The Past That Is Still Present
1 A busca Daquilo que já Havia sido Encontrado
Notas iniciais
Pov. Ted Mosby
Estou vagando em mais uma madrugada agitada de Nova York: sozinho. Meus quatro melhores amigos saíram novamente numa espécie de encontro de casais, onde eu por ser solteiro não posso participar. Não disse nada, quando Lily brincou a respeito, mas estou quebrado, deles sempre fui o mais desesperado por encontrar alguém e a impressão que tenho é que quanto mais procuro, mas percebo que quem eu quero está bem ali na minha frente, porém intocável demais para eu alcançar. Só de lembrar dos beijos e momentos que tivemos meu coração se parte entre sorrisos e lágrimas. Queria poder tê-la ao meu lado, queria ter pelo menos alguém do meu lado, mas aparentemente tem algo de errado comigo. No fim todas me abandonam: Stella, Robin, a lista é enorme perderia horas se me despusesse a fazê-la. Cansei do bar, de beber, de esperar por algo que nunca vai acontecer.
Minutos se passam,contudo meus olhos se mantem na lua, como se ela pudesse me socorrer do vazio, desse mar de autopiedade que me destrói cada dia mais. Quando me dou conta da hora sorrio a contragosto, são mais de três da manhã o suposto encontro já deve ter terminado, entretanto isso não me alegra. Só de imaginar Robin nos braços de Barney sinto raiva, meus olhos se enchem de lágrimas, e eu chuto a primeira coisa que vejo. Aliviando o que há tempos me pesava: ter deixado a ir. Eu não deveria ter permitido que terminássemos nosso namoro no casamento de Marshall e Lily, deveria ter impedido, encontrado um modo para que pudessemos permanecer juntos... Eu fui um idiota, sou um idiota!
Como ninguém percebe meus sentimentos?! Sou tão insignificante assim?! Meus sentimentos são tão óbvios, qualquer um que prestasse o mínimo de atenção perceberia ,por mais que eu tentasse disfarçar estava escrito na minha cara. Cansado de vagar pela cidade vou pra casa e mais rápido do que imaginava adormeço, pelo jeito minha mente queria fugir o quanto antes dessa realidade pertubadora. Meus sonhos como sempre eram a respeito de futuros alternativos, que eu nunca realizaria. Robin estava neles, em todos eles.
Em um impulso decidi ir embora, sumir sem deixar rastros. Pela primeira vez em anos estava tomando uma decisão corajosa, precisava fugir desse ambiente. Vê-la todos os dias, ainda mais com outro homem só me fazia mau. Com pressa escrevi uma carta endereçada a Marshall, apesar da vontade de deixar Robin sabendo de tudo, soube no primeiro instante que veio em minha mente que não era uma boa ideia, a morena se sentiria culpada. Não queria deixá-la assim, a amava demais pra isso.
No avião eu encarava Nova York, Robin agora era passado ou deveria ser. Espero que um dia seja...
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