The Partner

1 Três formandos vão para Harvard


Notas iniciais
Espero que gostem ;)

Madeline’s POV

Durante minha vida toda, me preparei para isso.

Não posso falar agora o que vai acontecer, prefiro continuar na expectativa. É como se eu tivesse feito um pedido e não posso revelar, pois corro o risco de que não aconteça.

— Nem acredito que hoje é a sua formatura. — Falou minha mãe. — Você vai seguir os meus passos. Só de pensar que amanhã de manhã você será como eu e seu pai... Acho que vou chorar.

— Acho que eu também vou chorar. — Disse olhando para o espelho pela décima vez.

Meu vestido estava perfeito. Ajustava-se perfeitamente no meu corpo, e tinha que ser assim, minha mãe escolheu uma costureira que faz seus uniformes do trabalho, ela é uma costureira famosa, mas não posso revelar seu nome, é uma das condições quando se pede para ela fazer uma roupa para nós.

— Quem você chamou para o baile? — Perguntou ela curiosa.

— Você sabe, mãe. Eu chamei o Lucas.

— Seu pai gosta dele, diz que vai ser bem sucedido. Espero que você seja a parceira dele.

— É o que eu mais peço á Deus. — Falei sorrindo enquanto me olhava de costas com o vestido.

— Agora posso arrumar seu cabelo e fazer a maquiagem?

— Claro. Mas espero que você me ensine esses seus truques, porque você sabe que a qualquer momento eu vou ter que sair de casa e se eu for para alguma festa quando estiver fora? Só confio meu cabelo em você.

— Vou te ensinar agora. Então preste atenção quando eu estiver explicando.

Sorri para ela e me sentei na cadeira de frente para o espelho. Ela foi me dizendo cada passo da maquiagem e como se fazia. Depois, o cabelo foi a parte mais complicada, mas eu consegui compreender e espero conseguir fazer também. Minha mãe adora tudo que envolva beleza, mas ela sabe ser durona as vezes. É por isso que ela e meu pai são famosos no trabalho e eles esperam que eu continue com essa fama da família, na verdade, todos esperam que eu faça isso. E eu espero ser a melhor, como eles dois.

Após todo esse negócio de maquiagem e tudo mais, minha mãe foi se arrumar e disse que passaria no meu quarto para avisar a hora de descer, pois ela e meu pai estavam preparando as máquinas fotográficas para a minha super descida com o vestido de formatura. Fora as fotos que eles iam tirar antes do baile.

Apesar de não sermos uma família comum, hoje éramos uma família americana perfeita. Até porque, minha vida é normal até eu me formar totalmente, isso quer dizer que amanhã de manhã eu não serei mais a mesma.

— Filha, pode sair do quarto. — Ouvi a voz da minha mãe ecoar pelo corredor.

Sorri para o meu eu maquiada no espelho e sai do quarto. Assim que apareci nas escadas, veio vários e vários flashes até o final das escadas. Então tirei algumas fotos ao lado da minha mãe e outras ao lado do meu pai.

— Nossa, nem acredito que você já está quase uma adulta. — Disse meu pai.

— Kurt, ela já vai ser uma adulta amanhã, lembra? — Falou minha mãe colocando uma mão no ombro dele enquanto me fitavam.

— Verdade, somos adultos antes de dezoito anos.

— Vamos? — Perguntei.

Como hoje era um dia especial, meu pai dirigiu o meu carro que ganhei de presente no meu aniversário de dezesseis anos. Ele era o nosso motorista particular hoje. A viajem foi curta, pois a escola não era muito longe da minha casa. A cerimônia estava acontecendo no grande jardim da escola. Encontrei Alexis acenando para mim na fileira de cadeira dos formandos. Despedi dos meus pais e fui ao seu encontro, mas antes que eu chegasse lá, veio uma moça me entregando uma beca vermelha e um chapéu com cordinha, tive que colocar aquela roupa feia por cima do meu vestido maravilhoso. Ainda bem que tem o baile.

— Ansiosa para a faculdade? — Perguntou Alexis assim que sentei ao seu lado.

— Claro. — Menti.

Ela não sabia que eu não ia para Harvard. Era fachada. Eu e o Lucas fomos os únicos escolhidos para Harvard, pois sempre nos destacamos em todas as matérias, mas a verdade é que desde pequenos somos preparados para isso, então tudo que tem na escola é fachada, é apenas para cumprir nosso dever como adolescente, e ter alguns anos de vida normal.

— O Lucas tá uma graça de terno, pena você não ter chegado antes dele colocar a beca. — Sussurrou ela e eu sorri.

— Esqueceu que ele vai me acompanhar no baile?

— Ah é, o casal perfeito. Sério, vocês dois foram feitos um pro outro, não sei como ainda não se casaram.

— Ele é apenas um amigo. — Disse.

— Um amigo super gostoso e inteligente. É raro encontrar caras como ele com um cérebro evoluído. — Ela olhou para o palco onde o Lucas se preparava para fazer seu discurso. Ele era o nosso orador. — Olha que lindo o sorriso dele.

E era mesmo. Lucas ficava super fofo quando sorria, ele tinha umas covinhas lindas e seus olhos brilhavam, tudo nele era lindo até o cabelo. Eu confesso que tenho uma queda por ele, mas se formos parceiros amanhã não podemos nos relacionar, é por isso que a gente sempre manteve a amizade acima de qualquer coisa. Até no dia que por “acidente” nos beijamos quando ele me deixou em casa ano passado depois de um passeio com os amigos. Decidimos que aquilo não era nada.

— Shhh! — Disse pedindo silêncio para a Alexis. — Ele vai começar a falar.

E então o Lucas começou seu discurso perfeito. Comecei a prestar atenção em seus olhos, o jeito que eles ficaram bonitos quando o sol bateu em seu rosto. Seu cabelo estava perfeito e eu queria ter chegado antes para ver ele de terno.

— ... E nós formandos só queremos uma coisa de vocês pais. — Disse Lucas sorrindo. — Queremos que confie em nós enquanto estivermos na faculdade. Nada de ligações noturnas ou algo do tipo. — Todos da plateia riram e então ele continuou. — Desculpe, eu errei. — Ele riu e fingiu se corrigir. — E nós formandos, a partir de hoje vamos seguir caminhos diferentes Muitos aqui vão seguir seus sonhos e outros vão continuar o trajeto da família. — Ele olhou para mim e sorriu. — E resumindo tudo o que eu falei: Parabéns para nós formandos!

Todos bateram palmas e gritaram contentes. Então a diretora se levantou e começou a chamar os nomes por ordem alfabética.

— Madeline McPherson. — Chamou ela e eu me levantei sorrindo para Alexis que já tinha pegado o seu papel enrolado com um laço. Ela riu quando eu disse isso.

Peguei o meu papel e o levantei para o alto sorrindo para os meus pais que aplaudiram juntos com toda a plateia quando a diretora disse Faculdade de Harvard.

Lucas também pegou o seu um pouco antes que eu. E quando todos pegaram, a diretora anunciou:

— E esses são nossos recém-formados!

Todos os formandos gritaram de empolgação e jogaram seus chapeis para o alto enquanto comemoravam. Abracei a Alexis bem apertado enquanto gritava para ela: Você vai para Stanford. E ela gritava: Você vai para Harvard. E ficamos assim por um bom tempo, até que ela se separou de mim e foi abraçar o Lucas enquanto outras pessoas vinham me parabenizar por Harvard.

— Parabéns, senhora McPherson. — Disse alguém atrás de mim.

Eu reconheceria aquela voz de qualquer lugar. Virei sorrindo para o garoto loiro dos olhos claros que avançou em minha direção e me levantou do chão enquanto me girava.

— Acho que vou ficar tonta. — Disse entre os giros.

— Essa é a intenção. — Falou Lucas sorrindo.

E quando ele me soltou, me abraçou de verdade e sussurrou para mim:

— Ainda tem muita coisa pela frente, não é futura parceira?

— Claro. — Respondi sorrindo e meus pais vieram ao meu encontro.

Eles me abraçaram durante muito tempo e eu vi minha mãe limpando o rosto com um lenço. Os pais do Lucas também estavam aqui e vieram me dar os parabéns depois de abraçarem o filho. Era engraçado pensar que apenas seis pessoas presentes ali sabiam de um grande segredo. E que nossos pais não estavam nos parabenizando por sermos chamados para Harvard e sim porque seguiremos a sua profissão.

(...)

Depois de ficar meia hora tirando fotos com o Lucas ao meu lado, nossos pais nos liberaram para ir ao baile. Ele me levou até o seu carro e no caminho fomos cantando uma música da Pink que passava na radio.

Então, ele estacionou no lugar reservado para os alunos e entramos no ginásio de mãos dadas. Tudo estava escuro e tinha várias pessoas dançando ao ritmo de OMG do Usher. Alexis estava ao lado do Linebacker do time do futebol. E eu estava com o Quarterback.

— Vamos lá falar com eles. — Lucas disse sorrindo enquanto me puxava na direção dos dois.

Nicholas era o par da Alexis e melhor amigo do Lucas, depois de mim. Assim como Alexis é minha melhor amiga depois do Lucas. Pois nós dois escondemos algo que nos faz ficar muito próximos, e não podemos contar isso para os dois.

— Oi pessoal. — Disse e Alexis me olhou de cima a baixo.

— Nossa, você está perfeita com esse vestido. Não tinha visto ele por baixo daquela beca vermelha.

— Obrigada. E você também está linda. — Falei.

Ficamos conversando, até que Nicholas chamou Alexis para dançar e o Lucas também me convidou.

— O que ta achando? — Sussurrou Lucas no meu ouvido enquanto me conduzia.

— Sobre o quê? — Perguntei.

— Sobre o final da sua vida normal.

— Acho que está indo muito bem. Só que eu estou ansiosa para amanhã.

— Eu também estou. — Confessou ele.

Ficamos dançando até tarde da noite e então Lucas me deu carona até a minha casa.

— Nos encontramos às seis da manhã. — Disse sorrindo antes que eu saísse do carro.

— Mal posso esperar. — Falei me aproximando para dar um beijo na bochecha dele.

Então sorri e dei boa noite, mas antes que eu pudesse sair ele puxou o meu braço e rapidamente avançou em minha direção até alcançar os meus lábios. Estava surpresa pelo seu gesto, mas eu não me afastei, eu retribui o beijo e sabia que nossos pais estavam vendo. Somos vizinhos e nossos pais têm suas técnicas de espionagem. Mesmo o vidro do carro sendo escuro, eles tem seus equipamentos.

— Eu tinha que fazer isso antes de amanhã. Por que não se sabe o que pode acontecer não é? — Falou ele sorrindo depois de partir o beijo.

— Temos 60% de chance de ser uma dupla. — Disse e dei um selinho nele.

— E caso isso aconteça, acho melhor aproveitar agora. — Ele se aproximou para me beijar novamente, até que o meu celular apita.

Era uma mensagem do meu pai.

É melhor entrar. Você vai acordar cedo amanhã. E nada de beijos dentro do carro, o vidro já está começando a ficar embaçado.

Com amor, o seu pai.

Ri da mensagem e dei um último selinho no Lucas antes de sair do seu carro. Vi ele colocar o carro na garagem da sua casa e então fechei a porta da minha casa.

— Vocês formam um casal lindo. — Disse minha mãe aparecendo do nada.

— Eu gostava dele, até vê-lo enfiando a língua na boca da minha filha. — Falou meu pai resmungando.

— Kurt! Pare com esses comentários. Lucas é um bom rapaz. — Mamãe o repreendeu.

— Só que você sabe que eles não poderão ser uma dupla desse jeito.

— Pai, aquilo foi uma despedida. Se eu for designada a ele amanhã, vamos conseguir separar o trabalho do relacionamento. — Falei antes que minha mãe pudesse dizer alguma coisa. — E eu não quero falar com vocês sobre garotos, principalmente com você pai. Vou subir para o meu quarto e me preparar para dormir. Amanhã vai ser um longo dia.

— Boa noite, querida. — Falou minha mãe sorrindo enquanto meu pai reclamava o quanto ficou incomodado com o beijo do Lucas.

–

Jason’s POV

Estava sentado, tentando ouvir o discurso da sabichona da escola em cima do palco enquanto disfarçadamente tentava afrouxar o nó da minha gravata que minha mãe apertou demais por baixo da grande beca azul. A garota ás vezes olhava para mim e eu sabia que não era interesse. Ela estava com raiva por eu ser o único formando a ir para Harvard, e ela não conseguiu não ser chamada para lá. Ela deve pensar que como eu sou o capitão do time de basquete, pegador e tudo mais, eu não deveria ser inteligente. Só que desde que nasci, fui treinado para ter o triplo de sabedoria que ela tem, talvez até mais se duvidar. E eu queria passar naquela prova, pois pessoas como eu têm escolhas, porque temos 99% de chance de passar na prova, pois assim daremos continuidade a linhagem. Poucos escolhem errar muita coisa na prova para continuar tendo uma vida normal. Mas eu espero por isso há muito tempo.

Minha mãe desistiu de tudo para cuidar de mim, é por isso que meu pai se separou dela, pois ele decidiu continuar com o trabalho. Agora ele está casado com outra e teve dois filhos, por ela ele parou, mas pela minha mãe não e nem por mim. Isso não me abala, até porque eu amo meus dois irmãos, e minha mãe podia ter escolhido continuar e hoje estaria com o meu pai... Mas até hoje eu ainda tento entender as mulheres, e começar pela minha mãe é começar pelo caminho difícil, então prefiro fingir que eu sei o que elas querem. Porque é mais fácil saber falar mais de sete idiomas e lutar com caras com o dobro do seu peso ao invés de procurar entender as mulheres.

— Nossa cara. Aquela garota fala demais. Daqui a pouco eu vou dormir e nem vou poder ir pegar o meu diploma. — Falou Chaz que estava sentado ao meu lado.

— Eu te acordo. Só não garanto que será de um jeito carinhoso. — Disse rindo.

Ele se endireitou na cadeira e me lançou um sorriso falso de “belo amigo você é”. Então, depois de mais de meia hora ouvindo a sabichona falar, fomos chamados um por um ao palco para pegar o diploma. Quando chegou a minha vez, eu olhei para o lugar onde a minha mãe estava e ao seu lado a cadeira estava vazia, meu pai ainda não veio. Todos bateram palmas para mim quando a diretora que me entregou o diploma disse Faculdade Harvard. Minha mãe aplaudiu, mas viu no meu rosto o quanto estava decepcionado por meu pai perder mais um evento importante relacionado a mim. Já basta as finais dos jogos e agora a minha graduação. Espero que amanhã de manhã ele esteja lá pra me ver.

— Você está bem JC? — Perguntou Chaz assim que voltei a sentar ao seu lado.

— Estou sim. — Falei sorrindo e ele abriu um sorriso maior ainda.

— Você vai para Harvard! Deve estar em choque por ter sido chamado para Harvard. Quem não estaria? É Harvard!

— Na próxima vez que você falar Harvard de novo, eu vou puxar a sua gravata e te matar enforcado. — Disse e ele riu.

— Adoro o jeito que você demonstra amar uma pessoa. — Ele me abraçou de lado enquanto olhávamos o resto do pessoal subir ao palco.

— Quem disse que eu te amo? — Perguntei franzindo a testa enquanto tentava me separar dele.

— Para de ser chato.

— Para de ser gay. — Disse rindo e ele passou sua mão no meu cabelo com o punho fechado e começou a bagunçá-lo.

— Harvard! — Falou enquanto ria e eu não pude conter a risada enquanto tentava me esquivar.

(...)

— Espera, só mais uma foto. — Disse a senhora Johnson.

Eu já esperava por isso. As mães sempre ficam animadas demais quando a filha chega à idade do baile de formatura. Minha mãe tirou umas cinquenta fotos minha, só não tirou mais porque eu menti dizendo que ia me atrasar para buscar a Jenny.

Jenny estava bonita, e eu nunca havia notado isso antes. Talvez porque ela sempre andou comigo e com o Chaz e eu meio que a considerava como um garoto. Às vezes até estranhava quando ela usava saltos e saias. Mas agora... Nossa! Ela está muito gostosa.

— Mãe, chega. — Pediu Jenny me puxando para a porta, mas mesmo assim a mãe dela continuou a tirar fotos e mais fotos.

— Divirtam-se! — Gritou ela quando entramos no carro.

Dei partida rapidamente e ouvi Jenny suspirar de alivio.

— Pensei que ia sair da minha casa cega de tanto flash. — Falou ela e eu ri.

— Ela só queria registrar o momento de você com um cara lindão como eu, já que você não tem um bom gosto quando se trata de garotos.

— Pelo menos ela consegue decorar a cara dos meus namorados. Coitada da sua mãe, deve ver cinco garotas na casa dela por dia.

— Ei, só teve uma vez que apareceram três garotas no mesmo dia, mas eu não fiquei com nenhuma, pois a primeira era a vizinha, a segunda era a Karla que não larga dom meu pé e a terceira era você.

— Comigo você não ficou, mas duvido se não pegou as outras duas. — Ela abriu o vidro do carro e seu cabelo se movimentava junto com o vento.

— Um dia você vai ceder ao meu charme. — Disse passando a mão na coxa dela e ela deu um tapa bem forte me fazendo recuar rapidamente.

— Eu só aceitei ser sua acompanhante para o baile porque você tem aquela regra chata sobre as garotas com quem você fica. E disse que me deixaria em paz e ia fazer o que você faz de melhor que é tarar as garotas. Então nada de gracinha pra cima de mim senhor McCann, eu sou imune a você.

— Tá. E só que você está muito bonita com esse vestido. — Falei sorrindo e olhando-a de relance.

— Isso é um elogio? Você nunca disse isso sobre mim.

— Bom, agora eu estou dizendo. Você vai atrair os olhares maliciosos naquele baile.

— Um elogio vindo de você não é lá grande coisa, já que você pegou quase todas as garotas da escola, mas tudo bem... É melhor do que nada.

— Obrigado por me deixar pra baixo. — Disse fazendo bico e ela riu.

— Só para deixar você feliz... Você está muito bonito de terno JC.

Sorri para ela e estacionei em frente à escola. Jenny saiu do meu carro rapidamente e seguiu em direção ao ginásio sozinha. Dei de ombros e fui logo em seguida. Tudo estava muito bonito, e eu consegui localizar o Chaz num canto, beijando uma garota. Ele, assim como eu, arrumou um par não-fixo, porque ele queria aproveitar e eu também.

Como era um baile de formatura, não tinha bebida e muitos estudantes estavam sendo revistados na entrada. Mas como é festa, sempre tem a pegação e é só o que me resta para aproveitar dessa minha ultima noite como um garoto normal.

Avaliei o local em busca de uma garota sozinha, não foi tão difícil achar, até porque ela veio na minha direção quando percebeu que eu estava olhando-a.

— Oi Jason. — Disse sorrindo maliciosamente para mim.

— Olá. — Falei. Eu ainda não sabia o nome dela, mas eu não precisava saber mesmo.

— Quer dar uma volta pelo jardim? — Perguntou passando a mão pelo meu ombro e descendo pelo meu abdômen.

— É claro. — Sorri puxando-a pela cintura até o jardim da escola.

Não tinha ninguém do lado de fora e assim que encontrei um canto escuro, sem que ninguém pudesse nos ver, puxei ela de encontro ao meu corpo e comecei a beijar o seu pescoço até encostá-la na parede. Então, senti um choque no bolso do meu terno e me afastei.

— Está tudo bem? — Perguntou ela confusa por eu ter parado.

— Está. — Falei me aproximando para beijá-la e quando apertei seu corpo ao meu novamente, senti mais outro choque e me afastei rapidamente.

— Ok. O que está acontecendo? — Perguntou ela impaciente.

— Desculpe. Eu tenho que ir. — Falei me afastando rapidamente dela e seguindo em direção a uma moita que conseguia me esconder muito bem.

Passei a mão pelo meu bolso e no lenço que minha mãe havia colocado para dar “charme” ao visual, tinha uma pequena câmera do tamanho de um botão. Olhei para a câmera e percebi o que estava acontecendo.

— Obrigado mãe. — Disse direcionando a câmera no meu rosto para ela saber que eu descobri a armação dela.

Justo hoje, eu não posso curtir o baile da formatura porque a minha mãe está me vigiando. Coloquei a câmera de volta no meu bolso e voltei para festa. Eu não podia me livrar dela, ou minha mãe apareceria aqui no baile ou cancelara a minha seleção amanhã.

Fiquei a festa inteira no canto observando os outros dançar. O Chaz veio me perguntar o que estava acontecendo e eu menti dizendo que não estava muito bem, mas tinha que esperar a Jenny já que eu a trouxe ao baile eu teria que levá-la de volta para casa. Seria muito estranho se eu dissesse: É que eu não posso pegar nenhuma garota, porque minha mãe pôs uma câmera no meu bolso para toda vez que eu ficar bem próximo de uma garota ela me dá um choque.

Quando Jenny se cansou de dançar com um cara do clube de teatro que ela participa, pediu para ir embora e eu aceitei na hora. Deixei ela em casa e quando cheguei na minha procurei minha mãe em todo lugar.

— Te achei senhora Mallette. — Disse quando a vi na cozinha com um laptop na mesa.

— Desculpe pela câmera, eu só queria garantir que você não fosse fazer nenhuma besteira antes de amanhã.

— Mas eu não estava fazendo nenhuma besteira. — Disse enquanto pegava um copo e uma jarra de suco na geladeira.

— Claro que não. Só beijando uma garota que não era o seu par. Jason, eu estou constrangida de ter visto essa cena, quando você apertou ela ou a abraçou, tudo que eu consegui ver na câmera foi o grande decote dela. Isso não é nada legal pra uma mãe.

— Ta, desculpa. Não vai mais acontecer.

— Espero que não, pois a partir de amanhã você vai ter que ter responsabilidade. Não vai poder ficar beijando qualquer uma, porque pode ser fatal.

— É eu sei disso. — Falei tomando todo o suco do copo. — Agora eu vou subir pra dormir, já que às seis horas vou ter que está de pé.

— Boa noite, querido. — Ouvi minha mãe dizer enquanto subia as escadas em direção ao meu quarto.

Notas finais
Se o link do vestido da Madeline não der certo, aqui está: http://www.polyvore.com/graduation/set?id=55104617