The Other Girl
9 Capítulo 9 - Girl in the Flower Dress
Notas iniciais

"A garota do vestido florido"
— Narradora —
— Cada decisão que tomar, daqui em diante, terá consequências. Então, fique avisada. A coisa vai ficar feia. — disse Ward.
— G7. — respondeu Skye, e o agente fechou os olhos lentamente.
— Acertou.
— Isso! — comemorou a castanha.
Os dois estavam jogando batalha naval, óbvio que quem ganhava era ele, mas a hacker não estava tão atrás assim.
— Então, explique-me de novo o que tem haver com o meu treinamento.
— É importante para todos O.S.'s avaliarem o modo de pensar de seus estudantes. — respondeu o agente — E gosto de jogos de tabuleiro. B10.
— Não. Isso não é pensar, é atirar no escuro. — retrucou ela — Mas é bom ter uma folga dos exercícios.
— Você merece uma folga. — confirmou Grant — Tenho que dá crédito ao Coulson. Nunca veria uma ex-hacker da Maré Crescente como alguém que se encaixasse, mas está prendendo rápido. Vocês duas, na verdade.
— Você acabou de elogiar a mim e Star?
— Não, fiz um comentário. — negou o homem.
— Um gentil. — acrescentou Skye — Doeu fazer isso? Precisa de gelo? — ele riu de leve, enquanto a castanha brincava mais uma vez — Nossa, um elogio e um sorriso.
— Comentário. — corrigiu Ward.
— Não quero estragar o momento, mas tenho que responder com... G4. — o agente fechou a expressão de seu rosto — Diga, Ward. Diga.
— Você afundou o meu navio.
— Isso!
— Certo, vamos desempatar. — disse Grant.
— Eu derrotei você. — afirmou a de olhos escuros.
— Vamos desempatar. — retrucou o homem.
— Até que a Skye está se adaptando bem. — disse Star, bebendo um gole de água de sua garrafa.
— Estão se gabando? — questionou May para os dois ao seu lado.
— Um pouco. — respondeu Coulson, batendo na mão estendida da morena ao seu lado, ambos os três observavam a discussão de Skye e Ward sobre o jogo.
— Você acordou mais cedo essa manhã. Nós o vimos vagando antes de começarmos a Tai Chi. — falou Melinda, referindo-se a ela e a de olhos achocolatados — Está com dificuldades para dormir?
— Não, eu me sinto ótimo. — disse Phil, respondendo a pergunta — Estou com pouco mais de energia para gastar.
— Se quiser, posso colocar os tapetes lá em baixo. Podíamos lutar algumas rodadas como antigamente? — perguntou a chinesa, sendo que pouco antes de sua fala, Star já tinha saído para trocar de roupa.
Quando a morena saiu de seu quarto, escutou o barulho de alerta e foi reuni-se com os outros na sala de reuniões.
O tênis preto que usava, a deixava silenciosa. A cada passo de Star, nada era escutado. Ela sorriu de canto ao entrar na sala e de forma sorrateira, colocando-se ao lado de Skye.
— Chan Ho Yin. Só um artista de rua até há alguns anos, quando sr. Chan passou a exibir habilidades de pirotecnia.
— O que lhe deu poderes? — perguntou Fitz.
— Está sendo investigado, mas ele morava perto da usina nuclear desativada que pegou fogo em Wan Tai. Mas nenhum outro residente exibiu traços similares. — respondeu Phil.
— Então, como descobrimos sobre ele? — questionou Jemma, confusa.
— Um informante o viu acendendo chamas em uma performance de rua, com o dedo mindinho. — explicou May.
— Foi trazido até à S.H.I.E.L.D., dissemos para manter segredo. Está no Índice desde então. — completou Star, lembrando vagamente daquele dia.
— "Índice"? — Skye perguntou, mostrando nitidamente a sua confusão.
— É uma lista que temos de pessoas e objetos com poderes. — respondeu a morena, dando de ombros e apoiando-se na mesa.
— Espere, o quê? Quantos existem? Então há mais...
— Não muitos. — cortou Melinda, séria como sempre.
— O bastante para ter uma lista. — retrucou a castanha.
— Uma pequena. Para protegê-los. — Coulson protege a agência.
— Em raros casos, a S.H.I.E.L.D. teve que intervir. — informou Ward.
— Contra objetos ou pessoas? — questionou Skye, mais uma vez. — Isso é drástico e um pouco assustador. Como são monitorados? Grampos telefônicos, vigilância por satélite, sondas corporais em cavidades desagradáveis? — Star segurou um riso.
— Sondas corporais? Isso é ridículo. A S.H.I.E.L.D. não faz isso. — afirmou Fitz, para logo ficar meio receoso — Não fazemos isso, não é?
— Os métodos variam. — respondeu o tio zumbi — Senhor Chan era de baixo risco. Designamos um agente para o caso, que o verificava a cada poucos dias. Assim descobrimos o seu sumiço.
— Olá, agente Kwan. — cumprimentou a chinesa, assim que A.C. ligou a vídeo conferência. — Como vai?
— Não tão bem quanto poderia.
— Pessoal, este é o agente Kwan, o agente responsável por observar o Chan Ho Yin. O que pode nos dizer? — questionou Melinda, logo após de ter anunciado o mesmo.
— Temo que não muito. Chan é um mágico, então, de início, achei que tinha sumido de propósito. — respondeu Kwan.
— O arquivo diz que já o pegou violando o acordo do Índice. — mencionou Phil.
— Em duas ocasiões. — afirmou o agente no outro lado da linha e do mundo — Disse estarmos dificultando a expressão artística dele. Mas, ontem à noite, foi levado por profissionais. A única coisa que ficou para trás, foi este resto de um material de alumínio. — então, ele mostrou um saco com próprio dito.
— Trajes à prova de fogo — afirmou Simmons.
— Então, quem o levou, sabia do poder dele. — disse Grant.
— Sim, e acho que sabemos o motivo. Nos últimos dias, descobrimos uma invasão nos dados de transmissão. Foram os mesmos criminosos que nos hackearam antes. De alguma forma, conseguiram de novo. É a Maré Crescente. — respondeu o homem de olhos puxados
Com a revelação do agente Kwan, Star ergueu uma sobrancelha confusa perante o olhar de todos os outros sobre si e Skye. Elas não tinham nada haver com isso.
— Olá? Ficou mudo. Vocês ainda estão aí? — o senhor Kwan falava do outro lado da linha, não entendo o silêncio deles e achando que, provavelmente, a ligação tenha travado.
~Xx~
— A Maré Crescente é uma organização enorme de ativistas hackers no mundo. Poderia ser qualquer um. Não fui eu. Ou Star. — explicava Skye, tentando defender si mesma e a amiga perante possíveis acusações.
Estavam na sala particular de Coulson. A castanha e Grant se encontravam em pé, enquanto a morena e Phil estavam sentados nas cadeiras ali presentes.
— Ninguém disse isso. — contra disse o agente de cabelos escuros.
— Mas acham. — retrucou a hacker sentada, com seus olhos achocolatados encarando-o de forma acusatória.
— Consigo vê-los achando isso. — indagou Skye.
— Estamos avaliando. — interrompeu tio zumbi, querendo amenizar o clima no espaço que tornava-se tenso.
— Sei, levam em conta que moramos aqui com vocês esse tempo todo. Seria impossível hackear a S.H.I.E.L.D.! — exclamou a castanha, exaltando-se um pouco.
— Ou mais fácil. — Star bateu a mão em sua testa. "Nem o tio zumbi está no nosso lado", pensou ela — Precisamos de mais.
— Certo. Deixe-me rastrear a invasão, e provarei.
— Eu acredito nela, senhor...
— O quê?! — perguntou Star de forma baixa, surpresa com a fala do outro homem.
— E se ela diz a verdade, precisamos encontrar a pessoa responsável. — completou Ward, deixando a morena ainda mais surpresa.
— Encontre algo e logo. Quanto mais sr. Chan fica sumido, mais perigoso é. — Phil levantou-se enquanto dizia suas últimas palavras, em uma ordem.
~Xx~
Star e Skye estavam rastreando o hacker misterioso. Fitz-Simmons estavam apoiados em cima da mesa da sala de reuniões. Leo ao lado da morena e Jemma na outra ponta. Então, Coulson apareceu de repente.
— Estamos perto? — questionou Phil
— Quase lá. — responderam as hackers.
— Elas identificaram o trojan de acesso remoto e o ponto final infectado. — informou o cientistas, sorrindo de leve.
— Procurando pelo TCP para relacionar o hipertexto com assinatura e depois... Voi lá. — concluiu a doutora.
— Sopa no mel. — disse Leo, ao mesmo tempo que a companheira de laboratório.
— Entendeu alguma coisa? — perguntou Phil a Grant, que tinha chegado pouco depois que si.
— Só a parte do mel. — respondeu ele.
— Temos nossa origem. Austin, Texas. — informou Star, mostrando no mapa eletrônico da mesa.
— Conseguiu um nome?
— Só do café onde ele agiu. Porém, estou hackeando o sistema. Vou ver se as compras com cartões daquele dia combinam com a de hackers conhecidos. — respondeu a morena, mexendo seus dedos rapidamente pelas teclas do tablete em mãos. Então, sua expressão de fechou ao achar o responsável. — Que desgraçado!
— Miles Lydon, e não Star-Skye. Para o nosso alívio. — suspirou Fitz.
— Vocês o conhecem?
— Todo hacker conhece.
— Não só os hackers, ele hackeou o Kremlin. Bem, anos depois de Shadow, o mais perigoso dos hackers, fazer o mesmo. — informou Simmons. Ninguém percebeu o sorriso cúmplice e breve que Star e Coulson deram um para o outro rapidamente.
— Sim, a imagem de Putin sem camisa à cavalo, esse foi seu hack. O de Miles e não do Shadow. — completou Leo.
— Muito amador. — resmungou a de olhos achocolatados.
— E também o que fez Chan ser sequestrado. — retrucou Ward.
— May, prepare o percurso para Austin.
— Já preparei. — respondeu a chinesa.
— E quanto a Chan? — questionou Skye.
— Kwan tem uma equipe no solo. Nossa melhor aposta é seguir essa coisa da outra ponta. — respondeu o tio zumbi — Encontre o sr. Lydon. Tragam-no. Veja o que sabe.
Todos saíram da sala de reuniões, menos Skye.
~Xx~
Austin. Texas.
Star estava sentada em uma mesa no café em que Miles hackeou a S.H.I.E.L.D., a morena estava alegre. Poderia finalmente tomar o seu tão querido Frapuccino Mocha que tinha meses que não tomava um.
Agradecia internamente ao dono daquele café e jurava que voltaria ali sempre que tivesse alguma folga.
Nem colocara o canudo na boca, quando foi informada que Coulson tinha perdido Lydon por causa de um "mal funcionamento" de tráfego. Então, Star hackeou o sistemas de Miles em dois minutos, deixando o tráfego em seu normal logo podendo desfrutar de seu frapuccino.
— Star, venha. May encontrou Miles. — chamou Leo, entrando no restabelecimento e parando em frente da mesa.
A morena deixou o dinheiro em cima da mesa e foi em direção ao carro preto com o emblema da S.H.I.E.L.D. em suas laterais.
— Cadê Skye? — perguntou, seus olhos achocolatados tinham a procurado pelo espaço.
— Junto à Miles, desculpe. — respondeu Jemma. O rosto da hacker ficou sério.
— Podem ir. Escutarei vocês pelo comunicador do Ônibus, estarei esperando por vocês.
Nem esperou eles falaram algo e começou a dirigir para longe dali.
Ela sentia-se usada e enganada por aquela que considerava como uma irmã. Skye tinha mentido para ela. Star já tinha feito muito mais do que aquilo, escondeu e mentiu mais coisas que a castanha durante esse todo tempo juntas. Porém, foi por um bom motivo e não um, considerado pela morena, egoísta. E de uso próprio e para aquele com quem tinha um breve caso.
Seguindo o caminho para o avião, tomando resto de seu frapuccino de forma lenta. Mesmo irritada, nunca se cansaria daquela bebida gelada com cafeína.
~Xx~
Seus passos eram firmes em direção à cela em que Miles e Skye se encontravam. A ponta de seus dedos estavam brancas pelo aperto forte que a mesma dava nas bordas do tablete em mãos.
— Star? O que está fazendo aqui? — questionou a castanha, ao ver a amiga trancar a porta, ignorando-a.
— Star, saía da sala. — a voz de Coulson ecoou, fazendo a morena revirar os olhos enquanto sentava-se na cadeira em frente ao casal de hackers de forma relaxada, cruzando as pernas.
Ela nada respondeu, apenas mexeu no tablete nas suas mãos e, em dois minutos, uma voz eletrônica substituiu os pedidos do agente.
— Você acabou de ser hackeado por Shadow. — os olhos achocolatados dela ganharam um brilho malicioso, enquanto um sorriso debochado e felino parecia em seus lábios.
— Estou cansada de me esconder, Phil. Acho que já estava na hora deles saberem que já trabalhavam com o pior dos hackers. — a morena redirecionou o olhar para a câmera, a única coisa em que os outros agentes podiam mexer no momento, sorrindo sarcástica — Surpresa!
— Então, você é o Shadow? Quer dizer, a Shadow? — a empolgação na voz de Miles era nítida — Meu Deus, você é é a minha inspiração, Shadow. Eu...
— Quieto. — ordenou, com a voz fria. Então, virou-se para a castanha — Por que mentiu para mim? Estou tão desapontada com você, Skye.
— Não fale nesse tom comigo. Você já mentiu para mim mais vezes! — exaltou-se a hacker algemada.
— Skye. — chamou, mantendo o tom de voz calmo e baixo. — Não precisa aumentar o tom de voz. — mesmo pedindo educadamente, fora ignorada.
— Você já conhecia a S.H.I.E.L.D. antes! E você ainda age como se eu tivesse feito a pior coisa do mundo, sendo que você nunca foi honesta comigo!
— Skye. — a morena já tinha aumentado o tom de voz brevemente.
— Eu ainda não acabei. Você é uma hipócrita, Star! Foi uma única mentira enquanto você mentiu durante toda a sua vida para mim. Quer saber de uma coisa? Vai se ferrar! Eu...
— Chega! — ordenou Star, furiosamente. Ela tinha se levantado rapidamente e acabou por bater a palma da mão sob a mesa frustrada por ter perdido a calma. Aqueles sentados e que observavam a discussão atentamente assustaram-se pelo súbito surto da hacker.
A morena caminhou pelo pequeno espaço que tinha para si, passando a mão pelo cabelo. Aproximou-se da mesa novamente, apoiando as duas mãos na mesma.
— Escute aqui, Skye. Eu tive, e ainda tenho se bobear, a KGB atrás de mim por ter acabado como dois dos melhores agentes deles quando tinha treze anos. — então, afastou-se da mesa e ergueu a blusa que usava até a baixo dos seios, mostrando uma cicatriz que ia do cós da calça e passava da onde ela tinha erguido a camisa. Todos arfaram. — Essa aqui não é a única, têm mais duas nas costas.
— Meu Deus. — sussurrou Jemma, observando atentamente a cicatriz pelo vídeo.
— Era para eu estar morta, mas é aquele ditado, sabe? Vaso ruim não quebra. Isso aconteceu quando eu fui sequestrada. Fiquei sem comida, quase morri desidratada ou de hemorragia interna. A faca conseguiu perfurar meu pulmão, antes que a S.H.I.E.L.D. me resgatasse. — ela explicou, fazendo a castanha se sentir culpada. Star abaixou a camisa, sentando-se novamente na cadeira — E eu que sou a hipócrita aqui, Skye? Eu menti para proteger aqueles com quem eu me importo, principalmente, você.
— Me desculpe... — tentou a castanha.
— Para! Você é a hipócrita aqui. Então, vai você se ferrar, Skye. Eu já me cansei de suas desculpas!
— Eu... — Miles tentou dizer. Ele estava admirado com a breve história dela e queria saber mais sobre aquela que lhe inspirou a ser um hacker.
— Skye tem defendido você, dizendo que é um cara justo. Então, lhe darei uma chance. — cortou, friamente, colocando um documento na frente do seu fã — Quer contar a ela, ou eu posso?
— Ah...
— Lá se foi a sua chance. — interrompeu, abrindo o documento — Seu namorado aqui fez alguns depósitos nos dias seguintes ao vazamento. Tudo isso... Quase 1 milhão.
— O quê? — questionou a castanha, olhando para o único homem ali.
— Realmente muito justo. — ironizou, mexendo no tablete e liberando o acesso para outros.
— Posso explicar.
— Você vendeu informações? Miles? Sim ou não? Vendeu?
— Vendi, mas...
— Você está tão ferrado! No que estava pensando? — revoltou-se Skye.
— Era 1 milhão! — exclamou Lydon. — 1 milhão. Mudaria minha vida. Nossas vidas. E a mulher era inofensiva. Eu pesquisei.
— Ninguém com boas intenções paga isso por informações. Pensou nisso?
— Claro. Não teria feito se...
— Quem é essa que se refere? — interrompeu Star.
— Uma fã da Maré Crescente. Uma riquinha com um vestido florido. Ela sabia tudo sobre sim, disse que tinha um dom. Ela disse que pessoas como nós merecem mais. — respondeu o homem.
— Você merece mais mesmo! — a castanha exclamou, sarcasticamente.
— Ela me mostrou um feed da S.H.I.E.L.D. chinesa. Queria que eu hackeasse.
— Achou ser inofensivo? — questionou a morena, erguendo uma das sobrancelhas.
— Verifiquei os dados. Não parecia diferente do já fizemos, Skye. E rastreei a conta da transferência para ter certeza que era alguém bom. É um laboratório de pesquisas ecológicas. Se não...
— Pesquisas ecológicas? — perguntou morena.
— Isso. Insetos, estudos com centopeias — as sobrancelhas de Star se arquearem com a resposta de Milles.
~Xx~
A morena desceu as escadas até o quase estacionamento do Ônibus, uniformizada com o seu traje de campo. Parou no último degrau e encostou suas costas no corrimão, cruzando os braços em baixo dos seios.
— A agente May, Star e eu cuidaremos do trabalho de campo. Você fica e cuida dos prisioneiros. — informou Coulson a Ward, que se arrumava com o traje.
— Senhor? Eu era o O.S. da Skye. Ela era minha...
— Star precisa de um tempo longe... E foi minha decisão trazê-la. Você me avisou. Meu problema, eu conserto. — respondeu Phil, saindo com Star ao seu lado.
~Xx~
— O prédio tem cinco andares. Os quatro primeiros são de pesquisa. O quinto é de manutenção, mas usa metade da energia do prédio. — informou Coulson.
— Ou têm o maior aspirador do mundo...
— Ou é lá onde Chan está preso. — a frase do agente Kwan foi completada por Star.
— Mande suas equipes B e C pelos túneis para segurar os andares de baixo. Avise que o soro da Centopeia é altamente explosivo. — ordenou o tio zumbi.
— Entendido. E por onde entramos?
— Pelo telhado! — gritou a morena, sendo puxada por uma corda até o mesmo.
Star puxou a arma no cós de sua calça e carregou-a. Posicionando-se ao lado de Phil e entrando no prédio junto com os outros três agentes quando todos já estavam no telhado do prédio.
May ia na frente deles, segurando um objeto que identificaria qualquer anomalia. Que, com certeza, seria onde Chan estava.
— Ali. Confirmação de calor. — informou Melinda, apontando para uma porta.
— Amo estas coisas. — mencionou Coulson, assim que Star lhe deu um dispositivo que destrancou a porta.
A morena entrou junto com a chinesa, enfrentando os dois guardas que tinham ali. Ambos caíram no chão inconscientes.
— Agente Kwan... É você. — disse, de forma fraca, Chan.
— Viemos soltá-lo.
Então, um alarme soou e as portas se trancaram. Um cientista tentou atacar Phil, porém, o mesmo caiu ao chão depois de receber um único soco do agente.
— A equipe de ataque precisa de segurança reforçada — informou Coulson pelo comunicador.
— Kwan, você pode... Santo Odin. — sussurrou Star ao ver o corpo do agente cair ao chão, com um buraco no meio, e Chan com uma grande bola de fogo em uma das mãos enquanto a outra dava um injeção em si mesmo.
— Chan, o que você fez? — questionou o tio zumbi, aparentando está chocado com cena.
— Eu me libertei. — respondeu o chinês, soltando fogo pelas duas mãos.
Melinda, Phil e Star se esconderam atrás das prateleiras com as maletas, tentando se proteger das chamas. A morena pegou o tablete que trouxe e começou a hackear o sistema daquele lugar, enquanto Coulson tentava falar com Chan a qualquer custo.
— Senhor Chan, eu sei que está com dor.
— Isto aqui não é nada! Vocês são os que queriam me matar!
— Agora é o momento que eu quero te matar. — murmurou a hacker, entrando no sistema.
— Que queriam me forçar a manter esse dom escondido!
— Chan, sinto muito que tenha vivido uma vida que não queria, mas a violência não resolverá nada, certo? — dizia Melinda, em chinês para o outro.
— Ou ela me impedirá que eu seja um prisioneiro. — respondeu o outro, na mesma língua. — Através de vocês ou deles, não fará diferença. Eu recebi esse dom por alguma razão. Para resplandecer!
— Louco. — murmurou, outra vez, a morena. Estava quase lá.
— Não há como voltar! Não há! — exclamou a chinesa, ainda na língua de origem.
— Eu não quero voltar!
— Então, acertamos as coisas, certo? — perguntou Phil.
— Consegui entrar — falou Star, mexendo seus dedos da forma mais rápida que conseguia sob as teclas do tablete. Então, chamas vieram em direção ao armário que ela estava atrás — Puta que pariu! — ela rolou até o próximo armário.
— O arquivo dele não mencionava que ele era homicida?! — perguntou May.
— Só que não sabia que estava senso enganado — respondeu A.C.
— Senhor Chan, acredite ou não, isso ainda pode piorar. — gritou a morena para o chinês.
— Se dobrarem alguém o bastante, ele se quebrará. O pobre Chan Ho Yin pode ter acreditado em suas mentiras! Mas não o Queimada!
— Vai se ferrar, ele agora tem um codinome?! — sussurrou para si mesma.
— Arranje uma distração. Vou fazer que ele acorde no confinamento da S.H.I.E.L.D. — falou Coulson para May, enquanto Star quase conseguia abrir as portas.
— Acordar é opcional agora. — retrucou Melinda.
Ambos correram para lados opostos, o homem com a arma em mãos e a oriental deu um mortal, distraindo Chan.
Ho Yin fez uma barreira de proteção nas costas, desintegrando todas as balas que o agente tentava atirar contra ele.
— Sem balas! — exclamou A.C.
— Nada pode me parar!
— Ward. — chamou a morena pelo comunicador.
— Sim?
— Fale para Skye olhar os códigos que eu mandei e que agora é com ela.
— Tudo bem — minutos depois, ele lhe respondeu de volta — Pronto.
— Portas abertas. Onde está Chan? — questionou Star.
— Ele se foi. — respondeu May — O tranquilizante era a última chance dele. Sabe disse.
— Sei. É hora de amenizar os danos. Simmons? — chamou Coulson pelo comunicador, também. — Os computadores do edifício estão online?
— Sim. — respondeu Jemma.
— Tire as algemas do Miles. Precisaremos da ajuda dele.
— Na verdade, não. O tablete aqui pode até está danificado, mas não tanto. — informou a morena, sorrindo de canto.
— O suficiente para você trabalhar?
— O suficiente para eu trabalhar. — afirmou a hacker.
— Então, vamos. — chamou o agente, mostrando para ela ir na frente.
Alguns minutos depois, conseguiram chegar no corredor em que Chan se encontrava.
— Senhor Chan, não queremos feri-lo, mas precisamos ferir. — advertiu o tio zumbi e May aplicou duas vacinas pelas costas do chinês.
— Temos que ir. — avisou a morena e os três saíram correndo. Star conferiu o tablete — Preciso conduzir a explosão pela ventilação principal até o telhado... — murmurou para si mesma.
Mexeu seus dedos do modo mais rápido que conseguia enquanto corria. Saíram do prédio minutos depois que a morena tinha conseguido conduzir a explosão e no momento certo para vê-la acontecer.
— Star extraiu alguns arquivos do mainframe do edifício, foi isso que ela enviou para Skye. — informou Grant.
— Não foi muito, mas pode nos dar algo sobre a Centopeia. — completou a morena — Provavelmente.
— Não se pode salvar alguém de si mesmo, senhor. — disse o de cabelos escuros.
— Pode, se você os alcançar a tempo. — respondeu Phil.
~Xx~
— Você tem duas opções: pegar o que há na caixa ou podemos colocá-lo em uma maior. — disse Star, segurando o objeto retangular nas mãos, olhando diretamente para Lydon.
— Eu tinha pensado em muito coisas diferentes que Shadow diria para mim quando eu a conhecesse. E essa nunca foi uma dessas. — Miles tentou ser galanteador, mas apenas recebeu um arqueio de sobrancelha por parte da hacker. — Poderia me dar uma dica? — tentou brincar, mas foi frustado e resolveu abrir a caixa — O que isso faz?
— O que disser para fazer. — respondeu a morena, fechando a pulseira metálica no pulso do homem — Eu evitaria qualquer atividade ilegal, e também verá que será difícil usar dispositivos eletrônicos. Você pode ir agora.
— Legal, mas ainda estamos em Hong Kong.
— Sim. — afirmou ela.
— Eu moro em Austin, Texas.
— Eu sou problemática, não burra. — retrucou a de olhos achocolatados. — Ah. A família do agente Kwan agradece a doação anônima.
Ela saiu de perto de Miles e caminhou-se até as escadas, mas parou ao lado da castanha.
— Coulson está solicitando sua presença no escritório dele. — ironizou, como se fosse uma secretária e sumiu pelas escadas.
— Star. — cumprimentaram Ward e May, ao acompanhar os passos delas até o bar, pegando uma garrafa de Whisky.
— Grant. Melinda. — cumprimentou de volta, caminhando para o seu quarto, mas ela trombou com Jemma e Leo no caminho.
— Só uma olhada, Star. — pediu Simmons. Desde que a morena mostrou aquela cicatriz em seu tronco, a meio loira insistia em analisá-la de perto, até mesmo Leopold insistia.
— Talvez, um dia.
— Sério? — questionou Fitz esperançoso.
— Não. — respondeu Star, sorrindo abertamente como um criança que ganhara algum presente. Passou entre os dois e entrou finalmente em seu quarto.
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