The Partner
21 Um pequeno vacilo
Notas iniciais
Ah, só queria dizer mais algumas coisas... Tipo, consta que a fic tem mais de 100 leitoras e está em mais de 40 favoritos, estou muito contente por isso, mas o que me deixa muito, mas muito triste, é saber que apenas 10% dos meus leitores deixam reviews... Gente, isso é muito pouco. Então, vou avisar novamente, eu não mordo, podem deixar reviews que eu vou amar vocês de coração, até recomendação se quiser (ahahaha, olha o interesse ahahah).
E sobre a nova regra do Nyah, bom, achei uma pessoa que pode me ajudar a criar um blog, ainda não está tudo resolvido, mas qualquer coisa eu aviso a vocês. Mas pretendo terminar essa temporada aqui no Nyah, antes do final do ano, então se eu criar um blog, vai ser para a segunda temporada, mas nem por isso vou deixar a primeira temporada se apagar. Minha amiga vai me ajudar a criar um programa pdf para salvar a história para quem ainda não leu a primeira tempora e queira ler a segunda.
Bom, é só isso.
Espero que gostem do capítulo e ignorem os erros.
LEIAM AS NOTAS FINAIS
Madeline’s POV
Quase fui morta pela armadilha do meu pai.
Hoje é a festa do Chaz, e eu não tenho nenhuma roupa de festa na casa do Lucas, o que me fez vir até a minha casa. Só que eu não esperava que o meu pai tivesse posto armadilhas pela casa. Isso deve ter sido antes de ele saber o dia que eu voltaria para cá e como eu dificilmente vou para casa nesse tempo em que eles estão em missão, as armadilhas são comuns. Só que pensei que ele tinha parado com isso.
Peguei o machado e passou raspando em mim e caiu sobre o meu pé. Estava no teto, apenas esperando alguém abrir a porta. Olhei ao redor da casa e encontrei outras armadilhas, algumas com sensor de movimento, o que significa que eu fiquei cheia de óleo, facas quase atingiram minha cabeça e se eu não tivesse tampado meu nariz, estaria desmaiada no meio da sala graças a estatua de um anjo que “assoprou um gás forte”, com certeza tinha éter envolvido, mas não inalei para saber qual substância tinha naquele gás.
Corri para o meu quarto e fechei a porta, finalmente respirando melhor.
— Obrigado papai. — Disse como se ele fosse me ouvir.
Então fui em direção ao guarda roupa e peguei um vestido legal para hoje a noite e troquei minha roupa suja de óleo. Voltei para a casa do Lucas pulando da minha sacada até a dele, pois vai lá saber quantas mais armadilhas tinha lá em baixo. E até que não foi difícil, Lucas sempre pulou as sacadas com a ajuda de uma árvore próxima quando queria conversar melhor comigo.
Assim que entrei no quarto, Lucas saiu do banheiro com uma toalha branca enrolada na cintura.
— Ah... Desculpa. — Disse sem graça.
— Tudo bem. — Ele sorriu e seguiu em direção a cama onde tinha uma peça de roupa.
— Sabia que meu pai colocou um monte de armadilhas pela casa? — Disse virando-me de costas para dar um pouco de privacidade a ele.
— Sério? Nossa, é a cara dele.
— É. — Concordei já viajando nos meus pensamentos.
Certo, ver o Lucas ali só de toalha não estava nos meus planos. O que me fez pensar no dia em que foi me visitar no apartamento em Los Angeles. Lembro-me exatamente do que ele disse quando conversamos sobre nossa relação: “Quando estivermos em nossas casas, se quisermos continuar um com o outro, continuaremos”.
Estamos de volta, e eu estou na casa dele. Talvez seja uma boa hora para descobrir se consigo transar com outro garoto sem ser o Jason.
— Lucas — Disse jogando meu vestido num canto do quarto e me virando para olhá-lo vestir as calças. —, eu estava pensando...
Quando ele viu que eu estava se aproximando, percebeu imediatamente sobre o quê eu estava pensando e não hesitou em me puxar pelo braço fazendo nossos corpos ficarem mais próximos.
— Acho que eu estou começando a gostar dessa sua proposta dos quatro anos. — Disse sorrindo e ele retribuiu.
Diminui a distância entre nossos rostos e o beijei. No começo foi um beijo calmo, mas depois começou a ficar mais rápido e as minhas mãos já desciam pelo abdômen dele indo em direção a calça que ele nem sequer teve tempo de fechar.
— Madeline, acho que devemos parar por aqui. — Lucas disse depois de partir o beijo.
— Parar? — Perguntei confusa.
— Olha, eu não quero ir tão rápido.
Fiquei um tempo sem entender ao certo, até então saber com o que ele estava preocupado.
— Não precisa se preocupar — Disse aproximando novamente. —, não sou mais virgem.
Ele com certeza faria mais perguntas sobre isso, mas eu o interrompi voltando a beijá-lo. Não queria dizer a ele que perdi minha virgindade com o Jason, até porque disse a ele que éramos apenas amigos e nada mais, até mesmo quando ele desconfiou. E também não me esqueci do que o Ben comentou uma vez sobre os sonhos do Lucas comigo, o que eu não duvido, já que ele não resistiu mais.
O empurrei fazendo-o cair sentado na cama e me sentei em seu colo, com as pernas abertas voltando a beijá-lo. As mãos dele começaram a levantar minha blusa e eu fui mais rápida, partindo o beijo para tirá-la. Quando joguei minha blusa, os lábios dele veio de encontro ao meu pescoço e minhas mãos deslizaram pelo seus ombros até o seu cabelo. As mãos dele passearam pelas minhas costas até o feixe do sutiã. Tinha começado a descer as alças, quando o meu celular toca. No começo tentei ignorar, mas depois foi quase impossível continuar com o celular tocando e vibrando dentro do bolso do meu shorts.
Levantei-me do colo o Lucas e atendi o telefone irritada.
— Alô. — Disse ríspida.
— Sou eu, o Jason.
— O que você quer?
— Por que está nervosa? — Retrucou.
— Nada — Disse sem paciência. —, fala o que você quer.
— Só queria saber se você está bem.
Eu iria xingá-lo de tudo quanto é nome, mas não xinguei por perceber que ele estava realmente preocupado.
— Estou. — Passei a mão pelo cabelo e me sentei na cama ao lado do Lucas. — Olha, eu não vou ficar pensando naquele garoto.
— Tem certeza? Você tem estado muito abalada ultimamente e eu estou preocupado.
— Estou bem. — Afirmei.
— Bom, então te vejo na festa do Chaz?
— Sim. — Disse.
Então desliguei.
–
Jason’s POV
Estava no estacionamento do supermercado. No caminho, liguei para a Madeline, queria saber se ela estava mesmo bem, pois não nos falamos desde do dia em que ela viu aquele garoto.
Avisei o Chaz e a Jenny na entrada e comecei a andar até eles.
— Cara, seu carro vai nos ajudar a levar as coisas. — Disse Chaz.
— Como sempre, sobra para o meu bebê. — Reclamei entrando no supermercado.
Cada um pegou um carrinho. Jenny ficou encarregada das comidas, enquanto eu e o Chaz pegávamos as bebidas.
— Pra quê você vai querer levar coca-cola? — Perguntei impaciente ao vê-lo colocar uma dúzia de garrafas de dois litros.
— Tem gente que não toma bebida alcoólica.
— Quem?
— Não sei, cara. Mas com certeza tem algumas meninas que não bebe, e ah... Coca é bom para conquistar esse tipo de garotas, pois quando elas verem que você não bebe álcool, mano, elas vão ficar totalmente na sua.
— Chaz, isso não faz sentindo. — Disse franzindo a testa.
— Você só vai entender quando estiver em uma situação assim, meu chapa. — Chaz disse colocando sua mão em meu ombro.
— Ok. — Falei meio em dúvida, mas não ia insistir mais.
— E ah... A Mad bebe?
— Acho que sim.
Bom, na verdade ela não bebe, só bebeu uma vez porque eu insisti. O que me fez pensar mais na coca-cola e só para garantir peguei mais três garrafas de dois litros e joguei no carrinho.
Depois de comprarmos todas as coisas necessárias, levamos tudo para o carro e dirigi até a casa do Chaz.
Os pais dele o matariam se soubesse dessa festa, então eu fiquei encarregado de tirar todas as estátuas e qualquer objeto que pudesse quebrar dos cômodos de baixo, deixei tudo no quarto do Chaz, enquanto ele puxava os sofás para um canto fazendo sua sala parecer gigante. Jenny estava arrumando a área da piscina e então de tarde, chegou o DJ já para arrumar as coisas. Ele ficaria no grande jardim, e o barman ficaria na cozinha enquanto os garçons serviriam as bebidas.
Quando tudo já estava arrumado para a festa, deixei Jenny em sua casa e segui para minha. Precisava de um banho urgentemente.
— Jason, você está ai? — Perguntou minha mãe batendo na porta do banheiro.
— Sim. — Respondi desligando o chuveiro.
— Já estou sabendo da festa do Chaz — Comentou e eu revirei os olhos. —, a Madeline também vai, não é?
— Vai, mãe.
— Então, nada de ficar agarrando qualquer uma e não esquece de protegê-la. Ela é sua parceira e você tem que saber o verdadeiro valor disso.
— Sim, mãe. — Respondi entediado e então voltei para baixo do chuveiro.
Ela falou como se Madeline fosse de ouro. Qual é? Aquela garota sabe se defender melhor do que eu.
Depois que terminei meu banho, escolhi uma roupa simples, preto e branco, até porque qualquer roupa fica bem em mim e hoje não estava com tanta paciência para escolher roupas, a não ser o meu supra roxo. Ajeitei o cabelo e finalizei com uma piscada no espelho para o Jason bonitão.
Busquei a Jenny na casa dela e fomos para a casa do Chaz.
A casa já estava lotada e a música dava para ouvir no começo da rua. A maioria das pessoas eu conhecia, e todos sorriam para mim e me cumprimentavam.
— Jason, nosso orgulho! — Disse Rick, que fazia parte do time de basquete. Ele segurava um copo, com certeza bebida alcoólica e veio em minha direção com os braços estendidos. — Além de ser um exemplo na conquista é um exemplo de inteligência. Tem como ser mais perfeito? — Ele estava um pouco bêbedo, percebi por ele ter falado alto demais e fazer todos olhar na nossa direção.
— Obrigado. — Falei sorrindo.
Fui puxado pelo Rick até os garotos que riam de alguma coisa que o Chaz tinha acabado de falar. Fiquei conversando com os garotos, até chegar no meu segundo copo de vodka. Meu corpo já estava começando a se animar e com a batida da música que ecoava pela casa, fui até o jardim onde todos dançavam e me misturei. Enquanto dançava, procurei com os olhos alguma garota que me interessasse e não demorou muito e encontrei uma morena dançando sensualmente. Não era o único de olho nela, então fui rápido e me aproximei dançando próximo a ela. Num gesto rápido, coloquei minhas mãos em sua cintura e a puxei para perto. Ela sorriu maliciosamente e começou a rebolar no ritmo da música. Ela já estava me deixando louco.
–
Madeline’s POV
— I'm sexy and I know it. — Cantarolou Ben e eu juntos com a música do LMFAO que tocava na rádio.
Estávamos sentados no banco de trás do carro do Lucas enquanto balançávamos a cabeça de acordo com o ritmo. Lucas não parava de rir, enquanto Ben fazia gestos esquisitos com a mão. Ele é uma pessoa muito descontraída, quis dizer, uma pessoa muito louca e agora descobri que isso é contagioso.
— Chegamos. — Lucas disse desligando o rádio e acabando com a nossa alegria.
A casa do Chaz é bem grande, e eu já podia ver adolescentes fumando do lado de fora, alguns se beijando e outros tropeçando nos próprios pés, com certeza bêbados.
— Mad — Ben disse passando seu braço pelos meus ombros depois que saímos do carro. —, vou cuidar de você para que nenhum engraçadinho tente fazer algum mal.
— Cara, a Madeline é capaz de matar um garoto só com um soco. — Lucas disse rindo depois de sair do carro.
— Não, mas é bom garantir.
— Por que não diz logo que quer dá o troco sobre o que eu fiz com você no parque? — Falei rindo.
— Eu não lembro muita coisa daquele dia... Só da parte que você disse que iríamos transar loucamente.
— Ah é, vamos sim. — Disse irônica e Ben riu me puxando pelos ombros para dentro da casa.
Não preciso nem dizer que o Ben se espalhou pela multidão assim que entramos, né?
Bom, dois minutos depois eu o vi quase engolindo uma garota. Percebi a parte do “eu protejo você”.
Lucas estava ao meu lado e juntos fomos até o jardim atrás da casa onde havia muito mais adolescentes dançando e bebendo. Quando olhei para o lado, uma garota havia puxado o Lucas para dançar e eu... Bom, fiquei sozinha enquanto tentava arranjar algum lugar para sentar. Avistei uma espreguiçadeira perto da piscina e já estava indo até ela para me sentar, quando alguém me puxa pela mão.
— Oi mad. — Era o Chaz.
— Oi. — Sorri e lhe dei um beijo na bochecha. — Festa legal.
— Obrigado. — Ele sorriu e passou a mão pela minha cintura me guiando para dentro da casa — Vou te apresentar para alguns amigos meu e do Jason.
— Por falar no Jason, onde ele está? — Perguntei e Chaz virou seu olhar para o lado.
Olhei na mesma direção e vi o Jason beijando uma garota morena. Na verdade, nem sei se posso chamar aquilo de beijo.
— Depois o Jason vem falar com a gente. — Chaz disse olhando para os lados e então acenou para um grupo de garotos sentados no sofá. Todos com copos cheios nas mãos. — Pessoal, essa é a Madeline, a amiga do Jason que também vai para Harvard.
— Olá, gata. — Disse um deles sorrindo maliciosamente para mim.
— Ei, mais respeito. — Chaz disse dando um tapão na cabeça do garoto.
— Tem mais dois que vão para Harvard também — Chaz disse então olhou para mim. — Onde está o Lucas e o Ben?
Olhei ao redor e então apontei para o Ben que já dançava com outra garota e então vi o Lucas pegar um copo da bandeja de um dos garçons e vir na nossa direção.
— Esse é o Lucas. — Disse.
— Oi. — Lucas sorriu e então tomou um gole da sua bebida.
Rapidamente ele fez amizade com os meninos. E eu também, a conversa fluiu de um jeito inesperado. Alguns estavam bêbados, mas era até engraçados vê-los rir de um jeito exagerado.
— Qual é a graça? — Perguntou Jason se aproximando.
— Estava falando sobre a vez em que eu e o Rick pegamos suas roupas no vestiário e você saiu peladão atrás da gente. — Chaz disse e todos começamos a rir.
— Bons tempos. — Jason disse sarcástico e tomou todo o conteúdo do seu copo em um gole.
— Ah... Mad, você quer alguma bebida? — Chaz perguntou sorrindo.
— Não bebo. — Falei.
Chaz olhou feio para o Jason que deu de ombros. Sabia que era alguma linguagem de melhores amigos, só não sabia o que significava aquilo.
— Madeline, preciso falar com você rapidinho. — Jason disse me puxando pelo braço.
Ele continuou me puxando enquanto subíamos as escadas e então depois de certificar de que ninguém estava olhando, ele abriu uma porta e me empurrou para dentro entrando logo em seguida.
Estávamos no banheiro, mas antes que eu pudesse reparar em algo a mais, Jason me puxou pela cintura e selou nossos lábios. No começo até correspondi o beijo, então me lembrei de que ele deveria ter beijado umas cem garotas e então me afastei bruscamente.
— Fiz algo de errado? — Perguntou confuso.
— Só não quero beijá-lo depois que você trocou saliva sabe-se lá com quantas garotas dessa festa. — Falei.
Jason revirou os olhos e então me puxou novamente fazendo uma trilha de beijos pelo um ombro.
— Estava com saudades. — Disse me olhando.
Certo, tem como resistir quando se está prensada contra a parede olhando para aqueles olhos cor de mel? Não, infelizmente não dá.
Acabei com o espaço entre nossos lábios. Como sempre, nossos beijos são ferozes, como se estivéssemos disputando quem consegue ficar com a língua por mais tempo na boca do outro. Jason segurou minhas coxas, fazendo-me fechar minhas pernas em volta da sua cintura enquanto ele me conduzia até a pia, onde me sentei ainda com as pernas em volta dele, sem partir o beijo. Ficamos sem ar e eu parti o beijo.
— Jason, temos que ir — Falei enquanto ele mordiscava o lóbulo da minha orelha.
— Não temos não.
— Temos sim. Você disse que ia conversar comigo, não acham que vão desconfiar quando perceberem que estamos demorando demais?
Jason se afastou inconformado, mas sabendo que eu estava certa. Desci da pia e ajeitei meu cabelo, depois retoquei o batom para disfarçar meus lábios inchados.
— Depois a gente termina. — Jason sussurrou saindo do banheiro.
Minutos depois eu sai e olhei para os dois lado do corredor, caso alguém estivesse vigiando e então desci as escadas. Uma garota passou por mim as presas quase tropeçando nos degraus enquanto subia, com certeza iria vomitar.
Olhei ao redor e vi Chaz vir em minha direção.
— Mad... Hum... Quer dar uma volta? — Perguntou.
— Claro. — Disse sorrindo.
Ele segurou minha mão gentilmente e me guiou até a porta.
— Quer um pouco? — Ofereceu ele o conteúdo do seu copo.
— Não bebo.
— É só coca-cola.
— Bom, então eu aceito um pouco. — Sorri para ele enquanto tomava um gole.
— Vem — Disse me puxando, na verdade me fazendo correr pela rua. —, quero te mostrar a casa mal assombrada daqui.
— Casa mal assombrada? — Perguntei rindo.
— Você tem medo?
— Quem? Eu? — Apontei para mim mesma e ri novamente. — Nunca.
Ele sorriu e foi andando até o final da rua. O segui e juntos paramos em frente do portão da tal casa mal assombrada.
— Primeiro as damas. — Chaz disse abrindo o portão e fazendo um gesto com a mão para que eu entrasse na casa.
Passei por ele dando um sorriso como se dissesse “sou mais corajosa que você” e abri a porta da casa. Não dava para ver nada, mas pelo cheiro, soube que aquela casa não recebia uma boa faxina há séculos. Chaz veio logo atrás de mim.
— Quer seguir em frente?
— Claro. — Respondi confiante entrando na casa e tentando enxergar algo.
Quando olhei para a entrada vi Chaz olhar para mim triste. Ele parecia estar arrependido de algo e eu ia fazer um comentário engraçado sobre ele estar com medo, quando senti algo na minha cabeça fazendo-me apagar na hora.
Não sabia ao certo se ainda estava na casa, mas só sei que ainda estava tudo preto. Acho que mais preto agora.
–
Jason’s POV
A sabichona estava aqui. Ela sorriu e veio na minha direção.
— Como é Harvard Jason? — Perguntou sinicamente.
— É legal. — Falei rapidamente para encerrar aquela conversa.
— Soube que trouxe três amigos de lá.
— É. — Disse olhando para os lados.
— Bom, você poderia apresentar eles para mim, aposto que eles vão preferir minha companhia do que a sua.
— Claro — Segurei em seu ombro e apontei para o Ben que estava beijando uma garota. — Aquele é o Benjamin. — Pela cara que ela fez, tenho certeza que ela não gostou de ver um garoto inteligente que conseguiu ir para Harvard quase despindo uma garota no meio de tantas pessoas. — E aquele é o Lucas. — Apontei para ele que estava fazendo uma competição com os meninos de quem conseguia beber mais em apenas um gole.
— E a terceira pessoa? — Perguntou ela.
Bom, com a Madeline ela não iria se decepcionar, só que eu não a achei em lugar nenhum.
— Deve está com o Chaz. — Disse e pela primeira vez fiquei feliz em dizer isso.
— Nossa, seus amigos são que nem você. Devia ter esperado isso, mas tive esperança de que Harvard tivesse pessoas melhores que gente da sua laia.
— Obrigado pela parte que me comove. — Disse e então me afastei dela indo em direção aos garotos.
— Bebe, bebe, bebe. — Os garotos diziam em coro enquanto Lucas virava um copo com meio litro de cerveja. — Uhu!
Ele quase conseguiu tomar tudo sem respirar e eu aplaudo rindo.
— É isso ae cara. — Falei passando o braço pelos ombros dele e dando tapas em suas costas.
— Viu a Madeline? — Perguntou meio grogue. — Você disse que ia conversar com ela e agora está aqui sozinho.
— Deve está com o Chaz. — Falei.
— Jason, você viu o Chaz? — Perguntou Jenny se aproximando de mim.
— Não, por quê?
— Porque estão dizendo que ele abandou a própria festa. O que eu não duvido já que ainda não o achei.
— Vou ver se ele está lá em cima. — Disse subindo as escadas.
Fui abrindo as portas do corredor à procura do Chaz, e a cada minuto ficava cada vez mais preocupado, pois algo me dizia que havia alguma coisa de errado nessa história do desparecimento do Chaz e da Madeline na festa.
Entrei no quarto do Chaz e vi uma foto em cima da cama. Peguei a foto e quase a deixei cair no chão.
Era a Madeline trabalhando no Starbucks. Então quando virei a foto do lado contrário vi a caligrafia um pouco tremida do Chaz.
Ela está em perigo por minha causa.
Desculpe.
Não tinha o nome do Chaz, mas eu sabia que foi ele que escreveu.
Sai do quarto as pressas e desci as escadas empurrando algumas pessoas bêbedas pelo caminho. Puxei Lucas pela camiseta e então puxei o Ben que conversava com uma loira. Os levei até o jardim num canto perto da piscina, onde não tinha muitas pessoas.
— Jason, ela estava quase na minha cara. — Ben disse. — Ia bater a meta de dez garotas essa noite.
— Não vê que o assunto é sério? — Lucas disse o empurrando pelo ombro.
— Encontrei isso no quarto do Chaz — Entreguei a foto para o Lucas. Ele e o Ben leram silenciosamente e então eu disse: — Foi tudo uma armação.
Minha vontade era de me matar por ter sido tão burro, mas tudo que fiz foi chutar um copo que estava no chão, fazendo-o cair na piscina.
— Espera, o Chaz sequestrou a Madeline? — Perguntou Ben confuso. — Por quê?
— Eu não sei! — Disse nervoso.
Estava me xingando de tudo quanto era palavrão em minha mente. Eu deveria ter percebido. Chaz sabia de tudo, ele nos perseguiu na Califórnia, com certeza planejava fazer isso quando disse que ia dar uma festa. Mas como o meu melhor amigo desde o Ensino Fundamental pôde me apunhalar pelas costas?
— Para onde você acha que eles foram? — Lucas perguntou.
— Eu não sei porra! Eu não sei mais nada!
Jenny passou por nós e eu a segurei pelos ombros com força.
— VOCÊ SABIA? — Gritei.
— Sabia o quê? — Perguntou ela assustada.
— Do Chaz, de mim, de tudo!
— Jason, você está me assustando.
— Solta ela, você está machucando-a. — Ben disse tentando me tranquilizar.
Aos poucos fui relaxando e então soltei os ombros da Jenny que olhou para mim muito assustada.
— O-o que aconteceu?
— Nada — Lucas disse. — Você pode encerrar a festa pelo Chaz?
— Aconteceu alguma coisa com ele? — Perguntou preocupada.
— Ele vai ficar bem, apenas encerre a festa e depois a gente volta para ver se está tudo bem, ok? — Lucas disse calmo e ela assentiu indo em direção a casa.
— Agora você vai ficar calmo — Disse Ben para mim. — Não vamos conseguir resolver nada com a cabeça quente.
Como eu poderia ficar calmo?
Acabei de descobrir que meu melhor amigo é um traidor, que ele sequestrou minha parceira, que armou um plano e o pior de tudo, que sabia exatamente quem eu sou e mesmo assim continuou fingindo não saber de nada.
De repente as palavras da minha mãe vieram a tona:
— Então, nada de ficar agarrando qualquer uma e não esquece de protegê-la. Ela é sua parceira e você tem que saber o verdadeiro valor disso.
Bom, eu vacilei. Não consegui protegê-la, mãe. Talvez eu ainda não saiba qual é o verdadeiro valor de ter uma parceira como a Madeline.
Notas finais
fanfiction.com.br/historia/273092/Liberty_Walk/
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