Bruno apertou minha mão e sorriu para mim. Me senti mais segura nesse instante.

Sorri de volta e respirei fundo. Entramos na boate que estava inexplicavelmente perfeita.

- Que foi? — disse Bruno percebendo meus músculos tensos.

- A última vez que estivemos numa boate não saiu tudo muito bem... — eu sorri amarelamente. — E... estou um pouco nervosa e um pouco ansiosa. — admiti.

Bruno sorriu.

- Sem essa, vai dar tudo certo. — apertou minha mão mais uma vez. — Vamos beber alguma coisa para ficarmos mais soltos. — sugeriu.

Eu não precisava beber nada para me sentir solta, era algo natural, mas já que Bruno sugeriu e eu estava uma pilha de nervos, deixei que ele me conduzisse para o bar.

O bartender agitou a bebida e então serviu para nós.

Experimentei.

Era um pouco forte... forte demais na verdade, mas parecia ser esse mesmo o intuito de Bruno. Mas para quê?

- Não estou tão nervosa à ponto de você ter que me fazer entrar em coma alcóolico, Bruno. — disse séria, apesar de querer rir.

Bruno riu.

- Essa foi boa... Talvez eu queira abusar de você hoje. — disse bebendo seu drink.

Não sabia o que perguntar, mas sentia que precisava perguntar algo.

- Abusar de mim? Ué, mas para que me embebedar? — a resposta era óbvia e eu como uma idiota ainda perguntei.

- Quero ver suas ações quando estiver grogue. — ele riu. — E parece legal fazer isso com você, depois poder dominá-la.

Bufei.

- Já sou sua.

Ele sorriu para mim e piscou, mas entendi o que ele estava fazendo. Realmente seria divertido, tirando a parte de quando eu fosse acordar no dia seguinte e sentir como se martelassem em minha cabeça.

Já estava me sentindo um pouco tonta quando terminei meu terceiro drink.

- Vem, vamos dançar. — Bruno disse, percebendo que só restava um pouco de lucidez.

Estava tocando "Live My Life". Dançamos agitadamente.

Depois tocou uma música lenta que não consegui reconhecer.

Bruno agarrou minha cintura e juntou nossos corpos, não havia sequer uma pequena abertura/espaço entre nossos corpos, então, nenhum ar passava por lá. Do mesmo modo, senti um frio na barriga e arrepios em todo o corpo. O frio, de repente, passou para minha nuca.

Dei dois passos para o lado, depois para o outro e então, já estávamos dançando.

Entrelacei meus braços em seu pescoço e ele entrelaçou os dele em minha cintura.

Ele me beijou delicademente, enquanto pressionava seu corpo ainda mais com o meu.

A música acabou e continuamos grudados. Não queria me separar dele agora.

Então, ele suspirou e nos desvencilhamos.

Pedi outro drink — o mesmo que havia tomado das três últimas vezes.

"Se Bruno quer me ver bêbada, vamos fazer isso direito", pensei.

- Cheers*. — disse para ele, sorrindo.

- Cheers. — concordou ele, rindo para mim.

* Cheers = é o chamado "tim-tim", ou o "saúde" na hora de brindar.

Notas finais
Looh
xoxo
@looh_reis
Amo vcs ♥