Notas iniciais
Olá! Meu Deus, como eu demorei a escrever esse capítulo, mil desculpas! Mas eu voltei com um novo capítulo. Esse capítulo é dedicado pra uma leitora maravilhosa, mas não só leitora, também minha melhor amiga, e eu quero agradecer a ela por tudo o que ela já fez por mim e por The Other World, e por todos as horas que nós já gastamos falando sobre fanfics, sem ela essa fanfic não teria passado do segundo capítulo. Então meus agradecimentos enormes para a Isadora Leles pela sua recomendação incrível e por todo o seu apoio. P.s. Sophia Chase e Leticia di Angelo, muito obrigada pelos comentários maravilhosos no capítulo passado.

Parecia cena de um filme. Indiscutivelmente um romance. Somente o que nos faltava era que nossa protagonista virasse em câmera lenta com os cabelos loiros esvoaçando em frente ao seu rosto, e quando ela se deparasse com o homem que a havia chamado faíscas voassem do seu olhar e se transformassem no famoso amor a primeira vista. Sem contar na música romântica que estaria tocando ao fundo.

É, até que seria bonitinho, mas infelizmente, ou felizmente, não foi isso que aconteceu. Permita-me narrar os fatos da maneira correta.

Primeiramente, não era música romântica que estava tocando, era uma música lenta, mas não daquele tipo que derrete os corações apaixonados, era uma daquelas músicas que pareciam ser usadas no tratamento para insônia, pois a música deixava qualquer pessoa com sono. E esqueça a câmera lenta, Annabeth ficou tão nervosa que acabou virando rápido demais e derramou toda a sua bebida no homem. E no lugar das faíscas... Ah não, elas foram as únicas que seguiram o roteiro, mas só porque o homem estava com tanta raiva que seus olhos chegavam a faiscar. E quanto ao amor a primeira vista.... Serve ódio a primeira vista?

– Desculpe-me! — Annabeth tentou falar enquanto o cara que a havia chamado para dançar se afastava dela murmurando palavras que com certeza não eram elogios a sua perfeita coordenação motora e a sus capacidade incrível de segurar um copo.

Mas depois que Annabeth se recuperou, tudo que ela conseguiu fazer foi rir, independente do quão odiada deveria estar sendo nesse momento, parecia um crime pra ela não rir dessa situação. Só que, para a alegria dos pessimistas, aprovação dos realistas e ódio dos otimistas, felicidade dura pouco. Depois de um dia de sol sempre vem a tempestade, não importa quanto tempo o verão dure, um dia chega o inverno.

– Do que está rindo, minha querida? — Falou outra voz desconhecida, parece que o desconhecido já está ficando previsível. Não se pode mais rir da desgraça alheia em paz?

– De algo engraçado. — Annabeth resolver dizer a resposta mais óbvia e idiota que ela conseguia pensar, porém não deixava de ser verdade.

– Bom, minha querida, isso eu já percebi. — O homem disse em um tom que poderia indicar tanto ironia quanto educação, se é que isso é possível-Mas o que eu não sei ainda é dizer exatamente o que faz com que esse lindo sorriso apareça em seus lábios. — A loira não sabia dizer o que a incomodava mais, ele estar claramente flertando com ela ou o uso exagerado do termo " querida".

– O que Eu não sei ainda é o motivo do seu interesse doentio em saber do que eu estou rindo. — A menina rebateu dando ênfase no " eu" .

– Só gostaria de saber o que te faz sorrir, pra no futuro poder secar todas as suas lágrimas, minha querida. — O homem misterioso disse galanteador.

Annabeth tinha que admitir, ele era bom com palavras, talvez bom até demais. Porém a menção de um futuro no qual os dois estariam juntos a fez ficar com raiva, mais raiva do que já estava daquele maldito baile.

– Se você insisti tanto eu lhe contarei, é algo bem simples na verdade,e envolve derramar bebidas em ternos caros e elegantes. Quer uma demonstração? — A dona dos olhos cinza indagou inocentemente mostrando o que restou do líquido do seu copo. Entretanto, enquanto sua pergunta demonstrava inocência, seus lábios formavam um sorriso irônico e seus olhos mostravam um tipo de superioridade.

– Não é necessário. — O homem negou rapidamente. — Porém tenho certeza de que não é só isso que te faz feliz. Posso saber do que mais a senhorita gosta?

Lista de coisas que Annabeth sabia desse homem até agora: 1- Ele tinha olhos azuis claros bonitos. 2- O cabelo negro era cortado em um tamanho médio. 3- Era só um pouco mais alto que ela. 4- Tinha um tom de pele nem tão claro nem tão escuro.5- Aparentava ter aproximadamente 25 anos.6-Era bom com palavras. 7- Era incrivelmente irritante. 8- Usava exageradamente a palavra "querida". 9- Era muito persistente.

– Hum... — A loira fingiu pensar. — Gosto de pessoas que não fazem perguntas irritantes.

– Que bom que não sou uma dessas pessoas. — O homem sorriu convencido, deixando Annabeth em dúvida, ele não tinha entendido a indireta ou só estava fingindo que não entendeu? — Desculpe-me por não ter perguntado antes, mas qual é mesmo seu nome, minha querida?

– Sua querida. — A menina respondeu tentando não rir.

– Estou falando sério. — O senhor dos olhos azuis claros pareceu se estressar com a brincadeira.

– Não se irrite, só está me deixando feliz. Não era o que queria? — Annabeth estava quase tendo um ataque de risos agora.

– Meu nome é Edward Herondale. E estou encantado em conhecê-la. — O homem, agora nomeado de Harry, ignorando o comentário anterior da loira, beijou a mão da garota com delicadeza, o que só a deixou mais frustrada — Agora, poderia dizer-me teu nome?

– Essa é uma pergunta irritante. — Foi tudo o que ela disse.

– Daria-me a honra dessa dança? — Edward indagou, ignorando novamente o que a jovem tinha dito.

A única coisa que se passava na cabeça de Annabeth naquele momento era: " Esse cara não desiste nunca?". O que mais era preciso fazer para ele deixá-la em paz? Atirá-lo de um penhasco ou oferecê-lo de comida para tubarões?

– Não gosto dessa música. — O que era verdade, a música que estava tocando era horrivelmente deprimente.

– O que preciso fazer para conseguir uma dança com você, minha querida? — Ah que bom, agora o homem resolveu voltar a chamá-la de " minha querida", era tudo que Annabeth precisava.

– Ir à lua e voltar. — Depois de pronunciar essa sentença ela simplesmente deu de costas e deixou o galanteador irritante lá, provavelmente a encarando com cara de idiota a vendo sair sem olhar para trás.

A menina sabia que não tinha sido educada, mas também sabia que poderia ter sido pior. Ela poderia ter respondido que ele precisaria levar sete tiros ou se afogar no Oceano Atlântico. Sim, essas foram algumas das opções que se passaram pela sua cabeça. No entanto só respondeu ir à lua e voltar. Deveriam lhe dar uma medalha por isso.

E mais uma vez foi interrompida dos seus pensamentos por uma voz masculina. Já não disse que isso está ficando previsível?

– O que uma moça tão linda como você faz andando tão triste por aí?

Annabeth já estava abrindo a boca para dar uma resposta mal-educada ( não a julguem, ela estava com muita raiva) quando viu quem tinha falado isso.

– Percy!- A loira quase gritou enquanto corria para abraçar o amigo, quase derrubando os dois.

– Confesso que não era essa a reação que eu esperava. — Percy Jackson comentou sorrindo depois que a abraçou.

– E pelo o que exatamente você estava esperando?

– Que você me desse um soco! — Ele revelou, e só então ela se lembrou que o que ele tinha dito era quase uma cantada.

– Antes que eu possa te bater diga-me: estou mesmo bonita? — Annabeth perguntou convencida, mas por dentro estava insegura, por que mesmo e desde quando ela se importava tanto com a opinião dele?

– Bonita não. Linda!- O moreno comentou, mas essa não era a verdade, para ele Annabeth era a garota mais linda daquela festa,ele a achava maravilhosa, e essa noite, com aquele vestido, ela parecia um anjo, não que Percy já tivesse visto um anjo, mas era assim que ele imaginava um. Porém ele só disse aquilo mesmo, pois já estava envergonhado o suficiente, e tinha certeza que seu rosto mostraria isso, pois viu que a loira estava corada, ele também deveria estar.

– Você só está sendo gentil. — Annabeth não sabia o motivo, mas estava envergonhada com o elogio, e feliz, extremamente feliz.

– Estou sendo sincero. — Percy afirmou.

– Obrigada?! — Ela disse, expressando tanto dúvida quanto um agradecimento. — Mudando de assunto, o que você está fazendo aqui?

– Ah, bem, eu e Luke achamos que seria difícil pra você e Thalia, então, como meus pais vinham, nós resolvemos vir também.

– E onde está Luke?

– Procurando por uma de vocês, ele foi pro lado direito enquanto eu procurava pelo esquerdo.

– Não vi Thalia até agora. — Annabeth comentou, ela tinha procurado pela amiga em alguns momentos, entretanto não conseguiu encontrá-la na multidão.

– Se Luke a encontrar ele voltará para a mesa em que estamos, minha mãe e Paul estão lá, quer ir pra lá?

– Quero. — Annabeth aceitou o convite, queria muito conhecer a famosa Sally Jackson.

A garota seguiu o moreno pela multidão, desviando ocasionalmente de alguém que fazia o caminho oposto ao dela. Pela segunda vez desde que chegou naquele local ela se sentiu feliz, mas dessa vez não tinha precisado derramar nada em ninguém, ela tinha amigos incríveis, e os amava por serem simplesmente eles.

– Mãe, essa é a minha amiga, Annabeth. — Percy a apresentou quando eles chegaram na mesa, parecia que Paul tinha saído por alguns minutos, pois ele não estava lá.

– É um prazer te conhecer Annabeth. — A senhora Jackson falou. Ela era uma daquelas pessoas que tinham olhos bondosos e um sorriso cativante no rosto, parecia ser impossível não gostar dela. — Percy me falou muito de você.

– É um prazer te conhecer também senhora Jackson. Percy também já me falou muito da senhora.

– Bem ou mal? — Sally quis saber de brincadeira.

–Bem, ele falou muito bem. — Annabeth garantiu. Mas antes que pudesse dizer mais alguma coisa chegou uma Thalia todo dramática.

– Isso é tortura. Não fiz nada de errado para ter que passar por isso. Exijo falar com meu advogado. — A morena dona dos olhos azuis elétricos disse.- Ah, olá senhora Jackson, olá Annabeth.

– Thalia, chega de drama, nem é tão ruim assim. — Luke chegou atrás dela a provocando.

– Não é tão ruim? Não é tão ruim? Eu prefiro morrer do que mais alguém me falar que eu estou bonita. — Thalia reclamou, ela deveria ter recebido várias cantadas, mas com motivos, ela estava realmente deslumbrante naquele vestido azul turquesa.

– Você está linda Thalia. — O loiro falou rindo. Ele queria morrer, não tinha outra explicação pra isso.

– Ah, cale a boca Luke. — A morena disse, mas era possível perceber que ela tinha ficado envergonhada, e que tinha gostado do elogio, mesmo que fosse só uma brincadeira.

– Oi Luke! — Annabeth resolveu salvar a amiga daquela situação.

– Ah, oi Annabeth! Parece que o Percy não é tão inútil assim. Duvidei que ele fosse te achar.

– Também estou surpresa! – A loira disse.

Percy deu uma risada irônica antes de responder.

– Se eu me lembro bem eu cheguei aqui antes de você, ou seja, achei Annabeth primeiro.

– E é por isso mesmo que eu estou tão surpreso. – Luke rebateu.

– Ah! Tanto faz! Os dois são incompetentes! Vamos dançar Luke! – Thalia saiu arrastando o loiro pela mão enquanto o mesmo estampava surpresa em seu rosto.

Percy e Annabeth ficaram um tempo conversando com a Senhora Jackson, ela era realmente muito agradável, até que o padrasto do moreno voltou e chamou sua esposa para dançar, deixando só os dois amigos na mesa.

– Então, já dançou com muitas pessoas? – Percy perguntou de modo casual, mas tinha algo mais em sua voz, algo como... ciúme?

– Na verdade, já me chamaram pra dançar, mas eu derramei bebida em um e ofendi o outro. – Annabeth disse como se isso fosse a coisa mais normal do mundo.

– E o que vai acontecer se eu te chamar pra dançar?

– Eu provavelmente vou pisar nos seus pés até eles sangrarem.

– Acho que não. – O dono dos olhos verde mar respondeu.

– Por que tem tanta certeza? – A garota indagou.

– Porque eu te ensinei a dançar, e eu sou um ótimo professor.

Annabeth provavelmente ia rebater com uma resposta irônica, porém Percy já a estava conduzindo para o centro do salão e ela somente pôde torcer para que não caísse e não pisasse nos pés do amigo, seria muito vergonhoso, mesmo ela tendo dito que iria fazer isso.

Percy colocou uma das mãos na cintura de Annabeth e entrelaçou a outra na dela, aproximando os corpos e movendo-se no ritmo lento da música.

– Tente não me matar até o final da noite. – O moreno sussurrou no ouvido da loira em tom de brincadeira.

Era como a cena no parque, e aquela sensação estranha de frio na barriga estava de volta, e naquele momento, mesmo com todas aquelas pessoas, era como se, para Annabeth, só existisse os olhos verdes na sua frente e sua respiração descompassada, nada mais do que o barulho de seus batimentos cardíacos acelerados e o som da música romântica tocando ao fundo.

– Vou tentar. – Ela respondeu em um sussurro também.

Notas finais
Bom, eu prometi pra uma leitora que eu ia postar esse capítulo antes, e eu realmente ia, mas meus professores não entenderam que eu tinha planos de postar e passaram milhares de tarefas e trabalhos e provas.E eu prometi pra outra que ia ter mais ação, só que o capítulo ia ficar muito grande, mas no próximo vai. Foi isso, espero que tenha gostado. Beijinhos da autora...