O carro parecia fluir bem na pista, então o trânsito estava colaborando.

Sorri ao pensar dessa maneira.

Bruno acariciou minhas bochechas que estavam rosadas com a costa das mãos.

- O que está fazendo minha princesa sorrir? – ele disse mostrando os dentes perfeitos que reluziam.

- Pensar na nossa noite... como vai ser... o quanto o trânsito está contribuindo para eu ser feliz. – eu disse tentando evitar que uma lágrima escorresse pela minha face.

- Vai ser a melhor que poderá imaginar... Será aqui no Hawaii, mas logo vamos para o Brasil. – ele disse. – Eu te amo. – e agora disse em português.

Ai! Era demais para mim.

Comecei a chorar.

- Aw, que fofo! – disse acariciando suas covinhas que apareceram em um sorriso. – Eu te amo mais meu lindo! – ér, acho que vou ter que traduzir. – I love you more, my baby.

A mansão para qual íamos – que eu pensei que iríamos para um hotel, mas ok – era simplesmente LINDA. A porta dos fundos ficava colada na areia, era simplesmente perfeita.

A piscina refletia sua luz no lugar todo, o azul banhando a casa.

As luzes meio alaranjadas me transmitiam calma e quando percebi que todas as nossas coisas já estavam no local me senti mais aliviada, pelo fato de não ter que arrumá-las depois, admito.

- É... perfeito. – consegui dizer depois de apreciar cada detalhe do lugar.

- Eu vou tirar essa roupa e já volto meu amor. – ele me beijou.

Fui conhecer melhor o lugar.

No segundo andar, cheguei em nosso quarto. Vi uma mesinha ao lado de nossa cama.

Tamborilei os dedos na mesinha de mogno, escura.

Deixei meus dedos passearem pelo lençol macio que cobria a cama que era de madeira clara.

O colchão era fofo.

Abri a porta-janela de vidro que tinha no quarto, que dava vista para o outro lado da praia, além de ter mesinhas para comermos e guardas-sol para nos proteger quando amanhecesse.

Escorei meus cotovelos no parapeito para observar melhor a vista, a lua ainda brilhava bastante, e agora já não podia distinguir qual fora a estrela que mais brilhava no céu... ela não estava mais lá.

Bruno pigarreou, me assustando, o que me fez dar um pulo.

- Ah, oi Bruno. – eu disse apertando minha cintura.

- Oi... – ele disse sorrindo.

Ok. Eu estava nervosa.

- Já conheceu o lugar? – ele perguntou.

- Sim. Muito bonito... É um tipo de paraíso. – sussurrei para ele.

Ele sorriu novamente.

Dei alguns passos para frente, esperando que ele me beijasse para não ter que fazê-lo.

Ele agarrou minha cintura e o fez.

O beijo demorado com sabor indefinidamente perfeito e saboroso que me fez delirar.

Ele alcançou o zíper de meu vestido – que não era mais o do casamento – e então começou a puxá-lo para baixo lentamente. Me afastou um pouco e olhou em meus olhos, que obviamente deveriam estar brilhantes.

Quando terminou piscou para mim e me deitou na cama, arrancando-o e colocando em algum lugar do quarto que nem me preocupei em ver, fechei os olhos ao senti-lo passear suas mãos em minha perna, de um modo delicado.

Ele arrancou meu sapato.

Depois meu sutiã e... estava nua.

- Falta você. – sussurrei.

Puxei a gola de sua camisa para a cama. Desabotoei-a e então a joguei em algum lugar do quarto.

Cheguei em sua calça, e passei a mão pela região do zíper, sentindo-o já animado. Puxei o zíper para baixo e ele se afastou de mim.

Tirou a calça e o sapato e então, a meia, também.

Ele pulou em cima de mim.

Puxei a lateral de sua cueca para baixo, e ele então, em um movimento ágil a tirou.

- A... A... – eu tinha algo para falar, mas no momento que ele começou a me beijar não conseguia me lembrar.

- “A” o quê meu amor? – ele disse apertando meus seios e depois passou os dedos por minha barriga.

- A... – pronto, lembrei, mas Bruno já estava com a carrot próxima demais. Ele ia começar. – A camisinha! – consegui dizer sem fôlego depois de um beijo demorado.

Ele gemeu e resmungou algo. Esticou o braço até a mesinha de mogno escuro e então abriu a primeira gaveta.

Puxou uma das muitas que lá haviam e, em outro movimento ágil, rasgou o pacote e já estava pronto.

- Pronto? – ele perguntou sorrindo para mim.

- Sim. – disse apesar de estar simplesmente mais nervosa do que nunca.

Ele acariciou meu pescoço e mordeu-o de leve.

Senti sua carrot próxima de mim e então... ele já havia começado.

Começou gentilmente, com movimentos leves e acariciando meu cabelo.

Soltei gemidos enquanto ele fazia isso.

Ele acariciou um de meus seios, um dos braços se segurando em alguma parte da cama.

Depois passou para minha coxa e acariciou minha perna.

- Ma-mais. – implorei.

Ele riu e acelerou os movimentos, me fazendo arranhar suas costas com o máximo de força que pude. Ele gemeu, me fazendo delirar ainda mais.

Trocamos de posição.

Fiquei por cima dele.

Beijei seu tórax.

Depois passei para sua face, beijando-a lentamente, vendo-o se remexer e apertar a cama. Continuei acariciando seu tórax com a ponta dos dedos.

- R-Rebole. – ele disse para mim. Entendi, ok. Ele estava gaguejando como eu, estava sendo muito importante.

- Ok. – consegui dizer, em meio a um sorriso enquanto ele apertava os olhos o mais forte que podia.

Comecei a rebolar como ele pediu... até imaginar que parecia que eu estava em um bambolê.

Como ele estava de olhos fechados consegui sorrir levemente.

Ele soltou um rugido.

E então trocou para a posição inicial.

Pensei que fiz algo errado.

- Eu... Errei? – perguntei.

- Não... – ele disse parecendo sorrir e parecendo sufocar. – Não tô aguentando mais. Eu acho que vou... – ao dizer isso atingi meu ápice.

Ele atingiu o mesmo poucos segundos depois.

Caiu ao meu lado tirando a camisinha.

- Não acabou. – eu disse.

Entreguei a ele outra.

Ele colocou.

- Não? Não tá morta igual a mim? – ele riu.

Apenas sorri maliciosamente.

O envolvi com a boca.

Bruno agarrou-se em meus cabelos, gemendo cada vez mais e mais.

Depois beijei sua barriga, cada parte.

E então ele me encaixou nele.

- Esse não era o plano. – sussurrei em seu ouvido.

- Não seguimos o esperado nunca. – ele sussurrou de volta.

Ele começou com movimentos rápidos dessa vez.

Eu já estava completamente cansada, mas aguentaria dessa vez. Ele apertou minha coxa o mais forte que pode, me fazendo gemer. Não aguentamos muito tempo, atingindo nosso ápice pela segunda vez hoje. Caí totalmente cansada ao seu lado. Ele sorriu, jogando a camisinha fora.

- E então? A melhor noite da sua vida, não? – ele perguntou fazendo carícias em meus cabelos.

- Sim. – sorri e o beijei.

Deitei-me em seu peito e ele me envolveu em seu braço.

Bocejei.

- Durma. – ele sussurrou em meu ouvido.

- Ok, vou tentar. – sorri. — Bruno... E sobre filhos? – perguntei... Do nada aquilo vindo em minha cabeça.

- Eu não sei... Eu quero ter, mas não acha cedo? – ele perguntou.

- Sim, acho... Mas quero ter filhos antes de completar 30 anos... – eu disse.

- Calma... Vamos ter filhos logo. – ele acariciou minha cabeça de novo.

- Ok. – me remexi para me levantar da cama e procurar meu sutiã e minha calcinha. Entreguei para Bruno sua cueca. – Boa noite meu amor. – e beijei sua bochecha.

Ainda era capaz de sentir borboletas em meu estômago, a noite tinha sido perfeita.

- A noite foi perfeita. – sussurrei em seu ouvido.

- Eu também acho. – ele sussurrou de volta. Eu ri. – Boa noite pra você também, little bunny.

Minhas pálpebras começaram a se fechar e caí em sono profundo, sem sonhos.

Notas finais
So shave me maybe (8)
:P
Looh
@looh_reis
xxx