veio a calhar, hein? Tchau! Tenha certeza de que vai entregar isso para o seu "chefe"."

Eu não pude dizer mais nada naquele dia. Mas eu percebi... Quando vi o seu sorriso... Que você era o garoto daquele dia. "

O príncipe ficou parado por um tempo, tentando processar aquilo. O Corvo estava o olhando com um sorriso leve nos lábios. Mas logo Liam se lembrou daquele dia que sua mãe brigara por causa do colar e que ele dera para um garoto na rua...

_ Ah! Você era aquele... — Começou o príncipe e foi interrompido por alguns guardas que chegaram na rua.

_ EU ACHEI ELE! — Berraram e os dois se viraram na hora.

_ Soldados. — Murmurou o Corvo olhando para Liam.

Logo um soldado veio correndo tentando acertar a espada no Corvo, mas este desviou e pegou as mãos com que o guarda segurou a espada. Mas assim que ele o fez, seu braço doeu muito e ele percebeu que era o braço que tinha levado o tiro.

_ Corra, Liam! — Exclamou o de cabelos negros empurrando o príncipe para longe.

Os guardas logo pegaram o de cabelos negros, o prendendo e Liam gritou um: "CORVO!", mas de nada adiantou. Os guardas pegaram ele pelo braço também.

_ Vamos, Príncipe Liam. — Disse um dos guardas.

_ Não... — Soltou ele olhando para o de cabelos pretos.

_ Sua majestade está esperando o seu retorno... — Disse o mesmo guarda e Liam mordeu o braço que o segurava, saindo correndo. — Isso... Sua majestade! — Exclamou o guarda enquanto o outro o acudia.

O príncipe agora corria pensando no que iria fazer. O Corvo tinha sido pego pelo soldados e ele sabia que tinha que contar aos outros dois imediatamente.

Enquanto isso, na casa, um certo ruivo estava bolando um plano calmamente para prender aquela bendita aranha que o atormentava já fazia algum tempo.

_ Não se mova... Não se mova... — Murmurava Samuel com o rosto pálido.

_ SAMUEL! — Gritou Liam abrindo a porta de uma vez e assustando o outro, que ficou paralisado por um instante e depois ficou meio chocado.

_ PARE DE FICAR BRINCANDO POR AÍ ENQUANTO AS PESSOAS ESTÃO TENDO UMA BATALHA! — Berrou o ruivo.

_ Samuel... Sam, nós precisamos is ao castelo! O CORVO FOI CAPTURADO! — Soltou Liam desesperado.

Depois de um tempo, o ruivo já tinha entendido tudo o que havia acontecido e planejado alguma coisa para tentar salvar o seu amigo, quase irmão na verdade.

Samuel e Liam já estavam subindo as escadas da saída de emergência da prisão do castelo, que ficava em uma das torres mais altas, conseguindo achar o local sem que os guardas os vissem, claro que com algumas manhas do ruivo.

_ "A prisão do céu"? — Soltou Samuel.

_ Sim, isso foi alguma coisa que meu pai mandou construírem em ordem para deixar o sol bater na prisão. — Disse Liam. — Porque ninguém usa essa escada que leva até lá... Nós provavelmente não vamos ser descobertos.

_ O Corvo está realmente aqui? Se você estiver mentindo, eu vou matar você. — Disse o ruivo.

_ Eu não estou mentindo! Mas... — Murmurou o príncipe e pararam na frente de uma porta de ferro. — Será que essa porta, deste lado... Pode ser aberta? — Perguntou Liam agora observando o ruivo tentar abrir a porta com algumas das falsas chaves que tinha. — Samuel, isso...

_ O que? Cadê a chave dessa porta? Ah, achei. — Murmurou o ruivo. A tranca estava até trincada de tão velha que estava. — Uma fechadura antiga não vai me parar.

_ Essa porta não foi aberta faz trinta anos ou mais, todos dizem que nem se você tiver a chave você pode abrir isso. Samuel, mesmo que você seja muito bom em abrir portas... — Murmurou o príncipe e foi interrompido com um barulho.

_ Abriu. — Disse o ruivo.

_ O QUE? — Soltou Liam boquiaberto.

_ HMPH! Seu retardado, não grite. Nem olhe para baixo para falar comigo. Não há nenhum lugar no mundo que uma cobra não possa entrar. — Disse Samuel com um sorriso vitorioso no rosto.

Atrás da porta, havia um enorme corredor com pedras brancas e correntes furando as paredes e desaparecendo nelas. Logo eles viram uma figura de preto presa em uma das correntes.

_ CORVO! — Gritaram os dois, o ruivo e o príncipe, juntos.

_ Samuel... Liam... — Murmurou o de cabelos negros.

_ Só porque eu te disse antes que você estava totalmente curado, não é para você sair correndo por aí! Idiota! - Soltou o ruivo, tentando não gritar. — Espera um pouco que eu vou te soltar imediatamente.

_ Corvo, você está bem? — Perguntou Liam preocupado.

Logo eles ouviram vozes e passos pelo corredor.

_ Tem alguma coisa acontecendo lá fora... — Disse o príncipe surpreso. Samuel estava olhando feio para a porta.

_ Hmph! Nós fomos descobertos? Eu vou distrair eles, vocês dois vão achar a saída. — Disse o ruivo.

_ Ok! — Exclamou Liam. — Corvo... Você pode se levantar? Você foi punido tão severamente...

Dessa vez, o de cabelos negros estava com a mesma roupa, mas sem a blusa negra por baixo, deixando o seu peito aparecer. Além disso, um colar estava dependurado nele e caiu quando ele se virou para se levantar.

Logo o príncipe notou o colar com uma pedra preciosa na ponta. Era aquele mesmo colar que ele dera ao garoto naquele dia... Liam se abaixou e pegou o colar, surpreso.

_ Certo? De doze anos atrás... Por que...? Você... Não deu isso para o seu chefe? — Perguntou o príncipe.

_ Eu não dei isso a ele. Não importava o quanto ele me batia, somente esse pingente... — Murmurou o Corvo. — Por doze anos... Eu tratei isso como o meu tesouro. Eu sempre pensava coisas como: "Aquele garoto está bem?" — Soltou ele pegando a mão que segurava o objeto, levando-a até os seus lábios, a beijando. — Eu sempre... Quis ver você novamente.

_ Isso é o suficiente. — Disse Liam sorrindo meio corado.

De repente, cinco guardas apareceram seguidos da rainha, todos se aproximaram e Samuel estava amarrado junto deles, com um guarda o segurando.

_ Mãe... Samuel! — Soltou o príncipe com os olhos arregalados

_ A hora de brincar acabou, Liam. Já está na hora de você se lembrar... Do seu status como um príncipe. — Disse Ellen.

_ Eu não sou um "príncipe"... Ao menos o meu eu de agora não pode ser considerado como um príncipe... Eu não sei nada! E esse príncipe em que o "lá fora" é um jardim envolto de um muro... Não é qualificada para ser uma "príncipe"! — Exclamou Liam.

_ A essa altura... Você não está pronto, nem vai conseguir viver fora desse jardim envolto de um muro. Capturem eles! — Exclamou a rainha.

_ Heh... — Soltou o guarda que segurava a corda que prendia o Samuel, soltando os pés dele com uma puxada na corda.

Nesse mesmo instante, o ruivo chutou os outros guardas enquanto era rodado no ar com a corda, fazendo com que eles caíssem no chão e o guarda sorriu vitoriosamente por baixo do capacete.

_ Nós vencemos, sua majestade. — Disse o guarda.

_ O que? — Soltou Ellen surpresa.

_ D-De jeito nenhum... — Soltaram os guardas paralisados no chão.

Assim que o guarda que ajudou Samuel tirou o capacete, mostrou-se Philias, sorrindo.

_ Nós estamos aqui para roubar o príncipe. — Disse Philias sorrindo.

_ Então... — Disse Samuel com um sorriso vitorioso. — Corvo, voe!

E o capacete foi jogado no teto de vidro, que se quebrou.

_ Ponha a sua cabeça abaixada e se agarre em mim. — Disse o de cabelos pretos e o príncipe se agarrou nele.

_ Ok! — Exclamou Liam.

Mas no instante em que o Corvo iria pular, foi surpreendido por um certo homem de cabelos louros quase brancos e tendo que se defender da espada com outra espada.

_ Ladrão, devolva o príncipe. Você entende? — Perguntou Allan com os dentes cerrados. — Dentro do castelo, vivendo uma vida pacífica... Está a felicidade do príncipe!

_ Allan! — Soltou Liam com as sobrancelhas erguidas.

_ Você não é quem deve decidir isso. — Disse o Corvo.

_ O que? — Perguntou Allan fazendo uma careta.

_ O Liam tem que... Descobrir isso por ele mesmo. — Disse o de cabelos negros.

Allan ficou tão surpreso que acabou deixando sua espada ser jogada para longe pela espada do Corvo, que pulou nas paredes com o príncipe nos braços e sumiu pelo buraco no vidro do teto.

Já estava á noite e as estrelas iluminavam aquele lugar. No alto da torre a vista ficava ainda mais bonita. Enquanto lá embaixo certo sacerdote estava frustrado e com a cabeça abaixada, no alto da torre os dois observaram aquela bela noite.

_ Liam, segure-se firme em mim. — Disse Corvo o deixando em cima do muro e pondo a máscara negra sobre seu rosto.

_ E-Espera, o que vai acontecer com o Philias e o Samuel? — Perguntou Liam preocupado.

_ Eles vão pensar em alguma coisa. Nós vamos ir primeiro. — Respondeu o de cabelos negros.

_ Nós vamos ir? — Soltou o príncipe.

_ O tesouro que o último rei deixou para você... Eu sei onde está isso. — Disse Corvo.

_ O... Que? Não diga! — Exclamou Liam surpreso. — Então realmente existe algo assim...

_ Eu já disse a localização para o resto do grupo. Eles vão conseguir chegar lá depois. — Disse o de cabelos negros segurando o príncipe pelos ombros fortemente.

_ AH! — Gritou Liam quando o Corvo pulou, o arrastando junto.

O príncipe olhou para baixo, surpreso. Eles estava flutuando sobre as ruas e...

_ Está com medo? — Perguntou Corvo o olhando.

_ Não... — Disse Liam sorrindo meio corado.

Notas finais
E então, gostaram? Esse capítulo saiu enorme! Então, quero reviews também, oks? Muitoos revieews!
É isso, rsrs...
Até!