Notas iniciais
Helooooooooooooo, eu sei que eu sumi a um tempo, mas é isso ai ne gente, bloqueio de criatividade é algo fodido, o capítulo de hoje n ta tão grande como o primeiro mas espero que gostem

Subitamente eu acordei me encontrando deitado em um elevador com uma peculiar coloração vermelha e uma musiquinha que eu entendi ser "Dangerous Woman" da Ariana Grande. Então faço um cara de confuso e me levanto observando um grande espelho atrás de mim, eu ainda estava com as mesmas roupas dessa festa e então me cai a ficha do que tinha acontecido, Oliver havia me matado!

— Eu não acredito que me deixe ser seduzido — Digo frustrado socando o espelho do elevador com força, logo sentindo a dor percorrer o meu punho e analisando o sangue agora em um tom mais escuro e olho para minha mão me espantando ao ver o ferimento se fechar em poucos segundos. — Espera, se eu estou morto, o que estou fazendo aqui?

No momento em que terminei de falar a porta do elevador se abriu atrás de mim dando em um lugar que se assemelhava a uma área de recepção, existiam inúmeros quadros pendurados nas paredes de mármore negro, todas eram de um homem branco de cabelos negros e olhos castanhos esverdeados, e um terno cor grafite com uma gravata vermelha. Aparentemente aquele homem era dono do lugar, seja lá aonde eu esteja.

— Olá, senhor Lucian, estávamos a sua espera — Disse a moça por trás de uma mesa do computador, eu estava tão curioso com os quadros que sequer havia notado a presença dela. — Me acompanhe, por favor.

Assim ela sai de trás da mesa se direcionando a uma porta de madeira pintada em um vermelho vivo que se contrastava dentre as outras cores da "recepção", então sem perguntas eu fui atrás dela observando-a enquanto a mesma abre a porta me dando espaço para eu passar.

— O meu senhor o espera dentro da sala — Disse ela por fim, aparentemente ela não iria entrar junto comigo, suspiro e caminho até a outra sala, e olha só, mais quadros.

A segunda sala era mais chamativa que a recepção, suas paredes agora eram em um papel de parede xadrez nas cores preto e vermelho. No chão agora era um mármore branco que aparentemente era muito bem limpo, enfrente a porta havia uma mesa repleta de uma montanha de livros e em seus lados duas enormes estantes com livros da qual eu jamais ouvi falar. Então ao perceber a mim presença o homem se levanta da sua cadeira e me observa por cima dos livros.

— Olá — Disse o homem abrindo um enorme sorrindo me fazendo ficar mais pálido do que eu já era. — Finalmente eu tive a oportunidade de conhecer você, Lucian.

Ele vestia um terno completamente negro que destacava sua pele pálida, seus olhos eram um azul profundo e seu sorriso era algo que me deixava assustado e ao mesmo tempo cativado a sorrir junto, seus cabelos negros se encontravam um pouco, aparentemente ele esperava que sua assistente o desse um tempo para se arrumar um pouco antes.

— Admito Lucian? Talvez um pouco de narcisismo ao escolher esse nome, mas sua mãe não pareceu desgostar do mesmo. — Disse ele saindo de trás da mesa e vindo ao meu encontro. — Você se tornou um rapaz tão lindo, você tem os olhos da sua mãe. — Admirou passando sua mão gentilmente pelo meu rosto.

— Espera ai! — Digo tirando sua mão do me rosto de forma rude, o que de alguma forma o fez soltar um sorriso — Primeiro o que estou fazendo aqui? Segundo, quem é você? Terceiro como diabos você sabe quem eu sou ou sobre a minha mãe? — Solto tudo de uma vez sentindo meu fôlego falhar ao terminar minha sessão de perguntas.

— Calma lá garotão, não vai querer ter um ataque de asma como antes. — Disse ele sorrindo por satisfeito ao ver a minha cara de confuso ao dizer sobre isso. Eu tive casos de asma na infância, mas como ele sabe? — Eu observo você há anos Cian, desde que você nasceu, é um pesar saber que não pude presenciar seu crescimento da forma que eu queria. — Ele fez uma cara de chateado que em segundos foi substituído por um sorriso.

E então ele começou a caminhar em círculos em vontade de mim como se estivesse analisando meu completamente perante tudo aquilo parando de andar com uma feição de satisfação.

— Eu de fato achei que você iria chamar por mim antes de você completar sua maioridade, mas nada é perfeito não é? O importante é que agora você está aqui, filho — Sorriu ele podendo ênfase em sua última palavra. — Sua mãe achou que conseguiria suprir a sua necessidade de um pai, mas o que nós temos filho, não é apenas um laço familiar. — Disse ele se aproximando de mim e pegando meu pulso agora desnudo após o erguer do meu casaco.

Eu apenas me mantive estático perante seus gestos e enquanto o mesmo passava seu dedo em meu pulso fazendo um pequeno corte, eu nem imaginária que uma unha poderia ser tão afiada dessa forma. Mas assim como ocorreu no elevador, logo a ferida simplesmente se fechou deixando um pequeno filete de sangue ainda forte e escuro como antes.

— Viu? Você tem o meu sangue em suas veias, isso é maior do que qualquer laço que se possa imaginar era previsível de que uma hora ou outra você chamaria por mim, filho. — Disse ele soltando meu braço e me encarando, esperando por qualquer reação minha.

Ele era o meu pai, mas ele aparentava jovem demais para ter tido um filho da minha idade! E o sangue? O que diabos aconteceu comigo? O que estou fazendo aqui? E eu chamei por ele?

— Oh sim, você chamou por mim, lembra do pedido no seu aniversário? Você desejou mais do que nunca me conhecer, mesmo inconscientemente. Sua mãe e eu fizemos esse pequeno acordo, eu não poderia ir atrás de você a menos que você pedisse por isso. — Disse ele indo para trás de sua mesa vasculhando por algo até ele se levantar e me oferecer uma caixinha de presente, ela era coberta por uma espécie de veludo negro com um laço vermelho. — Agora vamos à parte mais importante filho, mas tarde responderei suas outras perguntas, feliz aniversário filhão.

Então eu pego e abro a caixinha vendo que o presente se tratava de um anel de prata cm alguns detalhes em sua volta e uma pedra negra em seu topo.

—Bem, seu antigo corpo não existe mais, ele não suportou por muito tempo toda a energia demoníaca que você contém, deve ter notado não é? — Disse ele olhando para mim como se estivesse esperando uma resposta. E sim, eu me lembro de todas as manchas que tinham aparecido no meu corpo, mas energia demoníaca? O que diabos é isso? — Bem, esse anel é algo que vai te ajudar a controlar toda essa energia contida no seu corpo até você aprender a controlar totalmente, e ele também é incrivelmente bonito, eu tenho um ótimo gosto.

— Ei ei ei, antes de eu por esse treco, você poderia me explicar o que é isso tudo? Quem é você? — Digo aflito, eu não agüentava mais tanto suspense desnecessário quando tudo podia ser resolvido por uma conversa calma e direta, mas parece que ele tem prazer em manter a conversa supérflua.

— Eu sou aquele que os humanos chamam de "O Diabo", apesar de eu gostar de manter o nome Lucifer, combina muito mais comigo. — Disse ele sorrindo — Agora sobre a energia demoníaca, é como se fosse nossa alma, nossa essência, sabendo que demônios não possuem alma. E você, como agora meu renascido filho, essa energia emana de você de forma eloqüente. — Disse ele com um enorme sorriso.

— Que tipo de piada é essa? Eu? O filho do Diabo? Conta outra. — Rio tentando controlar meu nervosismo perante toda aquela informação.

— Piada? Claro que não meu filho, a verdade está em seus olhos. — Disse ele estalando os dedos materializando um pequeno espelho o apontando para os meus olhos.

E mais uma vez noto mais uma mudança em mim mesmo, um dos meus olhos estava completamente tomado por uma cor negra enquanto o outro se mantinha em sua cor de costume. Eu quase acabo no chão se não fosse por uma cadeira que apareceu atrás de mim sem explicação alguma.

— Você é uma peculiaridade fascinante, apesar da presença de uma enorme energia, você ainda possui uma alma. Pode andar pelo mundo dos vivos, e bem, pelo meu mundo quando bem quiser. — Ele admirava meus olhos enquanto passava gentilmente sua mão pelo meu rosto, mas dessa vez eu o deixei fazer.

— Você mandou o Oliver me matar? — Pergunto e vejo seu rosto tomar um semblante vazio e seus punhos se fecharem com a raiva.

— De fato, a minha vontade de conhecê-lo sempre foi implacável, mas não causando sua morte. Aparentemente meus irmãos não gostam da idéia de ver o príncipe do inferno no mundo mortal. — Cuspiu ele essas palavras seguidas de uma leve mordida do lábio inferior, talvez para conter a raiva? — Aquele rapaz? Ele é filho de Asmodeus, mas diferente de você ele é um demônio completo.

— Agora filho, uma coisa que você deve saber, existem muitos demônios nesse reino que não apreciam a minha pessoa. Use o anel, não revele a si mesmo e boa viagem. — Disse ele por fim sem me dar espaço para responder apenas beijando minha testa em meio a um sorriso e tudo fica escuro novamente.

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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.