The Other Miku
2 Keep Calm Little Sister, ... I'll Kill You
Notas iniciais
Mika pov.:
Se olhos pudessem chorar sangue, juro que a faria passar por isso. Covarde. Era isso que ela era. Uma traidora covarde.
Ela pagaria. Foi isso que prometi a ela.
E promessa minha nunca é descumprida.
Eu poderia sair daquele lugar branco a hora que quisesse. Eu quis esperar. Se tem algo que me sobra além de beleza e maldade, é paciência.
Eu iria destruir a vida dela do jeito que ela nunca esperaria. Acabando com seus relacionamentos, e depois, acabando com as pessoas com quem ela tinha relacionamentos.
Ela ia me implorar a morte. E eu a prenderia e a deixaria viver. Porque é isso que as traidoras merecem. Uma vida de mais extrema solidão e culpa.
Enquanto estive no hospício, por quase oito anos, eu planejava todos os meus dias e os dias dela depois de sair de lá. Eu descobri que ela gostava de alguém pelo meu irmão Mikuo, que tinha amigos, que amava cantar e que sempre ficava de recuperação. Não fiquei surpresa. Miku nunca fora inteligente o suficiente para descobrir meus esconderijos.
Pensando bem, Mikuo era o único que eu não mataria. Todo mês ele ia falar comigo, mesmo eu lutando para não demonstrar reação alguma.
O que eu queria fazer quando ele ia, secretamente, me visitar, era me jogar em seus braços, chorar, dizer que o amava e que era o único de quem sentia falta e implorar para ele me tirar dali.
Se eu o pedisse, meu irmão com certeza tentaria. Por isso é ele a única pessoa que eu ainda tenho carinho.
Ele sempre me contava piadas sobre Miku e eu ria por dentro. Por fora, apenas encarava algum ponto do quarto enjoativamente branco.
Ele não merecia a morte. Era o único que choraria pela minha.
Não irei revelar aqui como sai do hospício. Só vale frisar que foi extremamente fácil. E apenas precisar, ahn, deletar dois idiotas.
Simples. Acho que até Miku daria conta.
Mordi meus lábios. Por que todo dia pensava nessa infeliz? Não foi por culpa dela que eu estava enferrujando lá dentro? Não foi por causa dela que eu não pude ser normal? Meus pais também tem culpa por ter tido duas filhas.
Bobos. Era isso que eles eram.
Minha próxima parada depois do hospício foi uma loja de perucas perto do fim do mundo. Não, acho que o fim do mundo era antes da loja de perucas.
A loja estava abandonada. Era apenas uma faixada, pois era o centro de uma grande quadrilha.
Eu sabia até o horário em que eles não estavam. E o horário era aquele.
Peguei a primeira peruca que eu achei patricinha demais. Ela era rosa e comprida, e estava amarrada em dois rabos de cavalo enormes. Como meu cabelo e o da Miku. Pelo azar de sempre, meu cabelo era um preto-deprimente enquanto o dela era verde-água-filhinha-do-papai.
Amarrei meu cabelo e coloquei a peruca. Eu também tinha o endereço de, hum, Kaito. Era o nome mesmo desse garoto?
Pelo que ainda me lembrava da escola, estavam em tempo de recuperação, e como meu irmão me disse na visita do mês passado que Kaito e Miku estavam apaixonados, obviamente iria para lá.
Se Miku não estivesse lá, daria conta do meu plano B.
Porém ela estava. E estava entretida vendo minha foto no noticiário. Devia estar feliz pela minha dor e com medo. Ela sempre ficava feliz quando me dava mal. Vadia.
Fui sorrateiramente até ela e sussurrei as palavras.
Ela se virou e tentou me atacar, mas desviei com alta flexibilidade.
Kaito se interpôs entre nós duas.
- Miku, até agora a pouco você estava toda fragilizada e agora quer bater em todos. – Falou direcionado a ela. Miku me olhava assustada e respirava rapidamente. Kaito se virou para mim. – E você, quem é?
- Sakura Hatsune. – Fiz uma menção. – Prima de Miku Hatsune.
Enquanto Kaito me encarava surpreso, Miku me olhava num misto de emoções.
Sorri maliciosa para ela.
“Que os jogos comecem!”
Notas finais
Obrigada, Shorty, por lê-la
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