Notas iniciais
"Estávamos pedindo sorvetes para o moço da sorveteria quando vi ele andando com uma ruiva, um cabelo que parecia fogo de tão intenso, na praia, a mão por volta de seu ombro.
Falei com Bruno que devia desculpas à ele.
- Eu vou com você. - ele insistiu.
- Melhor não... Confie em mim. - pedi.
- Eu confio. - ele sussurrou.
Andei à passos largos pela areia branca e fina, ainda era muito cedo, então o sol quase não aparecia.
- Nick! - gritei, mas o vento parecia querer dificultar as coisas. Respirei fundo e preparei o 'gogó'. - NICHOLAAAAAAS! - gritei bem mais alto dessa vez.
Ele olhou para mim assustado, a ruiva apertou os olhos claros para me observar."

Bruno me levou para casa, as mãos quentes e palavras doces me acalmando, e parecia que estávamos numa cápsula, um lugar só nosso onde eu não teria que me importar com a dor.

Chegamos em casa e ele fez um curativo, e então cai no sono, até que rápidamente.

Um sono pesado, não sonhei naquela noite.

Acordei disposta à procurar Nick e me desculpar com ele.

Estávamos pedindo sorvetes para o moço da sorveteria quando vi ele andando com uma ruiva, um cabelo que parecia fogo de tão intenso, na praia, a mão por volta de seu ombro.

Falei com Bruno que devia desculpas à ele.

– Eu vou com você. — ele insistiu.

– Melhor não... Confie em mim. — pedi.

– Eu confio. — ele sussurrou.

Andei à passos largos pela areia branca e fina, ainda era muito cedo, então o sol quase não aparecia.

– Nick! — gritei, mas o vento parecia querer dificultar as coisas. Respirei fundo e preparei o 'gogó'. — NICHOLAAAAAAS! — gritei bem mais alto dessa vez.

Ele olhou para mim assustado, a ruiva apertou os olhos claros para me observar.

Ela murmurou algo para ele, mas não fui capaz de ler seus lábios, tampouco ouví-la.

Tirei o cabelo de meus olhos e boca.

Só agora percebi o tom de seus olhos, negros como a escuridão, os mais negros que havia visto.

– Malu! — ele disse sorrindo.

Andei mais um pouco até estar bem perto deles.

– Me desculpe por ontem... Não quis ser estúpida com você mas é que ardia... — olhei para minha perna, tentando bloquear as lembranças terríveis da dor inexplicávelmente dolorosa, terrível e cruel. Balancei meu corpo de um lado para o outro.

– Tudo bem, eu te entendo. — ele disse tirando o braço dos ombros da menina. — E aí, cadê o Bruno?

Olhei para a sorveteria.

Bruno não olhava para nós, estava de costas.

– Ér, eu já volto. — disse sorrindo.

Fui até a sorveteria.

– Vamos até lá, Bruno.

– Mas e o sorvete?

– Segura aí. — disse para o sorveteiro. Ele acenou com a mão, como se fosse para eu sair do local, não de um jeito arrogante, de um jeito... gentil.

Arrastei Bruno, segurando firme em sua mão.

Ele sorriu para mim.

– Pronto. — disse ofegante. Arrastar o Bruno que era super musculoso não era uma tarefa fácil.

Nicholas sorriu para Bruno.

– E então... Essa é Melissa. — disse Nick apontando para a ruiva que sorria para Bruno. Ela soltou uma piscadela para ele. — É minha irmã.

– Sério? Vocês não parecem nada. — eu disse. — Desculpa... — me arrependi no mesmo instante.

– Que isso... Somos meio-irmãos na verdade. — disse Nick. — Para Melissa. — ele olhou sériamente para a irmã.

– Parar com o que?! — ela disse irritada.

– De olhar para ele. Eles são namorados. — ao ouvir isso Bruno riu.

– É verdade... — completou Bruno, me abraçando.

– Ninguém resiste ao seu charme. — sussurrei para ele. — Vou ficar com ciúmes. — cruzei os braços.

– Não fique. — ele beijou minha bochecha. Estávamos abraçados, ele atrás de mim, então ele virou meu rosto e me beijou na boca. — Eu te amo.

– Eu também... — sorri.

Melissa pigarreou.

– Então... Nós vamos dar uma festa lá em casa hoje... Quem sabe você Bruno... digo, quem sabe vocês, Bruno e Malu, possam ir. — ela disse sorrindo.

– Contanto que você não se insinue e nem se jogue em cima do meu namorado. — sorri.

Ela sorriu de volta.

– Eu tenho namorado... Só gosto da música dele. — ela continuou. — Apesar de ele ser muito bonito.

Senti um alívio.

Mas um namorado não impediria alguém de nada, porque, convenhamos, o Bruno é o caminho da perdição.

– Nós vamos ir. — disse sorrindo para ela. — Que horas? — perguntei.

– Quando o sol começar à se por. — ela piscou para nós e saiu andando pela areia.

– Bem, vejo vocês lá. — disse Nick, acenando com a mão e correndo para alcançar a menina que corria rápido demais até para ele que era muito mais alto que ela.

O tempo passou rápido. Coloquei um short com o jeans "rasgado" e uma blusa branca com um dos ombros caídos, tecido fino e leve.

Peguei uma sandália preta e soltei os cabelos, que caíam sobre minhas costas em cascata, cachos perfeitos.

– Estou pronta. — sussurrei para Bruno, que se virou lentamente para me ver.

Notas finais
Looh
@looh_reis
xoxo