The Other World

18 Seguindo a trilha de acontecimentos bizarros


Notas iniciais
Olá pra você que lê isso e planejou uma morte totalmente trágica e dolorosa pra mim, eu sei que eu mereço. Mas a verdade é que... Ta, não tem verdade nenhuma e nem desculpa pela minha demora. Só espero que você ainda possa me perdoar. P.s. LEIA AS NOTAS FINAIS POR FAVOR! Obrigada pra você que ainda está acompanhando essa história, e as minhas leitoras fofas e maravilhosas que comentaram no capítulo passado e também a Mrs Azul que não me deixa nem sequer pensar em desistir dessa fanfic ( esse capítulo é pra você Mrs Azul, por todo o seu apoio).

Se por algum motivo desconhecido, estranho e misterioso, você for parar em algum lugar no meio do nada, cheio de neve e árvores, sua amiga for raptada, você ter corrido o que parece ser vários quilômetros, ter caído de um penhasco e ainda por cima dar de cara com um cara armado, aqui vão algumas dicas de como proceder, porque, é claro, essa é uma situação bastante comum.

1- Pergunte onde está, se apresente, seja sincero e consiga mostrar que não quer confusão;

2- Fale que estava acampando com os amigos e acabou se perdendo, não se esqueça de perguntar se ele sabe como voltar, mesmo que não haja barraca nenhuma para voltar;

3- Ataque-o depressa antes que ele preveja seus movimentos;

4-Corra, corra para longe, bem longe, corra pela sua vida;

5- Finja-se de morto.

Se nenhuma das alternativas anteriores funcionar, bem... É provável que você não esteja mais entre nós. Perdão pela sinceridade.

Mas talvez a sorte esteja a seu favor, e tudo que você tenha que fazer é ficar olhando com cara de bobo para a pessoa estranha na sua frente, tentando processar tudo de estranho que aconteceu nas últimas horas e associando com o que acabou de descobrir, até que o cara resolva falar com você. E bem, foi justamente isso que aconteceu com Percy, Thalia e Luke.

– Agora me digam, quem são vocês? — Nico di Ângelo questionou um pouco ameaçador. — E o que estão fazendo aqui?

– Acampamento o quê? — Percy perguntou, mais para si mesmo do que para Nico.

– Acampamento Meio-Sangue. — Nico respondeu mais uma vez.

– Tudo bem, eu entendi na primeira vez, mas que lugar é esse? — Percy ainda estava confuso, ele entendia as duas palavras separadamente. Acampamento? Confere. Meio-Sangue? Confere. Mas as duas juntas ainda não tinham sentido pra ele, era surreal demais.

– Eu já respondi essa pergunta. — Di Ângelo respondeu em um tom quase entediado.

– Sim, mas...- Percy ia continuar com aquilo se Thalia não tivesse interferido.

– Eu sou Thalia Grace, esses são Luke Castellan e Percy Jackson. Nós não sabemos o que estamos fazendo aqui exatamente, estávamos em uma cidade quando de repente começou a nevar e aparecemos aqui.

– E você quer que eu simplesmente acredite nisso? — O garoto pálido perguntou.

– Mas é a verdade.- Thalia respondeu em súplica, mas só recebeu um sorriso de escárnio de volta. Por que é tão difícil acreditar na história que ela contou? Porque bem, ela é muito estranha, mas não é como se algo na vida deles fosse normal, não é mesmo?

– Não é o que parece. — Nico afirmou.

– Por que acha que eu mentiria? — Thalia esbravejou, ela estava perdida, cansada, com fome, com os pés doendo e ainda sendo taxada de mentirosa? Era pedir demais!

– Por que eu não acharia? — Nico revidou, usando a pergunta da morena contra ela mesma.

E esse poderia ter sido o início de uma longa discussão, a qual eu adoraria narrar, mas sempre tem um impaciente para acabar com a nossa diversão, que no caso é Luke.

– Tudo bem, Thalia não está mentindo e você não tem motivos para acreditar em nada que nós dissermos, então se você não se importa nossa amiga está correndo perigo e temos que achá-la. — O loiro se apressou em dizer e já ia seguir em frente se a próxima fala do garoto pálido não tivesse prendido sua atenção.

– Por acaso sua amiga é uma garota loira em um vestido branco? — Ele disse em um tom despreocupado, como se estivesse fazendo isso só para provocá-los, e eu aposto que ele realmente estava.

– Como sabe disso? — O loiro quis saber em uma mistura de raiva e preocupação. Qual era a daquele garoto?

– Você não estava com pressa? — Di Ângelo questionou irônico.

– Seu... — Luke avançou na direção de Nico, pronto para uma briga e começando a dizer termos inapropriados se Thalia não tivesse se colocado no meio. E caso você esteja se perguntando, sim, era ela que parecia prestes a começar uma discussão a pouco tempo atrás, irônico, não?

– Você a viu? — A garota indagou.

– Talvez. — Ele continuou com aquele tom despreocupado e indiferente.

– Você consegue dar uma resposta exata e direta? — Luke disse ainda estressado e a poucos passos de deixar sérios danos naquele garoto.

– Quem sabe? — Mais uma resposta daquelas e Thalia jurou para si mesma que ia deixar Luke bater no menino,que parecia estar se divertindo imensamente com aquela situação.

–E o que você sabe? — O loiro resolveu ser irônico também.

– Onde sua amiga está!

Ponto pro Di Ângelo.

Depois de um longo silêncio, Percy resolveu se pronunciar

– Você pode nos levar até ela? — Ele pediu em um tom que mostrava algo parecido com desistência, ele não estava afim de discutir, só queria achar a amiga.

– E por que eu faria isso? — Nico perguntou.

– Porque você é a nossa única esperança. — Ele não foi totalmente sincero, eles poderiam continuar a procurar sem perder as esperanças, mas se Nico os ajudasse ficaria bem mais fácil.

– Por aqui. — O garoto pálido se virou, seguindo na direção na qual ele tinha vindo.

– Simples assim? — Percy indagou surpreso, não esperava que ele os levasse até Annabeth.

– Sim, eu só precisava saber se vocês eram confiáveis.

– E o que descobriu? — Luke perguntou sem abandonar a pontada de sarcasmo.

– Que eu não te devo explicações.

E depois dessa amável explicação, apareceu aquela tão clichê e verdadeira pergunta:

– Como eu vou saber se posso confiar em você?

Seguida da tão clichê e verdadeira resposta:

– Você não pode.

Após esse diálogo acolhedor era hora dos três trocarem olhares, tentando decidir o que fazer. " Siga a trilha de acontecimentos bizarros", Percy tinha dito anteriormente , e aquele garoto, definitivamente, não parecia normal. Então, vamos seguir Nico Di Ângelo por um passeio na floresta. Tentador.

Um fato constrangedor é: seguir Nico pode ser um pouco humilhante. Olhando com mais atenção poderia se perceber que o garoto era um pouco menor que os outros, e também parecia mais novo, mas fora isso ele parecia andar por aquelas terras congeladas com elegância e confiança, sabendo exatamente onde pisar, parecendo até uma sombra às vezes, enquanto os outros semideuses tinham que fazer um esforço descomunal para acompanha-lo e não cair. Se isso não era humilhante, era no mínimo irritante.

A caminhada durou cerca de dez minutos, ninguém falou nada, apesar das insistentes perguntas que rondavam os cérebros deles, nenhum foi capaz de quebrar o silêncio. Porém essa situação de ausência de som se extinguiu ao chegarem a um local cheio de chalés posicionados em um formato estranho, com o que parecia ser uma casa grande e pessoas andando pelo espaço vago em armaduras e trajes de guerra.

– Que lugar é esse? — Perguntou novamente Percy?

– Quantas vezes eu vou ter que falar que esse é o Acampamento Meio -Sangue? — Nico questionou.

– Espera, esse é o Acampamento Meio-Sangue? — Thalia indagou, e recebeu uma confirmação com a cabeça por parte do garoto pálido.

Ela não tinha imaginado isso quando ele tinha se referido a esse tal de Acampamento, era bem mais bonito e bem mais organizado do que tudo que ela podia imaginar.

– E quem são essas pessoas? — A morena continuou com as perguntas.

– São semideuses,assim como vocês.

– Semideuses... — Thalia estava admirada, mas não era pra menos, como tantos semideuses podiam viver juntos sem atrair um considerável número de monstros.

– Temos defesas mágicas que impedem monstros e mortais de entrar. — Di Ângelo explicou, parecendo ler a mente da garota.

– E por acaso você seria filho de quem? — Luke resolveu falar.

– De Hades, o deus dos mortos. — O garoto disse em um tom meio assustador.

– Onde está nossa amiga? — Percy perguntou, se recuperando do choque e se lembrando do sequestro de Annabeth.

– Não se preocupe, ela está em segurança, deve estar com Quíron na Casa Grande!- Nico afirmou despreocupado.

– Deve ? — Percy perguntou nervoso.

– Sim, deve, não tenho certeza.

– Mas se somente semideuses podem entrar, o que nossa amiga mortal faz aqui? — Luke questionou.

– Bom, talvez vocês tenham que lidar com o fato de que ela não é só mais uma mortal. — Nico comentou.

– Como assim? — Thalia se mostrou preocupada.

– Acho que Quíron tem mais explicações do que eu. — Ele disse, revelando que tinham chegado a Casa Grande, que era, exatamente, uma casa grande. — Ele vai recebe-los, tentem não causar confusão.- O menino concluiu já se afastando indo pra sabe-se lá onde.

– Quem é Quíron? — Percy indagou curioso enquanto observava com mais precisão o acampamento.

– Sou eu, meu jovem.

O dono dessa última fala era um homem de meia idade que poderia ser considerado normal, se não fosse por sua metade traseira ser de um cavalo. Seu repentino aparecimento pegou todos eles de surpresa, assustando-os levemente.

– Você é um centauro? — Thalia exclamou assustada e admirada, tudo ao mesmo tempo.

– Sim, minha jovem, temos de conversar. Entrem.

– O que você fez com a nossa amiga ? — Luke perguntou desconfiado.

– Você se refere a jovenzinha loira agradável? Annabeth? — Quíron perguntou com calma.

– Ela mesma. — Ele confirmou.

– Não se preocupe, ela está bem. Perdão pelo modo como ela foi trazida até aqui, nosso sátiro não era dos mais discretos.

– Sátiro? — Percy perguntou.

– Sim, os seres metade humano, metade bode. — Quíron explicou pacientemente.

– Alguém pode me explicar o que exatamente nós estamos fazendo aqui? – Percy voltou a perguntar.

– Vou explicar tudo, mas primeiro eu gostaria que vocês entrassem e me contassem sua história. – O centauro garantiu.

Eles se dirigiram até um lugar que parecia uma sala, tinha alguns sofás e uma pessoa sentada em um deles: Annabeth. Quando perceberam a presença da amiga correram pra abraça-la e perguntar coisas do tipo: “ você está bem?”, as respostas por parte da loira foram todas positivas. Ela estava bem, só um pouco confusa, assim como todos eles.

– Agora meus jovens contem-me sua história. – Quíron pediu depois de já estarem todos acomodados, e eles contaram, do início ao fim, sem esconder nenhum detalhe, sem ter medo de que ele os achasse loucos por contar histórias malucas sobre seguir a trilha de acontecimentos bizarros.

– Já ouvi histórias como a de vocês. – Nessa parte os quatro amigos se surpreenderam, esperavam que o centauro duvidasse da história deles, mas não foi isso que ele fez. – Temos histórias sobre quatro irmãos que vieram para cá e nos ajudaram em momentos difíceis, os irmãos Pevensie.

– Onde seria exatamente aqui? O Acampamento Meio- Sangue? – Percy questionou.

– Não, esse lugar ainda não existia, quando eu digo aqui, eu quero dizer Nárnia.

– Não há esse lugar no mapa. – Annabeth garantiu.

– Não no mundo de vocês, mas aqui, nesse mundo, há. – Quíron explicou, ou ao menos tentou.

– Você quer dizer que existem outros mundos? – Thalia questionou incrédula, aquele cara deveria ser mais louco que eles.

– Sim. – Ele respondeu com tanta confiança que nenhum deles teve coragem de insistir no assunto, então Luke mudou para algo que realmente havia incomodado ele:

– O que você quis dizer com ajuda e tempos difíceis?

– Eu quis dizer que nós estamos em guerra.

E então, todos se calaram, parecia que era ali que a trilha de acontecimentos bizarros os levavam, para um campo de batalho. Para uma guerra.

Notas finais
Bom, foi isso, espero que tenha gostado. Eu tenho uma confissão a fazer, acho que talvez o pequeno número de comentários me desmotiva um pouco, eu sei que não mereço comentários, mas se você lê essa fanfic e gosta, por favor deixe sua opinião sobre esse capítulo, somente sobre esse capítulo, é só isso que eu peço. Obrigada por ler... Beijos... Até o próximo capítulo...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.