The Pirate And The Prince

32 Capítulo 32 - A Rainha Escarlate



“A decisões do passado são os arquitetos do presente.” Inferno, Dan Brown

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A Rainha Escarlate

O corpo caiu com um baque no chão. Todos acompanharam, em choque, o corpo feminino caindo, o sangue jorrando do ferimento gigantesco que cortava o corpo da mulher da coxa esquerda até o ombro direito. O grito da titânia ecoou pelo quarto inteiro, a dor em sua voz agonizando os ouvidos de todos ali presentes.
–MÃE! — gritou Erza. Por pouco ela não fora atingida pelo ataque do pai, que fora direcionado a ela. Mas um ato de heroísmo salvou a sua vida, mesmo que a vida de outro alguém tivesse que pagar o preço desse ato. A rainha havia se jogado na frente dela e recebeu o golpe em seu lugar. Não tinha como sobreviver a um golpe como aquele. Era um ataque planejado pra ser fatal, e realmente seria. O corpo da mulher caiu aos pés da filha, que afastou o pai com um chute de puro ódio, lançando-o pro outro lado do quarto. Como ele pôde atacar a própria família daquele jeito? A ruiva se abaixou, as lágrimas se formando em seus olhos. Sua mãe, a única pessoa que realmente a amara na sua família de sangue, estava morrendo bem na sua frente. Tudo por conta de um erro bobo. Uma distração momentânea, um passo em falso. A expressão da mãe era de uma dor lutando pra ser disfarçada.
–Erza... — murmurava ela, buscando com os olhos a sua única filha. Queria direcionar suas últimas palavras pra única pessoa que valera a pena ser amada em todos os anos em que ela vivera no reino Scarlet ao lado daquele rei ambicioso.
–Mãe... Porquê você fez isso? — disse Erza, as lágrimas não podendo ser mais contidas começando a correr pelo seu rosto ensanguentado pelos pequenos ferimentos em batalha. A mulher sorriu, colocando a mão no rosto da filha, tentando acalmá-la.
–Você não pode morrer aqui. Você tem uma vida inteira pela frente... — disse a mulher, fazendo carinho no rosto de Erza.
–Mas... Mamãe, você merecia viver!
–Querida, eu não me importo. Eu amo você com todo o meu coração e não teria mais sentido viver se você não estivesse mais lá. — disse a rainha, em seu leito de morte. Ela falava devagar, pausadamente, sendo consumída pouco a pouco pela enorme perda de sangue que sofria. — Eu vivi a vida toda cercada de gente falsa. Gente que só fingia se importar comigo por causa da minha posição social. Mas você não. Você sempre foi sincera, em tudo, em todos os momentos da sua vida. Você era você, uma pessoa maravilhosa do início ao fim. Quando você fugiu eu me senti desolada, mas eu sabia que você iria corrigir todos os erros do seu pai. Eu sabia que você seria uma rainha magnífica, que saberia o que fazer pra que o povo ficasse feliz e te seguisse em qualquer decisão que você tomasse. Você se tornou meu fio de esperança, minha filha. Você é a única que pode salvar nosso reino da destruição que seu pai causou. Então vá, minha flor. O orgulho que sinto de ser sua mãe só cresce a cada passo que você dá, e eu estarei rezando por você no céu. Adeus minha filha. Eu te amo. — e o brilho nos olhos da rainha desapareceu. Com o rosto ensopado pelas lágrimas, Erza gritou por ela mais algumas vezes, antes de perceber que a sua mãe realmente se fora. Não havia mais nada que ela pudesse fazer além de vingá-la.

A ruiva se levantou, os olhos queimando de raiva, encarando o homem a sua frente que ela se recusava a chamar de pai. O homem se levantava, seu estado deplorável visível ao casal. Suas exageradas vestes estavam rasgadas e mais vermelhas do que o normal. Vermelhas pelo sangue de uma rainha que se sacrificou por amor. Sua expressão era de diversão, o sadismo do rei estampado em seu rosto sujo.
Enquanto isso, o rosto da ruiva estava marcado pelas lágrimas. Suas roupas estavam rasgadas e com algumas partes da pele roxa e cheia de cortes exposta. Seus olhos expressavam o ódio do homem que matou sua mãe. O homem que ela costumava chamar de pai. O homem que ela costumava tentar amar. O homem que agora ela queria morto.
–Como você pôde... Seu velho desgraçado! — gritou a ruiva, correndo até o homem e atacando-o violenta e descontroladamente.
–Venha! Venha morrer, querida! — dizia o rei, enlouquecido.
–Eu vou te derrotar. Eu tenho que te derrotar!
–Você não pode. Você jamais vai conseguir! Eu sou o rei. Ninguém pode contra o rei. Esse jogo está na palma da minha mão. Isso só acaba quando eu disser que acabou! — gritou o rei, fazendo um profundo corte na perna da ruiva. Ela estava tomada pelo ódio, nem sentindo os toques da espada cortando sua pele já ferida.
–Pelos meus amigos... Eu vou conseguir! — o rei já estava cheio de ferimentos e além de tudo, ele já era mais adulto e cansado. Ele já não se movia com tanta destreza, apesar de ainda ser um oponente duro de vencer. Mas a titânia tinha um motivo pra qual lutar. Ela tinha uma força que gritava pra vingar sua mãe e tudo que ele ajudou a fazer pra sua melhor amiga. Então num movimento calculado pela ruiva, ela o driblou e conseguiu deixá-lo de guarda aberta de costas pra ela. — Xeque mate. Eu venci. — e os olhos do rei se arregalaram ao sentir o toque frio da espada cortando desde a base de suas costas até a nuca.
–Não pode... Ser... — e o rei caiu, formando mais uma enorme poça de sangue no quarto.

E finalmente, o Rei Scarlet estava morto.

*

Em outro local, uma bela moça de cabelos loiros corria pelos corredores em busca de sua oponente. Lucy procurava por Lisanna nos diversos aposentos do castelo, seguida de Natsu. Suas espadas já estavam sujas de sangue. Sangue dos guardas que se colocavam no caminho deles. Até que Lucy avistou uma porta sem guardas. Eram as portas do Grande Salão. Lucy chamou Natsu com a mão e eles abriram as portas.
Duas fileiras de guardas preenchiam os cantos do salão, armados e prontos pra combatê-los. E no final do salão, do lado oposto a eles, estava Lisanna Strauss, duas espadas em mãos e um sorriso competitivo no rosto.
–Lisanna. — disse Lucy.
–Olá. Seja bem vinda de volta, grande praga da minha vida. — disse a albina, com uma voz de degosto. — Guardas. — ela disse, estalando os dedos. — Vamos terminar isso logo, Lucy.
–Sim. Já passou da hora de acabarmos logo essa batalha. — concordou Lucy. — Eu sempre achei que não precisava terminar assim, mas... Se é o que você quer...
–Ah, precisa terminar assim sim. Você sabe disso. Só pode haver uma rainha. — disse Lisanna. — Então que o jogo comece!

Notas finais
Meu. Deus. Vocês devem estar querendo me matar. Eu juro que eu tentei escrever e terminar isso logo, mas eu não consegui T^T Juro pra vocês que tô tentando escrever isso já faz um mês. UM. FUCKING. MÊS. Pra terminar isso. Peço desculpas pela demora nas atualizações, mas eu realmente tô num bloqueio monstro nas minhas fics. Tipo, no geral. Enfins, sobre esse cap. NÃO, EU NÃO MATEI A ERZA :DD Eu tinha pensado em matá-la, mas eu achei que seria crueldade demais cara... Então matei só a família dela mesmo Hahaha Enfins, a fic já tá acabando. Vocês já devem estar percebendo que o próximo capítulo, em que a Lucy e Lisanna finalmente se enfrentam, vai ser o clímax e o marco do fim da fic, né? Bom, eu vou tentar escrever logo, mas é quase certeza que vai demorar. Vejo vocês no próximo cap. Desculpa mesmo pela demora :< Enfins, Ja Ne!