The Pact!
3 III
Notas iniciais
Sarah
- Corre Katherine! – Ela disse e entrou em um mercado pequeno abandonado. – Pegue o sal! – Kath correu junto com Sah e ambas cobriram todas as portas e janelas com sal. E, depois de alguns minutos quase morrendo, elas finalmente conseguiram respirar.
Katherine e Sarah haviam chegado à cidade Chapel Hill porque elas haviam ouvido boatos de que Meredith estava lá. Acontece que Meredith não estava lá e elas estavam certas disso porque após uma semana na cidade vazia procurando por ela e não a achando(e tentando não serem mortas por demônios), certamente não estava lá. Acontece que demônios estavam lá. Muitos demônios. Tantos demônios que nem a Colt foi capaz de detê-los.
- O que vamos fazer? Faz mais de dois dias que estamos tentando fugir e eles não nos deixam! A merda do meu carro está no outro lado da cidade junto com a maioria dos nossos pertences e agora os demônios da porra sabem que nós estamos aqui! – Katherine perguntou ofegante enquanto andava de um lado pro outro assustada. – Tipo, eu sabia que haveria demônios aqui... Mas tantos assim? O que vamos fazer Sarah? O que vamos fazer?! – Kath estava desesperada e o pior de tudo: Tinha razão para estar desesperada. Mesmo sendo a mais velha, ela sempre fora a mais assustada de todas. Havia muitos demônios. Muitos e mesmo com a Colt, elas nunca sairiam vivas dali se não fizessem um plano.
- Eu pensei que Meredith estaria aqui! – Sarah disse chutando a parede. – Se morrermos, morreremos a toa. – Sah tentava se manter calma, mas não conseguia.
- Fodeu Sah! Fodeu!
- Eu sei, Kath. – Sah disse quando se assustou com um demônio que veio correndo e tentou entrar, mas o sal o impediu.
- Esse sal... Isso não os impedirá para sempre!
- Eu sei Katherine...
- O que nós vamos fazer?! Podemos morrer, ou pior! Podemos ser possuídas... E se formos possuídas, Sarah?! O que vai acontecer?! O que vai acontecer?!
- Cala a boca! – Sarah gritou. – Eu não sei, tá bem?! Eu não sei se nós vamos morrer ou ser possuídas! Mas dá pra você calar a sua boca enquanto eu tento pensar em uma maneira de nós sairmos vivas da porra dessa cidade?! Obrigada. – Sarah estava gritando.
- Não fala assim comigo! – A mais nova gritou. – Você não pode me culpar por estar desesperada enquanto milhares de demônios estão ali, só esperando nós sairmos para nos torturar e fazer o que eles quiserem... – Sarah chutou uma prateleira.
- Eu sei disso! Mas eu preciso pensar!
- Para de falar assim comigo, tá bom?! – Katherine gritou. – E onde está Meredith, huh?! Quando nós mais precisamos dela, onde ela está?! Eu sinceramente estou começando a acreditar em tudo que dizem sobre ela! Estou começando a acreditar que ela realmente está trabalhando com L...
- Não! Isso não! Eu posso suportar ouvir isso de caçadores desconhecidos, conhecidos, de demônios, anjos e seja a merda que for mas de você?! Se você perder a fé em Mere... Eu não sei mais o que pensar, tudo bem?! Eu só não sei! – Ambas queriam chorar. – Não chore! – Sarah disse pra K.
- Não chore você! – K. retrucou. – Pense comigo... Faz mais de quatro meses que não a vemos, Sah! Como vamos saber como ela realmente está e no que ela realmente se...
- Não! — A mais nova gritou e saiu andando, tentando ignorar as palavras da irmã. Elas não faziam sentido... Meredith nunca faria aquilo com elas. Tudo bem, elas não sabiam do porque da irmã ter feito o pacto com a Lilith, mas ela não podia ter feito pelo simples fato que queria começar o apocalipse.
- Eu a amo! – Kath prosseguiu e Sarah deixou a primeira lágrima escorrer. – Mas talvez seja hora de nós duas encararmos a verdade. – Ambas engoliram em seco e Sah ia falar algo quando um barulho fez eco na cidade inteira. Um barulho de um carro. Um carro que estava próximo a elas. A mais nova secou as lágrimas e se aproximou do vidro tentando ver algo, mesmo sendo à noite.
Um carro preto se misturava com a noite e, certamente, o barulho vinha dele.
- Aquilo é um Impala 1967? – Kath perguntou empolgada, ainda com as lágrimas presas nos olhos e o choro na garganta, tentando não pensar em Mere.
- Eu acho que sim.
- Que merda... – As duas se olharam e perceberam que talvez pudessem ser caçadores. Podiam ser caçadores!
- Você acha que... – Katherine olhou novamente para o vidro.
- Sim! – Sah correu, pegou a sacola com a Colt e outras armas. Deu a Colt para a irmã e pegou água benta, sal e uma arma também. – Preparada? – Kath apenas confirmou com a cabeça e chutou um pouco do sal, fazendo com que nada mais impedisse que os demônios entrassem no local. Ambas saíram. Aquela era a sua única chance e salvação. O que elas não sabiam, é claro, era que eles na verdade haviam vindo para matar a irmãzinha delas. Sim... Aquela mesmo que tinha feito o pacto com a Lilith.
Ambas se aproximaram correndo e matando todos os demônios que ousavam tentar matá-las. O impala estava estacionando e quem quer que estivesse o dirigindo certamente não percebera que havia demônios por todos os lados querendo matar qualquer um que aparecesse.
De repente o impala parou e dois homens desceram dele, um mais alto e o outro mais baixo. Elas se aproximaram correndo enquanto vários demônios as seguiam na escuridão.
- Entrem no carro agora! – Eles dois pararam, olharam-se e depois, ao mesmo tempo – como se tivessem combinado – pegaram duas armas e as apontaram para elas. Fizeram-no por segundos porque logo perceberam os demônios e entraram correndo no carro, assim como elas o fizeram.
- Porra! – O mais baixo gritou enquanto os observava se aproximando e ligava o carro. – De onde eles surgiram?!
- Acredite em mim quando digo que eles nunca desapareceram. – Kath disse assustada, abriu a porta do impala enquanto ele tomava partida e atirou em quantos demônios conseguiu com a Colt. Quando viu que seu esforço era inútil e que matar um ou dois de mil não adiantaria, ela parou de atirar e fechou a porta.
- Não para! – Sah praticamente ordenou e o mais baixo não gostou, claramente, do tom da voz dela. Ela sabia que os demônios não iam deixá-los sair tão fácil.
- Onde você conseguiu isso? – Disse o mais alto olhando para a Colt na mão da Katherine.
- Um presentinho de um amigo meu. – Ela respondeu sorrindo simpática. Os dois se olharam novamente de uma forma cúmplice. – Vocês são caçadores, não são?
- Sim. – Ambos responderam e o carro parou abruptamente.
- Eles explodiram a ponte! – Disse o mais alto bufando de raiva.
- E a outra que conecta à outra cidade também. – Lamentou Sah. – É onde está o meu carro. – Kath olhou para trás e percebeu muitos demônios se aproximando. Eles estavam longe, mas era uma multidão, mais do que as duas haviam visto durante a semana.
- E agora?! Só somos quatro! – Ela começou a tremer.
- Vamos pular. – Sah disse observando a água.
- O quê?! – Os três olharam confusos pra ela.
- Peguem os seus pertences mais valiosos porque nós vamos pular!
- O quê?! E deixar o meu bebê com esses demônios do inferno? – O loiro disse lamentando pelo Impala 1967. – Não mesmo.
- Tudo bem então... Você fica com o seu “bebê” e morre enquanto nós salvamos as nossas vidas. – As duas desceram do carro com a sacola em que estavam os pertences mais valiosos de ambas. O outro desceu do carro, abriu o porta malas e colocou tudo que tinha nele em uma sacola. O loiro desceu do carro olhando para o carro ainda.
- Relaxa aí... É, como é o seu nome mesmo?
- Dean e esse é Sam.
- Então... hum... relaxa aí Dean porque eu também deixei o meu carro no outro lado da cidade e depois nós vamos buscá-los. É só porque agora eles realmente estão furiosos e são muitos... – kath disse. Sah olhou para o rio.
- Alguém tem um terço?
- Por quê?
- Tem?
- Sim.
- Me dê. – Dean foi ao carro, pegou um terço e deu para Sarah.
- Tudo bem.
- Por quê? – Katherine olhou para o terço com uma expressão de dúvida.
- Vou benzer essa água. – Ela disse apontando pro rio. – Assim eles não vão nos seguir porque se tentarem... bom, vão tomar um banho e vão se benzer. – Ela sorriu sarcasticamente.
- Algo que eles realmente precisam. – Dean deu outro sorriso sarcástico. Sah disse algumas palavras em latim e depois jogou o terço.
- Preparados? – Kath perguntou e eles quatro pularam juntos. Assim que eles pularam, alguns demônios pularam logo atrás e logo começaram a gritar e agonizar de dor. Sah olhou para trás admirando a vista.
Eles nadaram por uns dez minutos até, finalmente, chegarem ao final da ponte e, consequentemente, ao final do rio. Não que fosse longe, mas com certeza era cansativo. Assim que chegaram, Sah e Kath nunca haviam agradecido tanto por chegarem a uma terra firme e se deitaram, exaustas. Dean e Sam trocaram outro olhar cúmplice sem que elas percebessem e rapidamente tiraram da sacola – que não deixou que os objetos se molhassem e por isso as armas ainda funcionavam – duas armas e as apontaram para elas. Elas, rapidamente, se levantaram surpresas e assustadas.
- Que merda...? – K. perguntou olhando para as armas e foi interrompida por Sam.
- Quem de vocês é Meredith? – As irmãs Blackwell se entreolharam e perceberam o que estava acontecendo. Simples: Dois caçadores ouviram em algum lugar que Meredith Blackwell fizera um pacto com Lilith e que estava em Chapel Hill. Ah, como eles não faziam ideia do que realmente estava acontecendo.
- O que vocês querem com ela? – Elas se aproximavam lentamente enquanto toda a cena ocorria.
- Quem de vocês é Meredith Blackwell? – Sam perguntou com o mesmo tom intimidante, mas desta vez mais irritado.
- Ei, nós ouvimos a pergunta na primeira vez que disse. – A mais velha disse. Ela olhou para Sarah dizendo que era agora e, em questão de segundos era elas quem estavam apontando as armas para eles. Como? Sah chutou a arma de Dean, depois se aproximou e deu um chute no órgão genital dele, uma cabeçada – que o fez ficar imobilizado por alguns segundos – e pegou a arma. Quanto a Kath? Ela usou o mesmo esquema de chutar a arma, mas depois deu um chute no estômago de Sam, pisou no pé dele, deu uma rasteira e pegou a arma. Agora elas duas apontavam as armas para eles.
- Por essa vocês não esperavam né? Há! – Katherine disse vitoriosa.
- Agora respondam... O que querem com a Mere?
- Nós somos fãs dela e queremos um autógrafo. – Dean disse ironicamente e o irmão o repreendeu pelo olhar. – O quê? Por que você acha que dois caçadores procurariam uma “caçadora” que fez um pacto com o demônio que quer começar o apocalipse?
- Quem são vocês? – Katherine perguntou.
- Dean e Sam Winchester. – As irmãs Blackwell pensaram ao mesmo tempo e sussurraram mais para elas mesmas do que uma para a outra juntas:
- Castiel.
- Castiel? – Sam perguntou surpreso.
- Foi ele que mandou vocês aqui, não foi? Pra procurar ela?
- Não... Cass não tem nada a ver com isso.
- É com certeza acreditamos que o anjo que nos odeia não disse onde estávamos.
- Cass não tem nada a ver com isso! – Sam disse.
- E, só pra a informação de vocês, nenhuma de nós é a Meredith aqui. Eu sou a Sarah e ela é a Katherine. – Disse.
- De onde vocês conhecem o Cass? – Dean perguntou.
- Longa história. – As duas responderam juntas, mas desta vez, juntando-se a outra voz masculina que ambas conheciam tão bem. Kath ficou, visivelmente, abalada.
- Olá, Dean e Sam. – Ele disse olhando pros Winchesters. – Olá, Katherine.
- Castiel. – Katherine disse trincando os dentes enquanto se virava para encarar, depois de muito tempo, o anjo que quebrara o coração dela.
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