The Other Side

2 Retrocedendo Um Pouco


Notas iniciais
Umas mudanças... Agora somente eu (@looh_reis) que vou postar na fic :3

São Paulo, Brasil, um dia para as férias de verão de 2007:

Eu estava implorando à mais de um mês para viajar com meu pai para o Havaí. Eu tinha 16 anos e era a única coisa que pedia.

– Papaaaaaaai. Por favor. — eu implorava na verdade.

A resposta sempre era não, não e não.

– Mamãe, dá um jeito nisso. — disse já cansada de discutir com meu pai.

– Jean, chega de discutir, você sabe que discutir com a Malu é inútil — não, não era, mas mamãe sempre dava um jeito de me dizer um "sim"... Claro, quando eu merecia.

– Eu... Ok. — ele bufou.

Bem, sou a Isabella Maria Luisa Groeff, meu pai é Jean Parker Groeff e minha mãe é Marília Castro Groeff.

Somos uma típica família Brasileira. Sempre visitando lugares exóticos e tudo o mais, mas sempre que eu fazia um pedido para o meu pai para ir para o Havaí, eu era ou totalmente ignorada ou levava um não logo de cara.

Arrumei minhas malas apressadamente.

– Por que papai tem esse problema com o Havaí? — perguntei para minha mãe.

– Ah Malu, a sua vó mora lá e ele sempre discutiu muito com ela, ele não quer viver os mesmos problemas e erros... Mas vai fazer bem pra ele conversar com a mãe. — ela sorriu para mim.

– Espero que faça, eu amo viajar para o Havaí. — sorri apesar de ter feito isso apenas uma vez na vida.

O avião não atrasou e o vôo foi tranquilo, tudo ótimo.

Chegando lá senti o cheiro de maresia e me deleitei com o aroma maravilhoso.

– Meu Havaí. — disse suspirando e sorrindo.

Nos instalamos em Waikiki, Honolulu — a capital do Havaí — e ficamos por lá durante todas as férias.

Só que encontrei um garoto chamado Peter. Peter Gene Hernandez.

Na verdade todos o chamam de Bruno, porque quando era pequeno se parecia muito com Bruno Sammartino, e o apelidaram de Mars, porque as meninas diziam que ele era, de tão romântico, de outro planeta.

– Ou simplesmente porque sou louco. — ele riu.

– Que bom encontrar alguém aqui para conversar.

– É, deve ser horrível vir para um lugar e não conhecer ninguém. — eu me deitei na areia e ele logo me seguiu.

Eu apenas sorri.

– Agora eu conheço alguém.

Nunca tinha beijado ninguém na vida, até o momento.

Bruno veio se aproximando de mim e, contra a luz do sol, me beijou. Um beijo demorado.

Quando nossos lábios se afastaram, senti um impulso enorme de tê-lo mais perto de mim.

Passaram-se alguns dias e a data que eu teria que voltar para o Brasil chegava.

– Eu tenho uma coisa para você se lembrar de mim. — ele sorriu. — Toma.

E me entregou um pingente, era uma guitarra pequena e atrás estava escrito "Bruno Mars".

– Ér... Eu tenho algo parecido com isso. — tirei o pingente que eu carregava, que no caso, era uma cruz. — Meu pai que me deu... — sorri. — Atrás também tem meu nome.

– Mas Bella, aqui tá escrito Malu.

– É meu segundo apelido... Isabella Maria Luisa... Tem gente que me chama de Bella, outros de Malu. — sorri. — Aí tá escrito Bella Malu e um coraçãozinho. — eu ri.

– Bem, me dê um apelido.

– Hãn?

– Um apelido.

– Tá... Coelhinho? — ah droga, justo hoje estou péssima com apelidos.

– Ruim demais, outro.

– Coelhinho Marsciano?

– Você tá ruim hoje hein. — ele disse apertando minha bochecha.

– Ah para. — afastei sua mão. — Meu coelhinho marsciano. Mas pra quê isso?

– Para me reconhecer... E para eu te reconhecer. Sempre que falarem Coelhinho Marsciano vou saber que é a minha Bella. — MINHA, ele me chamou de MINHA.

Estou surtando, ok, calma, respira. 1, 2, 3, respira, se controla Isabella.

– Tenho que ir... — vi meu pai chegando com o carro para me buscar. — Tenho seu número de telefone e... Espero te encontrar de novo. — sorri.

– Eu também. — ele pegou meu rosto em suas duas mãos e me beijou rapidamente. — Vou sentir falta disso. — me virei engolindo o choro e secando uma lágrima que brotava de meus olhos. Prometi não olhar para trás, mas no último segundo simplesmente não resisti. Dei um tchau para ele e joguei um beijo pelo ar.

– Eu te amo. — sussurrei.

– Malu? — meu pai perguntou assustado. Fingi que nada acontecia.

– Calma pai, eu tô indo. — ri amarelamente.

Eu vou te rever Bruno, sei disso.

E então, antes de entrar no avião, toquei meu pingente e prometi para mim mesma que voltaria a ver aquele homem, ah se vou.


Notas finais
Espero que tenham gostado, por favor, comentem.