The Other Side
33 Pós Acidente
Notas iniciais
Como eu disse que não falava palavrão, os símbolos vão nos palavrões do Bruno ;p
Acompanhei-os até a delegacia e, em uma sala escura e toda revestida o policial começou:
– Tudo foi arquitetado... Muito bem feito. — Mary suspirou nesse momento, achando tudo aquilo entediante. — Ela calculou tudo... Acho que ela pode explicar melhor que eu. — disse Steve se atropelando nas palavras.
– Antes de vocês virem para o Havaí eu planejei tudo, calculei quantos graus deveria girar o carro, qual era o segundo exato para acelerar, quando vocês saíriam de casa... Tudo. Coloquei o plano em prática conquistando ainda mais a confiança da sua família... O plano inicial era colocá-la contra vocês, mas vi que não daria muito certo. Então decidi matá-la. — ela falou com extrema frieza e não sentindo nenhum remorso ou culpa.
Me levantei e bati a mão na mesa.
Steve teve de me segurar para não fazer uma loucura.
– Você vai pagar sua louca! — gritei alto.
Ela olhou no fundo dos meus olhos e riu.
– Posso até ser presa, mas tudo foi extremamente calculado Bruno. Dessa cirurgia ela não passa. Vou presa, mas você não vai ficar com ela. — ela gargalhou e chupou um pirulito que estava jogado na mesa. — Você perderá mais que eu. — ela piscou para mim.
– Você vai pagar p#rr@! — gritei mais alto ainda. — Você vai se f#d*r nessa prisão! — disse me controlando para não chorar de ódio.
– Tanto faz. — ela sorriu. — Mais conhecido como F##D@-S*! — ela gargalhou e falou diretamente para Steve: — Podemos sair daqui agora?
Sai da sala e fiquei totalmente atordoado com o que aquela psicopata tinha falado.
Voltei para o hospital, a cirurgia havia sido bem sucedida.
Jean — o pai de Malu — veio falar comigo:
– Ãh... Oi Bruno. — ele sorriu apertando minha mão.
– Oi. — me limitei a dizer isso. Como alguém poderia trair uma pessoa tão doce como Dona Marília? — ... Jean. — completei.
– É... Acho que não sou odiado ainda por você. — ele disse sorrindo.
– Claro que não... Eu só... — me calei.
– Você só...?
– Esquece. — disse. Ele olhou para mim querendo saber a verdade. — Como pode trair a Marília?
Ele gaguejou.
Olhei para o chão e vi o Doutor Conrad saindo da sala.
– E então? — perguntei apreensivo.
– Ela está chamando seu nome Bruno... — sorri de ponta à ponta, correndo para a sala no mesmo instante.
– Malu! — disse bem alto.
– Meu amor. — ela sorriu.
Fiquei tão feliz, vai para a lista de "momentos mais felizes da minha vida".
Inclinei meu corpo para beijá-la, e tentando não depositar todo meu peso nela, apoiei-me no travesseiro e demorei em nosso beijo.
– Que saudades de você. — sorri quase não me contendo de felicidade.
– E eu também... Eu ouvia cada coisa... Até já abri os olhos em uma noite enquanto você dormia, mas de repente tudo voltou a ficar preto... Meus sentidos foram aguçados e eu formava imagens na minha mente, imaginando o que se passava já que não conseguia abrir os olhos. — ela sorriu.
Depois de três dias de observação, levei-a para o hotel que tinha escolhido para nos instalarmos, para recuperação dela e nossa privacidade.
Carreguei-a no colo até dentro de casa.
– No sofá por favor. — ela disse sorrindo.
– Sim madame. — brinquei.
Deitei-a no sofá e arrumei as almofadas para que ela ficasse mais confortável.
Beijei-a levemente e ela tirou minha jaqueta.
– Foi fiel? — ela perguntou descontraídamente.
– Sim. — eu ri. — E você?
Ela gargalhou e me beijou.
– Ei, ei, vai com calma. — eu disse observando seus olhos brilhantes que me ansiavam.
Eu necessitava do mesmo, mas tinha medo de machucá-la.
– Não! Agora. — ela disse diretamente e mordendo meu pescoço.
Beijei-a e caí no chão, ela caiu sobre mim.
Gargalhei e ela junto.
Ela pegou minha mão e colocou em sua coxa, e por mais cedo que seja, ela já me deixava animado.
Ela sentiu minha carrot roçando sua perna, rígidamente, e riu.
Eu já estava sem camiseta e ela também, estávamos quase nus quando ela alisou meu corpo.
– Vamos logo com isso? — perguntei querendo que a tortura acabasse.
Com ela toda experiência era diferente, era mágica, inovadora, mais gostosa de se viver.
Ela assentiu e então coloquei minha carrot vagarosamente, temendo machucá-la por conta do acidente.
Ela parecia mais viva que nunca, então fiz movimentos mais rápidos.
– Se... — pausa para respirar. — Eu te machucar me diz, por favor. — falei já ofegante.
É óbvio que ela não diria.
Beijei seus peitos, lentamente, ouvindo seus gemidos que me levavam à loucura.
Seu corpo bem definido... Senti saudades daquele corpo perfeito.
Ela cravou as unhas em minhas costas e arranhou. Eu gemi alto.
Chegamos ao nosso ápice e ela gritou:
– GOSTOSO! — eu ri.
– GOSTOSA! — eu disse gargalhando.
Distribui beijos por sua barriga e a carreguei para o quarto.
Deitei-me junto à ela e falei para ela descansar.
– Vamos dormir? — ela perguntou. — Precisava de um banho beeeeeeeem gelado para apagar esse fogo. — ela gargalhou.
Eu ri.
– Vamos sim, pode aproveitar de mim enquanto durmo. — ela riu e balançou a cabeça.
Beijei sua boca demoradamente e aninhei-a em meu peito.
– Eu te amo. — ela sussurrou.
– Eu te amo. — e acabamos dormindo.
Notas finais
Looh
@looh_reis
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