The Other Side

1 Capítulo Unico: Do outro lado


Notas iniciais
Vamos lá!

Meu pai sempre me dizia que no fim tudo ficaria bem. Sempre soube que era apenas uma mentira que ele inventara para que fossemos felizes como uma família completa. Mas na verdade, eu sempre soube que era mentira, nada ficaria bem. Agora mais que nunca.

Eu estava agonizando de dor. Senti o sangue escorrendo sobre meu rosto. Sentia o peso da minha moto quebrando cada osso de minhas pernas. Sentia que tudo a minha volta estava perdendo vida, alías: eu estava perdendo a vida. Uma lágrima escorreu em meu rosto. Eu não queria morrer, não agora. Mas quando perdi o controle de minha moto e cai daquela ponte, eu tinha a certeza de que morreria.

Quando dizem nos filmes sobre a luz branca no fim do túnel, dizem para você não ir à ela. Por mais estranho que pareça, aqui estou eu, vendo aquela luz. Eu podia estar delirando. Eu tinha que estar delirando. Meu corpo *ou minha alma* seguia pela luz branca. De fato aquela era a saída para a morte.

****

Meu corpo deu um salto enquanto eu arfava alto. Olhei em volta, vendo-me numa estrada vazia de terra. Passei as mãos pelo meu corpo. "Estou viva" Sussurrei comigo mesmo. Era claro, que eu estava viva. Mas onde estou?

Fiquei de pé rapidamente, sentid-me tão diferente. Estava noite e... eu não tinha a mínima ideia de onde estava. Comecei a caminhar pela estrada. O que aconteceu? por que não me lembro de nada?

Minha caminhada solitária perdurou por mais alguns minutos, até que encontrei distance uma grande casa. Apressei-me até lá e no caminho um lindo cachorro veio correndo em minha direção. Era um pastor alemão marrom. Ele pulou em minhas pernas e quase fez-me cair para tras. Acariciei seus pelos sorrindo fracamente. Ele abanava seu rabo, mostranado a alegria em me ver. Então afastei-me dele e voltei a andar em direção a casa, bati na porta algumas vezes.

- Alguém! — chamei por ajuda, o que não funcionou, pois ninguém me atendeu.

Respirei fundo e estava preste a dar meia volta e ouvi o ranger da porta.

- Elena!

Olhei para o rapaz a minha frente sem saber o que fazer. Logo ele me abraçou sem dizer mais nada. Como se meu corpo estivesse programado para aquele abraço, retribui cheio de saudades.

- Elena, por onde você estava, estava a sua procura! — ele soltou-me e olhou-me dos pés a cabeça.

- St....Stefan. — gaguejei receosa. Não entendia o que estava aconecendo, não sabia como eu tinha parado alí e nem sabia quem era aquele homem.

- Sim, querida, o que aconteceu? — ele puxou-me então para dentro da casa e percebi o quanto escura estava lá dentro — Haymitch! Entre! — ele chamou pelo cachorro, que logo entrou em silencio na casa.

- E-eu... eu não sei. — sussurrei sem entender e sentei-me num sofá — Eu acordei no meio da estrada... não sei quem sou... Não sei o que faço aqui... Não sei quem é você! — disse apavorada.

- Hei. Calma. — segurou-me nos braços e abraçou-me forte — Eu te amo, estou aqui com você.

- Eu também te amo. — sussurrei de repente.

- Conte-me o que aconteceu? — pediu gentilmente e olhou-me nos olhos.

- Eu não sei. — repeti com medo.

- Você precisa descansar. — ele levantou-se — Venha, vou te levar para nossa cama.

"Nossa cama?" Assustei-me. então ele era meu namorado? Meu noivo? Marido?

Quando Stefan deixou-me na nossa cama e disse-me que iria pegar algo para eu comer. Fechei meus olhos querendo me lembrar o que tinha acontecido. A unica coisa que me vinha em mente era: "Eu estou viva" "Eu ia morrer". Eram confusos tais pensamentos. Não me lembro de nada. Apenas de Stefan. Choraminguei baixo e suspirei.

- Elena? — senti Stefan sentando-se ao meu lado. Abri meus olhos encarando seus lindos olhos em mim — Eu senti tanta sua falta. — ele admitiu com um olhar triste e acariciou meu rosto — Eu pensei que nunca mais te veria.

- Eu... eu fui embora? — perguntei com medo.

- Você não se lembra de nada? — ele perguntou confuso. Neguei com a cabeça e ele respirou fundo — Nós brigamos, Elena. — murmurou tristonho e respirei fundo chateada, queria tanto me lembrar. Stefan me pareceu ser tão bom....

- Por quê? — perguntei num sussurrou.

- Como sempre, por motivos tolos, e você disse que iria me deixar. — ele falou me olhando confuso — Não entendo, por que não se lembra? você bateu com a cabeça? — avaliou-me receoso.

- Eu já disse: Não sei. — dei de ombros magoáda — Desculpe-me, mas eu nunca te abandonaria, provavelmente apenas disse isso por que estava nervosa ou... ou não sei. Eu te amo, Stefan, jamais te abandonaria. — falei tudo tão profundo que até mesmo eu fiquei surpresa.

- Por isso que eu te amo, Elena. — ele disse sorrindo — Eu amo essa garota meiga que você é, amável com todos, gentil e dócil.

- Eu não sou assim. — sussurrei confusa — Essa não sou eu. Eu não sou Elena. — disse ficando sentada e olhando em volta — Eu não te conheço... — neguei desesperada — Quero voltar...

- Fica calma! — ele segurou-me nos braços e fez-me deitar. Minhas lágrimas rolavam e rolavam em meu rosto. Eu queria sair daqui, queria voltar para minha casa.

- Katherine...

Olhei em volta ao ouvir aquilo. Stefan olhou-me sem entender. Então novamente ouvi aquilo.

- Katherine...

- Eu preciso voltar! — murmurei desesperada. Stefan abraçou-me forte.

- Eu não sei o que está acontecendo com você, mas eu te amo e sempre te amarei. Eu te amo do jeito que você é.

****

Abri meus olhos arfando. Olhei em volta e percebi que estava num quarto hospitalar... Tinha algumas agulhas furando meu braço, minha cabeça doia, doia muito. Tentei me sentar, mas não conseguia me mover. Escutei um barulho distante e senti alguém se aproximando de mim

- Katherine. — escutei a voz de meu pai.

- Papai... — sussurrei quase sem voz. Senti as mãos frias de meu pai segurar a minha mão esquerda e vi o rosto tristonho e aliviado de meu pai.

- Hei, querida... você me deu um susto e tanto. — ele disse limpando suas lágrimas.

- O que.... O que aconteceu? — perguntei sem enteder.

- Depois que você caiu da ponte, você ficou em coma por três dias, Kath. — ele falou preocupado.

Arregalei meus olhos surpresa.

- Katherine, você nunca me contou que fazia essas coisas. — ele falou chateado.

- Desculpe-me... — disse algo que nunca pensei em dizer a ele.

- Eu tenho a culpa, eu não consegui ser um bom pai depois que sua mãe faleceu. — ele lamentou-se...

- Pai! Não diga isso! — implorei — Você sempre foi um bom pai, e sempre será! Eu quem fui uma idiota, me desculpe.

(...) Os dias foram se passando e finalmente eu pude sair do hospital. Meu pai e eu estávamos mais unidos, tinhamos finalmente nos tornado uma família. Agora não digo que sou mais uma garota revoltada, eu gosto de ficar viva.

Sentei-me no banco daquele parque e suspirei vendo a paisagem. Há algumas semanas, eu estaria trancada em meu quarto, chorando pela morte de minha mãe e amaldiçoando minha vida. Talvez entrar em coma, tenha seu lado bom.

Escutei um latido sereno e logo um grande e pesado pastor Alemão se aproximou de mim correndo. Então de repente, ele saltou sobre minhas pernas. Sorri de leve e acariciei seus pelos.

- Haymitch!

Olhei para onde vinha tal voz e fiquei boquiaberta quando vi tal dono da voz.

- Desculpe-me! Ele geralmente é assim apenas com as pessoas que ele gosta. — o rapaz falou ficando a minha frente.

- Ahn.... não foi nada. — disse sorrindo — Alem do mais, eu adoro cachorros. — sorri dando de ombros — Como é o nome dele?

- Haymitch. — ele disse sorrindo.

- Hei, Haymitch! — acariciei-o novamente em carinho e ele abanou seu rabo novamente — Eu sou Katherine.

- E eu Sou Stefan. — o rapaz falou sorrindo gentilmente. Sorri de volta para ele e senti meu rosto corar levemente.

Notas finais
Quem gostou? Vai comentar? Só um "Gostei" já me deixa feliz!!!!
Esperarei, blz?
Tchau amors!!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!