The Pink House.

2 O caso do creme desaparecido.


P.O.V. Caroline.

Alguém pegou o meu creme e eu vou descobrir quem foi nem que seja a última coisa que eu faça!

—Quem foi a sem noção que pegou o meu creme?!

—Não olhe pra mim.

—Vamos averiguar. Eu vou com a Caroline no quarto dela e vamos revirar tudo atrás do vidro de creme, se a gente não achar vamos ter que revirar todos os quartos e se encontrarmos o creme no quarto de alguém essa pessoa vai ter o direito de se defender.

Depois de muito procurar encontrei o creme dentro de um pote de cerâmica. Alguém obviamente o havia escondido.

—Quem foi? Falem.

Ninguém disse nada.

—Se o culpado não se apresentar até o fim do dia, vamos ter que começar uma investigação. No meu estilo.

Renesmee era dura na queda. Quando ela queria alguma coisa não desistia até conseguir, ela usava de todos os meios possíveis e imaginados para conseguir o que queria. Na filosofia dela os fins sempre justificam os meios.

Só se a responsável pelo sumiço do creme for muito burra para desafiar ela.

Eu estava no meu quarto passando creme de morango quando sinto braços a minha volta. Eu reconheceria esses braços em qualquer lugar.

—Oi estranho. O que te trás até aqui?

—Saudades.

Me virei, mas sem sair do abraço e o beijei delicadamente, mas o Klaus sendo o Klaus sempre vai querer mais.

—Você é mesmo insaciável.

—Eu sempre vou querer mais de você gata. Eu te amo.

—Também te amo.

Ele enterrou o rosto no meu pescoço e o cheirou.

—Que isso Klaus?! Parece cachorro!

—Eu adoro o seu cheiro de morangos. Sabia?

—Não.

—Agora você sabe. Eu adoro tudo em você. Sua pele macia, seu cabelo, seu sorriso, seus lábios, seus olhos. Tudo.

—Eu também adoro tudo em você meu amor.

Somos interrompidos por batidas na porta.

—O que é?

—A ladra confessou!

—Ladra? Que história é essa Caroline?

—É que roubaram o meu creme e esconderam dentro de um vaso de cerâmica.

Me levantei, me vesti e imagine a minha cara quando descubro que foi a minha irmã que fez aquilo.

—Porque?

—Porque você sempre teve tudo e eu nunca tive nada. Sempre vivi á sua sombra. A Caroline tirou a melhor nota na prova, a Caroline passou em primeiro no vestibular, a Caroline vai cursar direito, Caroline isso, Caroline aquilo. Você sempre ganhava tudo! Sempre ganhava jantares da vitória e eu ficava tendo que testemunhar tudo aquilo que eu mais queria ser dado pra você! Eu me esforcei a minha vida toda, mas nunca era o suficiente. Você sempre conseguia passar na minha frente em tudo! Eu odeio você Caroline e quero que você morra!

Eu não sabia o que dizer, nem o que fazer. Nunca imaginei que ela se sentisse assim. Ela nunca me contou.

—Porque nunca me contou?

—Você estava ocupada demais fazendo festas, confraternizando com as suas amigas falsas e beijando os caras canalhas que só queriam te levar pra cama! Eu sempre fui a irmã feia, a desajeitada, a que não se encaixava, enquanto você era chefe das líderes de torcida eu era chamada de nerd estúpida, quatro olhos e outras coisas mais.

—Devia ter me contado Carlie! Eu teria te ajudado!

—Teria? Mesmo? Ás vezes duvido. Você sempre estava ocupada demais sendo bonita demais, estudiosa demais... perfeita demais.

—Carlie...

—Podemos ter os mesmos pais, mas você sempre deu um jeito de me ofuscar. De me fazer sentir um nada total e absoluto.

—Carlie me escuta tá legal.

—Não! A minha vida toda eu tive que te escutar! Agora é a minha vez de falar! Então, senta ai e cala essa boca!

—Não fale assim com ela!

—Klaus, deixa pra lá. Deixa que vou me entender com ela.

—Sabe aquele seu troféu de soletrar? Era pra ter sido meu! Mas, você tinha que entrar na competição não é? Era o meu momento! E você fez questão de estragar! Suas festas de aniversário eram sempre melhores que as minhas, sabia que um dia em que era meu aniversário você deu uma festa na mesma hora da minha e ninguém foi no meu aniversário? Nem mesmo a mamãe e o papai!

Carlie veio pra cima de mim e me derrubou.

—Eu te odeio! Te odeio! Te odeio!

Ela não sabia se chorava ou se gritava. Ela estava com muita raiva com certeza.

Ficou umas três horas dizendo que me odiava e enumerando coisas que eu lhe fiz e que estragaram sua vida. Eu nem ao menos sabia que havia feito mais da metade daquelas coisas.

Mas, Carlie jamais esqueceu. Aquele ódio ficou dentro dela, fermentando, fumegando. Por anos ela alimentou aquele rancor de mim e eu a ajudei dando mais e mais razões para que ela odiasse-me.