Notas iniciais
Hey! Para este capítulo usei uma música maravilhosa e gostaria de apresenta-la a vocês, o título e a letra são incríveis e acho que combina bastante com esse casal: Boom (Anjulie) - https://www.youtube.com/watch?v=Qivi1JqNg0c (ativem a legenda)

“Boom”

– Janeiro de 2000 – Festa Ministerial, Mansão Seyfried —

– Sabe, você deveria assumir logo... – comentou Violet distraidamente.

Sophie estava extremamente nervosa, há tempos que não bebia tanto! Era a segunda taça de champagne e sentia que a noite apenas começava. Draco estava bem ali, encostado no bar com um copo de bebida nas mãos e um sorriso no rosto ao conversar com Astoria Greengrass. Astoria! Sophie sabia das histórias contadas pelos corredores de Hogwarts a respeito daqueles dois... Diziam que tiveram um caso, outros que já passaram noites juntos e ainda havia a fofoca do ano: estavam apaixonados!

– Assumir o quê?

Não, ela não poderia acreditar nisso. Estava com raiva, muita raiva! Primeiro, porque Draco Malfoy estava se divertindo com Astoria, que supostamente já esteve em sua cama. Segundo, porque se amaldiçoava internamente por sentir ciúmes e por último, porém não menos importante...

– Que ainda ama meu irmão e que se pudesse mataria Astoria com as próprias mãos.

...Ela o queria.

– Droga. – ralhou Sophie deixando as amigas sozinhas e caminhando em direção ao bar antes que a coragem lhe faltasse.

Draco percebeu quando aqueles olhos azuis encontraram os seus e indicaram sutilmente a porta do jardim enquanto passava por ele. Oh Merlin, como a loira estava linda! Ele daria tudo para tê-la em seus braços de novo e não pode deixar de olhar furioso para os homens que a secaram famintos, observando cada curva evidenciada pelo vestido longo vermelho.

O loiro não pensou duas vezes e logo deixou o salão em direção às grandes portas que separavam o ambiente do jardim encantador. A lua brilhava no topo do mundo e seus olhos não deixaram de ver o quão maravilhosos eram os fios dourados da mulher encostada ao muro de pedregulho e folhagens.

– Não deveria aproveitar a festa? – comentou com as mãos nos bolsos enquanto a loira virava-se lentamente.

Como alguém poderia ficar tão bem num terno preto sem nada de mais? Aquilo deveria ser crime... O modo como os olhos azuis acinzentados a encaravam e pareciam penetrar-lhe a alma... Os lábios finos e ridiculamente tentadores e... Merlin! Os fios louros perfeitamente penteados lhe davam a insana vontade de bagunçá-los... Oh sim, aquele sorriso desarmava muitas pessoas.

Estava ciente de seu passado, entendia os dois lados e sabia o que aconteceria... Dizia a si mesma que não era uma boa ideia...

Não, não farei isso”, repetia em sua mente, prometia a si mesma que não faria aquilo, “não, não posso”.

– Eu tentei Draco... – sussurrou e, pelo tom da voz, ele percebeu que a mulher não falava sobre a festa – Eu juro que tentei esquecer tudo isso e seguir em frente, mas não consigo...

Não, não, não, não... Afaste-se!

Mas quanto mais ela se hesitava, mais se apaixonava. O brilho em seus olhos ridicularmente claros, o toque suave em suas mãos, as palavras doces e preocupadas... E não apenas isso. O jeito infantil e ao mesmo tempo adulto, a sedução em cada uma de suas palavras...

– Do que está falando?

Sophie sentia-se presa nele, fora de controle... Sem nada poder fazer.

– Não da mais para fingir! – respondeu com um brilho desesperado nos olhos – Não com você tão perto... – sussurrou a última parte

Quanto mais ficava, mais se envolvia... Imaginava-se na cadeira em que estava sentada quando conversaram e cada pequena coisa que ele dizia ficava voltando em sua mente.

– Você tem alguma ideia do que está na minha cabeça agora? Ou nos últimos meses? Isso não desaparece e, a cada dia, parece que fica mais forte...

Quanto mais medo de perder, mais medo de dizer... Aonde aquilo chegaria?

– Sophie... – sussurrou surpreso aproximando-se.

Ela tentava, jurava que tentava, apagar seu rosto da memória... E então... Boom. Ele está andando até ela... Começa a falar algo... Boom, seu coração salta uma batida... Draco a encara e vê exatamente o que ela está sentindo... Boom, outra batida... Estavam tão próximos!

– Eu cansei de lutar contra. – completou diminuindo a distância entre eles e, com um firme puxão em sua gravata esmeralda, colou seus lábios num beijo apaixonante.

Draco não teve outra reação senão apertar a cintura da jovem com seu braço enquanto o outro subia pela coluna da loira vagarosamente até se embrenhar nos cabelos sedosos. Sophie gemia em seus braços e o toque das mãos pequenas em sua nuca o estava deixando louco em segundos.

– Eu amo você, Draco Malfoy...

O sonserino separou o beijo instantaneamente e encarou a jovem à sua frente com extremo amor. Não esperava ouvir aquilo novamente, mas aquelas três palavras eram tudo pelo que ele sonhava.

Um sorriso indescritível abriu-se em seu rosto e, num ímpeto de felicidade, Draco ergueu-a nos braços e girou-a num abraço apertado. Todo o nervosismo da loira se foi naquele exato momento e, assim que foi colocada no chão novamente, sentiu as mãos firmes do rapaz colarem seu corpo ao dele enquanto uma delas subia pela pele exposta das costas até a nuca, onde contornou o queixo levemente e, num ato possessivo, embrenhou-se em seus cabelos e a puxou para mais perto, os rostos a centímetros de distância.

– Não sabe o quanto senti falta de ouvir isso... – sussurrou ele sentindo mãos delicadas subirem por seu peito provocativamente e, após uma delas agarrar sua gravata novamente, um choque percorreu-lhe o peito quando seu pescoço foi levemente arranhado. – Eu amo você Sophie, e nunca mais te farei sofrer... Nunca. – garantiu. – Casa comigo.

– O quê? – disse surpresa.

– Eu sei que é cedo demais e que já te machuquei muito, mas não sei se consigo ficar o resto da vida sem você... Seria uma vida miserável. – disse tirando algo de seu bolso — Casa comigo Sophie Seyfried? – repetiu mostrando o anel de diamantes que comprara semanas antes e desde então carregava consigo.

– Sra. Malfoy?

– Sra. Malfoy. – concordou beijando o espaço atrás de sua orelha. – Sophie?

– É melhor colocar logo esse anel no meu dedo. – sorriu com os olhos úmidos.

– Isso é um sim? – perguntou com o maior dos sorrisos enquanto deslizava o pequeno anel no dedo anelar da loira, que correspondia com a mesma intensidade.

– Com certeza sim. – concordou pulando em seu pescoço enquanto Draco a tirava do chão num forte abraço.

E então atacou seus lábios carnudos possessivamente puxando-a para mais perto, como se fosse possível. Aquele beijo não era nem um pouco inocente ou casto, mas sim selvagem e apaixonante. Sophie sentiu todas as suas barreiras caírem por terra e, não mais pensando, desatou o nó da gravata e tirou-a rapidamente.

Draco não se importou um momento sequer, e assim que os botões de sua camisa começaram a ser desabotoados, prensou a garota no muro de concreto sem delicadeza alguma e deixou-se inebriar pelos baixos sussurros da loira enquanto sentia mãos quentes descerem por seu peitoral até desabotoarem os últimos botões da camisa negra, deixando-a totalmente aberta.

Logo seus lábios desceram pelo pescoço alvo e eriçado e tocaram sensualmente cada pedaço de pele exposta, acariciaram, morderam, sentiram... Ambos estavam loucos e não perceberam o lugar onde aquele ímpeto acontecia e nem mesmo se importaram quando Sophie jogou o blazer negro no chão para logo em seguida a camisa seguir o mesmo destino.

Ahh, Sophie... – sussurrou em seu ouvido, logo descendo o nariz para a curvatura do pescoço e deixando um rastro avassalador por onde passava.

Draco estava prestes a beijar o colo da moça quando Sophie percebeu que estavam no jardim da mansão dos pais, com o sonserino sem camisa e seu vestido logo indo para o mesmo caminho. Pensar com clareza não era tão fácil quando se tinha Draco Malfoy beijando sua clavícula, o pescoço, o maxilar e os lábios rosados, mas fez seu melhor empurrando-o levemente.

Draco... – arfou quando sentiu as mãos frias apertarem suas costas nuas. – D-Draco... Estamos... No jardim...

Sophie...

– Me tira daqui... – pediu embrenhando suas mãos gostosamente nos fios loiros que tanto desejava bagunçar. – Seu quarto, agora.

– Tem certeza? – perguntou encarando-a com os olhos brilhando em luxúria. Ele a amava e a desejava, muito, mas não poderia se aproveitar dela para ter o que queria... Caso a resposta fosse não, saberia esperar e...

– Agora. – confirmou beijando-o novamente e, com uma força avassaladora, sentiu-se cair sobre uma superfície macia e sedosa com um peso sobre si.

– Eu te amo tanto Sophie... Tanto! – sussurrou em seu pescoço.

Após abrir os olhos brevemente e perceber a decoração sonserina do quarto, Sophie sorriu abertamente ao sentir lábios esquadrilhando sua clavícula e descendo... Lentamente... Dolorosamente...

Draco já estava com as costas arranhadas quando encontrou os botões do vestido vermelho. Desabotoou um a um até finalmente deslizar o tecido fino do corpo alvo da loira, que enroscou seu pescoço e aproximou-os ainda mais... A pele fervia... E não muito longe dali, Astoria escondia algo em suas mãos ao aproximar-se de Violet e Alessa disciplinarmente.

– Vocês viram a Sophie?

– Não, por quê?

– Bem, não importa... Quando encontrarem o Draco entreguem isso, por favor? Provavelmente deixou cair no jardim quando... Bem, da última vez que vi os dois foram para o jardim... – comentou Astoria – Até mais. – despediu-se.

Violet quase não acreditou quando viu em suas mãos uma camisa negra, um blazer e uma gravata. De Draco Malfoy.

– Oh Merlin! – exclamou Alessa com a expressão surpresa e maliciosa ao mesmo tempo. — Violet diga-me que o que estou pensando é besteira.

– Oh sim, besteira certamente é... – riu tentando esconder as roupas.

– Merlin! Sophie e Draco... Eles...

– Eu sei! – concordou gargalhando – Bem... Quando eu disse para ela assumir logo eu não estava pensando em uma resolução tão...

– ...íntima.

– Alessa!

– O quê? É verdade. – riu — Duvido que volte ainda hoje e os Seyfried vão perceber...

– Isso é um problema...

– Fácil de ser resolvido. – completou com um sorriso debochado. – Eu vou procurar o Robert e pedir para jantarmos em algum lugar, então você procura a Sra. Seyfried e fala que a Sophie não estava muito bem e que vai dormir na minha casa hoje, pediu desculpas por não avisar e prometeu ligar amanhã. E, claro, você dá um jeito de devolver essas roupas... – comentou gargalhando, era impossível se manter na seriedade numa situação daquelas — Problema resolvido.

– Por que eu tenho que devolver a roupa?

– Porque ele é o seu irmão, conviva com isso... – piscou antes de caminhar divertidamente até o bar, onde Robert pedia uma bebida.

Violet realmente estava feliz em saber que Draco e Sophie provavelmente haviam se acertado e esperava a visita de um deles no dia seguinte.

Estava certa.

Pouco depois do meio dia, ao abrir a porta de sua nova casa na Bulgária, foi pega no colo por um Draco radiante, que rodou-a pela sala alegremente e a abraçou logo em seguida.

– Eu sou a pessoa mais feliz do mundo! – exclamou ele devolvendo-a ao chão, rindo com a alegria do amigo. – Sophie e eu conversamos ontem na festa e nos resolvemos. Eu a pedi em casamento e ela aceitou!

– Mentiroso... – acusou enquanto Draco brincava com Maya, que latia e abanava o rabo freneticamente. – Eu sei que fizeram de tudo, menos conversar... Francamente Draco, estavam no jardim da casa dos pais dela!

– Não por muito tempo.

– Sem vergonha! – riu atirando-lhe uma almofada e sentando-se no sofá, que logo Draco a acompanhou e deitou-se em seu colo, como um garoto que ganhou doces da mãe. – Saiba que a roupa que deixou para trás ficou comigo? Trate de leva-la embora!

– Sim senhora.

– De qualquer forma, estou feliz por vocês... Finalmente! Já não aguentava mais a Alessa e o Robert falarem no meu ouvido que vocês deveriam assumir de uma vez, que todos já sabiam. – disse apertando seu nariz para logo em seguida acariciar seus fios loiros, como fazia com Lizzie.

– Ela não pode falar muito, está na cara que eles dois vão ficar juntos em algum momento.

– Só espero que não seja no jardim da casa dela. – insinuou divertida enquanto Draco mostrava-lhe a língua.

– Aposto que você não foi tão santa assim com o Sr. Krum.

– E não fui mesmo. Eileen me pegou uma vez. – admitiu rindo. – Mas voltando ao assunto... Quando vai falar com os pais dela?

– Hoje à noite. – disse seriamente – Não tenho lembranças agradáveis da última vez que falei com a mãe dela... E ela nem era a Ministra ainda. Acha que corro perigo de morte?

– Não, morte talvez não... – disse pensativa, puxando-lhe a orelha – Mas prepare-se para a adrenalina, correrá solta.

– Então eu saio por alguns minutos e encontro você no colo da minha esposa, assim, todo de folga? – disse Vitor aparecendo no ambiente, enquanto Maya o rondava.

– Sua esposa tem muito o que lhe explicar Krum, ela que me agarrou. – acusou cruzando os braços, porém, sem deixar o colo da “irmã”. – E devo admitir que isso que ela faz é muito bom...

– Devo dizer que sua sogra é assustadora?

– Valeu por cortar o clima irmãzinha... – ironizou levantando-se enquanto Violet o acompanhava.

– Teremos um casamento muito em breve Vitor. – disse ela sorrindo.

– Finalmente!

– Parece que todos já sabiam disso...

– Menos vocês dois. – concordou o búlgaro.

– Bem, não importa. Preparem-se vocês dois, serão meus padrinhos no casamento. – disse aproximando-se de Violet rapidamente e puxando-a para uma valsa improvisada – Terá muita dança, vocês poderão aproveitar e, Violet querida, em uma delas você deixará seu marido por mim pois irei te sequestrar. – avisou girando-a feliz. – Mas agora preciso ir, me preparar para enfrentar os Seyfried. E que Merlin me ajude! Madame... – falou beijando-lhe a mão como um cavalheiro. – Krum...

– Dispenso o beijo, obrigado. – gargalhou.

Notas finais
Finalmente!!!!!!!!!!!! Draco e Sophie se resolveram (e que resolução) e vão se casar!! Só eu gostei desse lado da Sophie? E ainda mais da interação do Draquinho com a Vi e o Vitor ^^ Acho que perceberam que a Violet está morando na Bulgária agora, hein? Mas o que é uma distância dessas quando se pode aparatar? Voltando ao Malfoy... Como acham que será a conversa com os sogros? Meryl já sabemos como é, mas e quanto ao Pierce? Estou ansiosa para mostrar isso. “Capítulo 10 – Too Late?” Curiosidade #7 - No Torneio Tribruxo era para Harry e Violet irem juntos, ou seja, cinco campeões. Mas seria injusto com Beauxbatons e Durmstrang. E desnecessário. Um grande beijo e até mais tarde!!