The Pirate And The Prince
8 Capítulo 8 - Dançando no Jardim
“Olhos tristes me seguem
Mas eu ainda acredito que tenha restado algo para mim
Então, por favor, venha ficar comigo
Porque eu ainda acredito que tenha restado algo para mim e para você
Para mim e para você.”. (One Last Breath — Creed)
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Dançando no Jardim
Era um belo dia no reino Dragneel. As árvores e as flores deixavam transparecer que era primavera. No jardim do castelo Dragneel, as flores coloriam o lugar, junto com a grama alta e os arbustos bem cuidados pelos zelosos jardineiros do castelo. Em meio as flores, duas crianças brincavam, correndo de um lado pro outro. O menino, de cabelos rosados e sorriso brincalhão, corria atrás da menina de cabelos loiros amarrados em dois rabos-de-cavalo. Ambos riam e pareciam se divertir.
Então a menina tropeçou. O menino parou e eles se olharam, começando a gargalhar escandalosamente logo depois. O menino se sentou no gramado ao lado da menina.
–Natsu! Que flores lindas sua mãe plantou! — disse a menina.
–Pois é. São mesmo lindas. É uma pena que ela não tenha sobrevivido a doença pra vê-las. — disse Natsu, tristonho. A menina pegou a mão dele e disse:
–Tudo bem. Eu sei que sua mãe está vendo elas lá do céu. E está vendo você também, não se preocupe! — ela sorriu gentilmente e ele abriu um sorriso de canto.
–Obrigado pelo apoio.
–Que nada! Você faria o mesmo por mim, não faria?
–Claro! — Então a menina se levantou.
–Duvido que você me pegue!
–Ah é? Você vai ver só!
E as crianças voltaram a correr. O sorriso do menino brincando com a menina era brilhante o suficiente pra iluminar qualquer coisa e fazer qualquer um sorrir com sua doce inocência. O pai da menina observava a cena de longe, com um sorriso satisfeito no rosto. Uma bela mulher, de cabelos longos e loiros se aproximou do pai da menina. Essa mulher era a mãe da menina, que era extraordinariamente parecida com ela.
–Nossa filha se dá muito bem com o filho do Igneel, não é? — disse a mulher.
–Sim. Talvez um dia possam se casar e assim unificar os reinos. Isso beneficiaria nosso reino muito mais do que qualquer outro casamento. — disse o homem. A mulher rolou os olhos e disse, com sua costumeira voz doce:
–Pare de pensar em política. Se continuar assim, o tempo vai passar ainda mais rápido pra você. Aproveite o tempo que tem com sua filha, nunca se sabe quando não vai mais poder fazer isso.
–Besteira. — ele disse, saindo de lá. A mulher suspirou. Mal sabia ela que estava exageradamente certa, e que no futuro seu marido e sua filha sofreriam muito.
O menino e a menina caíram no chão outra vez. Rindo, de novo. O menino escorregou pra mais perto da menina e disse:
–Eu te amo, Luce!
–Eu também te amo, Natsu!
Luce... Luce... Luce... A voz se repetia na cabeça de Natsu. Luce... Luce... Luce? Quem era Luce? Talvez fosse um apelido... Um apelido pra... Lucy. Cabelos loiros... Luce, Lucy!
*
Natsu acordou exaltado. Que sonho... Não, não era um sonho. Era uma lembrança. Uma lembrança de um passado que unia Natsu Dragneel e Lucy, a capitã pirata. Mas e Gray e Erza? Onde entravam nisso?
–Fazem... o quê? 13 anos? Ou será que é menos, ou talvez mais?
Lucy dissera isso quando se encontrou com Erza e Gray. Então se Lucy tinha por volta de 19 anos... E naquela lembrança ele e Lucy tinham por volta de 5 anos. Então talvez Natsu, Lucy, Gray e Erza fossem amigos naquela época. Mas... Natsu não se lembrava daquilo tudo. Segundo seu pai, ele sofrera um acidente na escada e perdeu a memória. Mas onde Lucy entrava naquilo tudo? Bom, ela fazer parte do seu passado esquecido até que fazia sentido, já que ela sabia tanto sobre ele e também tinha a tal amizade com Gray e Erza.
–Natsu... Natsu... — murmurava Lucy, enquanto dormia. Então foi só naquele momento que ele lembrou que estava dormindo com a própria Lucy bem do seu lado. Ela estava fazendo uma careta, como se estivesse no meio de um pesadelo. Algumas lágrimas começaram a escorrer pelo canto dos seus olhos. Natsu limpou as lágrimas dela e deitou-se outra vez, um pouco hesitante. Por quê ele estava se sentindo tão afeiçoado a ela em tão pouco tempo? Aquilo não fazia sentido nenhum.
–Lucy... O que aconteceu com você? O que houve no meu passado? O que houve no nosso passado? Eu sei que você sabe, loirinha. Porque você não me conta? E porque eu não consigo lembrar de nada? — Logo Natsu cedeu ao sono, tentando fazer as coisas voltarem a fazer sentido, falhando miseravelmente.
*
Dessa vez, Natsu tinha por volta de 7 anos. Estava nevando e ele estava olhando para uma janela alta. Ao lado da janela havia uma árvore alta, toa branca por conta da neve, e Natsu tremia de frio, mesmo usando casacos.
–Ei, Luce! Vamos, apareça! — gritou ele. Na janela, com os cabelos soltos e roupas de inverno pesadas estava a pequena Lucy.
–Natsu, eu não vou descer por essa árvore. — ela disse, cruzando os braços.
–Então pule, oras.
–Tá maluco? Não!
–Vamos, pule! — ele gritava, com as mãos estendidas — Você confia em mim?
Por um momento, lá estava a Lucy de 7 anos pulando da janela e caindo nos braços de Natsu, e no momento seguinte, ele via uma cena similar, de uma Lucy mais velha pulando de uma janela idêntica a janela da pequena Lucy. Era a cena daquele mesmo dia, onde Lucy pulava do castelo dos Strauss. Tão familiar...
*
Depois de ter esses dois sonhos, ou melhor, lembranças, Natsu dormiu profundamente, sem sonhos. Mas ele já sabia o que tinha que fazer. O destino o levara até Lucy mais uma vez pra que ele descobrisse o que ocorreu no passado deles e escrever as palavras do futuro. Lucy ou Lisanna? Qual das duas pertencia ao seu destino?
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