The Power Of Desire
4 Capítulo 3
POV Bella
Após o almoço, ficamos sentados na sala, e logo as meninas se animaram para um bom banho de mar. Fazia um calor insuportável, e eu não tinha mais como lutar contra a vontade de dar um mergulho. Eu estava cheirando gordura, meu cabelo grudava na nuca e eu definitivamente concluí que precisava de um banho. Avisei a todos e subi sozinha.
Quando abri a porta da suíte do quarto, meus olhos se arregalaram. Sabe aqueles banheiros de filmes, onde a princesa está no castelo do príncipe e fica perdida lá dentro? Sim, este era um. Enorme, espaçoso, com várias disposições. Duas banheiras, dois chuveiros... Perguntei-me maliciosamente se a mãe de Edward gostava de um plural, porque tudo era duplo. Digo a cama de casal e tudo o mais. Não era mera coincidência, eu sabia disso... E não acreditava em coincidências, de qualquer forma. Tirei a blusinha branca que usava, e meu short de tecido preto. Como eu queria tomar um banho rápido, descartei a banheira e escolhi o chuveiro que estava localizado na esquerda. Eu já havia feito minha depilação em casa, então estava com axilas, pernas e região pélvica completamente lisas. Nunca gostei de pêlos e sempre tinha que os arrancar, além do mais minha profissão praticamente exigia isso.
Quando liguei o chuveiro, o jato quente quase queimou minha pele. Irritada, esbravejei algo e procurei algum botão para amenizar a temperatura, mas o chuveiro, para minha surpresa, não tinha. Nada. Era só a água quente e ponto final. Então fui para o outro, que ficava do lado direito. Quando abri, senti um alívio gostoso. A água era fria, o que era ótimo para o calor que fazia. Interessante, porque eu nunca havia ido à um banheiro onde tem um chuveiro só com água quente e outro só com água fria. Não lavei o cabelo, optando por fazer isso na volta, já que o sal do mar iria estragá-lo. Tirei todo o suor e passei sabonete no corpo, usando um sabonete íntimo também. Quando terminei, enrolei-me em uma toalha gostosa branca e voltei para o quarto, trancando a porta para Edward, por ventura, não me ver nua.
Abri a mala e então me vi em um dilema. Eu havia trazido quatro biquínis e não sabia qual usar. Dois biquínis eram mais comportados e dois eram mais curtos. Decidi vestir um lilás, que era mais discreto. Vesti minha canga e não coloquei nenhuma blusa por cima. Soltei os cabelos e passei um brilho labial, pegando minha bolsa de praia, que continha meu protetor solar e óculos escuros.
Não vi ninguém na frente da casa. Fui até a praia e só então avistei Edward, lindo e escultural em sua sunga azul marinho. Meu coração congelou quando ele me analisou atentamente.
POV Edward
Saímos para a praia e nada da morena descer. Talvez estivesse aproveitando um delicioso banho de espuma. Eu já havia colocado em meu apartamento uma sunga por baixo da bermuda, então não precisei entrar no quarto. Queria esperar Bella, mas tinha medo que me interpretasse mal por isso.
Quando ela chegou, meu coração deu um salto. Isabella estava ainda mais linda, e o seu biquíni era uma perdição. Só podia ver a parte superior, pois ela ainda estava de canga. O biquíni era do tipo cortininha, o que mostrava o vão entre seus lindos seios.
Se controla, Edward, se controla!
POV Bella
– Você demorou. – ele disse, finalmente fitando-me.
– Atrapalhei-me no banheiro. – admiti.
– Ah, a história dos chuveiros? – assenti e ele riu. – Sempre me atrapalho também, é normal.
– Onde estão os outros? – inquiri, olhando somente Alice e Jasper deitados ao sol.
– Rose e meu irmão, bem... Devem estar na sacanagem. – deu um sorrisinho malandro.
– Imagino. – revirei os olhos.
– Já passou o protetor solar?
– Não. Hã, vou fazer isso agora.
Ele apenas assentiu e continuou me olhando. Fiquei de lado e passei o protetor em meus ombros, entre meus seios, braços, testa, bochechas. O resto eu teria que tirar a canga.
– Quer ajuda?
– Não, posso fazer isso sozinha. Obrigada. – sorri.
Mordi o lábio e olhei para Edward. Eu nunca fora de sentir vergonha na frente de homem nenhum, nem quando transei pela primeira vez, há quatro anos. Agora, com vinte e um, eu finalmente me sentia livre.
Ele ainda me olhava, como se esperasse por isso.
Puxei o nó que amarrava a canga em minha cintura, vendo-o arregalar os olhos ao fitar minha parte baixa. Eu estava me sentindo poderosa. Coloquei a mão de um lado do meu biquíni e arfei, vendo que estava solto.
AAAAAAAAAAAAAH! Maldito biquíni de lacinho!
POV Edward
Estava admirando a paisagem, ou melhor, Bella, quando ela puxou a canga. Eu mal esperava para ver novamente suas coxas e também sua barriga. Claro que queria olhar seu bumbum empinado, mas não iria admitir isso. Então ela puxou o nó que segurava a canga e aí o lado esquerdo da calcinha do seu biquíni se soltou, o que fez com que o mesmo descesse um pouco. Vi metade das suas nádegas (descoberta pelo pano), e parte da sua, bem... Da sua lisa parte baixa.
Era sorte demais! Estava me deliciando com a visão, quando...
– AAAAAAAAAAAAH! – gritou.
– Calma! — fui ajudá-la a amarrar.
Ela afastou minha mão e amarrou rapidamente.
– Não toque em mim! – berrou, correndo para o mar.
E ela ainda nem tinha passado o protetor no resto do corpo.
POV Bella
Que ódio, que ódio!
Saí correndo e me joguei no mar, sentindo a forte maré me puxar. A água era deliciosa, ainda mais gostosa do que a do chuveiro da casa. Era gelada, e isso me fez arrepiar.
Por que estava dando errado? Eu sabia que essa idéia de viajar com os Cullen não ia dar certo. Éramos de mundos diferentes. Bom, eu e Alice, pelo menos, porque Rosalie agora iria pertencer ao mesmo mundo que eles.
Mas por que eu estou pensando nisso?
Por que senti raiva de Edward, quando me olhou daquele jeito? Eu não devia estar agindo como uma virgem ou como uma garota mimada, afinal imprevistos acontecem, não acontecem?
Agora a porra da vergonha ao olhar o Cullen iria me consumir toda vez que olhasse em seus olhos. Ele não tinha me visto nua... Mas, e se tivesse? Eu estaria tão chateada assim?
Olhei para o lado e vi Alice e Jasper também na água, mas distantes de mim. Ainda não avistara Rose e Emmett, e não queria nem imaginar o que aqueles dois estavam fazendo.
(...)
Voltei para a casa logo depois de Edward, mas queria evitá-lo. Sabia que ele estava no quarto, então fui conhecer o resto do lugar.
Passei pelo corredor, chegando à enorme piscina que ficava ao fundo. Era retangular e percebi que muito funda. Novamente mais dois chuveiros estavam ali, o que me fez rir baixinho.
– Rindo sozinha? – uma voz doce tirou-me de meus pensamentos.
Meu sorriso sumiu imediatamente.
– Sim. – virei-me e não olhei para Edward. – Vou tomar banho.
E saí sem olhar para trás.
(...)
Pedi para Alice preparar o jantar, e ela estranhou.
– O que você tem? Parece esquisita...
– Nada. – peguei uma laranja que estava na fruteira e sentei-me no balcão.
– Me ajuda?
– Claro.
Rosalie estava descansando na sala, e Emmett era muito cuidadoso com ela. Talvez fosse medo de perder o filho que ela esperava, ou talvez fosse muito amor. Esperava que fossem os dois, pois minha amiga merecia ser feliz. Claro que todo esse cuidado se devia também ao dia cheio que provavelmente tiveram. Ri novamente sozinha e a baixinha percebeu.
– Que foi?
– Nada. – repeti.
– Esquisita! – acusou.
– Valeu, também te amo. – lhe mandei um beijo com a palma da mão.
Alice revirou os olhos, e continuamos preparando o jantar. Foi aí que me dei conta do que estávamos fazendo.
– Bife com batata frita? – inquiri.
– Alguém falou em bife com batatas? – veio um Emmett faminto.
– É uma boa idéia. – defendeu-se.
– Ah, claro, muito saudável... – ironizei.
Ela apenas bufou, o que me fez rir.
(...)
Depois do jantar-nada-saudável, sentamos ao redor da mesinha de centro da TV. Os homens bebiam whisky, e as mulheres cerveja.
– Já sei! – falou Emmett, animado de repente.
– O que, amor? – Rose estava deitada em seu colo.
– Vamos jogar!
– Jogar o que? – agora Edward intrometera-se.
– Verdade ou desafio. – sorriu largamente.
Pelo o que sabia, esse jogo consistia em perguntas pessoais e respostas que tinham prendas, caso falassem desafio.
O QUE?
– Vamos! – falaram Alice e Jasper ao mesmo tempo.
– Eu não vou jogar isso. – falou a noiva, provavelmente com medo do que o seu noivinho faria.
– Nem eu.
– Parem de chatisse vocês duas! Vamos amor, e vamos Bella. É só um jogo, que mal tem? Vamos sair do tédio, e, além do mais, nos conheceremos melhor.
Pareceu bem atrativo olhando por esse lado, mas tinha Edward e...
– Tudo bem, eu vou. – a grávida cedeu.
Ótimo, agora eu estava sozinha nessa.
– Bella, são cinco contra uma. – Alice sorriu.
Bufei alto. Eu nunca era atendida mesmo. Peguei uma dose de Heineken e virei de uma vez. A baixinha me olhou estranhamente, mas não liguei. Eu iria mesmo beber e me divertir, para esquecer o imprevisto na praia.
Será que Edward contara para alguém o que vira? Esperava fervorosamente que não.
Emmett levantou-se e pegou uma garrafa vazia de refrigerante, colocando-a no centro da mesa de vidro. Sentamos em forma de círculo e ele começou a explicar:
– Todos sabem como funciona, não é? A tapinha pergunta e o fundo da garrafa responde. Quem responder DESAFIO tem que fazer alguma coisa. E essa é a melhor parte. – riu maliciosamente.
Rose me olhou de relance.
– Agora vamos falar as regras. – pedi.
– Não vale sexo. – falou a loura, dando um olhar fatal para o noivo.
– Ah, por quê?
– Emmett, isso você pode fazer entre quatro paredes e sem ninguém ver. – lembrou o seu irmão.
– Ok. – concordou meio desapontado, mas ainda animado. — Mas vale outras coisas picantes.
– Sim! – concordei, já animada também.
Olha só, eu estava me soltando...
Edward riu.
– Acho que é só isso. – falou Jasper.
– Ah, tem mais uma coisa. – lembrou a loura. – Não podem falar para Emmett ou eu beijarmos outra pessoa. Sabem como é, seria traição e agora estamos noivos. – mostrou o anel como se nós não soubéssemos disso.
– Claro! – concordou Jasper e Emmett também assentiu.
– Quem começa girando? – inquiriu Alice.
– Posso começar? – perguntei, quicando de ansiedade.
Todos concordaram, e então eu peguei a garrafa no centro da mesa e girei. Ela parou com a tampinha para Edward e o fundo para mim. Ótimo, comecei bem...
– Bella, verdade ou desafio?
– Verdade!
– Está há quantos dias sem sexo?
Ruborizei. Eu esperava que Edward me perguntasse até a capital do Paraguai, menos isso. Era muito pessoal.
E o pior é que eu não conseguia lembrar quando transara pela última vez...
Acho que foi com o Michael, há... Cinco meses.
– Acho que cinco meses. — admiti, cabisbaixa.
Edward assentiu, mas pude perceber que ficou surpreso.
– Caramba! Tá necessitada! Trata logo de tirar esse atraso, Bellinha! – gritou Emm, gargalhando feito um troglodita.
Edward riu baixinho.
Corei de novo, porra.
– E agora, quem roda? – perguntou Jasper.
– Quem responde, roda. – falou Edward.
Peguei a garrafa e rodei de novo. A tampinha agora caiu para mim e o fundo para Edward.
– Ei, eu também quero jogar!
– Eu sei, Emmett, mas não tenho culpa. – afirmei.
– Verdade ou desafio?
– Verdade!
– É verdade que você... Está apaixonado?
Que diabos eu perguntei?
Emmett gargalhou alto e Jasper pigarreou.
– Tem que falar a verdade, mano! – deu-lhe um tapinha nas costas.
– Hã, estou. – assumiu, fitando-me com fervor.
– Agora saber quem é já é outra pergunta. – falou o advogado.
Edward rodou a garrafa e caiu com a tampinha para Emmett e o fundo para Alice.
Aí vem bomba.
– Alicezinha do meu coração, verdade ou desafio?
Rose riu.
– Verdade.
– Jasper é bom de cama?
Vi quando Jasper enrijeceu e Alice ficou constrangida.
– Hã... Hm... Bom... Er....
– Sim ou não?!
Emmett era terrível.
– Sim, ele é. Ai meu Deus, que vergonha! – cobriu o rosto com uma almofada e eu ri, falando:
– Roda a garrafa, Alice.
Ela girou e agora Jasper perguntava e Emmett respondia.
– Verdade ou desafio?
– Verdade!
– O que estava fazendo com Rose hoje, quando estávamos na praia?
– Nós... Estávamos... Pimbando... No mar!
Todos riram, afinal isso era óbvio. Rose cobriu o rosto com uma mão.
Emmett rodou e agora sua noiva perguntava e ele respondia.
– Amor, verdade ou desafio?
– Desafio!
– Vem cá me beijar, vem...
E Emmett engatinhou até ficar em frente a ela. Trocaram um beijo tão intenso e apaixonado que me perguntei se um dia beijaria alguém com tanto ardor assim. Não era só atração, era amor. Essa palavra de quatro letras estava praticamente estampada na cara de Emm e no olhar de Rose.
Edward pigarreou e deu um gole em sua bebida.
– É só um beijo, gente. O resto vocês fazem na próxima pergunta. – eu disse, rindo.
– Já falei que não vale sexo.
– Nem se for comigo, loirinha? – fez um beicinho.
– Ai, ursão! – deu-lhe um selinho.
– Roda de novo, mano.
Ele rodou a garrafa e a tampinha ficou para Alice e o fundo para mim.
– Verdade ou desafio?
– Verdade.
– Você está apaixonada? – ela fizera a mesma pergunta que fiz para o Cullen.
Por instinto troquei um olhar rápido com Edward, que pareceu ansioso para saber a resposta.
– Eu... Não sei.
Rodei e a tampinha caiu em Jasper e o fundo em Rosalie.
– Verdade ou desafio?
– Desafio.
– Te desafio a dublar a Madonna e Emm ser o dançarino.
– O que?! Madonna? Puta que pariu! Por que não o Akon ou o Chris Brown? Madonna não! — berrou o noivo.
Todos rimos.
– Vamos, amor? – chamou Rose.
Emmett fuzilou Jasper com os olhos.
– Vai ter troco!
– Vão lá, quero ver todo mundo no ritmo! – zombei.
Edward levantou do chão e colocou um CD no enorme aparelho de som. Logo uma música da Madonna começou a tocar.
A batida começou e Rose ficou de costas para nós, mexendo os quadris de uma forma muito engraçada. Ela pegou o telefone móvel e fingiu que era seu microfone. Começou a mexer a boca e eu percebi que ela não estava dublando, e sim cantando.
Já Emmett, bom... Rebolava de um jeito completamente engraçado, e era tão desengonçado que caiu quando tentou dar uma pirueta. Lógico que todos nós ríamos descontroladamente, inclusive a loura. Ela fazia uma cara de vou-te-seduzir e isso tornava tudo mais cômico. Seu noivo mais parecia uma bailarina inexperiente, pois jogava a mão para cima como se estivesse dançando balé.
Ela encostou-se em Emmett e eles começaram a se esfregar, literalmente. Ficou de costas, subindo e descendo na frente do seu parceiro. Rose usava um vestido solto, então imagino o que seu noivo deve ter sentido.
Quando a música acabou, todos aplaudiram e eles juntaram-se a nós outra vez.
– Bravo, bravo! – gritou Jasper, batendo palmas e gargalhando.
– Mano, você se superou! Parabéns, acho que leva jeito.
– Levo jeito nada, Masen.
O irmão bufou, tentando controlar a irritação.
– Agora roda, Rose! – falei.
Agora Edward perguntava e Jasper respondia.
– Verdade ou desafio?
– Desafio.
– MESMO?
– Sim!
– Beije Alice.
Como se esperasse por isso, ele segurou a nuca da minha amiga e a girou. Beijaram-se intensamente e de uma forma meiga, completamente diferente do beijo que a secretária trocara com seu chefe.
Alice sorriu e Jasper lhe deu outro selinho. Românticos!
Jas rodou e agora caiu de Alice para mim.
– Verdade ou desafio?
– Verdade.
– Se fosse para beijar Edward agora, você beijaria?
PUTA MERDA! E agora?
– Não, er... Quero dizer... Se ele quisesse, por que não?
Vi Edward sorrir torto e podia jurar que ele fez um biquinho muito sexy. Quando olhei novamente, ele simplesmente sorria.
Rodei a garrafa e caiu de um irmão para o outro.
– Verdade ou desafio?
– Verdade.
– É verdade que, quando pequeno, queria ser gogoboy quando crescesse?
– Sim. — admitiu Emmett.
Todos nós rimos alto, inclusive sua noiva.
O grandão rodou e caiu de Jasper para mim.
– Verdade ou desafio?
Respirei fundo.
– Desafio. – eu disse naturalmente.
– Bella, como você e Edward são os únicos que ainda não beijaram aqui... Que tal?
PORRA! Eu sabia que ia dar nisso! Não devia nem ter aceitado entrar nessa brincadeira.
– Er... Tá. – falei, insegura.
Wish You Were Here – Avril Lavigne
Edward aproximou-se de mim e eu senti sua respiração quente entrar por meus lábios entreabertos. Agarrou-me a nuca e nós dois começamos a arfar. No momento em que nossos lábios se encontraram, eu senti um estranho aperto no peito. De repente todas aquelas dúvidas com relação ao que sentia por esse homem pararam de existir, como se fôssemos só ele e eu no mundo, e mais ninguém. Afastamo-nos cedo demais, e sorrimos naturalmente. Era a terceira vez que nos beijávamos.
Percebi que Jasper e Alice beijaram-se com meiguice, como se tivessem medo de partir um ao outro. Tudo era muito calmo, e eles pareciam medir cada atitude. Já Rosalie e Emmett pareciam que iam entrar em erupção, tamanha era a ferocidade, mesmo quando eles tentavam se controlar à nossa frente. Edward e eu éramos o meio termo, não tão fogosos publicamente como os noivos, mas não tão calmos como os outros.
E então a brincadeira acabou. Rose anunciou estar cansada e logo rumou para o quarto com seu noivo. Eu sabia que ela estava cansada somente para ficar conosco, porque pude ouvir alguns gemidos vindos do quarto que eles estavam. Assisti mais um pouco de TV com Alice, e Edward e o amigo jogaram baralho. Logo o outro “casal” também falou que ia dormir, restando só o homem que beijara e eu na sala.
– Vamos dormir? – perguntou-me.
Falando assim, parecia que éramos um casal.
– Eu não estou com sono. – menti. – Mas pode ir. Daqui a pouco irei.
– Ok. Boa noite. – falou e subiu as escadas.
– Boa noite. – eu respondi, mesmo sabendo que ele não poderia ouvir.
Eu podia dormir no sofá e depois falar que dormi sem perceber, porém sabia que não seria educado da minha parte. Esperei mais quinze minutos e não sabia nem sequer falar o que passava na televisão, então decidi ir para o quarto. Era quase 01:00h.
A luz do corredor estava acesa, então a apaguei. Quando abri a porta do quarto, vi Edward deitado para o lado oposto a porta, na cama de solteiro. O abajur em cima da cômoda estava ligado. Sem me importar em dormir de roupa íntima na frente dele, peguei uma camisola vermelha de seda e fui ao banheiro. Vesti e escovei os dentes, voltando para o quarto cambaleando e apagando a luz do abajur em seguida.
Comecei a pensar na vida e em todas as escolhas que me trouxeram até esta casa.
Pensando nisso, logo a inconsciência chegou.
(...)
Despertei suando frio, então virei para o lado e tentei dormir novamente.
(...)
Debati-me em vão na cama de casal, não estava realmente com sono e não havia conseguido dormir outra vez. Levantei para tomar um copo de água.
Na cozinha permaneci no escuro, tomando dois copos. Senti minha cabeça girar, talvez fosse por causa da cerveja, não sabia dizer. Precisava de um analgésico. Apenas a luz da geladeira iluminava o ambiente.
A luz se acendeu de repente, então me assustei.
POV Edward
Quando eu entrei sozinho no quarto, senti-me triste. Deitei e logo dormi, pensando na morena que tanto desejava e estava no mesmo quarto do que eu, porém em camas infelizmente diferentes. Cada beijo que trocávamos me fazia querê-la cada vez mais. Bella havia ficado estranha por causa do que acontecera na praia, mas agora parecia estar normal, pelo menos assim eu esperava.
Acordei no meio da noite e olhei as horas em meu celular. Era 04:38h. Olhei para o lado e não vi Bella em sua cama. A porta do banheiro estava fechada, então pensei que talvez pudesse estar lá. Com sede, fui até a cozinha e me deparei com a linda mulher de camisola vermelha. Puta que pariu!
Por pouco ela não gritou, e eu agradeci mentalmente por isso.
– Oi? – sua voz estava um pouco embargada.
– Estou aqui.
– O que faz aqui?
– Eu vim tomar um pouco de água. Está tudo certo? – perguntei ao ver que ela mantinha uma mão na cabeça.
– Não. Acho que foi a bebida. Você tem algum remédio aí?
– Tenho. Traga água para o quarto.
Tomei um pouco de água e subimos. Fui até minha mochila, pegando um saquinho com alguns remédios. Ela, ao ver minha organização, ficou surpresa.
– Nossa, organizado!
– Anos e anos de prática. – afirmei. – Tome. – entreguei-lhe um comprimido.
– Obrigada. – disse após engolir. Colocou o copo na cômoda e deitou-se na cama.
Eu sentia uma vontade enorme de conversar com ela, mas achei que talvez não fosse o momento certo. Bella parecia ter adormecido, mas eu não consegui pegar no sono novamente.
POV Bella
Eu não sei o que estava acontecendo comigo, mas quase não consegui pregar o olho durante a noite. Olhei para o lado e chequei as horas: 05:00h. Estava muito só.
– Edward? – perguntei em um fio de voz, sem ter certeza se ele estava dormindo.
– Sim? – murmurou no escuro.
– Você quer... Conversar?
– Não, estou com sono.
Não devia ter perguntado isso.
– Ah. – murmurei.
Ele riu.
– Brincadeira, Bella. Eu adoraria conversar com você.
– Bem... É que são tantas coisas. Tem muita coisa que eu queria te falar.
Silêncio.
– Você sempre está por perto para me ajudar em alguma coisa, não sei, parece que algo insiste em nos aproximar. — continuei, me sentindo uma idiota. — O que quero dizer é... Obrigada.
– Eu também sinto isso. Mas está me agradecendo por um analgésico?
– Também. – ri. – E por não ter contado nada para ninguém do mico que paguei na praia... Quer dizer, você não contou, não é? – mordi o lábio, com medo da resposta.
– Não, e não contarei.
– Obrigada. – balbuciei novamente. – Lembrei-me daquele remédio que você levou em minha casa, quando estava com febre. Deveria ser médico! – brinquei.
Ele riu outra vez.
– É verdade. Acho que preciso estar sempre por perto, para cuidar de você.
– Deve! – falei, já sentindo o sono tomar conta do meu corpo.
Conversar era uma boa estratégia para mim, sempre me dava sono quando eu estava tentando dormir, o que devia ser o contrário.
Mas eu nunca fora normal, e nunca seria.
– E você gostaria de ficar aqui por mais alguns dias?
– Como? – acho que não havia entendido direito.
– Aqui, na casa de praia. Quero dizer, eu sei que tem que trabalhar, mas posso dar um jeito nisso. Você está precisando relaxar, gostou daqui?
– Sim, é muito agradável e tudo é lindo. Mas, como você disse, eu tenho que trabalhar. Adoraria tirar uma folga, mas não dá.
– E se eu falasse com meu pai, você ficaria?
– Bom... Eu não sei se...
– Não sabe se dá pra ficar? Claro que dá! Tenho certeza que meu pai apoiará.
Pensei na possibilidade de ficar naquele paraíso por mais algum tempo, com aquele Deus grego.
Mas... Quem liga pra o que é certo?
– Hã, tudo bem. Eu fico. – ri baixinho. — Quantos dias?
– Bem, hoje já é segunda... Então pode ser até quinta. Aí você tira a quinta de folga e na sexta fica comigo, o que acha?
UAU!
– Perfeito. Mas quase uma semana sem trabalhar não vai me prejudicar muito no trabalho? É que eu realmente preciso desse emprego.
– Não vai, eu garanto. Pode deixar que assumirei tudo.
Fiquei impressionada com o que ele havia me falado. Edward era um cavalheiro.
Bocejei alto.
– Vamos dormir, boa noite linda. – falou.
Não ouvi mais nada, simplesmente apaguei em um sono profundo, onde eu era a princesa, Edward meu príncipe e nós vivíamos para sempre em um conto de fadas onde não havia mais ninguém, apenas eu e meu paraíso particular.
xxx
Acordei dispersa e não vi Edward ali. Lembrava-me vagamente do que conversamos e eu recordava palavras como “folga”, “trabalho”, “paraíso” e “prejudicar”. Espreguicei-me e rumei para o banheiro, escovando os dentes em seguida. Precisava juntar minhas coisas, afinal Emmett dissera que voltaríamos logo após o almoço.
Estava guardando as coisas na mala, quando vi que as roupas de Edward estavam jogadas pelo closet. Ele queria se atrasar?!
Um choque me atingiu quando lembrei do sonho que tivera na noite anterior.
Nesse sonho, Edward chamou-me para ficar com ele até... Quarta ou quinta, não me lembro bem. Tudo o que sabia era que iríamos ficar ali por mais alguns dias e eu faltaria o trabalho. Que sonho louco!
Estava dobrando umas roupas quando o Cullen entrou, usando uma regata bege e uma bermuda branca. Totalmente lindo.
E eu ainda usava minha camisola de seda.
– Hã, oi, bom dia! – eu disse, acenando.
– Bom dia! O que está fazendo? – perguntou ao ver minha nécessaire em minhas mãos.
– Arrumando as coisas. Vai se atrasar se não fizer o mesmo.
– Bella, você não vai ficar aqui?
Ele disse ficar? Que estranho. No meu sonho ele pedia a mesma coisa e...
#FLASHBACK ON#
– E você gostaria de ficar aqui por mais alguns dias?
– Como?
– Aqui, na casa de praia. Quero dizer, eu sei que tem que trabalhar, mas posso dar um jeito nisso. Você está precisando relaxar, gostou daqui?
– Sim, é muito agradável e tudo é lindo. Mas, como você disse, eu tenho que trabalhar. Adoraria tirar uma folga, mas não dá.
– E se eu falasse com meu pai, você ficaria?
– Bom... Eu não sei se...
– Não sabe se dá pra ficar? Claro que dá! Tenho certeza que meu pai apoiará.
– Hã, tudo bem. Eu fico. Quantos dias?
– Bem, hoje já é segunda... Então pode ser até quinta. Aí você tira a quinta de folga e na sexta fica comigo, o que acha?
#FLASHBACK OFF#
Eu aceitei ficar? Eu tinha enlouquecido!
Ok, vamos pensar nas possibilidades:
1ª: Eu tinha enlouquecido e ainda estava sonhando.
2ª: Edward queria me fazer perder o emprego, por faltar tanto.
3ª: Edward realmente queria minha companhia, o que era o menos provável.
PUTA MERDA, BELLA! FALA ALGUMA COISA!
– Er... Eu falei isso?
– Sim. Não vai ficar?
– Eu não... Posso Edward. Não posso.
Ruborizei só com a possibilidade de ficar com esse homem por mais dias. Ah, como eu queria!
– Eu já liguei para o meu pai. Ele falou que não tem problema algum. Emily contratou novas meninas, e elas irão te substituir essa semana. Carlisle até me incentivou a ficar.
Pronto, perdi o emprego!
– Eu perdi o emprego? — já estava irritada com tudo isso.
– Não! – gritou. – Só vai ficar de folga por uns dias. Não quer?
– E os outros? – ignorei sua pergunta.
– Emmett tem que voltar, por causa da agência. Jasper também, por causa do escritório. Rosalie e Alice se recusaram a ficar só comigo e com você. Elas acham que estão atrapalhando algo. – sorriu.
– Atrapalhando? – franzi o cenho.
– Elas acham que você e eu, ontem à noite... Entendeu?
Ah sim, elas achavam que eu tinha transado com Edward. Transado... com... EDWARD.
– Mas você não falou que não transamos, não é?
– Não, deixei isso por sua conta.
– Obrigada. Agora vou tomar um banho e preparar o almoço. – informei.
– Negativo! Hoje nós prepararemos, para poupar vocês, já que fizeram o almoço e jantar ontem. – sorriu torto. – E já está quase tudo pronto.
– E o que é? Porque estou faminta.
Edward riu misteriosamente.
– Desça e veja.
O cretino saiu do quarto e me deixou na curiosidade.
(...)
Meia hora depois eu já estava limpa, usando um vestido vermelho estampado. Soltei os cabelos e desci, dando bom dia a todos. Alice estava empolgadíssima, então quando os homens e Rose ficaram na cozinha, ela me puxou pelo corredor.
– Pode ir falando! – segurou meus ombros e sorriu.
– Escuta, não ouve nada.
– Como? Quer dizer que você dormiu com Edward Cullen e não rolou nada? – arqueou uma sobrancelha.
– Epa! Não dormi, apenas dividi o quarto. Dormir inclui fazer sexo, e isso nós não fizemos.
– Nem algumas intimidades?
– Não. Somente trocamos algumas palavras e fui pegar no sono quase 06:00h da manhã, por isso acordei tão tarde. Bebi e fiquei sem sono, e ainda tive dores. Edward, como sempre, me socorreu. Mas e você? Como foi?
– Foi maravilhoso! Transar com Jasper pela segunda vez foi ainda melhor do que na primeira. Ele se revelou um leãozinho na cama. – riu. – E está sabendo me agradar cada vez mais. Insuportáveis foram os gritos de Rosalie. Você ouviu?
Balancei a cabeça negativamente, lembrando de que não havia escutado absolutamente nada.
– E o pior foi que isso excitou a nós. — continuou. — Foi meio que um impulso para começarmos. Estávamos assistindo filme e aí ouvimos os gemidos e gritos. – revirou os olhos.
– Uau! – foi só o que consegui falar, rindo.
– Agora me diga que vai ficar bem e eu partirei com o pessoal.
– Sim, eu ficarei bem. Calma Alie, são só alguns dias.
– É, eu sei. – fungou. – Mas vou sentir sua falta. Nunca mais nenhuma de nós ficou longe uma da outra, então me acostumei com vocês duas. Vai ser uma barra dizer adeus à Rose.
– Vai mesmo.
– Meninas, o almoço está pronto! – Jasper nos avisou, o que nos fez encerrar a conversa.
Sentamo-nos à mesa e um cheiro maravilhoso pairava no ar. Reconheci antes mesmo de ver o que era.
– Lasanha! – gritei alto, para que Edward ouvisse.
– Acertou! – disse ele, vindo com a travessa nas mãos. – Eu que fiz. Emm e Jas só ajudaram nos detalhes.
– Obrigado, cara! – Jasper fingiu estar chateado. Já Emmett nem pareceu notar, pois pegava na barriga da noiva.
Almoçamos em um clima descontraído. O almoço estava maravilhoso e eu não sabia se ficar na casa com Edward era o certo, mas confesso que estava feliz por ter tomado uma decisão tão precipitada. A ideia chegava a ser excitante.
Culpa da cerveja!
(...)
Logo após o almoço fomos todos dar um mergulho rápido, pois já era 13:00h e Emmett voltaria ao trabalho às 16:00h. Coloquei o outro biquíni comportado, deixando os pequenos para os outros dias. Era rosa claro e a calcinha, dessa vez, não tinha lacinhos.
– Nada de lacinhos? – perguntou o Cullen, olhando para mim com um sorriso sacana.
– Não! – falei, meio contrariada. Ele riu.
(...)
Voltamos para a casa e tomamos banho. Emmett colocou a roupa do trabalho e eu sabia que Alice trabalharia mais tarde na Womanizer.
– Então tchau, Bells. – podia jurar que vi uma lágrima atravessar o rosto da recepcionista. Ela era praticamente uma irmã para mim.
– Tchau. Juízo vocês dois, hein? – olhei para Jasper, que riu.
– Pode deixar, vou cuidar dela direitinho.
– Espero mesmo. – o abracei e depois abracei a baixinha mais uma vez.
– Tchau, Rose. – a abracei. — Tchau, meu sobrinho... Ou sobrinha. – afaguei sua barriga lisa e exposta, pois ela usava um top discreto.
– Até mais, Bella.
– Rose?
– Sim?
– Não se mude antes de eu voltar para casa, por favor.
Ela e seu noivo riram juntos.
– Não, pode deixar. Só vou me mudar quando casar, Bells.
– Ok. Fico mais contente assim. Não vai ser fácil deixar de morar com você após tanto tempo.
– É mesmo. – concordou Emm.
Entraram no Jeep e partiram.
Eram somente mais três dias ali, e eu iria aproveitar ao máximo.
POV Edward
Assim que todos saíram, chamei Bella para dar outro mergulho, e ela aceitou prontamente.
Na água fria, nos divertimos bastante. Eu jogava areia em seu cabelo e ela empurrava minha cabeça para baixo da água, me fazendo rir e ficar sem respiração. Parecíamos dois adolescentes no paraíso.
Paraíso.
POV Bella
Tudo estava sendo estranhamente agradável. Edward parecia um velho conhecido, e todo aquele receio estava passando. Ele tentou me beijar, enquanto víamos o pôr-do-sol sentados na areia. Desconversei e desviei o olhar.
A noite rapidamente chegou. Eu sabia que tinha sobrado almoço suficiente para o jantar, então brinquei dizendo que faria a nossa comida. Ele pareceu nem lembrar da lasanha, mas me deixou sozinha e foi ver um pouco de TV na sala. Peguei tudo e coloquei numa travessa, colocando no microondas. Como para melhorar a surpresinha, vi morangos e então resolvi fazer um suco. Quando tudo estava pronto, coloquei em cima do balcão e o gritei:
– EDWAAAAAAARD!
– Já vou! – pude ouvir a TV ser desligada.
Dois segundos depois ele já adentrava a cozinha.
– O cheiro está bom... Isso parece...
– LASANHA COM SUCO DE MORANGO! – gritei e ele riu de minha criancice repentina.
– Não poderia haver jantar melhor.
Ah, poderia sim... Controle seu pensamento, Isabella!
Apenas assenti e comemos em silêncio. Não era aquele silêncio desagradável, era o típico silêncio em que nos sentimos a vontade perto da outra pessoa, e que não há necessidade de interrompê-lo com palavras sem nexo.
Edward me ajudou com a louça e depois voltamos à TV. Meia hora depois eu falei que estava cansada e fui tomar um banho, ficando na cama em seguida.
Um medo tomou conta de mim: o que fazer?
Estávamos sozinhos e não havia ninguém ali. Éramos apenas ele, eu e a bela lua que iluminava o céu, tornando-nos cúmplices.
POV Edward
Bella falara que ia tomar um banho e não voltara. Apaguei tudo e subi para o quarto, encontrando-a usando sua camisola vermelha.
Deitei em minha cama de solteiro, sem falar nada. Tinha certeza de que ela não estava dormindo.
– Bom, eu não sei nada sobre você... Ou quase nada. – disse a certa altura.
– O que quer saber? – permaneci deitado, fitando o teto. Isabella fazia o mesmo. Era como se estivéssemos falando sozinhos, como se um muro nos separasse, apesar de que podíamos ouvir um ao outro com clareza.
– Vamos trocar perguntas?
– Tipo um interrogatório? – inquiri, surpreso com sua proposta.
Bella sempre me surpreendia.
– Pode ser. – riu. – Entenda como quiser.
– Manda ver, Swan.
– Idade?
– Vinte e três. – respondi rapidamente. — E você?
– Vinte e um.
– Legal. Posso perguntar agora?
– Deve.
– Data de nascimento?
– 13 de setembro e você?
– 20 de junho.
– Nossa, meus parabéns atrasado! – brincou, e isso me fez rir levemente.
– Obrigado, e parabéns adiantado para você.
Estávamos no final de julho.
– Obrigada. Cor favorita?
– Em você, vermelho.
Ela permaneceu calada e eu levantei o pescoço, vendo que corara. Ri baixinho e ela ouviu.
– Do que está rindo?
– Você ficando ruborizada é... Tudo de bom. Vermelhinha! – provoquei.
– Só ruborizada? – sentou na cama e virou-se para mim, sustentando o olhar em meus olhos.
– Não! Você é linda, já te falei isso. – sentei também e a fitei com toda intensidade. Poderíamos estar próximos, se não fosse o fato de estarmos em camas diferentes.
– Obrigada, você também é lindo.
– Obrigado, senhorita.
Ela riu da minha formalidade.
– Continuando... – pigarreou. – Qual é a sua cor preferida de verdade?
– Preto. E a sua?
– Vermelho.
– Está explicado, então. – gesticulei para sua roupa.
Ela riu.
– Engraçadinho!
Ri também.
– Edward, eu preciso te fazer uma pergunta...
– Sim, não, talvez. – brinquei e ela riu de novo.
– Não, não quero respostas assim. Quero respostas concretas.
– O que quiser. – afirmei convicto.
Ela sorriu e pensou por um momento.
– Naquele dia em que nos beijamos pela primeira vez, você disse que está gostando de mim e ontem você falou que está apaixonado por alguém...
– Sim...
– E, por acaso... Er... Bom, deixa pra lá. – bufou, constrangida.
Eu logo percebi o que ela queria saber.
– Você quer saber se essa pessoa é você?
Ela balançou a cabeça positivamente. O que eu poderia fazer? Não podia lutar contra meus sentimentos.
– Sim. Eu estou gostando de você, já te falei isso.
– Mas está AMANDO?
– Sim.
Ela deitou-se novamente e ficou em silêncio por algum tempo.
– Bella? – inquiri, olhando-a.
Ela dormia feito um anjo.
POV Bella
Eu tinha plena consciência que estava feliz. Edward, ao meu lado, tinha o seu perfeito sorriso torto nos lábios. Muitas pessoas me olhavam. Exclusivamente a mim. Olhei para minha roupa e vi que estava usando um vestido branco enorme. Era o dia do meu casamento. Eu estava emocionada e Edward mantinha seu sorriso intacto, como se estivesse ganhando um prêmio ou algo muito importante como um... Amor verdadeiro. Eu estava entrando sozinha no lugar. Não era uma igreja, era um local florido, talvez um campo numa primavera. Vi pessoas que passaram pela minha vida, pessoas que já não tinham nenhuma importância, porque simplesmente me esqueceram. Meus pais estavam felizes ao meu lado. Toda a rivalidade não existia. Tudo era lindo, porque eu estava fazendo a melhor escolha da minha vida: casando-me com Edward Cullen.
– Eu te amo! – ele murmurou e então colou os lábios nos meus.
Acordei assustada e ofegante. Abri os olhos e finalmente percebi que o casamento não passou de um sonho. Coloquei a mão ao lado esquerdo do peito, sentindo meus batimentos alterados. Lembrei que Edward dissera estar apaixonado por mim, e eu ia falar que estou sentindo algo especial também, quando peguei no sono após ficar um tempo sem conversar com ele. O mais estranho era que o mesmo homem do meu sonho também dizia que me amava.
Eu devia estar ficando louca!
Após ter tomado um bom banho no chuveiro frio, vesti um ousado biquíni roxo com detalhes em vermelho, e um vestidinho estampado por cima. Desci, calçando uma sandália de dedo. Edward estava na sala, vendo alguma partida de beisebol.
– Bom dia!
– Bom dia, Bella. Tem ovos fritos em cima do balcão.
– Obrigada.
Comi dois ovos e tomei um suco de uva. Peguei uma maçã e mordi, sentando novamente em um dos banquinhos.
– Ontem você dormiu... – começou ele.
– Sim, desculpe.
– Tudo bem. Foi lindo te ver dormir.
Apenas abaixei a cabeça.
(...)
Satisfeita, voltei para o sofá, esparramando-me ali.
– Não quer dar um mergulho? Está um sol e tanto. – olhou a longa janela de vidro.
– Não, obrigada.
– Sendo assim, fico te fazendo companhia. – sentou-se ao meu lado.
Permaneci em silêncio e, como ele viu que eu não reagi, atacou:
– Ok, Bella, está com você e agora você tem que me pegar! – o maluco saiu correndo e eu logo me vi correndo atrás dele, como se a casa estivesse pegando fogo.
Nossas risadas eram altas e eu estava me divertindo. Arranquei meu vestido enquanto corria, ficando somente de biquíni. Vi Edward parar automaticamente e me olhar pelo canto de olho. Mordi o lábio, conferindo dessa vez se cada peça estava no lugar.
Estava. Soltei a respiração.
– O que foi?
– Pode me pegar, eu deixo! – brincou.
– Peguei! – disse, tocando levemente sua barriga sarada. – Agora você me pega!
Tive a impressão de que não estávamos mais falando da brincadeira, mas continuei correndo pela areia. Até que, exausta, me joguei embaixo de um coqueiro.
Edward logo ficou ao meu lado, apenas rindo e ofegando.
– Peguei! — me abraçou.
– Porque eu me rendi. – revirei os olhos.
– Mas peguei! – rebateu.
Permaneci em silêncio.
– Têm algumas coisas eu quero saber, Bella.
– Claro. – falei, já preocupada com o que poderia vir.
– Seus pais sabem que...? — coloquei um dedo em sua boca.
Ele não podia tocar na ferida que era falar dos meus pais.
– O que foi? O que está havendo?
– Não está havendo. – afirmei, suspirando. — Já houve.
Vi a confusão passar por seus olhos. Resolvi contar tudo logo de uma vez, antes que me arrependesse.
– Eu tive que abandonar meus pais. O que quero dizer é que nunca tive dinheiro o suficiente para fazer uma ótima faculdade ou ter um bom carro. Sempre me virei, aprendi tudo muito nova. Após alguns empregos, descobri a Womanizer. Já tinha sido caixa em uma boutique e tive mais alguns. É um trabalho digno, não sou prostituta como você pensou que eu fosse. – ele já ia respondendo e eu o interrompi. — Tudo bem, eu sei que foi uma cantada barata, mas isso não me machuca, entende? Muitas pessoas pensam que faço programa só porque trabalho lá ou me visto daquele jeito, mas não sou! Nunca fiz programa algum e nunca farei. As roupas que uso meu trabalho exige, já que sou dançarina. – respirei fundo. — Quando eu descobri a danceteria, eu falei para os meus pais e eles rapidamente recusaram. Minha mãe, Renée, falou que eu não iria trabalhar nisso, porque era coisa de prostituta. Já meu pai, Charlie, disse que se eu aceitasse esse emprego eu iria sair de casa. Sou filha única, então não me sinto culpada por isso. Eu via a dificuldade que eles passavam para me criar, para me fazer gente. Renée era vendedora em uma lojinha barata que logo fechou, e ficou desempregada. Charlie era mecânico, então fazia bicos quando dava. Claro que o dinheiro que tínhamos não dava nem para me pagar uma escola decente. Fiz vestibular para Medicina e passei, me formei, mas nunca consegui emprego na área. Até porque o meu status não permite muita coisa e eu não tenho amigos que possam me colocar na área de saúde. Então atingi a maioridade há algum tempo e ainda permaneci na casa dos meus pais, agüentando tudo isso. Já conhecia Alice e Rosalie, e elas me ofereceram essa parceria de dividir os gastos, o que aceitei prontamente. Saí de casa e minha mãe ficou abalada. Meu pai, porém, sempre foi frio e nunca me procurou. Durante esses meses, nunca mais falei com eles. Soube por uma tia de Alice que eles se mudaram, mas não sei pra onde e nem quando. Quer saber? Não me importo. Fiz o que pude, queria justamente um emprego melhor para melhorar a vida deles e, claro, a minha. Ajudo financeiramente como posso, mandando pro meu pai parte do que recebo, porém não tenho nenhuma informação sobre eles. Por isso dói tanto falar dos meus pais, porque é muito ruim saber que fui rejeitada por querer trabalhar para ajudá-los. Edward, você e eu somos de universos tão diferentes! Por isso eu tenho medo de nós não darmos certo, e tento lutar contra o que estou sentindo. – concluí, me libertando de um peso que estava há muito tempo em minhas costas.
Ele respirou fundo, passou a mão nos cabelos, e me olhou novamente.
– Bella, eu sinto muito. Muito mesmo. Saiba que pode contar comigo. E... Espera, você disse que é formada na área de saúde.
Assenti.
– Tenho um amigo que é um grande médico. Posso te ajudar.
– Sério? – não acreditei no que ouvira.
– Sim! — empolgou-se. — Em qual área você se formou?
– Enfermaria.
– Jura? Super difícil. Parabéns!
– Obrigada. – sorri. – Quanto à ajuda, vou ser grata a você o resto da vida, se fizer isso por mim.
– Pode deixar, assim que voltarmos falarei com meu amigo. Seu nome é Embry Call e ele é um cirurgião famoso.
– Acho que já ouvi falar. – o sobrenome Call não me era estranho.
– Você falou que está lutando contra seus sentimentos. — lembrou-me.
– Sim.
– Quer dizer que sente o mesmo por mim?
Não dava mais para negar que eu estava completamente atraída pelo Cullen.
– Sim. – admiti.
Ele se aproximou de mim lentamente e eu já poderia prever o que viria a seguir.
Beijamo-nos com uma intensidade um pouco anormal. Edward mordia meus lábios com ferocidade e isso devia deixar algumas marcas depois, mas não me importava. Só precisava dos seus lábios macios em mim. Arfei quando o senti ficar em cima do meu corpo. Ele estava com uma sunga verde escuro e eu de biquíni, então logo pude sentir seu membro roçar na minha entrada ainda coberta.
– Bella, você...? – não terminou a frase, mas entendi o que ele iria falar.
– Eu quero. – minha sanidade já tinha ido embora há muito tempo.
– Aqui? – estava em dúvida.
– Na verdade... – olhei para o mar e sorri, pensando em realizar a minha fantasia sexual.
(...)
Lost Without You — Robin Ticke
Entrei na água e Edward colocou a camisinha, vindo ao meu encontro. Encostou-se a uma pedra, o que nos deu um maior apoio. A água fria era muito agradável, e me excitava ainda mais. O lindo homem beijou-me com fervor. Sentia-me fazendo movimentos, e pensei que já estivéssemos transando, mas foi aí que vi que ele ainda não tinha me penetrado, somente a nossa excitação nos levava para frente e para trás, juntamente com o movimento das ondas. Era como se estivéssemos fazendo amor de roupa, se isso fosse possível.
Sem rodeios, ele tirou a parte superior do meu biquíni, arfando ao ver meus seios ali, pela primeira vez expostos para ele. Arrancou sua sunga e a jogou em cima da pedra. Tirei o que restava das minhas roupas e coloquei em cima da sua sunga verde. Agora já estávamos completamente nus. Edward se posicionou entre minhas pernas, estocando com força e segurando meus quadris.
PUTA QUE PARIU!
Ele entrava e saía de mim com uma maestria incrível, enquanto mordiscava meus mamilos. Eu gemia descontroladamente, extasiada por estarmos sozinhos naquele lugar. Prendi minhas pernas em sua cintura e logo as estocadas ficaram mais fortes. A água fazia um barulho prazeroso cada vez em que nossos corpos se chocavam, e eu já estava ficando arrepiada com aquela sensação maravilhosa.
Nenhum cara que havia transado se comparava a Edward Cullen.
Edward beijou meus seios e minha boca de um jeito que nunca imaginei ser beijada um dia. Havia carinho, afeto, muito desejo, e por que não... Amor?
– Você é muito linda. – murmurou.
Sorri e voltei a morder-lhe o pescoço e arranhar-lhe as costas, deixando minhas marcas por toda a extensão do seu corpo, como um ato de prazer e, ao mesmo tempo, desejo.
MUITO DESEJO.
POV Edward
O sexo com Bella havia sido o melhor que já tivera. Eu tinha muita experiência em transas, mas com ela havia sido mais do que especial.
Eu estava amando pela primeira vez na vida!
Chegamos ao ápice juntos e saímos da água cambaleando e indo para a areia. Lá finalmente pude descansar com Bella em meus braços.
(...)
Era noite e eu acordei assustado. Estava de bruços na areia, e a morena estava perfeitamente nua ao meu lado, enroscada em minha barriga. Preocupado com as horas e com a casa aberta, resolvi carregá-la, pegando nossos pertences espalhados ali. A camisinha jogada chamou minha atenção, e eu logo tratei de levá-la para casa e jogá-la no lixo. Sorri. Isso era melhor do que qualquer outra coisa.
Entrando em casa, acendi algumas luzes e coloquei Bella deitada no sofá. Faminto, revirei a geladeira e decidi fazer macarrão instantâneo, afinal não estava com saco para cozinhar.
Já estava dando a quinta garfada quando meu anjo se mexeu, levantou o pescoço e então me viu, revirando os olhos em seguida e fazendo-me rir.
– Qual é o cardápio de hoje? — perguntou.
– Macarrão. Quer?
– Quero! – disse, ficando em pé.
–... Instantâneo.
A vi admitir uma expressão de incredulidade, e comecei a rir da cara dela.
Isabella era muito engraçada em suas reações.
– Que foi? É última moda na Europa comer macarrão instantâneo a dois, sabia? – zombei.
– Claro. Só isso que se dá para fazer a dois? – mordeu o lábio.
– Não mesmo. Quer fazer outra coisa, madame? – sugeri, largando meu prato na pia e carregando-a.
– AAAAAAAAAAH, seu louco, me põe no chão! — gritou em meio aos risos.
Tranquei a porta frontal da casa e a levei para nosso quarto, ignorando seus tapinhas em mim, numa tentativa frustrada de se soltar. Entramos no banheiro e a coloquei embaixo do chuveiro frio. Bella praticamente me puxou para cima dela.
– Calma! — falei, tentando sair do seu abraço.
Ela franziu o cenho.
– Que foi?
– A camisinha...
Ela bufou, soltando-me. Corri e fui pegar a droga do preservativo, antes que todo o seu fogo acabasse.
Eu ainda não conhecia essa Bella Louca Por Sexo, mas estava completamente louco para conhecê-la cada vez mais.
Isabella gemeu alto quando meu pênis entrou em sua vagina. Eu tremi de prazer. A sensação que a água causava era parecida com a que tivemos no mar, e isso era delicioso. Estoquei mais fundo e ela jogou a cabeça para trás.
E então, depois de muitas estocadas e beijos ardentes, chegamos ao ápice pela segunda vez. Tomamos um banho juntos e Bella terminou primeiro, saindo nua e rebolando pelo banheiro.
Aquela mulher me deixaria louco de amor, eu tinha certeza disso.
POV Bella
Terminei o banho propositalmente antes de Edward, pois precisava pensar no que vestiria. Ainda não tínhamos arrumado nossa situação, mas no fundo eu já me sentia completamente entregue a ele. Todas as minhas dúvidas sumiram no momento em que nossos corpos se juntaram pela primeira vez, como peças de quebra-cabeça. Almas gêmeas, corpos feitos um para o outro.
Eu estava perdidamente apaixonada por Edward Cullen.
Vesti uma camisola preta de seda, deixando meus cabelos molhados soltos. Após passar creme, desodorante e perfume, deitei-me na cama. Edward saiu nu do banheiro e passou por mim sorrindo, indo ao closet. Eu simplesmente optara por deixar minhas roupas na mala.
Agora eu podia reparar com clareza seu membro. Lindo, grosso e com um tamanho ideal, de modo que se encaixou perfeitamente em mim. Não senti dor nenhuma vez quando ele me penetrou, o que já havia acontecido comigo antes, com outros homens. Sua pélvis estava depilada, o que lhe dava um ar de moço sexy. Ri baixinho.
– Sabe que você fica muito mais bonito assim, como veio ao mundo?
– Ah, fala sério Bella. Quer que eu fique nu, é isso? — bagunçou os cabelos com a toalha e sorriu.
– Tudo bem, pode colocar a roupa que quiser. Eu vou arrancá-la mesmo... – provoquei e mordi o lábio inferior.
– Isabella... – murmurou sedutoramente, revirando os olhos.
Edward, somente de boxer, deitou em sua cama de solteiro e eu na de casal. Era estranho como parecíamos perto e, ao mesmo tempo, tão longe.
– Escuta, pode dormir aqui se quiser. – falei, apontando para a minha cama.
– Mesmo? – seus olhos se iluminaram. – Porque eu não estou mais agüentando esse colchão. – deu seu sorriso torto.
– Sim. Vem. – dei um tapinha ao meu lado, convidando-o.
Ele pegou seu travesseiro e se jogou ao meu lado direito.
– Tem uma coisa que eu quero falar...
– O que?
– Obrigada. – murmurei.
– De novo? – arqueou uma sobrancelha, confuso.
– É.
– E pelo o que, dessa vez?
– Por ter realizado minha maior fantasia sexual. Você tem alguma?
Seus olhos brilharam novamente.
– Sexo na água era sua maior fantasia? – pareceu incrédulo. — Eu tenho, mas...
– Era. – revirei os olhos. – Mas... – o incentivei a continuar.
– Mas não quero que se sinta obrigada ou forçada a fazer algo. Foi muito sutil o que aconteceu entre nós, afinal eu nem sabia desse seu desejo por fazer amor na água.
– Pode falar. Bom, na verdade eu não tinha transado em mar ou piscina.
– Eu tenho vontade de ter um strip-tease exclusivo para mim. Nunca recebi, acredite. E já que você tem muita experiência nisso, eu adoraria... E é mesmo, tem a piscina... – ele tinha um sorriso malicioso no rosto.
Fiquei logo animada.
– Não vou fazer nada, Cullen. – sorri maliciosamente, lembrando que logo trataria de extinguir essa sua fantasia. — E você?
– Eu o que? – pareceu perdido.
– Já tinha feito sexo na água?
– Em mar também não, mas em piscina sim.
Tentei disfarçar o descontentamento com a revelação e ele percebeu.
– O que foi?
– Nada...
– Não parece nada.
– Mas não foi nada.
Ele esperou pacientemente.
– Ok, eu... Senti ciúme de você. – declarei baixinho.
– Eu também sinto. Ter que ver você dançar na frente daqueles marmanjos é muito difícil.
– Espera, há quanto tempo gosta de mim?
– Eu admiti isso há alguns dias. E você?
– Há algumas horas. – ri. — Mas sempre senti algo quando estou com você, mesmo quando discutiu comigo.
– Desculpe, naquele dia eu não estava em meu melhor dia.
– Edward, não percebe?
– Não percebo o que?
– Você mudou muito, e foi para melhor.
Ele franziu o cenho, claramente confuso.
– Vou explicar. Quando falei com você pela primeira vez, lembra como falou comigo?
Ele pensou por um minuto, então eu resolvi falar.
– “Por que não olha por onde anda?!” – fiz uma imitação chula da sua voz e ele riu. – Era arrogante, mesquinho. Transava com muitas mulheres e eu tenho certeza que quase não lhes deu prazer, só pensando em si mesmo. Desculpe, eu não estou lhe julgando, é que já conheci muitos caras assim. Alice insinuava coisas entre você e eu, mas sempre falei que não iríamos ter nada, porque eu realmente te achava um prepotente. E quando fez aquela insinuação e me levou em casa, eu simplesmente comecei a mudar meu conceito sobre você. Já não o via como um arrogante sem coração, apenas sabia que era um homem fechado para o amor, para novas amizades. E agora você é um novo homem!
Edward piscou os olhos rapidamente, tentando assimilar os fatos.
POV Edward
As palavras de Bella me atingiram como um raio. Ela tinha razão em tudo o que dissera.
– Está certa. Você me atraiu logo de cara. E acredite, eu nunca fui de levar mulheres em casa nem nada disso, apenas, como você disse, era egoísta. Sim, eu assumo que era. Passei noites sem nem sequer saber o nome da parceira que estava comigo. Nunca quis nada da vida, e então eu te conheci. Primeiramente estranhei o modo como me fez ficar tão envolvido em você. Recusou transar comigo e isso me incentivou ainda mais a continuar atrás. Eu não sou de fazer isso. Como sabe, sempre tive tudo o que quis, e isso vai de mulheres até convites em grandes festas insuportáveis. De início eu queria transar com você para me satisfazer, mas fui conhecendo a mulher maravilhosa que está em minha frente. Hoje eu sei que estou apaixonado. Preocupo-me muito com você, como está passando e aquele dia em que ficou doente eu senti uma angústia estranha e torturante, e precisava ir pessoalmente até sua casa. No fundo tenho convicção de que me apaixonei por você desde a primeira vez que lhe vi, porém só percebi aos poucos, com as escolhas que fiz. Sim, graças a você hoje eu sou um novo homem. Obrigado por isso, por ter me feito ver que ser um boa-vida é simplesmente insuportável, por ter me ajudado a mudar e poder te conquistar. Bella, eu te amo!
Seus olhos estavam cheios de lágrimas e eu estava igualmente emocionado. Ela estava sentada de pernas cruzadas, com um travesseiro no colo.
– Eu te amo, Edward. – fungou. – E eu que te agradeço por tudo. Você é um anjo em minha vida, alguém que está sempre por perto para cuidar de mim.
– E sempre estarei. Mas é claro que também preciso da minha enfermeira particular, não é? – ela riu.
Levantei da cama, peguei uma rosa que estava em um vaso e me ajoelhei em sua frente.
– Isabella Marie Swan, me daria a imensa honra de namorar comigo?
– Sim! Mil vezes sim!
Ela riu com graciosidade e eu a puxei para o carpete, deixando-a por cima do meu corpo e beijando-a com todo o amor que guardava em mim.
Não era um beijo como outros que trocamos, era O beijo.
O nosso beijo de início, o início do nosso amor.
POV Bella
Estava em êxtase, nunca pensei que pudesse ser tão feliz. Edward era tudo o que eu sempre quisera um dia.
Lembro-me de termos transado no carpete, e havia sido tão gostoso como se tivesse sido em uma cama. Olhei o relógio da cômoda e vi que ainda era 09:00h. Continuei deitada, porém de olhos fechados, deixando minha mente vagar para a noite anterior.
#FLASHBACK ON#
Eu aceitei namorar Edward com uma animação absurda. Estava muito feliz ao saber que, finalmente, era amada de verdade por alguém. A penumbra que entrava pela janela de vidro não exigia nenhuma luz, e podíamos nos enxergar sem nenhum esforço. Ele tirou a mão da minha nuca e percorreu por minha camisola. Achei que fosse me ajudar a tirar, mas simplesmente a rasgou. O barulho do tecido me fez ficar ainda mais excitada. Não dei a mínima importância e continuei beijando-o. Logo estava somente de calcinha, já que não usava sutiã para dormir. Edward colocou a mão em minha intimidade e roçou os dedos em meu clitóris. Gemi baixinho. Não satisfeito, arrancou minha peça íntima sem rodeios e mordeu meus seios.
Deus, como eu amava quando ele fazia isso!
Chupando meus mamilos e mordiscando-os, eu fui ficando ainda mais molhada. Sua mão esquerda estava em meu mamilo direito, sua boca em meu mamilo esquerdo e sua mão direita estava em minha intimidade. Trocou de posição, colocando a língua em meu outro mamilo. Eu já não agüentava mais, estava enlouquecendo.
– E-edward. – minha voz saiu embargada pelo desejo.
Ele apenas continuou o que estava fazendo, me ignorando.
– Eu... Preciso agora!
– De que, Bella? – ele perguntou, parando o que estava fazendo. Sua boca estava muito próxima do vão entre meus seios.
– Não pare, não pare! – empurrei sua cabeça novamente de encontro a mim, e ele foi chupando com uma velocidade e força maior, o que aumentou meu prazer. Seu dedo trabalhava em meu centro, e eu tinha certeza que estava chegando ao ápice.
– Eu... Preciso de... Você em... Mim!
Ele me ignorou novamente e aumentou o ritmo, me fazendo chegar segundos depois ao clímax, em seus dedos. Edward colocou os dedos em sua boca, chupando-os em um ato obsceno.
– Deliciosa!
Perguntei-me mentalmente porque não havia me feito um oral, mas concluí que era tudo muito novo para ele, já que raramente dava prazer às mulheres que se envolvia.
Três minutos depois Edward abriu a cômoda e pegou um preservativo, vestindo seu pênis.
– Preparada, minha namorada? – tremi. Era a primeira vez que ele se referia a mim dessa forma.
– Sim...
– Então vem cá, vem. – me puxou para cima dele.
Passei uma perna de cada lado do seu corpo e ele me penetrou devagar, como se fosse para testar nossa nova posição. Arfei ao sentir a cabeça do seu pênis passear pela minha entrada. Ele fez alguns movimentos leves, mas seu membro ainda estava fora. Apenas colocava um pouco e tirava, me fazendo delirar.
Colocou novamente a boca em meus seios, e eu ofeguei quando senti sua língua indo de um lado para o outro em meu mamilo intumescido. Depois ele puxou com vontade, mas eu não me importaria se ficasse a maior marca do mundo ali.
Não me importava mais com nada, apenas comigo e com ele ali, embaixo de mim, totalmente entregue.
Edward queria me fazer morrer de desejo e prazer, eu tinha certeza disso.
Ele ainda colocava a porra da ponta do seu membro em mim, e eu já estava gemendo altíssimo.
Meu corpo implorava para tê-lo dentro de mim.
– Agora! – gritei já sem aguentar nem mais um minuto, pegando seu membro com força e o enfiando dentro de minha entrada inchada. Cavalguei em cima dele.
– Issooo! Ohhhh, ahhhh... Bella... Ahhhhhh.
Ele gemia como um louco e não demorou muito para gozarmos, afinal estávamos em chamas.
Adormecemos felizes. Meu namorado falou que me amava mais uma vez e eu absorvi aquelas palavras, dizendo que o amava logo após.
Edward me provocou ao máximo, então na nossa última noite nesta casa quem provocaria seria eu. E como provocaria.
#FLASHBACK OFF#
Ainda com um sorriso nos lábios, virei-me e dei de cara com Edward segurando uma bandeja, ainda nu. Ele não estava dormindo há pouco tempo?
– Bom dia, linda. – deu-me um selinho. – Café na cama como meu primeiro ato de um bom namorado. – riu.
– Bom dia. Não estava dormindo?
– Sim, mas acordei há quinze minutos e você estava de olhos fechados, parecendo estar adormecida. Não falei nada e saí. Acabei de preparar isto para nós. — gesticulou para o nosso café da manhã.
– Já sei a única coisa que quero, mas não é nada dessa bandeja. – olhei sua parte baixa descaradamente.
Ele revirou os olhos, me entupindo de geléia de morango com toradas. Provavelmente com o objetivo de me tirar de meus pensamentos promíscuos.
– Eu nunca recebi café na cama. É um ato muito romântico. E você não precisa me provar que é um bom namorado. – ri. — Você é bom em tudo.
Ele gargalhou.
– Obrigado. Desse jeito ficarei ainda mais convencido.
– Essa é a intenção. – beijei seu nariz, passando um pouco de geléia com a ponta da minha língua ali.
– Espertinha! – me pegou pelos braços e me derrubou na cama.
Eu também estava nua, então seria fácil. Estiquei minha mão para pegar outro preservativo na cômoda, e ele segurou minha mão delicadamente.
– Bella... – sussurrou, tentando se controlar.
– Hm? – passei minha língua em seu lóbulo lentamente. Pude vê-lo se arrepiar e então perder o controle de vez, jogando a bandeja em um canto qualquer.
Fizemos amor novamente, e eu posso dizer que foi tão perfeito quanto estar no céu.
(...)
Duas horas depois eu já havia tomado banho e meu namorado estava embaixo do chuveiro.
– Não inauguramos a banheira! – gritou.
– Podemos fazer isso agora... – respondi, indo na sua direção.
Eu nunca estive com tanta sede de um homem como agora.
– Epa! – me segurou, já saindo do chuveiro enrolado em uma toalha. – Tenho outros planos para nós.
– Já abusou de mim? – fiz beicinho e ele riu, passando a mão nos cabelos.
– Nunca, sua bobinha! – beijou meu queixo. – Só quero te mostrar uma coisa. Na volta inauguramos a piscina, que tal?
Assenti, animada. Tudo o que sabia era que a noite Edward iria me pagar por cada provocação.
E pagaria de um jeito que ele jamais esqueceria.
xxx
Eu vestia um short jeans e uma blusinha azul claro. Nos pés havia uma sandália rasteira. Edward usava uma bermuda preta e uma blusa listrada. Ele estava usando óculos escuros, o que me estranhou, já que não íamos para a praia. Puxou-me para a garagem, abrindo uma porta até então fechada. Logo avistei a linda moto preta que se encontrava ali. Era uma Yamaha.
Fiquei impressionada imediatamente.
– Gostou?
Sempre gostei de motos, só nunca andava. Eu sabia pilotar, mas nunca tinha oportunidade de fazer isso. Andar de moto em Nova York é meio que suicídio.
– Sim, muito! É sua?
– Na verdade é minha, de Emmett e Carlisle. Essa Yamaha YZF-R1 é meio antiga, porém ainda continua intacta.
Ri baixinho, imaginando Carlisle em uma moto.
– Quer dar uma voltinha? – perguntou, girando a chave.
– Só se for agora. – peguei a chave rapidamente e abri o portão da garagem. – Monta aí.
– Qual é, você sabe pilotar? – assenti. – Jura?
– Quer pagar pra ver, bonitão?
Ele hesitou, mas falou o que eu queria ouvir:
– Quero!
Edward pulou na garupa, colocando um capacete vermelho engraçado. Ri com a cor e ele percebera isso.
À medida que me afastava da casa, fui sentindo a adrenalina em minhas veias. Andar de moto já era algo bom, conduzir então era maravilhoso. Uma sensação de liberdade me possuiu e eu fiquei feliz novamente, me sentindo a adolescente que era quando meu pai me ensinara. Era estranho sair da casa e poder sentir logo esse prazer, o que eu não esperava por um bom tempo. Minhas condições financeiras não eram compatíveis com a compra de uma moto e nem com os custos posteriores.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Acelerei ao máximo, até que ouvi uma voz rouca e sexy bem próxima ao meu ouvido:
– No que minha namorada não é boa?
Eu ri e acelerei mais ainda, radiante com o fato de isso o estar impressionando.
– Hã, Bella, já pode parar de correr. Daqui a pouco vamos entrar novamente em Nova York. — freei a moto e paramos perto a um arbusto que dava pra uma vista linda.
Edward, confuso, me olhou sem entender nada. Resolvi brincar um pouquinho.
– Sabe amor, eu sempre tive vontade de fazer sexo numa moita... – brinquei, passando a língua entre os lábios e tentando fazer uma cara sensual.
Eu esperava que ele risse e assumisse a moto, porém, quando percebi, meu namorado já estava embaixo de mim “vestido” como prevenção e gritando meu nome.
POV Edward
De todos os sexos que fiz na vida, esse foi, sem dúvida alguma, o mais “animal”. Nunca havia transado em moita ou grama, mas com Isabella tinha sido realmente gostoso. O chão não estava imundo como julguei mentalmente, mas a deixei em cima de mim. Minha namorada e eu nos envolvemos de uma forma tão selvagem que eu rapidamente cheguei ao clímax, gritando alto o seu nome. Chegamos ao ápice e nem sequer paramos para descansar, pois o ambiente não permitia. Estávamos em uma estrada e logo seria perigoso ficar ali. Bella arrumou a roupa que vestia e me entregou a chave com a cara mais safada do mundo.
– Então era isso? O sexo era o enigma? Parou aqui somente para me levar para trás de um arbusto? Que mau caminho você é! – brinquei.
Ela gargalhou alto.
– Não, eu parei para lhe entregar a chave, pois queria vê-lo voltar para casa pilotando. Só que eu brinquei com isso de fazer sexo aqui e você levou a sério, então não resisti e o resto você já sabe. – deu um sorrisinho amarelo.
– Tem uma coisa que você não sabe...
– O que?
– Transar no mato era uma das minhas fantasias sexuais. – ri.
Ela abriu um sorriso de orelha a orelha.
– Fico feliz em ter realizado.
– Eu também! – rebati e a beijei calorosamente.
Dei partida no motor, praticamente voando para a casa de praia.
POV Bella
Era quase 14:00h. Edward era muito espertinho. Eu brincara e nem sequer imaginara que ele tinha aquela fantasia. Estava feliz com a química que estava rolando entre nós.
Rumei para a geladeira, faminta e suja de terra.
– De jeito nenhum! – disse ao me ver pegar algo para esquentar.
– Por quê?
Ele analisou-me.
– Você precisa de um banho. Deixe que eu faço isso.
– Mas estou faminta. E além do mais, você fala como se não estivesse tão sujo quanto eu. – debochei, rindo.
– Tem razão. O que faremos?
– Você tinha falado da piscina...
– Mas estamos sujos...
– Mas lá tem dois chuveiros. – rebati, sentindo-me vitoriosa.
E ele já estava empurrando o seu corpo contra o meu. Beijou-me e ofegou quando chupei sua língua. Eu ia continuar o delicioso beijo, quando meu namorado se afastou.
Franzi o cenho.
– Sua maníaca por sexo! – gritou, correndo para a piscina.
– AAAAAAAAAAAAAH, Cullen! – corri atrás dele, que ria feito uma criança.
POV Edward
Corri para embaixo do chuveiro, já arrancando minhas roupas. Bella chegou depois de mim, ofegando pela corrida.
Ela parou em frente ao outro chuveiro, e eu me diverti intimamente com sua carinha confusa. Coloquei a mão na torneira, quase deixando a água molhar meu corpo.
– Tem isso de quente e frio aqui?
– Não. Fica tranqüila. – afirmei.
Isso era só nos banheiros, mas na área externa não havia. Ou, pelo menos, eu achava que não.
– AAAAAAAAAAAAAAAAH! – gritou minha namorada, fechando o chuveiro e saindo rapidamente.
– Como pode mentir pra mim? Estou torrando agora! – o pior de tudo é que ela parecia chateada.
– Me desculpe. Eu não sabia disso. Não teria porque mentir, Bella. – falei com sinceridade, abrindo os braços para um abraço embaixo do meu chuveiro, que caía água fria.
Ela hesitou por um minuto, mas finalmente sorriu e veio ao meu encontro.
– Tudo bem. – aninhou-se ao meu peitoral. – Não tem problema. Sabe que até com suas mancadas eu me divirto?
– O amor é cego! – puxei-a ainda em meu abraço, fazendo-a pular na piscina comigo.
POV Bella
A água gelada me inundou de uma forma incrível. Tudo naquela casa — e também na praia — era estranhamente gostoso, e a água fria era sempre agradável. Nadei um pouco com Edward, jogando água na cara dele cada vez que ele me procurava. Eu emergia e ele sacudia os cabelos desgrenhados como um cachorro expele a água do corpo, e era óbvio que eu ria com tudo isso.
– Amor. – sussurrou com voz doce. – Não quer fazer aquilo não? – fez um beicinho irresistível.
Revirei os olhos com a pergunta. Mordi seu lábio inferior e assenti. Ele saiu da piscina somente para colocar o preservativo e logo voltou, estocando deliciosamente em mim.
Dessa vez eu estava com as costas apoiadas nos ladrilhos, mas Edward metia com força. Eu gritava e gemia loucamente, porém ele parecia estar mais controlado.
Minha teoria sobre o seu controle foi por água abaixo assim que ouvi o seu urro de prazer, ao chegar ao clímax. Gozei logo depois dele e nos beijamos demoradamente.
(...)
Voltamos para o almoço, nos concentrando sobre o que comer. Eu estava morrendo de fome, afinal era 16:00h e ainda não tínhamos almoçado. Edward e eu usávamos toalhas com estampas chinesas, só que a minha era vermelha com detalhes pretos e a dele era preta com detalhes vermelhos, ou seja, nossas cores favoritas. Sorri bobamente com aquilo.
– Já sei o que vamos comer. – pegou um peixe congelado.
– Vai demorar muito. – reclamei, olhando o peixe.
– A gente coloca um pouco pra cozinhar e logo põe no microondas, ok?
Assenti já impaciente, indo fazer uma salada.
(...)
Quando o almoço estava pronto, abrimos refrigerantes e comemos com vontade. Nós dois repetimos duas vezes. O peixe estava uma delícia, muito bem temperado.
– Quem preparou? – inquiri.
– Irina. É irmã de Sue, e também é uma senhora. Ela esteve aqui no sábado e deixou tudo pronto, inclusive a casa arrumada.
– Ah. – murmurei.
Como havíamos comido no balcão, Edward lavou as louças e eu as sequei e guardei. Ele insistiu para deixar tudo como estava, mas eu não gostava da ideia de deixar uma pilha de louça suja.
Após toda a arrumação na cozinha, estávamos espalhados pelo sofá, assistindo algum filme cujo nome sinceramente não me recordo. É meio difícil prestar atenção em alguma outra coisa que não seja Edward, quando o mesmo está no mesmo ambiente que você.
Ele levantou e segundos depois voltou a se sentar novamente, com um pote imenso de sorvete de flocos nas mãos.
– Quer, amor?
Respondi apenas tomando o pote da mão dele e o lambuzando em seguida.
– Sexo com algo gelado parece bom... – sugeriu.
Então passou sorvete em quase todas as partes do meu corpo. Caprichou na quantidade em meus seios e barriga. Óbvio que derreteria, mas o gosto era maravilhoso, segundo ele. Eu tinha que admitir: a sensação era mesmo boa. Curiosa para experimentar em seu corpo, deitei-o também, espalhando bolas de sorvete por seu pescoço, todo o peitoral definido, barriga sarada, e coxas. Já estávamos sem roupa desde a hora que fomos à piscina, então jogamos nossas toalhas em algum lugar da sala e agora eu lambia seu corpo com toda a maestria. Chupei sua barriga, com a intenção de realmente deixar marcas ali. Seu pescoço foi completamente atacado e ele arfava, arqueando os quadris. Louca por seu toque novamente, o apertei com vigor, e Edward logo entendeu e vestiu o preservativo. Segurei seu membro e o conduzi até minha entrada, quicando em cima do homem que eu amava.
(...)
Estávamos deitados no carpete da sala, de mãos dadas. Cada vez que transava com Edward era algo muito bom, uma conexão incrível.
Após termos devorado todo o sorvete, decidimos subir para o quarto. Eu quis tomar banho só e ele me esperou no quarto. Quando saí, foi a vez dele.
Isso de querer tomar banho sozinha fazia parte do plano. Eu iria seduzir Edward como ele nunca fora seduzido na vida, e, para isso, precisava ficar sozinha para organizar meus pensamentos e também o que vestir, coisas como maquiagem e tudo o mais.
Revirando minha mala, encontrei algo que tinha certeza que não colocara ali: uma lingerie vermelha. Alice provavelmente prevera o que ia acontecer e colocara esta inusitada peça em minha bagagem. Resolvi lhe passar um SMS. Peguei meu celular em cima da cômoda e comecei:
[Para: Alice espertinha]
[De: Bells]
Obrigada pela lingerie, você realmente adivinhou. Saudades, beijos.
Dois segundos depois a resposta veio:
[Para: Bella safada]
[De: Alice genial]
Sabia que ia precisar. Aproveite a noite e depois me conte tudo. Beijos e vá cuidar do seu macho. Use camisinha! Ou não.
Sorri largamente com a palhaçada da minha amiga. Prendi o cabelo em um coque e fiz uma maquiagem preta nas pálpebras. Abusei do batom vermelho e também do delineador preto, dando um ar mais sexy ao look. Eu tinha experiência nisso, sabia deixar um homem maluco só em me olhar. Passei bastante perfume e calcei um salto agulha enorme e preto. No aparelho de som, ao lado da cama de solteiro, já tinha um CD preparado por mim, que tinha somente a música que eu escolhera para a noite. Apaguei a luz, deixando a porta aberta. A luz do corredor estava acesa e era por lá que eu passaria.
A porta do banheiro abriu-se e eu fiquei posicionada perto da parede externa do quarto. Meu namorado saiu do banheiro com uma toalha enrolada embaixo da cintura.
– Bella? Você está aí?
Edward foi até o closet, procurando-me. Andou pelo enorme quarto e chegou até a voltar para o banheiro, chamando meu nome. Ia saindo do cômodo, mas eu apertei PLAY no aparelho imediatamente, e a música começou a tocar. Ele hesitou no meio do quarto, procurando de onde vinha o som.
Apareci e fiquei de costas para ele, rebolando fortemente os quadris na batida da música. Mexi os braços para um lado e para o outro, indo até o chão com minhas nádegas empinadas. Eu podia sentir o olhar de Edward nelas. Sorri maliciosamente, mas ele não pode ver. Jogava a cabeça de um lado para o outro e passava a mão em meu corpo, em um ato de pura sensualidade. Levantei uma perna e comecei a apalpar desde o final da mesma, até minhas nádegas. Dei uma apertada ali e subi minhas mãos.
Era hora de me virar para meu "objeto" de desejo.
Com a expressão mais sedutora que tinha (a qual já estava acostumada a usar) fitei-o. Seus olhos ardiam.
Passei as mãos por minha barriga, descendo por minha pélvis. Edward acompanhava meu olhar. Chegando a minha genitália, fingi inserir um dedo dentro dela. O tecido da lingerie era bem colado ao corpo, então era possível acompanhar cada movimento que eu fazia.
Meu namorado ofegou ao me ver colocar três dedos em mim, ainda com a roupa. Sorri, rebolando os quadris em seguida. Fiquei de lado, me mexendo em movimento de vai-e-vem. Depois inclinei o corpo para frente com uma cara de ME FODA. Ia me aproximando dele — e este já tinha levantado um dedo para me tocar — quando, sem nem sequer sentir sua pele, me afastei.
Era hora de dar o primeiro passo.
Fiquei de costas novamente, rebolando feito louca. Tirei a parte superior e, em gesto bem obsceno, passei exteriormente em minha vagina e em minhas nádegas. Joguei a peça na direção de Edward, vendo-o urrar ao sentir meu cheiro.
POV Edward
Puta merda, Isabella estava me matando!
Rebolava com facilidade, completamente segura do que estava fazendo. Mantia um sorriso tão safado na face, que eu tive que me controlar para não avançar nela. Joguei a porra da toalha no chão, sentando-me novamente na cama, completamente excitado.
Seu cheiro me inebriou de uma forma fatal.
ELA IRIA ME ENLOUQUECER!
POV Bella
Reprimi um gemido ao ver o membro do meu namorado completamente ereto e exposto, como se tivesse sido estimulado. Agradava-me muito ver que apenas uma dança estava deixando-o assim. Sorri e mordi o lábio inferior, olhando-o da melhor maneira que sabia.
Era hora de tirar a calcinha, e preferi ver a cara dele ao me ver nua. Há meio metro de distância de Edward, arranquei a peça de uma forma que sabia que o enlouqueceria. Joguei em sua cara novamente e o vi cheirar, olhando minha pélvis completamente lisa. Rebolei até o chão mais uma vez.
Sem pensar em mais nada, subi na cama de casal em que meu namorado estava, passando duas pernas por sua cabeça, como se o estivesse obrigando a me chupar. Com receio de que me interpretasse mal, resolvi mudar a posição, quando ele inesperadamente segurou minha coxa esquerda e me tombou na cama.
Sem hesitar, enfiou três dedos em mim, me fazendo gritar de prazer. Edward desceu por meu corpo, depositando beijos molhados em minha barriga. Gemi antes mesmo de ter certeza do que ele ia fazer, e ofeguei ao sentir sua língua rodar por meu clitóris.
Ele enfiou sua bendita língua em minha entrada, fazendo movimentos de penetração com a mesma. Sua cabeça se movia no ritmo da batida da música. Eu gritava como louca e meus seios — mesmo não tendo sido estimulados dessa vez — estavam completamente intumescidos.
– Mais deliciosa do que eu imaginei! – murmurou, sedento.
Edward colocou a mão em um dos meus mamilos, mordendo levemente meu centro ao mesmo tempo, e isso bastou. Cheguei ao ápice com sua boca me chupando, sua língua me lambendo e seus dentes me dando mordidas leves.
Essas mordidas me matavam.
Esse fora, sem dúvida, o melhor oral da minha vida.
Senti uma vontade enorme de lhe chupar também. Não era como um favor retribuindo outro, mas sim um ato de amor, feito por duas pessoas que ultrapassaram todas as barreiras em nome deste sentimento.
Edward estava me dando mais prazer do que pensei sentir um dia.
O beijei com todo o fervor que pude. Mordi sua orelha, vendo seus pêlos se eriçarem. Deixei um chupão forte em seu pescoço, descendo e distribuindo beijos molhados e picantes. Às vezes só passava a língua e já o via ficar mais excitado. Encontrei, finalmente, seu pênis latejante.
O estimulei com a mão em alguns movimentos de vai-e-vem e, sem pensar em mais nada, o abocanhei com todo o desejo que sentia.
POV Edward
You Can Leave Your Hat On — Joe Cocker
– Caralhoooo! – gemi alto.
Bella me chupava de uma forma maravilhosa. Era uma coisa só dela, e eu nunca havia recebido um oral assim. Ela era ao mesmo tempo carinhosa e selvagem. Uma mistura perfeita, na dosagem certa. Sua boca quente me fazia lembrar sua vagina úmida, que estava esperando por meu membro tão necessitado de seu refúgio.
Minha namorada passou a língua levemente na glande, e logo depois por toda a minha extensão. O enfiava todo na boca em um só movimento e o retirava com maestria, abocanhando-o novamente. Em um ímpeto, coloquei minha mão em seus cabelos macios, empurrando sua cabeça para frente, cada vez mais contra mim.
– Ohhhh, ohhhhhh! – gemi, gozando em sua boca.
Bella, por incrível que pareça, engoliu toda a porra e ainda sorriu lindamente depois.
POV Bella
O pênis de Edward era uma delícia. Eu não gostava de fazer oral em qualquer cara, porque tem alguns que realmente forçam a barra e isso faz com que pareça mais uma obrigação.
Meu namorado era a perfeição em forma humana. Se é que podia ser chamado de humano, porque parecia ter vindo de outro planeta: um planeta superior.
Fiquei orgulhosa de mim mesma ao ver que consegui lhe dar prazer também ao meu toque. Eram novas experiências entre nós dois. Sorri largamente. Edward, então, esticou o braço e pegou uma camisinha lentamente na cômoda, olhando para mim enquanto vestia seu membro. Fodidamente tentador.
Sem pensar em nada, deitei ao seu lado e abri minhas pernas. Ele virou-se e acomodou toda a sua gloriosa espessura entre elas, e logo estávamos em uma nova posição, a qual era muito mais prazerosa, porque agora parecia que, finalmente, podia sentir o homem da minha vida completamente encaixado em mim.
Eu não me importava em ter que voltar para casa no dia seguinte, porque sabia que nosso relacionamento não fora algo de apenas alguns dias. Eu não acreditava nisso de alma gêmea, mas sabe-se lá se existe? Eu não duvidava de mais nada. Na vida tudo é possível. O mundo às vezes tem disso, e muitas vezes temos que sofrer para aprender. Temos que aturar alguma pessoa arrogante e só depois descobrir que ela pode ser o amor da sua vida, ou também pode ser apenas mais um alguém insignificante. O importante é não deixar de acreditar no coração, seguindo-o sempre e o deixando guiar os seus passos.
Eu não me sentia a mesma Bella de quando conhecera Edward, porque sabia que agora era uma pessoa melhor, completa e acima de tudo feliz, porque deixara o sentimento falar mais alto, e este mesmo sentimento soube o que fazer com nossos destinos, unindo-os em um mesmo propósito.
Edward e eu éramos uma só alma, um só corpo e um só coração, que batia motivado pelo poder do nosso desejo.
Notas finais
Comentem e leiam o epílogo! Desde já o nosso muito obrigada. (: xx
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