Bruno's POV

Eu sabia que ela estava sofrendo... e muito.

No velório ela usou um vestido longo e preto, tomara que caia.

Eu tentava imaginar a dor que ela sentia...

- É uma dor física... pior do que eu me sentia quando ficava longe de você... é muita dor. — ela sussurrou no meu ouvido.

Depois que o enterro acabou, ela quis ir embora para casa, evitou os paparazzi e, antes de entrar no carro, só deu uma palavra à eles:

- Eu estou sofrendo... por favor, me deixem sofrer sozinha. — e deixou uma lágrima rolar por sua face.

10 Dias Depois

Malu's POV

- BRUNO, vamos, a gente tem que ir pro estúdio. — disse à Bruno que estava atrasado porque havia dormido demais.

10 dias se passaram desde a morte da minha mãe e eu tinha que estar forte.

Um dia depois tentei ficar mais alegre... e isso foi acontecendo à cada dia que se passava, pois eu simplesmente não conseguia ficar triste o tempo todo, mas a dor de perder a minha mãe ainda me corroía por dentro, e doía.

Chegamos no Estúdio, porque já estava na hora de terminar o álbum "Prepare To Shit Yourself".

- E aê Phil. — disse Bruno socando o ombro dele de leve.

- Fala... — sorriu Phil. — Oi. — disse me medindo.

Corei.

Ser o centro das atenções às vezes era bom, mas era muito vergonhoso.

- Para de olhar pra ela. — Bruno deu um tapa na cabeça de Phil.

- E aí Malu. — disse Ari, sorrindo para mim.

- Oi Ari, oi Phil. — disse ainda me sentindo envergonhada. — E a Urbana, Zadeh e Zaima?

- Estão bem... — sorriu Philip.

Após terminar nosso trabalho, Bruno decide que vai fumar um cigarro.

- Larga essa porcaria, não quero que você morra. — disse bem diretamente.

Ele sorriu.

- Vou largar. — e me beijou, saindo do estúdio para fumar.

Bruno's POV

Fui lá fora fumar um cigarro, até que vejo a Jessica andando na rua.

Fiz de tudo para disfarçar que não estava ali, mas ela foi até mim.

- Oi Bruno. — ela sorriu.

Somente balancei a cabeça.

- Então... — ela me mediu. — Estava pensando em você ir na minha casa... arrumar a cama... ou terminar de quebrá-la.

Ela estava com um vestido curto.

- Não, obrigado.

- Ah qual é... eu sou gostosa o bastante pra você.

- Não vou dizer que você é feia... não sou cego. Mas a Malu é mais. Eu amo ela. — joguei o cigarro fora.

- Mas você ainda me deseja. — ela mordeu o lábio inferior.

- Ah fala sério, sai daqui.

- Não antes de você admitir que me deseja.

- Não desejo, sai daqui.

- Admita!

- Sai daqui c@r@lh#, eu tenho que entrar! — falei bem alto.

Ela olhou para a porta e alisou meu peito.

- Aw, claro que vou amar... então, combinado, vou te esperar lá em casa, depois da Malu dormir. Beijos. — e saiu rindo.

Me virei e vi Malu, com os olhos arregalados, olhando para o nada.

- Malu, não é o que parece. — sussurrei, mas foi alto o bastante para ela ouvir.

- O que ela estava fazendo aqui?! — perguntou irritada.

- Ela me propôs isso, mas eu neguei! Disse que você é a melhor! — ela pareceu sair do transe, mas ainda estava irritada. — Acredite em mim, por favor!

- Eu acredito! Mas vou acabar com essa vadia agora. — eu podia sentir seu sangue fervendo mesmo da distância em que estávamos.

Dito isso, Malu foi atrás de Jessica.

Jessica olhou para trás e vi Malu levantando a mão e puxando o cabelo dela.

- ME SOLTA SUA LOUCA.

- NÃO! Não antes de livrar o mundo de mais uma vadia igual a você! — ela gritava.

Corri para apartar a briga, as duas já puxavam o cabelo uma da outra.

Separei-as.

- QUEREM PARAR?! QUEREM SER PRESAS?! — gritei.

Malu começou a chorar.

- Sai da minha vida, sua vaca. — disse entre os soluços.

- Você NUNCA vai entender que o Bruno é MEU! Ele é MEU. Eu não pensava em me juntar à Mary para acabar com esse casalzinho ou só para acabar com você, Malu... Mas agora estou pensando em aceitar o pedido dela. — um choque... um choque para nós.

Malu gritou:

- Se. Você. Ferir. Alguém. Da. Minha. Família. Eu. Vou. Te. Caçar! — disse pausadamente. — Nem que eu tenha que ir até o in...

- Chega. — interrompi Malu. — Sai daqui Jessica. Não volta nunca mais.

- Você me quer, me deseja. — ela disse.

- Sim. Te quero BEM LONGE DAQUI e desejo que você NUNCA MAIS APAREÇA. — peguei Malu no colo e levei para o carro. — Vamos embora meu amor, tá bem?

- E-Ela vai sofrer se encostar um dedo em quem eu amo. — avisou Malu, sentando-se no banco do carro.

Dirigi o mais rápido que pude para casa.

- O que vamos fazer? — ela perguntou.

- Vamos pular na piscina... um nado noturno. — sorri.

Ela sorriu para mim, e comentei sobre assuntos aleatórios, até fazer ela quase morrer de rir e então esquecer o que havia ocorrido.

Notas finais
=]
Looh
@looh_reis
xoxo