Notas iniciais
Desculpem a demora, mas o texto exige paciência e sensibilidade para escrever, não dava só pra jogar as ideias então demorei por um bom motivo! Espero que gostem! Este é o capitulo final! Obrigado a todos que leram e deixaram comentários, vocês me fizeram muito felizes! Beijos até a próxima! Pra quem quiser ler mais sobre Dorian Gray basta procurar no perfil, LEAN BLACK BARNES por mais fics com este personagens lindo! Beijos

POV Christine


Não foi fácil convencer Dorian a abandonar seus velhos hábitos e sua morada solitária e escura para viver novamente em sociedade. Meu amado ainda escondeu de mim durante muito tempo que ele ainda era o verdadeiro proprietário do teatro, talvez por medo de que meu interesse por ele fosse pelo seu patrimônio e não pelo homem que ele era. Compreendi suas razões e jamais as questionei, afinal eu estava há alguns meses atrás deslumbrada pelo filho do conde por sua classe e refinamento, sem nem me importar muito com o homem que ele realmente era. Mas Dorian abriu meus olhos me mostrando o que era amor verdadeiro, e assim que soube que meus sentimentos por ele também eram reais e sinceros, ele me falou dos bens que havia herdado do falecido pai me confessando que jamais se utilizara de tais por achar que não merecia nada do que tinha. Por fim, Dorian resolveu que me daria segundo ele tudo que uma dama de meu nível social merecia, embora eu não ligasse mais para luxo desde que pudesse viver com ele. Isso já me deixaria feliz.

Estávamos naquele final de tarde no cômodo principal da mansão que Dorian havia tomado como sua após cancelar a venda do antigo casarão, como era conhecido. Era estranho andar pelo interior daquela bela residência sendo que sempre que fazia meus passeios pelas ruas de Londres, eu fazia uma breve passagem pela frente da mesma. Nunca poderia imaginar que aquela viria a se tornar minha futura morada ao lado do homem que eu realmente amava. Quanto a Dorian, este estava de pé diante de um espelho grande colocado em um ponto da sala para que ele terminasse de se aprontar para irmos ao teatro, em sua primeira aparição social diante de todos os membros da sociedade burguesa Londrina. Meu noivo estava impaciente e nervoso, tanto que mal conseguia ajeitar a própria gravata em seu pescoço.

– Deixe que eu faça isso meu amor! –disse eu ao me aproximar já pronta e colocar minhas mãos na gravata borboleta fazendo o nó na mesma.

– Minhas mãos estão tremulas. Não sei por que deixei que me convencesse a fazer parte disso. –disse resmungão como sempre, enquanto se olhava no espelho fazendo careta.

– Vai ficar tudo bem Dorian! –eu sorri apenas. – Está preocupando-se atoa! Tenho certeza que todos vão amá-lo assim como eu amo! –terminei o nó e toquei seu peito.

– Eles sequer me conhecem... –disse me encarando.

– Vão conhecer! E verão o homem maravilhoso que você é!

– Sua ingenuidade beira a graça Christine... –disse se virando e andando até estar ás costas do sofá. – Espera mesmo que todos me vejam como você vê? –ele virou seu rosto para me olhar.

– E por que não veriam? –andei até ele. – Mostre sua melhor face e eles o amarão!

– Minha melhor face? –disse em tom sério.

– Me refiro a seu coração meu amor! –disse tocando seu peito e virando-o para mim. – Dê uma chance a si mesmo...

– Nem sua família me aceita, como espera que os outros aceitem?

– Minha família não o aceitou de inicio por que não o conheciam. Mas agora todos o tratam bem, e com o devido respeito... Ou estou enganada?

– Eles passaram a me respeitar quando souberam do alcance dos meus bens...

– Nem todos Dorian... Minha avó pouco se importa com seus bens!

– Sim, ela continua me tratando como um verme mesmo depois ter consciência deles! –disse em tom sério embora tivesse gostado mais de minha avó do que do resto da família. – O que me faz ter mais respeito por ela... Ao menos ela é uma mulher integra.

– Ela gosta de você! –sorri. – Mas é resmungona demais para admitir! Acho que conheço alguém assim! –sorri olhando-o de canto.

– Acha que sou resmungão?

– Talvez um pouco temperamental! –disse quando ele segurou minhas mãos.

– Sou um homem difícil de conviver não é?

– Mas eu o amo demais para me importar com esses detalhes! E como minha avó sempre diz: o casamento é um inferno! Mas às vezes tem seus momentos de paraíso! E até agora estamos indo bem!

– Ainda não nos casamos! –ele sorriu um sorriso discreto quase imperceptível.

– Mesmo assim creio que você será um ótimo marido, tal qual é como noivo! –me aproximei e abracei-me a ele.

– Você está revirando minha vida por completo senhorita O’Zera! –disse beijando minha testa. – E eu estou permitindo que faça isso de bom grado.

– Nós seremos muito felizes Dorian! –ergui meus olhos vendo sua face metade coberta. – Será uma questão de tempo para que todos nessa cidade passem a admirá-lo como deve ser! Afinal, você já começa muito bem por se apresentar como o real proprietário da casa de teatro mais famosa da Europa!

– Não me importo com a admiração de nenhum deles. Somente com a sua! –ele disse ao me olhar nos olhos.

– A minha você já possui meu amor!

– Eu a amo Christine!

– E eu amo você Dorian!

Nós nos entre olhamos por alguns segundos em silencio enquanto os dedos de Dorian tocavam meu rosto com carinho, e então seus lábios tocaram os meus em um beijo delicado e romântico. Meu coração ficava mais calmo quando eu estava perto dele, e ao mesmo tempo às vezes ele parecia querer saltar do meu peito quando nossos beijos se tornavam mais sinuosos. Depois da nossa primeira noite de amor nas masmorras antes da minha fuga do casamento com Wayne, Dorian prometeu não me tocar até que nos casássemos. Ele era muito cavalheiro e mantinha-se sempre controlado para não ultrapassarmos dos limites quando estávamos sozinhos. Até por que por mais que ele negasse não se importar, ele desejava fazer bem diante da minha família para mostrar a eles que ele merecia me ter como sua esposa. Embora eu ansiasse pelo seu toque mais atrevido, mantive-me a espera portando-me como uma dama. Eu apenas falava sobre meus desejos quando escrevia em meu diário pessoal, o qual eu escondia a sete chaves dentro de um baú no meu quarto, na mansão de minha família. Minhas vizitas a mansão de Dorian eram frequentes, mas assim que a noite caia, ele se oferecia para me levar de volta a minha casa, para cumprir com seu ato cavalheiro. Às vezes eu zombava dizendo que ele não desejava minha companhia, e que já estava enjoado de mim, mas ele ficava bravo e ligeiramente ofendido. Mesmo assim segundos depois, esboçava um sorriso controlado mostrando que entendia que precisava ser mais esportivo. Por fim, acabava por se desculpar inúmeras vezes por ter sido rude e deselegante, mas eu estava apaixonada demais para me importar com estes pequenos defeitos de sua personalidade difícil.

– Senhor Gray! –disse um dos empregados contratados para servir meu noivo na mansão. – Sinto incomodar, mas, o motorista já está à espera para levá-los ao teatro! –disse o sujeito extremamente refinado.

– Diga que estamos a caminho Jeffrey. –respondeu meu noivo olhando por cima de minha cabeça.

– Sim senhor. Com licença...

Dorian voltou a me olhar e disse com um sorriso gentil e divertido, o que era raro de ver:

– Ainda não me acostumei a ser servido dessa forma!

– Pois se acostume agora você é um Lord! E é assim que deve ser tratado!

Ele sorriu mais uma vez para mim, e depositou um beijo casto sobre minha testa, depois minha bochecha esquerda, em seguida na direita e por ultimo nos meus lábios o que me fez sorrir.

– Vamos senhorita? –disse estendo o braço como um cavalheiro.

– Vamos senhor Gray! –sorri e uni minha mão à curva de seu braço.

Nós nos dirigimos ao teatro quando já estava anoitecendo na rua, e ao descer do automóvel fomos imediatamente recebido por fotógrafos e jornalistas que ansiavam curiosos em conhecer o grande proprietário da mais renomada casa de teatro de toda Europa, que até então todos acreditavam estar morto. Estavam todos cheios de questões, que Dorian não conseguia sequer responder. Já acostumada com o assedio do povo sobre mim, por conta do meu trabalho como atriz, eu mesma me dei ao trabalho de responder por meu noivo.

– O senhor Gray ainda está se familiarizando com a cidade e com as novidades. Agradeceríamos se deixassem as perguntas para o final da noite! –eu sorri enquanto Dorian parecia meio zonzo com o falatório ao redor de si.

– Apenas uma pergunta senhorita O’Zera! Agora que está noiva do senhor Gray, pretende seguir com sua carreira de atriz, ou se dedicará apenas a vida de esposa? –disse o sujeito com papel e caneta em mãos.

– Somente o tempo irá dizer! No momento estou me dedicando ao meu noivo! Ele é recém-chegado a Londres, e ainda precisa se readaptar as mudanças! Só isso por enquanto senhores, nós nos veremos novamente depois da peça! Com licença...

Dito isso, Dorian e eu seguimos para o interior do teatro onde fomos recebidos por mais uma multidão de pessoas, dessa vez apenas a sociedade mais rica e nobre de Londres. Todos estavam eufóricos querendo saber tudo sobre Dorian, e sobre seu falso regresso a cidade natal. Para todos os efeitos, Dorian esteve no exterior desde o acidente no antigo teatro, se recuperando. Usamos sua mascara para confirmar tais afirmações. Havia especulações obviamente sobre o acidente que começaram a ser reviradas pelos jornalistas, e isso começou a deixar Dorian preocupado e irritado com tais boatos que surgiam sobre si, mas eu prometi apoiá-lo da maneira que estivesse ao meu alcance. Logo os boatos sobre ele foram se dissipando e a cidade voltou a ficar calma, voltando sua atenção e interesse para uma nova atriz que surgiu para trabalhar no teatro. Era conhecida como Verônica Cordeal, uma moça de cabelos pretos e crespos com feições de rainha, muito gentil e com um talento nato. Já era bastante conhecida nos Estados Unidos, e passou a ser a nova estrela do Le Ville Rose, nome do nosso belo teatro. Assim, eu deixei minha vida nos palcos para me dedicar exclusivamente a meu marido, que decidiu aceitar um tratamento psicológico para lidar com seus problemas do passado. Mais tarde eu assumi também meu lugar como sócia de meu marido e era eu quem escolhia os novos atores a serem contratados para trabalhar em nosso palco. Dorian e eu fazíamos viagens frequentes a trabalho, no intuito de encontrar mais atrizes e atores brilhantes como Verônica para trabalharem conosco. Quanto a nossa vida pessoal como marido e esposa, eu deveria dizer: Nunca imaginei que seria tão feliz em vida, quanto era por levar o sobrenome Gray ligado ao meu nome. Dorian era um excelente marido e um amante que eu descreveria como: Insaciável! Ao lado de Dorian eu aprendi coisas que jamais imaginei saber em todos meus anos já vividos. Dorian era como os príncipes encantados das historias que eu ouvia quando menina, porém, muito melhor!

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POV Dorian Gray


Christine O’Zera fora a mulher que me ensinou a ver a vida com olhos de luz. Ela me mostrou todo seu amor, e me ajudou a sair das trevas em que eu vivia. Em toda minha vida, eu acreditei que o amor fosse algo puro e intocável cujo mesmo jamais mostraria sua bela face para mim, mas quando conheci minha doce Christine eu desejei tocar tal sentimento com minhas próprias mãos, e senti-lo com meu próprio coração frio e solitário. Meus dias de escuridão se tornaram dias ensolarados ao lado de minha amada O’Zera, e minha solidão infinita deu lugar a dias e esplendor ao lado de Christine. Sim, ela me amava tanto quanto eu a amava, e isso por si só já era o bastante, mas minha dama era tão magnífica que me mostrou o mundo que perdi me escondendo enquanto sentia pena de mim mesmo. Nunca vivi dias tão felizes quanto os que tive o privilegio de passar ao lado de minha esposa, cuja mesma jurei entregar meu coração a ela todos os dias de minha vida. Eu serei eternamente seu Christine O’Zera Gray.


FIM


Música que encerra a fic:

http://www.youtube.com/watch?v=4XopsFtdaLw

Notas finais
Nos vemos na próxima! Beijos
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!