The Other Side
52 Caixinha de Veludo
Notas iniciais
"A lua parecia maior do que o normal e as estrelas mais brilhantes do que geralmente deveria ser, e a minha vida, parecia um conto de fadas.
Abracei-o com toda a força que pude, abracei-o como se aquilo você a última coisa que faria na vida, a mais importante. Segurar meu mundo nas mãos não era fácil.
Ele se afastou de mim e tirou do bolso uma caixinha preta, de veludo."
Senti que estava trêmula. Não acreditava naquilo.
Era óbvio que já pensei mil vezes sobre eu e Bruno casarmos, é uma das coisas que mais desejo.
- Aceita se casar comigo? – perguntou Bruno, com os olhos brilhantes, os grandes olhos amendoados iguais aos meus que me transmitiam segurança me convidando para ser a Srta. Hernandez.
- Sim. – disse por fim, engolindo em seco, ainda trêmula. Bruno sorriu e pareceu estar mais relaxado. Puxou minha cintura para perto de seu corpo e me deu um beijo demorado e gostoso. – Aloha. – disse enquanto ele me beijava. – Que também pode significar “Eu Te Amo”.
A lua parecia maior do que o normal e as estrelas mais brilhantes do que geralmente deveria ser, e a minha vida, parecia um conto de fadas.
Abracei-o com toda a força que pude, abracei-o como se aquilo você a última coisa que faria na vida, a mais importante. Segurar meu mundo nas mãos não era fácil.
Ele se afastou de mim e tirou do bolso uma caixinha preta, de veludo. Dentro havia um pequeno tecido fino de cor branca que ostentava um anel brilhante de ouro, com uma grande pedra em formato de diamante incrustada nele. Colocou o anel, o mais bonito que eu vira na vida, diga-se de passagem, em meu dedo e então senti borboletas em meu estômago, a necessidade de ter seus lábios junto aos meus me consumindo.
- Agora é oficial, estão noivos! – disse Pete, o pai de Bruno, que sempre fora um anjo.
Comecei a chorar loucamente, dando alguns beliscões enquanto ninguém me olhava para ver se eu estava sonhando.
Vi lágrimas descerem pelo rosto de Bruno.
- Eu te amo. – ele disse, me puxando para outro beijo.
Agora eu estava... noiva.
Ainda era difícil acreditar que aquela cena não passava de um sonho, um local bem difuso, diga-se de passagem, para um sonho. Porque eu amava o Hawaii, minha terceira casa.
A primeira, obviamente, era o Brasil, apesar de eu ser Paulista, amava o Rio, amava o resto do país. Porque se você pensa que Brasil é somente São Paulo e Rio de Janeiro está enganado.
Estados Unidos. Mas a segunda especificadamente é Los Angeles, foi lá que meu sonho se tornou realidade.
A terceira é o Hawaii, um lugar que eu sempre amei e admirei, praias lindas, o calor intenso o ano todo, as pessoas bonitas e sorridentes, a cultura, tudo.
Bruno amava a cultura, as pessoas e tudo o mais do Brasil. Ele amava o Brasil. Não era de menos, o Brasil é tão acolhedor.
- Eu te amo. – sussurrei em seu ouvido enquanto John Valentine, seu tio, tocava no ukelelê, o conhecido brasileiro “cavaquinho”, “Just The Way You Are” e Bruno cantava em meu ouvido.
- ‘Cause girl you’re amazing, just the way you are. – Ele cantou. Sorri de ponta a ponta, ainda dançando com ele, o homem que eu amava. Dois passos para lá, dois passos para cá.
- Aêeeeeeeeee! – gritou o tio John, me abraçando. – Parabéns Malu, tudo de bom para vocês.
Vi algo parecido com o fogo se aproximar.
- Melissa? – apertei os olhos para poder observar direito.
- Maaluuuuu! Pensou que ia se livrar de mim aqui no Hawaii?! – no final das contas viramos amigas, pois é.
- Tudo bem? – disse abraçando-a o mais forte que consegui.
- Sim! – ela disse apertando-me forte.
Olhei por cima de seu ombro. Gabbe estava lá com Ryan – milagre ele continuar com ela, deve ter se apaixonado, só pode. Nick andava com outra loira ao seu lado, eu não a reconheci.
- Essa daí é a Laura. – ela disse para mim, acompanhando a linha de meu olhar. – Eles já se namoravam antes, mas rolou umas coisas que atrapalharam tudo. – ela suspirou tristemente. – Aw amiga, nem acredito que você vai casar!
Ao ouvir aquelas palavras, lembrei-me de Jessie, Demi, Katy, Miley e obviamente a minha Sô louca.
Olhei para as pessoas que ali estava e lá vi todas elas... menos a Soph.
Abracei-as bem forte, conversei bastante tempo com elas, até sentir uma mão em meu ombro.
- Pensou que eu ia deixar esse momento tão importante passar? – ouvi a voz familiar.
- SOOOOOOOOOOOPH! – gritei bem alto abraçando-a, sem conseguir evitar o choro. – Amiga.
- Aw chocolate, pensou que ia te deixar sozinha nessa né? Tenho que conhecer seu boy magia. – ela disse apertando meu ombro.
- Doce de coco! – abracei-a mais ainda. – E aí, cadê o Cam?
Vi um homem de cabelos negros e olhos claros, branco e era alto, usava branco também, como todos na festa.
- Aqui estou eu. – ele disse agarrando a cintura de Soph.
- Eu sei, eu sou sortuda pra c@r@lh#! – ela disse sorrindo de um jeito super estilo ‘eu sou louca’.
Procurei Bruno no meio dos convidados.
Me aproximei dele.
- Você é a melhor coisa que aconteceu na minha vida. – e beijei-o.
Fui até a água para molhar meus pés e avistei a estrela mais brilhante do céu a oeste.
Lembrei automaticamente da minha mãe.
- Eu sabia que você não me deixaria sozinha nessa, mamãe. – a estrela brilhou mais um pouco. Eu sorri.
Notas finais
Looh
@looh_reis
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