E no meio do júbilo,

entre os gritos de contentamento,

e as risadas de euforia,

ele padecia, alheio à onda de vigor.

A agonia mascarada,

o mal por detrás de seus olhos,

a alma rachando, atroz,

desejando o tempo indolor.

Mas se os risos de outrem

a ele soavam como lamúrias

Suas vitórias e cânticos de sucesso

faziam seu âmago invejar a glória.

Queria a beleza pintada em seus rostos,

e a confiança que talhava seus andares.

Devaneava com a euforia e o prazer desmedido

Permitia-se sonhar com uma dor irrisória.

Seriam ódio e sanha seus princípios?

Seu tormento compensaria estes impulsos?

A alma, tão apodrecida pela culpa,

o espírito clamando pelo perdão.

Anômalo, quebrado e incompleto

Sua natureza desmanchava-se em preto e branco

Nenhum deus naquele frio interior

abrigado pelo homem em negação.

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