Notas iniciais
Boa leitura! *-*

- Vamos, Katie! Você consegue!

Revirava meus olhos irritada com o incentivo de Charles. Ele sempre me incentivava a participar deste tipo de corrida, mesmo eu relutando as vezes, Charles conseguia me mudar de ideia. Talvez fosse por isso que papai o odiava? E talvez pelo fato de papai o odiar seja a razão de eu ainda andar com Charles e a ainda por cima deixá-lo me levar para esse tipo de caminho?

Acelerei com a moto, fazendo um grande barulho e fazendo Charles soltar um "AÊ" de animação. Jules, minha querida amiga, sorria malvada enquanto mascava seu chiclete de morango com um cheiro exalante e estava debruçada no motoqueiro ao meu lado. Este, era Mason. Um bad boy, metido pra caramba, que se achava o gostosão.

Okay, ele era gostoso. Confesso que já estive algumas noites com ele. Mas agora eu não podia vê-lo como meu ex-ficante. Ele tinha me desafiado. Desafiou-me dizendo que podia ser mais rápido do que eu na estrada. Ri com desprezo quando ele me disse isso, e simplesmente joguei minha cerveja sobre seu colo e o desafiei para uma corrida.

Agora, Mason me olhava em deboche, dizendo coisas obcenuas para Jules e obviamente, se iludindo de que venceria. Eu era a melhor em toda Nova York. Okay, pelo menos em toda Manhattan.

Jules finalmente parou de flertar com Mason e ficou a nossa frente. O competidor ao meu lado se ajustou na moto e seus amigos deram gritos de incentivo.

- Você consegue, Katie!

Cale a boca, Charles!

Jules começou uma contagem regressiva, lentamente retirando sua camisa. Revirei meus olhos novamente e quando a camisa vermelha e pequena fora jogada para o ar, foi o sinal de que finalmente a corrida tinha se começado.

Minha moto corria por mais de 160 km/h. Sorri aumentando a velocidade quando Mason me ultrapassou. Não iria deixar aquele cachorro me vencer. Eu sou Katherine Pierce. Sou uma Pierce. E os Pierce nunca perdem.

Eu tinha relutado em participar dessa corrida quando Mason escolheu o lugar. A estrada 45 me traumatizava. Eu não queria passar por ela. Eu não queria me lembrar do terrível acidente que levou minha mãe a morte.

Fechei meus olhos quando lágrimas ousaram sair de meus olhos. Minha mãe sempre me fora tudo que eu tinha. Ela, papai e eu éramos uma família. Por que ela tinha me deixado.

Abri meus olhos logo me deparando com a curva da ponte. Oh, merda! Tentei virar meu caminho o mais rápido possível. Porém, a moto derrapou e meu corpo saltou ponte a baixo. Gritei apavorada, já que eu não cairia na água, e sim no chão. Não havia água a baixo da ponte.

Senti uma enorme dor quando houve minha queda. Inferno! Outra dor, quando minha moto caiu sobre mim. Senti um líquido escorrendo em meu rosto enquanto tentava abrir meus olhos. Estava mais que impossível tentar me mexer com a baita dor que sentia.

Deus! Eu não quero morrer!

Meu pai sempre me dizia que no fim tudo ficaria bem. Sempre soube que era apenas uma mentira que ele inventara para que fossemos felizes como uma família completa. Mas na verdade, eu sempre soube que era mentira, nada ficaria bem. Agora mais que nunca.

Eu estava agonizando de dor. Senti o sangue escorrendo sobre meu rosto. Sentia o peso da minha moto quebrando cada osso de minhas pernas. Sentia que tudo a minha volta estava perdendo vida, alías: eu estava perdendo a vida. Uma lágrima escorreu em meu rosto. Eu não queria morrer, não agora. Mas quando perdi o controle de minha moto e cai daquela ponte, eu tinha a certeza de que morreria.

Quando dizem nos filmes sobre a luz branca no fim do túnel, dizem para você não ir à ela. Por mais estranho que pareça, aqui estou eu, vendo aquela luz. Eu podia estar delirando. Eu tinha que estar delirando. Meu corpo *ou minha alma* seguia pela luz branca. De fato aquela era a saída para a morte.

***THE OTHER SIDE***

Sentia uma enorme dor em minha cabeça. Lentamente fui abrindo meus olhos e quando percebi já estava tentando me levantar.

Mas que diabos está havendo?

Olhei em volta notando a escuridão entre as arvores e mato. Um alto relincho me fez dar um pulo de susto e virei-me para trás. Havia um belo cavalo negro ao meu lado. Ofeguei confusa. Onde estou? Por que não me lembro de nada?

- Alguém?! — gritei por socorro. Mas apenas o silencio me respondeu. Suspirei tremendo de frio na noite escura e comecei a caminhar por só Deus sabe onde. Escutei o cavalo trotando atrás de mim e virei para ele — Vá embora! — mandei apontando para uma direção qualquer. Sua cabeça abaixou e ele cessou de trotar — Vá! Vá embora! — mandei impaciente e ele continuou parado.

Merda!

Neguei com a cabeça e voltei a fazer o caminho de antes. Bufei quando ouvi o cavalo trotar e desta vez o ignorei.

- Elena!

Alguém gritou distante.

- Elena!

Novamente. Deixei de andar e olhei em volta, assustada. O que está havendo? Passos foram se aproximando até que uma sombra começou a criar fisionomia. Ofeguei com medo e aquele rapaz me olhou surpreso.

- Oh, Elena! — ele veio correndo até a mim e abraçou-me – Elena, por onde você estava, eu estava a sua procura! — ele soltou-me e olhou-me dos pés a cabeça — Querida, você está bem? O que houve, Elena?

- Me... Me desculpe... Mas... — comecei a gagueijar e dei um passo para trás. Ele me olhou confuso e esta era a mesma maneira que eu estava — Que...Quem é você?

Notas finais
Comentários? Vou adorar!! Beijos!!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.