The Other Titanic

2 Capítulo 01 : Ship Of Dreams


Notas iniciais
Depois de pedir a vossa sugestão para o shippe secundário decidi fazer Mabekah . A nossa Original linda e perfeita merece um lugar na Fic , e para lhe fazer companhia temos o nosso humano mas corajoso e divo Matt . Eles merecem :b

E deixando de enrolar , aqui está o primeiro capítulo que poderá ter coisas idênticas ao verdadeiro Titanic . Mas isso é muito normal , porque é um género de adaptação . Terá muitas mais parecenças em outros capítulos .

Antes de vos deixar de chatear , um MUITO OBRIGADO as meninas que comentaram no capítulo anterior . Espero que este primeiro capítulo oficial não venha desiludir vocês e espero também que ele traga novos leitores :)

É só isso

ENJOY ♥

P.S.: NARRADO NA 3º PESSOA !

CAPÍTULO 01 : SHIP OF DREAMS

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10 de Abril — 1912


Hoje era um dia especial para muitos, pois iria realizar-se a viagem de inauguração do navio intitulado de “Navio dos Sonhos” – RMS Titanic – cujo diziam ser um navio totalmente indestrutível e que nem a força de um ser divinal e superior poderia afundar aquele navio. A partida iria ser feita de Southampton em Inglaterra, com destino a Nova Iorque nos Estados Unidos.

O enorme navio dividia-se em três classes sociais. A Primeira Classe que se situava imediatamente no topo do navio era a zona mais luxuosa e com melhores condições do navio. A Segunda Classe situava-se logo abaixo, onde se notava já um grande contraste com a classe superior mas ainda assim era suficientemente confortável. E por fim existia a zona da Terceira Classe onde eram colocados as pessoas mais pobres e sem grandes posses económicas. As condições eram razoáveis e não podia existir razão de queixa, mas havia uma enorme diferença comparando aquela classe com a superior.

Já existia um movimento significativo na embarcação, pois dentro de alguns minutos os portões de embarque seriam fechados e seria dada a partida. Todos os presentes esboçavam largos sorrisos enquanto caminhavam para os portões de embarque levando as suas malas e todos os seus pertences. Despediam-se dos amigos e familiares que deixavam em Inglaterra e seguiam para o interior do navio dos sonhos. O navio onde qualquer pessoa queria entrar.

– Nik? – Chamou uma jovem no meio da multidão esboçando um enorme sorriso enquanto olhava para outro jovem que olhava à sua volta como se procurasse por alguém.

A rapariga tinha os olhos azuis e os seus cabelos loiros estavam soltos, embora tivessem uma trança em volta da sua cabeça. Trazia no corpo um longo vestido azul comum cinto castanho. O rapaz era igualmente loiro mas os seus olhos eram esverdeados, embora os traços do seu rosto fossem bastante idênticos ao da jovem rapariga. Trazia vestido uma camisa branca, um colete preto, umas calças da mesma cor e umas botas.

– Rebekah! – Exclamou ele olhando para a rapariga, correndo ao encontro dela e abraçando-a com força.

– Estava a morrer de saudades. – Desabafou ela continuando a abraçá-lo com força. – Conseguiste o bilhete? Diz-me por favor que sim, porque caso contrário eu não partirei sem ti.

– Eu consegui, irmã! Venci o Poker e ganhei o bilhete. – Disse ele afastando-se da irmã, mostrando-lhe o bilhete de acesso à Terceira Classe no navio.

– Sempre valeu a pena estarmos este ano inteiro separados? Como correu o teu trabalho como criada? Eles pagaram-te tudo em condições ou tentaram enganar-te? – Interrogava Niklaus, que era o seu nome completo, desempenhando o seu papel de irmão mais velho responsável, preocupado e protetor. – Se eles te enganaram eu juro que volto para lhes arrancar a cabeça. Ninguém brinca com a minha irmãzinha e se fica a rir.

– Calma Nik. – Pediu Rebekah gargalhando com a atitude do irmão mais velho. – Está tudo em ordem, ninguém me enganou, muito pelo contrário. Eles trataram-me muito bem, até me deram mais dinheiro para que pudesse comprar o bilhete de entrada no Titanic.

– Ótimo! Caso contrário teriam de se ver comigo. – Respondeu sorrindo e agarrando novamente no seu saco e também na pequena mala da irmã. – Vamos entrar logo neste navio, estou ansioso por regressar e rever os nossos irmãos.

Os dois irmãos rumaram até ao portão de embarque que daria acesso à Terceira Classe, e estava bem patente nos seus sorrisos a alegria que sentiam por se terem encontrado novamente após um ano separados. Tudo o que eles queriam era regressar para a sua cidade e ficar ao lado dos seus outros irmãos, lugar esse que eles nunca desejaram deixar.


[…]



Num dos quartos da Primeira Classe encontrava-se Caroline Fobes juntamente com a sua mãe Lizzie Forbes. Elas arrumavam os pertences de Caroline com a ajuda de algumas das suas criadas, mas a jovem Forbes preferia ficar encarregue de arrumar os seus preciosos quadros para que não corresse o risco de alguma criada os colocar no sítio errado e os destruir. Caroline desde muito nova que era grande apreciadora de pinturas, e colecionava quadros de grandes nomes daquela arte. O seu futuro noivo não percebia aquela obsessão da noiva por quadros, pois eram tantos que maioria deles tinham de ficar em caixotes visto que não havia espaço suficiente para os colocar nas paredes.

O assunto do seu futuro noivo era algo que perturbava a jovem, visto que o casamento só se iria realizar a pedido da sua mãe. Falando corretamente… Caroline só se iria casar com Tyler Lockwood porque a sua mãe a tinha obrigado. Sendo ele filho de um dos homens mais poderosos e milionários de toda a Europa, Lizzie via ali a grande oportunidade de conseguirem pagar todas as dívidas deixadas pelo seu falecido marido e assim continuar com a vida de luxo que estavam prestes a perder. Ninguém sabia a respeito da falência da família Forbes, pois Lizzie tratava de esconder muito bem o que estava a suceder na realidade. A única solução para elas não caírem na desgraça, era que Caroline casasse com Tyler mal chegassem à América.

Alguém bateu na porta do quarto, e após Caroline dar ordens para que entrassem um rapaz loiro e de olhos azuis adentrou pelo quarto com um sorriso simpático nos lábios. Apesar de ter algumas parecenças com Caroline que também possuía uns lindos olhos azuis e cabelos loiros, o jovem rapaz era somente o primo dela e o único membro da família que Caroline realmente gostava. Ele era o único que a conseguia compreender, talvez por odiar aquela vida tanto quanto a prima e ter um pensamento idêntico ao dela.

– A que se deve a sua visita, querido Matt? – Perguntou Lizzie olhando o sobrinho com um sorriso nos lábios tão falso que irritava profundamente a sua filha.

– Vim visitar Caroline e avisar que Tyler quer falar com ela. – Respondeu Matt olhando a sua tia nos olhos com respeito, desviando no fim o olhar para a prima.

– Leva-me até ele. – Pediu Caroline pousando o quadro que tinha nas mãos sobre um pequeno sofá vermelho de apenas um lugar que se encontrava ao seu lado.

Caminhou para junto do primo e agarrou-se no seu braço para que pudessem sair do quarto da forma que Lizzie tanto exigia. Ela achava deselegante que uma senhora não estivesse de braço dado com um senhor quando caminhavam juntos. E apesar de acharem todos aqueles modos uma completa idiotice, Caroline e Matt não se atreviam a desobedecer às exigências dela. Sendo ela uma mulher bastante exigente, caprichosa e egoísta, era também uma mulher difícil de se lidar quando se encontrava completamente fora de si. Tinham de obedecer às suas regras, isso se não quisessem enfrentar a fera.

Quando saíram do quarto e estavam fora do campo de visão de Lizzie, puderam descontrair e comportar-se como adolescentes normais, ainda que mantivessem alguma formalidade. Para simples crianças de dezassete anos eram-lhes privadas muitas coisas que são necessárias nestas idades. Contrariamente a isso eram exigidas outras coisas que eram logicamente desnecessárias para qualquer adolescente daquela idade. Qualquer um, menos adolescentes da Primeira Classe que eram ensinados desde crianças a ter modos.

– Tu não queres mesmo que eu te leve ao encontro de Tyler, pois não? – Perguntou Matt olhando com um sorriso sábio para a prima que rapidamente o olhou.

– Fico contente que me conheças tão bem, pelo menos alguém que me compreenda. – Disse Caroline sorrindo em agradecimento pela compreensão do primo ao longo de todos aqueles anos. – Vamos deixar que a minha mãe pense que me vou encontrar com Tyler para conversarmos, quando na verdade estarei a passear sozinha pelo navio enquanto penso no meu terrível futuro.

– Bela forma de me dispensar. – Falou Matt tentando mostrar-se ofendido, acabando por soltar uma gargalhada. – Se precisares de mim estarei algures por aí.

– Obrigado por estares sempre do meu lado. – Agradeceu Caroline sorrindo e depositando um beijo na bochecha do primo.

– Sempre às ordens. – Brincou Matt rindo-se e fazendo o gesto de continência.

Caroline soltou um longo suspiro e caminhou para o exterior do navio, aproveitando o pouco tempo que tinha sozinha para conhecer melhor o navio e aproveitar também os últimos raios de sol daquele dia que estava prestes a terminar. Decidiu parar junto de umas grades ao lado de umas pequenas escadas que davam acesso a zona exterior do andar debaixo. Colocou as suas mãos sobre as grades de madeira e fechou os olhos, inspirando o ar fresco daquele final de tarde. Quando os abriu ficou a olhar o horizonte na sua frente e o sol que já começava a esconder-se por detrás daquela imensidão de água. Era realmente uma coisa mágica de se ver, Caroline sempre havia gostado de apreciar o entardecer.

Estava de tal forma entretida a olhar aquelas maravilhas do sol que nem notou que alguém no andar debaixo a admirava como se ela fosse um anjo caído do céu.


[…]


– Rebekah, para de resmungar. Estou a tentar concentrar-me e torna-se difícil contigo do meu lado a lamentar da má educação e falta de humildade que as pessoas da Primeira Classe têm. – Repreendeu Niklaus sem desviar o seu olhar do caderno que tinha sobre os seus joelhos.

– Mas é verdade, Nik! Porque eles têm sempre de se achar superiores e nos pisar? Somos todos seres humanos e por isso mesmo temos tantos direitos como eles. – Rebekah continuou a resmungar indignada com as atitudes das pessoas ricas que viajavam naquele navio.

Cansado de ouvir a sua irmã sempre com o mesmo tema de conversa, Niklaus decidiu desligar-se completamente do mundo que o rodeava e concentrou-se no que realmente importava naquele momento.

Com o lápis ia traçando leves traços sobre a folha de papel a imagem de um pai e uma filha que estavam na sua frente a mirar as maravilhas do mar. Aquela união fraternal sempre foi uma coisa que ele desejou ter na sua vida, e apesar de também os seus irmãos não terem recebido o carinho e atenção merecida, Niklaus foi sem dúvida aquele que mais sofreu. O seu pai desde muito cedo que demonstrou preferências, e nunca conseguiu esconder o ódio que sentia pelo loiro que durante muito tempo não conseguia perceber o porquê de o seu próprio pai o tratar tão mal. Quando tinha os seus doze anos acabou por descobrir que aquele homem a quem ele sempre chamara pai, não era o seu verdadeiro pai. A partir desse dia ele conseguiu perceber aquele ódio todo que o seu suposto pai sentia, pois Niklaus era o fruto de uma traição e isso era a vergonha de qualquer homem.

Com todos aqueles pensamentos avassaladores, uma lágrima escorreu velozmente pelo seu rosto. Niklaus apressou-se a limpá-la e com os olhos amargurados desviou o seu olhar daquela cena fraternal que ele tanto invejava. Quando pousou o seu olhar no andar de cima avistou uma jovem com uma beleza esplendida e o seu coração começou a acelerar de forma descontrolada. Ele não conseguia perceber o que era aquilo, mas tudo parecia ter deixado de existir à sua volta e naquele momento só existia aquele anjo possuidor de uma beleza sobrenatural. Niklaus tinha a certeza que em toda a sua vida nunca tinha visto uma mulher tão bela como aquela, pois ela parecia ter sido pintada por anjos. Cada traço do seu rosto, cada traço do seu corpo, cada traço do seu ser… Tudo era perfeito aos olhos de Niklaus que não conseguia desviar o seu olhar daquela misteriosa mulher.

– Nik! – Gritou Rebekah após algumas tentativas falhadas de acordar o seu irmão mais velho da hipnose que estava a sofrer desde que tinha visto aquele anjo de cabelos loiros.

Como continuou a não obter resposta do irmão, seguiu o seu olhar para tentar perceber o que o distraia tanto, e foi aí que avistou a culpada daquele olhar apaixonado que Niklaus possuía. Não se conteve e soltou uma gargalhada de tal forma estridente, que conseguiu chamar a atenção do irmão mais velho que a olhou claramente confuso.

– Do que te ris? – Perguntou ele erguendo a sobrancelha e fintando a irmã que continuava a rir na cara dele.

– Saí dessa, maninho. – Avisou Rebekah apontando com a cabeça para o lugar onde a bela jovem ainda se encontrava. — Aquilo é demais para o teu bico, e além disso não estou interessada em ter uma cunhada fútil e mimada que desconhece a verdadeira realidade da vida.

– Não sejas idiota, Rebekah. – Resmungou Niklaus fechando o seu caderno e levantando-se do banco onde estava sentado. – Vamos embora, está a escurecer.

– Foges como um cordeirinho com o rabo entre as pernas. – Gozou Rebekah sorrindo para o irmão mais velho de uma forma que pareceu deixá-lo irritado.

– Eu nunca fujo de nada, e tu sabes disso melhor que ninguém. – Defendeu-se ele olhando de forma séria e repreendedora para a irmã mais nova que continuava um sorriso zombeteiro.

– Não foi o que pareceu quando comecei com a conversa que envolvia aquela boneca de porcelana lá de cima. – Respondeu Rebekah levantando a mão e apontando para o lugar onde a loira ainda estava.

– Não apontes! – Exclamou Niklaus segurando no braço da irmã e puxando-a atrás de si, começando a caminhar. – Deixa-te de ser irritante e vamos embora.

Rebekah não disse nada que pudesse irritar o seu irmão mais velho, pois o seu sorriso já era motivo mais que suficiente para Niklaus rolar os olhos e soltar longos suspiros que demonstravam claramente o quanto ficava irritado com aquelas provocações da irmã mais nova. Mas uma coisa que ele tinha de admitir é que Rebekah estava certa quando falava que a jovem misteriosa não era para Niklaus. Por mais que ele deseja-se, nunca em tempo algum ele poderia possuir aquela mulher perfeita.

Mas isso era o que ele pensava.



Notas finais
Bom , você chegou até aqui ? Então é porque leu o capítulo . Então se leu faça o favorzinho de deixar um comentário para me motivar a continuar esta história que eu estou e vou amar continuar a escrever . Mas escrever para o boneco não dá com nada , né ? Então comente , porque só posto capítulo seguinte se tiver comentários . Sem Comentários = Sem Novo Capítulo !

E só por curiosidade fui no Tube procurar algum vídeo que envolve-se Klaroline e Titanic e achei dois muito divos ! Por isso vou partilhar com vocês , embora deixe aqui bem claro que os vídeos não são da minha autoria , só estou partilhando porque são lindos !

http://www.youtube.com/watch?v=hHXIz69heQU
http://www.youtube.com/watch?v=66A0N8OjLPY

Bom , é tudo por agora e NÃO SE ESQUEÇAM DE COMENTAR ! Até à próxima !

XoXo ♥