Notas iniciais
As frases e parágrafos em itálico pertencem à Erza e Jellal. E as partes sem formatação pertencem à Mavis e Zeref.

Ele aproximou-se passo por passo, lentamente. Respiração presa no peito.

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Ela permanecia imóvel. Nem um passo. Nem um movimento. Não acreditava.

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Ele a encarava sem compreender, o olhar assustado perdendo-se no seu sorriso.

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Ela esticou a mão direita e lhe tocou a face. Sentiu lágrimas molharem seus dedos.

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A noite clareava devagar. Em ambos os lugares a lua cedia seu lugar a seu improvável amante. Improvável amante que chegava para banhar em sua luz dois casais que talvez nunca mais estivessem tão conectados. Conectados por aquela noite que agora virava dia. Noite-dia que com certeza era a mais impossível situação que jamais poderia ser imaginada.

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Jellal estacou a frente dela sentindo cada terminação nervosa em frenesi. Esticou o braço. Lentamente. Cuidadosamente. Deslizou as pontas dos dedos pelo rosto daquela que lhe observava tão atenta. Sentiu um aperto no peito. Tão perto de si. Viu naquele momento todos os sonhos correrem por sua mente. E mais forte que nunca sentiu que precisava dela. Precisava.

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Próximo. Próximo demais. Tão próximo que menos de um passo e ela estaria em seus braços. Os braços que sempre desejara estar. Os braços do homem que ela sempre amara. E sempre amaria. A mente dizia para afastar-se. Mas foi o coração que ela escutou. Um passo.

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Zeref não entendia. Ela estava ali. Bem ali. Mas ele a vira morrer. Ele a matara. No entanto o calor que sentia vindo dela era bem real. Ergueu o braço num impulso e enroscou os dedos no cabelo dourado. Sentiu o coração acelerar quando ela riu. Parecia que os deuses afinal o haviam perdoado. Chorou.

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A loirinha ria. Ria com vontade. Ele chorava. Como sempre. Bebê chorão, era assim que deveria ser seu nome. Afastou a mão dele de seu cabelo e passou os braços pequenos ao redor de seu pescoço. O abraçou forte. E no instante seguinte, correu.

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Sentiu o coração disparar no peito. Os braços macios dela o envolviam. Ele podia sentir o calor de seu corpo. Apertou os próprios braços ao redor da ruiva e enterrou o rosto em seu cabelo. Respirou fundo seu perfume e então sorriu.

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Sentia o coração vibrar. O peito parecia queimar. Ele estava ali. Estava com ela. E naquele breve instante nada mais importava. Nada mais. Deixou cada barreira sua desmoronar. Destitui-se da armadura de seu coração. E ergueu o rosto para ele. Moveu a mão direita até sua nuca. E então o puxou para perto. Nenhuma resistência. Lábios com lábios. Duas respirações. Um único desejo. Um desejo que pertencia a ambos.

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Permaneceu estático quando ela o abraçou. E então sentiu o peito leve e sorriu. Sorriu como sempre sorria quando estava com ela. Quando ela o soltou ele foi em seu encalço. Pela primeira vez em tanto tempo, sentia-se bem. Bem como só ela podia fazê-lo sentir.

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Ela ria alto. Atirava palavras ao vento, o provocando. Sempre fora boa naqueles jogos de pega. E não deixaria que ele a pegasse com facilidade. Sentia-se feliz. O fizera sorrir novamente. E isso era tudo que ela sempre almejava.

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Lentamente o céu coloria-se. De um lado o negro breu ainda permanecia, e pequenas estrelas ainda brilhavam. Mas no horizonte o céu começava a pintar-se e iluminar-se. Um novo dia estava para começar. E aquele breve momento era a exata intersecção entre dois mundos. Um mundo de sombras. E um mundo de luz. Era mais do que uma noite e um dia. Era o encontro de almas que nunca pertenceriam ao mesmo plano. Mas que talvez, apenas por aqueles breves segundos, poderiam ser uma única alma. E mais que isso. Um único coração.

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“Sombras surgem. Sombras caem. Noites inundam-se de manhãs e manhãs transformam-se em noites. Corações se separam. E corações se unem novamente. Quatro almas que eram duas. Duas almas que eram uma. Conectadas, interligadas. Beijos e toques que unem mundos inteiros. Mundos completamente diferentes. Brincadeiras que interligam lugares. E quebram barreiras. Não importa as distâncias. Não importa as diferenças. Certos caminhos sempre se encontrarão. Uma hora ou outra. Certas vidas não podem ser separadas. Nem mesmo pela morte. Pecados são perdoados. E esquecidos. E novos pecados surgem. Talvez, amor possa ser um desses pecados. E provavelmente o mais imperdoável de todos eles. Por quê? Por que amor não se esquece. Não se perdoa. E não se apaga. Viverá para sempre. Unindo duas almas. Que um dia serão uma.”

Notas finais
Minha masterpiece. Espero que tenham gostado.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!