The Other Side
48 Surprise
Notas iniciais
É sério, eu amo reviews e é bom ver que ao menos alguém gosta, rs.
Bem, obrigada aos meus leitores lindos e maravilhosos, amo vocês ♥
Weeeeeeeeeeell, esse capítulo foi inspirado numa fic que eu li, ou seja, não é IGUAL, é BEEEEEEM diferente, mas, vamos ler para ver no que vai dar, certo?
Malu's POV
Acordei de repente, depois de um pesadelo, que logo após acordar, já nem me lembrava mais.
- Bom dia. — disse cutucando todos.
Eles resmungaram até o café da manhã, coisas do tipo: "Meu sono estava incompleto." "Vou dormir quando estiver dirigindo." "Vai acordar tua vó cedo.".
Gabbe teve que sair para ir trabalhar — ela era vendedora de uma loja de surf que Ryan frequentava, lá que eles se conheceram.
Dei um mergulho demorado na piscina até ver o carro do meu pai estacionando na frente da casa:
- PAAAAAAI! — gritei indo abraçá-lo. — Que saudades! — não nos víamos desde o enterro.
- Vamos, entre no carro. — ele falou ríspidamente.
- O quê? — perguntei pegando uma toalha para me secar.
- Nós vamos embora daqui! E você vai comigo!
- Ah, mas não vou mesmo! — disse me livrando de sua mão que apertava muito forte meu braço.
- Você vai sim! Foi por culpa sua que a Marília morreu, e agora você me deve isso! Não vou ficar sozinho para o resto da vida. — ele cuspiu as palavras na minha cara.
Senti uma dor tremenda.
Ele tinha razão.
A culpa de tudo aquilo era minha.
Comecei a chorar, não conseguia controlar. Ele estava frio. Desde a morte da mamãe... ele se tornou frio, por culpa minha.
- Por favor, papai, não! — sussurrei.
- Você vai ir! — ele disse alto, muito alto.
Continuei chorando.
- Não, ela não vai. — disse uma voz forte, firme, atrás de mim. — A culpa não é dela se havia uma psicopata perto de nós! A culpa definitivamente não é dela. Se afasta, por favor.
Minha respiração acelerou. Era óbvio que ele não me deixaria ir.
Fiquei tão grata, mas tão grata, que me esqueci de respirar, admirando seus olhos amendoados.
- Desculpa minha filha. — ele disse olhando nos meus olhos. — Não quis dizer aquilo era só... para te convencer a ir. — virei o rosto para não olhar mais em seus olhos azuis claros. — Eu vou, mas volto para te ver, está bem? — ele beijou minha testa.
- Sim, papai. — concordei.
Meu pai era um grande diretor de filmes, de muitos países, mas principalmente daqui de Wood.
- Vamos, querida. — disse papai, virando-se para o lado.
- Quem, pai?
- Eu. — e Jessica saiu do carro dele, sorrindo para mim.
Droga.
- Que dedo podre pra mulher, hein pai?! — resmunguei bem alto.
- Ãh? Vocês se conhecem?!
- Argh. — resmunguei. — Ela me chama de vadia toooda hora, tentou namorar o Bruno, tentou colocar ele contra mim, ontem brigamos... Hum, acho que nos conhecemos sim!
Papai engoliu em seco.
- Desculpa querida, mas estamos juntos agora. — ele disse.
- Vou adorar ser sua madrasta. — disse Jessica, acenando falsamente para mim.
- NÃO! Não vou conviver com ela! Que filme ela tá fazendo agora, mais algum pornô?! — gritei.
- Por favor Isabella, você já é grandinha!
- SIM, PAPAI, SOU! Gradinha o suficiente para saber que eu não vou te visitar e nem te ver enquanto estiver junto com ela! E não venha me procurar! EU TE JURO QUE NÃO VAMOS NOS VER ATÉ VOCÊS TERMINAREM! — gritei mais alto.
- Não liga, querido, isso logo passa.
Olhei furiosamente para ela.
- Você vai sofrer a partir de agora... Se sua vida já era um inferno antes, prepare-se para o que virá agora. Você vai preferir morrer do que continuar perto de nós. — respirei fundo. — Eu te juro.
Notas finais
Looh
@looh_reis
♥
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