The Other Winchester
16 The First Case: Moon River Brewing - Part Two
Notas iniciais

P.O.V. Melissa Winchester:
Dean me entregou o celular, receosamente.
Peguei o aparelho e sai do estabelecimento. Liguei para um amigo que trabalhava na policia e que eu havia salvado uma vez, quando a família Winchester ainda caçava junta.
– Matt? – perguntei quando um homem atendeu.
– Sim. – respondeu ele.
– Matt, aqui é Melissa Winchester.
– Mel. – falou ele eufórico do outro lado da linha. Está bem, eu confesso dei uns pega no Matt, enquanto estivemos na cidade, e por causa disso, Dean ficou tão puto comigo que ficou um mês sem me dirigir a palavra. Se ele soubesse que eu estava ligando para o Matt do celular dele, certamente ficaria sem falar comigo pelo resto da vida. – Quanto tempo.
– Realmente, acho que cinco ou seis anos. – respondi sorrindo.
– Cara, é tão bom ouvir a tua voz. – falou ele ainda eufórico e eu comecei a perder a paciência. – certo, deixa eu conter minha alegria e perguntar: O que posso fazer por você? – falou ele e eu sorri. Agradecendo por ele ler minha mente e parar com aquele lance de sentimentalismo.
– Eu preciso do numero de telefone de Zak Bagans. – disparei e ele pareceu se incomodar. Bufou de tédio. Sério isso? Porque todo homem que eu saía, ficava fazendo cena quando eu falava de outro homem?
Só havia duas hipóteses: Ou eu era excelente na cama ou eu havia passado mel lá embaixo. Não me lembro nada sobre mel, mas passei chantilly, uma vez.
Quero dizer, não são todos os homens que dormiram comigo, até porque o Dean também dava seus chiliques vez ou outra, mas o problema dele era superproteção. Na verdade era supersuperproteção, por eu ser a única garota da família.
– Me deixa ver. – falou Matt e respirou pesadamente. Alguns minutos depois, ele voltou ao telefone. — Zachary Alexander Bagans. É esse o cara?
– É esse mesmo. – respondi.
– Você está sabendo que o cara é um caçador de fantasmas? – perguntou ele.
– Ele não é um caçador. – respondi chateada. – Poucos são os que merecem receber esse título. Nenhum instigador de fantasmas, com programinhas de televisão, vai conseguir isso fácil.
– Sendo assim, qual é a sua urgência em falar com ele?
– Não me leve a mal, mas isso é um assunto particular. O que você precisa saber é que, no momento, ele tem algo que nos ajudará nesse caso em que estamos agora.
– Okay, não está mais aqui quem perguntou. – respondeu ele. – o numero é (783) 555-5349.
– Obrigada Matt.
– Por nada! Eu te devia essa, afinal, eu tinha uma dívida com você. Nunca conseguirei pagar o que você fez por mim.
– Estamos quites, Mathew.
– Quando vier ao Alabama, me procura? – perguntou ela e eu fiz uma coisa que eu não fazia há muito tempo. Enrolar os cabelos nos dedos. Dean dizia que eu fazia aquilo quando estava tramando alguma coisa.
– Claro. – respondi. – A primeira coisa que farei. Tchau, Mathew.
– Tchau, Mel. – respondeu ele e eu desliguei o telefone. Lembrei o numero que o Mathew havia me dito e disquei.
– Alô. – respondeu o homem, depois do terceiro toque.
– Zak? Aqui quem fala é Melissa Winchester.
– Winchester. – falou e sorriu. – Já ouvi muito falar de sua família.
– Espero que coisa boa. – respondi e ouvi um suspiro do outro lado da linha.
– Basicamente, sim. – respondeu ele. – Então Melissa, a que devo a honra da ligação?
– Eu preciso da sua ajuda.
[...]
Voltei para a mesa e me sentei. Dean estendeu a mão e pegou o telefone celular.
– Eu vou fingir que eu não sei que você ligou para o Matt. – falou ele e me encarou.
– Não se emburre. Eu precisei. – respondi encarando o Dean. – Era a única forma de descobrir o numero do Zak.
– E descobriu? – perguntou Sam.
– Claro. O que uma boa dose de sedução não faz com um homem, Sam?
– E então? – falou Dean emburrado.
– Ele disse que não ia nos enviar as fitas. – falei e encarei meus irmãos.
– Filho da mãe. – falou Dean.
– Ele vai trazer para gente. – sorri e Dean me fitou com o olhar fulminante. Ergui as mãos, em sinal de paz e amor. – Eles vão chegar em três horas.
– O que vamos fazer até lá? – perguntou Sam.
– Eu não sei vocês, mas estou com uma puta fome. – Levantei uma das mãos e chamei o garçom que se aproximou. – Poderia, por favor, me trazer o prato do dia?
– Sim, senhorita. – respondeu ele e anotou alguma coisa no bloquinho. Deu as costas para a mesa e seguiu na direção da cozinha.
Nesse momento, eu vi uma mulher, vestida com roupas do século dezenove. Encarando-me. Aquilo foi tenebroso e, pela primeira vez, eu estremeci ao ver um fantasma. Ela sorriu para mim e se aproximou. Pareceu que só eu a vi, porque Sam e Dean continuavam comendo, tomando cerveja e conversando. Ela se aproximou ainda mais de mim, ficando ao meu lado e manipulou-me. Fez com que minha mão se erguesse até onde ela estava e começou a desenhar alguma coisa nela. Cada vez que sua unha encostava em minha pele, eu sentia uma dor excruciante e gritava com toda a minha força, mas parecia que os dois, sentados ao meu lado, não me ouviam. Até que a mulher me soltou e desapareceu.
– Você está bem, Mel? – perguntou Dean me encarando. Como ele não sentiu aquela dor ou o meu desespero? O sorriso se desfazia no canto da sua boca, indicando que ele nem ao menos percebera que eu estava daquela forma.
– Vocês não viram? – perguntei e Sam me encarou.
– Não vimos o que? – concluiu.
– A mulher que estava aqui. – falei olhando para o lugar onde, há pouco, estava a aparição.
– Não havia ninguém aqui. – respondeu Dean ficando sério. Sabia que o pavor que eu estava sentindo naquele exato momento, dizia que o que eu vi era bem real. – O que ela fez ou falou? – perguntou ele e só então, eu tive a curiosidade de olhar para minha mão. Nela havia duas iniciais: JS
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