The Other Girl
3 Capítulo 3 - 0-8-4, object of unknown origin
Notas iniciais

"0-8-4, objeto de origem desconhecida"
— Narradora —
Star e Skye estavam esvaziando a van para irem até os seus novos quartos no Ônibus. Skye aceitou a proposta por motivos desconhecidos, mas a morena queria acreditar que fora porque ela queria saber quem eram os seus pais tanto quanto si.
— Ei. Sem voltinhas por aí, valeu? — falou a castanha para um cara que se aproximava para retirar a van — É a nossa casa.
— Não se preocupe. — garantiu o homem, antes de colocar algo no capo.
— Onde é que acham essas coisa? — perguntou-se Skye.
— Eu também gostaria de saber. — murmurou Star, sorrindo para a amiga enquanto entravam no Ônibus e a rampa se fechava logo após.
Simmons e Fitz saíram da porta do laboratório, assim que ambas hackers se aproximaram. Jemma foi a primeira dos cientistas a se manifestar:
— O agente Coulson nos falou. Que surpresa maravilhosa. — sorrindo amigável, esperou o garoto dizer algo, mas nada saiu da boca dele — Não é Fitz?
— Sim — respondeu sorrindo para ambas, apesar que seu sorriso pareceu ser mais para Star do que para ambas.
— É maravilhoso. — Jemma disse, Star sorriu amigável. Era fácil perceber que eles estavam muito desconfortáveis.
— Uma surpresa. — afirmou Leo.
— Devem está muito animadas. — falou a meio loira, fazendo Star abrir outro sorriso para não rir. O desconforto deles chegava a ser cômico no ponto de vista dela.
— Sim. Primeiro dia de aula. — afirmou Skye, dando a caixa que segurava para o moreno.
— Certo, se me der licença... — pediu Jemma para a castanha, que subiu as escadas, assim que Skye saiu do caminho. Os três subiram as escadas logo em seguida.
~Xx~
— Temos duas crianças aqui não preparadas para combate e trouxe outra? — questionou Melinda May para Phil, cujo percebeu que a chinesa referia-se a Skye.
— E a Star? — perguntou Coulson, querendo saber o motivo da mais velha não ter mencionado a hacker.
— Ela conseguiu derrotar dois agentes altamente treinados e você só conseguiu derrubá-la com sedativos. Ela têm potencial. — respondeu May, sorrindo levemente por dentro. Apesar de não querer admitir, tinha gostado de Star.
— Fitz-Simmons são cientistas treinados da S.H.I.E.L.D. Mas Skye e Star? Disse que seria um time seleto. — pronunciou-se Ward, ele não gostou de Melinda ter defendido a mais alta das hackers. — Para trabalhar em casos novos. Para proteger as pessoas. Não vejo como duas hackers, uma delas sendo muito problemática...
— Quero uma objeção que eu já não tenha previsto. — interrompeu Phil, Star foi uma grande amiga antes dele morrer... E voltar. Não deixaria o outro falar assim da mesma — Eu cuido disso. Sua advertência foi registrada.
— Fomos chamados para conferir um 0-8-4. Sabemos o que significa. — disse Grant.
— Sabemos. — afirmou o agente Coulson — Significa que não sabemos o que significa. — concluiu Phil, dando o tablete para May que saiu da sala em seguida.
Star, Skye e Fitz-Simmons chegaram naquele mesmo instante, os dois cientistas explicavam tudo paras as novas companheiras, mesmo que Star interrompesse a cada instante para acrescentar ou corrigir algo. Afinal, ela sabia mais do que eles.
— Oficialmente, é um posto móvel de comando aerotransportado. Mas nós o chamamos de... — Leo Fitz foi interrompido pela a mais alta das garotas.
— "Ônibus". — completou Star, balançando a cabeça para cima e para baixo — Vocês acharam melhor simplificar quando estão em ação. Porém, não faz diferença. Tem que ser assim por causa do perigo.
— Certo. Eu já estive aqui, mas quase não vi nada... Diferente de uma certa pessoa. Não é, Star? — provocou Skye, fazendo a amiga sorri de canto para ela. — E também por causa do saco que Ward colocou na minha cabeça!
— Não reclame, eu levei tiros de sedativos nas costas, Skye. — falou a mais alta, empurrando Skye no ombros com a sua mão esquerda, enquanto equilibrava sua caixa com a outra.
— Sim, sentimos muito sobre isso. — falou Jemma, então, pegou uma garrafa de água e ofereceu a mais baixa, deixando nítido o seu sotaque britânico — Água?
— Rodas subindo em 2 minutos. Subam ou saiam. — a voz da agente May ecoou pelo avião.
— O que é isso?
— Não tem volta agora. — Jemma respondeu a pergunta de Skye — Vamos acomodar as nossa hóspedes.
— Têm vagas bem próximo ao meu — falou Fitz.
E Leo tinha razão. Colocando a caixa de Skye no quarto ao lado de um vazio, ele pegou a caixa de Star de suas mãos e a colocou no quarto ao lado do dele. Star e Skye sorriram levemente para ele em agradecimento e logo os dois cientistas foram embora. Star ficou no quarto arrumando rapidamente suas coisas e quando foi ver Skye, Grant Ward tinha acabado de entregar um panfleto do avião para a mais baixa.
— Parece que ganhou um presente, pequena. — a mais alta provocou ironicamente.
— Engraçado, muito engraçado, saco sem fundo. — retrucou a mais baixa.
— Mas eu não engordo, querida.
— Não precisa dizer isso de novo. — pediu Skye.
— Dizer o que de novo? — perguntou Phil, aparecendo na frente de ambas.
— Avião maneiro. — Skye mudou de assunto, sorrindo para o agente.
— O diretor Fury tem sido gentil comigo desde que fui atingido no Batalha de New York. — respondeu Coulson.
— Levou um tiro? — perguntou uma incrédula Skye, fazendo a mais alta rir pelo nariz.
— Quase isso. — respondeu Star de forma sombria e sorrindo da mesma forma.
— Um asgardiano me esfaqueou com um cetro Chitauri. — explicou Phil — O efeito foi semelhante. Ganhei umas férias e esse avião. Mandei remodelar por completo, só com o melhor. Não poupei despesas.
— O agente Ward disse que foi para o Taiti. — concluiu Skye, ainda surpresa com aquilo.
— É um lugar mágico. — Coulson, mais uma vez, falou em seguida e sem nenhuma hesitação. Star arqueou uma sobrancelha sobre isso pela segunda vez, ela iria descobrir o motivo disso.
— Já falou isso, tio zumbi. — disse Star lentamente.
Quando os três foram se sentar, Phil fez questão que Skye usa-se um porta-copos para colocar a garrafa, além dos cintos, obviamente.
— Nem sei aonde vamos. — respondeu Skye, colocando o cinto no mesmo instante que Star e Coulson.
— Ao Peru. É onde relataram ter visto um 0-8-4 — respondeu Star, arrumando os cabelos rapidamente.
— O que é 0-8-4? — perguntou a mais baixa.
— Objeto de origem desconhecida. — respondeu Phil — Mais ou menos como vocês. A equipe entra e determina se é útil ou se é uma ameaça. O último acabou por ser muito interessante.
— E qual foi o último? — perguntou Skye, bebendo sua água.
— Um ''martelo''. — respondeu Star, sorrindo de canto.
~Xx~
Sítio Arqueológico INCA, Llactapata, Peru.
Eles já tinham chegado ao local em que tinham informado terem visto o 0-8-4. Muitas árvores e estradas de terra eram vistas por qualquer um que passasse por ali. "Um paraíso para arqueológicos" pensou Star, enquanto saía de um dos carros.
— Trilha de pneu a 40 metros. — informou o agente Grant Ward — Vou ver se batem com os daqui. E ver se estamos sozinhos.
— Muita exposição por aqui. Eu vou encontrar um lugar para estacionar. — disse May, saindo com o carro em seguida.
— Adoraria ver um macaco-prego na natureza. — comentou Fitz — Talvez até um macaco de cauda-amarela. O peru têm 32 espécies diferentes de macacos.
— Sim, e perto de 200 espécies de cobras. — falou Simmons — A shushupe tem um veneno fascinante. É neurotóxico, proteolítico e hemolítico.
— Isso é fascinante. — falou Star de forma entediada. Ela estava no meio dos dois desde do caminho de carro.
— Sim. — resmungou Leo, preocupado.
— Leo, eu estaria mais preocupada com os terremotos e... — Star não conseguiu terminar com o leve "tapa" que a planta lhe deu no rosto, após Simmons passar pela mesma. — Planta vadia. — resmungou, enquanto passava a mão no rosto.
— E não tem vacina contra dengue. — concluiu Jemma e logo mudou de assunto rapidamente quando viu onde estava o 0-8-4 — Olhem só para isso.
— Isso é muito bonito. — sussurrou Star, contemplando o local.
— Olá, Professor. — Phil cumprimentou um homem que saiu da entrada do local, atrapalhando a selfie dos três nerds — Sou o agente Phil Coulson da S.H.I.E.L.D. Fez uma descoberta bem interessante.
— Eu não sei explicar isso. — respondeu o Professor — Esse templo tem cerca de 500 anos. Está cheio de artefato pré-Incas. Um deles é impossível... E parece ser perigoso.
— Bem, é por isso que estamos aqui. — disse Phil, entrando junto ao Professor e sendo seguido pelo trio de antes.
— Exatamente como achamos. — indicou o Professor.
Star ficou alheia de toda a conversa que aconteceu. Olhava diretamente para o 0-8-4. Para ela isso a lembrava um objeto alienígena, só que...
— É quase alemão. — falou Star junto a Fitz, fazendo os dois se entreolharem e Phil franziu o cenho. Ele tinha percebido que a garota não prestava atenção antes.
— Como sabe? — perguntou Coulson, então, ele raciocinou ao homem que a adotou durante um tempo — Foi ele...?
— Sim. — respondeu, ficando levemente tensa.
— Senhor. — a voz de Ward foi escutada pelo comunicador na mão de Phil.
— Prossiga.
— Temos uma situação.
— Há muitos rebeldes na área. — falou Skye.
— Não houve tiroteio. — tio zumbi retrucou diante da fala da outra — Continue trabalhando. Estou a caminho. — continuou para o comunicador, saindo do recinto.
— Ele está vivo. — falou Star, observando a espécie de um computador na mão de Fitz e Simmons.
— Vivo de verdade? — questionou Skye, chocada.
— Não, de mentira. — ironizou a morena, ganhando um mostrar de língua da castanha, então, revirou os olhos e sussurrou para si mesma — Quanta infantilidade.
— Têm uma fonte de energia ativa. — respondeu Leo, sorrindo de leve pelo humor da outra.
— Soneca captou radioisótopos, mas não corresponde a um conhecido. — falou Jemma.
— Há combinações temporais, mas estão alteradas. — disse Star, ela nunca fora tão nerd quanto nesses dias.
— Como é possível? — perguntou Fitz.
— Depende da mudança dessas coisas temporais ai. — falou Skye, atraindo olhares — Muito estranho, não? Vou ver como Coulson está. — então, Grant Ward apareceu pela entrada, a barrando de volta para dentro.
— Temos companhia. A Policia Nacional. — anunciou.
— O que? Por que estão aqui? — perguntou Simmons.
— Ouviram falar do objeto. Estão aqui para protegê-lo. — respondeu Grant — Essa área têm vários rebeldes.
— É, lutam contra politicas de mineração do governo. — provocou Skye — São bem sinistros.
— É, sinistros e violentos. — retrucou Ward.
— Não é o que eu quis dizer. — contra pôs a castanha, entendendo o tom do homem.
— É o que vivem digitando...
— Epa! Não me mencione no meio das DR'S de vocês, Ward! — exclamou Star, que foi ignorada pelo Grant.
— ... Na sua van, onde estavam seguras. — concluiu sua frase, olhando de relance para a morena. — Vai demorar?
— Por que a pressa? Estamos em risco? — Star respondeu de forma provocativa.
— Não se todo mundo fizer o trabalho. — retrucou o agente de cabelos escuros, que virou-se para a castanha na frente dele — Qual é o seu exatamente? — então, uma explosão foi ouvida — Parece que estão enfrentando Rebeldes, vamos lá. Estão vindo por causa disso, vamos embora!
— Ward! Precisamos conter o 0-8-4. — falou Star, ajudando a guardar as coisas de Fitz da forma mais rápida que podia.
— Não há tempo. — respondeu ele.
— Ele possuiu um núcleo de poder flutuante! Frequência acima de 10 exahertz. — recrutou Star, ficando irritada com o agente por ele não entender a gravidade daquele objeto.
— Desculpe. A aula de ciência acabou. — falou Ward, retirando o 0-8-4.
— Espera! Você não tirou aquilo da parede! — Fitz exclamou incrédulo — Qual é o seu problema?! Percebe que não sabemos a quantidade de emissões que saem disso?! — Ward jogou a mochila com o 0-8-4 para Leo — Está bem. Não sabemos o que pode acontecer.
— Fiquem próximos. — ordenou Grant, Star revirou os olhos. "Mandão", pensou ela.
— Leo, vem logo! — Star disse, puxando o garoto pela mão.
Os cinco saíram com Grant atirando em todos os rebeldes, mas estavam em desvantagem, eram muitos contra apenas um armado.
— Voltem! — gritou o agente de cabelos escuros, os quatro voltaram para a entrada e se abaixaram. Grant Ward tirou um bastão do bolso, dando uma cambalhota, fincou-o no chão que, em seguida, soltou uma espécie de fumaça azulada, lançando todos os rebeldes para longe.
May apareceu com o carro bem na hora que um cara iria atirar nos cinco, que já tinham saído do esconderijo nada secreto.
— Andem, agora! — gritou Melinda para todos quando abriu a porta da carona.
Fitz e Star estavam muito preocupados com o 0-8-4. Com o carro em alto movimento não ajudava, principalmente o pouco espaço que tinham. Skye teve que ir sentada no colo da amiga, o banco de trás não era feito para quatro pessoas com vinte e poucos anos.
— Coulson está na outra caminhonete! — exclamou Ward para a agente May quando olhou para trás — Pegue a rota sul.
— Entendi. — respondeu brevemente a chinesa.
— Devagar! — Leo quase gritou.
— Está brincando, não é? — perguntou, retoricamente, Skye.
— Ward, escute! Precisamos ser cuidadosos. — avisou Fitz — Há uma estrutura de energia que pode superaquecer.
— Eu poderia abrir uma janela. — sugeriu Jemma, fazendo isso no mesmo instante, mas tinha outra caminhonete cheia de rebeldes atrás deles e atirando contra os mesmos.
— Não abre a janela! — exclamaram Star e Skye.
— Fiquem quietos e de cabeça abaixada! — exclamou Ward, Star olhou para o mesmo e se o olhar matasse, ele estaria a sete palmos do chão naquele momento. — Pegue a esquerda. Siga a estrada.
— Mas Ward... — tentou dizer Leo Fitz.
— Quieto! — exclamaram Melinda e Grant juntos, já irritados.
— O quão rápido pode ir? — perguntou o de cabelos escuros.
— Bastante. — respondeu a chinesa, então o carro subiu pela rampa do Ônibus — A rampa. — May exclamou para Ward, em um sinal claro para que ele a fechasse.
— Pode deixar. — respondeu o mesmo.
— O que está fazendo? Coulson ainda está lá fora. — disse Skye, quando Star a empurrou para fora do carro e de seu colo.
— Saia da rampa! Estamos na linha de fogo. — advertiu o agente Grant Ward.
— Devo dizer, sinto falta da nossa van. — falou Skye para a amiga, após a rampa ser fechada quando Phil conseguiu entrar no avião.
— Agora, qual é o problema? — questionou Ward para Star e Leo.
— Como eu disse antes, esse dispositivo tem uma frequência alta e flutuante de compressão... — disse Star, mas Ward a interrompeu.
— Star, na nossa língua.
— O 0-8-4 está coberto de tecnologia tesseract. — falou brevemente e lentamente a morena.
— H.I.D.R.A. 2ª Guerra Mundial. Capitão América. — continuou Fitz.
— Uma quantidade muito alta de radiação gama. — os dois falaram em uníssono.
— Gama? Estão dizendo que é nuclear? — perguntou Grant, Star revirou os olhos outra vez.
— Não. Eles estão dizendo que é muito, muito pior — disse Coulson.
Grant, Phil, Leo, Jemma, Skye e Star se afastaram ao mesmo tempo da mochila com o 0-8-4.
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