The Other Side
45 2Gether
Bruno's POV
Eu sabia que ela estava sofrendo... e muito.
No velório ela usou um vestido longo e preto, tomara que caia.
Eu tentava imaginar a dor que ela sentia...
- É uma dor física... pior do que eu me sentia quando ficava longe de você... é muita dor. — ela sussurrou no meu ouvido.
Depois que o enterro acabou, ela quis ir embora para casa, evitou os paparazzi e, antes de entrar no carro, só deu uma palavra à eles:
- Eu estou sofrendo... por favor, me deixem sofrer sozinha. — e deixou uma lágrima rolar por sua face.
❊
10 Dias Depois
Malu's POV
- BRUNO, vamos, a gente tem que ir pro estúdio. — disse à Bruno que estava atrasado porque havia dormido demais.
10 dias se passaram desde a morte da minha mãe e eu tinha que estar forte.
Um dia depois tentei ficar mais alegre... e isso foi acontecendo à cada dia que se passava, pois eu simplesmente não conseguia ficar triste o tempo todo, mas a dor de perder a minha mãe ainda me corroía por dentro, e doía.
Chegamos no Estúdio, porque já estava na hora de terminar o álbum "Prepare To Shit Yourself".
- E aê Phil. — disse Bruno socando o ombro dele de leve.
- Fala... — sorriu Phil. — Oi. — disse me medindo.
Corei.
Ser o centro das atenções às vezes era bom, mas era muito vergonhoso.
- Para de olhar pra ela. — Bruno deu um tapa na cabeça de Phil.
- E aí Malu. — disse Ari, sorrindo para mim.
- Oi Ari, oi Phil. — disse ainda me sentindo envergonhada. — E a Urbana, Zadeh e Zaima?
- Estão bem... — sorriu Philip.
Após terminar nosso trabalho, Bruno decide que vai fumar um cigarro.
- Larga essa porcaria, não quero que você morra. — disse bem diretamente.
Ele sorriu.
- Vou largar. — e me beijou, saindo do estúdio para fumar.
Bruno's POV
Fui lá fora fumar um cigarro, até que vejo a Jessica andando na rua.
Fiz de tudo para disfarçar que não estava ali, mas ela foi até mim.
- Oi Bruno. — ela sorriu.
Somente balancei a cabeça.
- Então... — ela me mediu. — Estava pensando em você ir na minha casa... arrumar a cama... ou terminar de quebrá-la.
Ela estava com um vestido curto.
- Não, obrigado.
- Ah qual é... eu sou gostosa o bastante pra você.
- Não vou dizer que você é feia... não sou cego. Mas a Malu é mais. Eu amo ela. — joguei o cigarro fora.
- Mas você ainda me deseja. — ela mordeu o lábio inferior.
- Ah fala sério, sai daqui.
- Não antes de você admitir que me deseja.
- Não desejo, sai daqui.
- Admita!
- Sai daqui c@r@lh#, eu tenho que entrar! — falei bem alto.
Ela olhou para a porta e alisou meu peito.
- Aw, claro que vou amar... então, combinado, vou te esperar lá em casa, depois da Malu dormir. Beijos. — e saiu rindo.
Me virei e vi Malu, com os olhos arregalados, olhando para o nada.
- Malu, não é o que parece. — sussurrei, mas foi alto o bastante para ela ouvir.
- O que ela estava fazendo aqui?! — perguntou irritada.
- Ela me propôs isso, mas eu neguei! Disse que você é a melhor! — ela pareceu sair do transe, mas ainda estava irritada. — Acredite em mim, por favor!
- Eu acredito! Mas vou acabar com essa vadia agora. — eu podia sentir seu sangue fervendo mesmo da distância em que estávamos.
Dito isso, Malu foi atrás de Jessica.
Jessica olhou para trás e vi Malu levantando a mão e puxando o cabelo dela.
- ME SOLTA SUA LOUCA.
- NÃO! Não antes de livrar o mundo de mais uma vadia igual a você! — ela gritava.
Corri para apartar a briga, as duas já puxavam o cabelo uma da outra.
Separei-as.
- QUEREM PARAR?! QUEREM SER PRESAS?! — gritei.
Malu começou a chorar.
- Sai da minha vida, sua vaca. — disse entre os soluços.
- Você NUNCA vai entender que o Bruno é MEU! Ele é MEU. Eu não pensava em me juntar à Mary para acabar com esse casalzinho ou só para acabar com você, Malu... Mas agora estou pensando em aceitar o pedido dela. — um choque... um choque para nós.
Malu gritou:
- Se. Você. Ferir. Alguém. Da. Minha. Família. Eu. Vou. Te. Caçar! — disse pausadamente. — Nem que eu tenha que ir até o in...
- Chega. — interrompi Malu. — Sai daqui Jessica. Não volta nunca mais.
- Você me quer, me deseja. — ela disse.
- Sim. Te quero BEM LONGE DAQUI e desejo que você NUNCA MAIS APAREÇA. — peguei Malu no colo e levei para o carro. — Vamos embora meu amor, tá bem?
- E-Ela vai sofrer se encostar um dedo em quem eu amo. — avisou Malu, sentando-se no banco do carro.
Dirigi o mais rápido que pude para casa.
- O que vamos fazer? — ela perguntou.
- Vamos pular na piscina... um nado noturno. — sorri.
Ela sorriu para mim, e comentei sobre assuntos aleatórios, até fazer ela quase morrer de rir e então esquecer o que havia ocorrido.
Notas finais
Looh
@looh_reis
xoxo
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