The Other Me

1 One-shot - The other me


Notas iniciais
Chaos! ^^
Então, como eu disse, é meu primeiro selfcest. Para quem não sabe, é "romance" consigo mesmo - pode ser qualquer tipo de "romance", até mesmo amor próprio, contanto que tenha demonstração de atos românticos (no caso, beijo). Não leia se não gostar.
Bem, espero que gostem.

One-shot – The other me

(Kyoya’s POV)

A minha situação atual não era boa. Se eu fosse descrevê-la em uma palavra seria “desconfortável”.

– E então? – perguntou-me... O outro eu – Já se decidiu?

Apertei os lábios. Eu deveria rever meus conceitos, eu viraria alguém realmente insuportável.

Talvez ele tenha entendido minha expressão, pois deu um sorrisinho cínico e segurou meu queixo com uma mão.

Uma mão grande, macia e quente. Tão diferente das minhas atuais...

– Sabe... Kyoya... É entediante quando se mantém em silêncio. – ele provocou, ainda com o mesmo sorriso.

– Você fala de mais. Isso é insuportável. – rebati tentando me soltar, mas ele apertou mais meu queixo, e não houve nenhuma reação em meus pulsos.

– Eu era mesmo tão fraco assim dez anos atrás? – ele murmurou pensativo.

– Me solte, seu desgraçado! – rosnei – Me solte ou irei te bater até a morte!¹.

– Eu sou você. – ele deu de ombros – O que falar de mim também vale para si mesmo.

Suspirei. Ninguém merece...

Arregalei os olhos, algo quente se pressionava contra meus lábios. Ele me... Beijava!


Eu andava pela escola a caminho do terraço quando ouvi uma voz conhecida. Não é incomum, é minha escola afinal, mas não era a voz de estudante ou professor algum. Não daqui.

– Hibari. – tornou a chamar a voz. Me virei, e lá estava a criança que eu imaginava.

– O que faz aqui, bebê? – perguntei franzindo o cenho e alcançando as tonfas dentro do meu casaco.

– Vim lhe entregar algo. – ele sorriu e me estendeu um envelope.

– E o que é isso? – peguei-o e analisei com cuidado.

– Isso é do Dino... – ele explicou, mas se interrompeu desviando de outra criança. Uma criança-vaca.

Uma criança-vaca que tropeçou, e de seu cabelo caiu uma bazuca, que me acertou em cheio. Eu não consegui enxergar em meio à fumaça, e não sabia o que acontecia até ter ambos os braços puxados para trás do corpo e eles serem presos por um par de algemas apertadas.

E, em sequência, fui derrubado no chão, imobilizado por alguém – que sentou-se em minha cintura – e obrigado a ouvir enquanto ele lia a carta de Dino.

E o responsável de tudo era...

Eu mesmo. O eu do futuro.


Seus lábios se moveram contra os meus, forçando-se de maneira irritada. Tentou aprofundar, lambendo meus lábios, mas os mantive fechados.

Isso é, até receber um soco no diafragma.

Assim que abri a boca ele forçou sua língua para dentro, acariciando-me de dentro para fora, fazendo calor e arrepios se espalharem por meu corpo.

Mordi sua língua, incapaz de respirar. Ele se afastou e lambeu os próprios lábios, me encarando com contentamento e interesse.

– O que diabos foi isso...?! – grunhi irritado.

– Um beijo. – ele apontou o óbvio. Então parou e riu – E, ao que parece, o seu... O meu?... O nosso primeiro beijo. Acho que me apressei um pouco.

– Do que está falando? – ainda me irritava saber que ele sabia sobre mim e eu não sabia sobre ele. Ele e eu somos a mesma pessoa! Por que eu não o entendo?

– Acho que isso não muda nosso futuro. – ele deu de ombros – Você não respondeu, Kyoya. O que irá fazer?

– Sobre o que?! – me irritava não me entender.

– Sobre o Dino. – suas palavras pesavam toneladas sobre mim, e me fizeram encolher-me.

Dino. O que eu faria? Aquela carta... Era mesmo verdade? Ele... Realmente desistiria? Ele se casaria?

– Acho que devo lhe explicar logo que isso é verdade. – ele acariciou meu rosto com a ponta dos dedos da mão que antes me agarrava – Eu conheço esse receio, esse medo. Mas eu também conheço a dor.

Fechei os olhos, incapaz de encarar meu outro eu por mais tempo. Eu sabia que ele não mentia. Eu nunca mentiria sobre isso para mim mesmo. Eu iria sofrer se o Dino se fosse. Não desejava isso. Eu não queria... Ficar sozinho.

– Por favor, faça a escolha certa... – ele murmurou colando nossas testas – Mas saiba que irei aceitá-lo mesmo se não fizer. Eu e você somos o mesmo, e eu te amo. Desisti de me odiar. Aceite a si mesmo, Kyoya...

Ele juntou nossos lábios novamente, e retribuí o selar delicado. Eu sabia que ele não seria agressivo agora. Eu me aceitaria, e não o faria sofrer...

Ele se afastou e eu abri os olhos. Ele sorriu e, timidamente, retribuí o sorriso. Suas mãos foram aos meus punhos e os soltaram. Abracei seus ombros e agradeci num sussurro:

– Obrigado por querer acabar com nossa solidão.

Ele pousou os lábios em meu ombro e o senti sorrir.

A nuvem rosa voltou a me rodear e eu estava no passado novamente. E, em minha frente, estava Dino.

– Kyoya, você está bem? – ele perguntou preocupado, ajoelhando-se ao meu lado.

Te amo. Não desista de mim. Não se case. Não me deixe sozinho. Fique comigo.

Puxei seu rosto e o beijei:

– Melhor impossível.

Notas finais
¹ - "Vou te bater até a morte", ou mesmo "vou te morder até a morte", é aquela frase que o Kyoya insiste em repetir, milhares e milhares de vezes. Eu conheci no anime como "bater", mas no mangá estava "morder"; como eu acho que é meio estranho ele falar que vai morder alguém - mesmo que faça sentido se formos considerar suas expressões de "carnívoro" e "herbívoro" -, eu prefiro usar "bater".

Reviews, por favor? Me deem opiniões, por favor! *-*
Bem, até os reviews XD
Ciao, ciao! o/
Bacio! ;*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!