The Orphan: Endless Love

22 Capítulo 22 – September 1


Notas iniciais
Oooláaaaaa serumaninhos lindos! Devo dizer que férias é um sentimento maravilhoso hahahaha

1 de setembro

— Setembro de 1999 -

— Você está bem? – perguntou Vitor pela décima vez naquela manhã.

Setembro finalmente havia chegado e, com ele, um convite para a reinauguração de Hogwarts. Violet estava muitíssimo melhor desde que deixara o hospital, mas ainda tinha pesadelos com Voldemort às vezes. Voltar a Hogwarts seria um enorme lembrete de tudo que passou alí, das pessoas que conheceu e, principalmente, das que perdeu.

— Nervosa. – respondeu encarando seu reflexo no espelho – Eu quero muito ir, mas tenho medo... Fiquei tão mal depois da guerra Vitor, tão mal... que penso que se voltar pra lá tudo vai voltar. E eu não quero isso.

— Violet, olha pra mim. – pediu virando-a pelos braços gentilmente – Você sobreviveu a tudo aquilo, caiu muitas vezes e levantou logo em seguida... Não precisa ter medo. É o último teste... Ir para onde tudo começou.

— E se...

— E se não? Precisa superar isso querida, passar por cima e virar a página. E eu estarei lá, vamos passar por isso juntos.

Fechando os olhos e com um longo suspiro, Violet abraçou-o forte e, resignada, sorriu. Ele estava certo, é claro, e ela ainda estava com medo, mas iria passar por aquilo. Precisava seguir em frente, tinha que deixar os pesadelos para trás.

Voltar para Hogsmeade foi ao mesmo tempo maravilhoso e horrível. A ultima vez que estivera alí fora antes da guerra, tudo estava destruído e as pessoas nas ruas sujas e maltratadas, com medo. Isso lhe trouxe lembranças terríveis, mas ver todos os prédios reconstruídos e rodeados de pessoas felizes e sorridentes a aliviou.

— Vi?

— Estou bem. – garantiu assim que Vitor apertou sua mão.

Porém, a maior emoção foi estar em frente ao portão de Hogwarts, todo verdejante e bem cuidado, flores espalhadas por um caminho de pedra e inúmeras carruagens paradas por alí. Seus olhos umedeceram imediatamente e tentou segurar, mas não conseguiu. Assim que viu Harry – ao lado de Luna – com as mãos no bolso, nos grandes portões de madeira do castelo, desabou e correu para seus braços.

— Harry...

— Eu sei, eu também. – respondeu cedendo a um soluço.

Os jornalistas obviamente não perderam a deixa e fotografaram o momento, mas Violet e Harry estavam ocupados demais em seus próprios pensamentos. Hogwarts era mágica e foi a casa dos dois por muito tempo, o lugar onde conheceram as pessoas mais importantes de suas vidas, e onde as perderam também.

O pequeno salão onde esperou ansiosamente pela vice-diretora em seu primeiro ano em Hogwarts estava exatamente igual, o longo e assustador corredor que dava para o Grande Salão continuava com o aspecto velho e úmido, mas também parecia mais vivo, mais...feliz. Mas estava fechado.

— Chegamos atrasados? – estranhou Violet encarando Vitor, que deu de ombros.

— Não Vi, tenho certeza que estamos dentro do horário... – começou, mas não precisou dizer nada pois, segundos depois, as grandes portas do salão foram abertas e uma salva de palmas preencheu seus ouvidos.

Violet observou, com os olhos avermelhados de chorar e com as bochechas rosadas, uma multidão encarando-a, Harry segurando sua mão direita. As quatro mesas que antes enfeitavam o salão já não existiam, em seu lugar, pequenas mesas nas laterais. No fim do salão, todos os professores que Hogwarts teve aplaudiam de pé e, acima da mesa, grandes retratos dos mestres que perderam... no centro, Minerva continuava a bater palmas com os demais, um sorriso emocionado no rosto.

Não demorou para que os irmãos percebessem que tudo aquilo era para eles... Os “salvadores” do mundo bruxo. Vitor e Luna sorriam abertamente e, enquanto Violet caminhava até a frente do salão, percebeu que toda a mídia estave presente, o Ministério, o corpo docente e aqueles considerados responsáveis por salvar o mundo bruxo. Encontrou a Ordem logo ao lado de McGonagall, que ergueu uma varinha e pediu silêncio assim que os quatro se posicionaram na primeira fileira de pessoas.

— Há alguns anos atrás, Alvo me procurou para dizer que uma guerra estava começando... – começou ela, recuperando-se – Eu, em minha ignorância, não acreditei... Mas Alvo Dumbledore estava certo, os sinais eram claros e, com o tempo, passei a enxergar o que ele dizia. Nossa escola estava ameaçada e, por mais que tentássemos proteger nossos alunos, não conseguimos impedir que uma guerra acontecesse.

Harry fechou os olhos e apertou a mão da irmã, que deitou o rosto em seu ombro e suspirou.

— A guerra levou muitas pessoas e essas paredes foram testemunhas das mais tristes despedidas. Seria impossível dizer o nome de cada uma das pessoas que padeceram, mas gostaria de propor uma singela homenagem a todas elas e suas famílias.

Enquanto Minerva dizia todos os nomes escritos em um pergaminho, Violet sentiu como se estivessem sendo chamados para a próxima seleção das casas. De uma forma simbólica, todos que morreram por Hogwarts foram alunos da secular escola, pessoas que confiaram em sua majestade e a defenderam até o fim. Violet e Harry continuaram de olhos fechados, apenas sentindo a nostalgia que os invadia, até que, dentre os nomes, Mary Addams foi citada.

Violet quase não acreditou e encarou imediatamente os Addams, que mantinham um olhar surpreso em suas faces. Mary fora uma traidora, não? Mentiu por anos, enganou a todos para no fim tentar mata-los. Ela os entregou numa bandeja de ouro para Voldemort!

— Sabe, ela pode ter sido uma traidora... – sussurrou Eileen em seu ouvido – Mas no final não conseguiu fazer o que deveria. Assim como Draco. Lembra? Ele deveria matar Dumbledore, mas não foi até o fim. Mary deveria matar os pais... e morreu quando hesitou.

— Mas...

— Ninguém precisa saber que ela foi uma traidora, porque enquanto ninguém sabia disso ela foi uma das mais fieis amigas. – aconselhou a mais velha – E todos merecem uma segunda chance, não? Ela não teve tempo para ganhar uma.

Violet quase não acreditou, mas no fundo... bem no fundo, Eileen estava certa. Mary havia agido por vingança, raiva de ser ignorada ou “menos amada” pelos pais. Se deixou levar por uma mentira e acabou morrendo quando percebeu que havia vivido uma ainda maior com Voldemort. Talvez...

— Talvez ela merecesse uma segunda chance... — murmurou abaixando o rosto.

— E Alvo Dumbledore. – continuou Minerva, fechando o pergaminho ao ler o último nome escrito – Que foi provavelmente um dos mais poderosos bruxos do nosso século. Homem de fé, que pregava esperança e nunca desistiu de tentar fazer do mundo um lugar melhor para nossos alunos. E como todos sabem, o período de terror que se instalou no mundo quando Dumbledore morreu foi horrível. – suspirou – Hogwarts não escapou, mas tivemos muita sorte... Porque a única pessoa que Voldemort confiava o bastante para entregar a direção dessa escola era a mesma pessoa que foi leal até seu último suspiro à Alvo Dumbledore. – continuou Minerva, surpreendendo Violet, que não esperava que o nome do pai fosse tocado – Severo Snape assumiu a direção de Hogwarts por meses, e por mais que todos tenhamos nossas ressalvas, foi graças a ele que essa escola não ruiu. Snape protegeu nossos alunos o máximo que pode, impediu que castigos desumanos fossem aplicados e garantiu que o caminho estivesse livre para que Harry Potter e Violet Snape viessem e vencessem o Lord das Trevas. Graças a ele tivemos uma chance, e graças a ele estamos vivos. Sei que ele foi colocado como diretor injustamente, mas não havia pessoa melhor para o cargo naquele momento... e é com grande prazer e orgulho que colocamos seu retrato junto ao dos antigos diretores de Hogwarts, ao lado de Dumbledore.

Violet então não aguentou e desabou em lágrimas, seu coração estava leve, mas também ardia em saudades. Quando Vitor a abraçou, sentiu que, por mais que doesse a falta do pai, agradecia por ele não estar alí. Snape não lidava bem com agradecimentos e honrarias, e certamente ficaria sério ou carrancudo... Mas Vi estava feliz, enormemente surpresa, mas satisfeita.

— Infelizmente o professor Snape não está mais entre nós, outro sacrifício, mas gostaríamos de deixar um agradecimento, em nome todos os professores da escola, para seus familiares, Eileen e Violet. Severo Prince Snape foi o professor mais assustador e frio que já tivemos, mas também foi o mais leal e corajoso. – sorriu erguendo sua varinha e iluminando o teto encantado do salão, fazendo com que as estrelas brilhassem mais forte.

Logo atrás da mulher de verde, ao lado do quadro sorridente de Dumbledore, apareceu o de um Snape com a expressão fechada e, como sempre, sem qualquer esboço de sorriso. Novamente Violet chorou e, enquanto os presentes batiam palmas, sentiu Eileen puxá-la para um forte abraço. Alí ela entendeu que a avó era realmente forte por não derramar uma lágrima, mas também sentiu que o amor de mãe explodia em seu peito, os olhos brilhando em orgulho e pesar. Ao fundo, viu Estevam de cabeça baixa e olhos fechados.

— Ninguém, jamais, poderá ocupar o cargo de Mestre em Poções tão bem quando ele, tampouco a direção da Sonserina. Amanhã apresentaremos aos alunos oficialmente os novos professores, mas estejam certos de que escolhemos alguém à altura e temos certeza de que horará o cargo e o nome.

Minerva não disse imediatamente, mas estava referindo-se à Eileen, que aceitara assumir os cargos do filho em Hogwarts. Mesmo estando casada e conhecida pelo nome de batismo, Eileen só aceitou sob uma condição: ser chamada de Professora Snape. Não foi fácil tomar essa decisão, visto que Estevam ficaria na Itália e isso diminuiria drasticamente a convivência dos dois, mas Minerva foi certeira. Nos aposentos da nova professora havia uma lareira conectada diretamente a do quarto de Estevam, e graças a um feitiço só funcionaria com os dois. Dessa forma, todas noites o casal ficaria junto e, nos finais de semana, encontrariam-se em Hogsmeade ou em Florença.

— Agora, antes de encerrar e dar as boas vindas aos alunos... – continuou Minerva – Vou chamar alguns nomes, e gostaria que subissem aqui um momento... Hermione Granger, Ronald Weasley, Luna Lovegood Potter, Sophie Seyfried, Alessa Chambers…

Todos foram pegos de surpresa quando ouviram seus nomes, mas não protestaram para subir. Muitos outros ex-alunos foram chamados e logo a frente do salão estava cheia com os alunos que lutaram na guerra. Mas a grande surpresa foi que, em momento algum, McGonagall deu indícios de que chamaria Harry ou Violet, o que surpreendeu e ao mesmo tempo atiçou os presentes.

— Todos eles lutaram na guerra, defenderam nosso lar quando fomos ameaçados e não se importaram com as ameaças de Voldemort. Continuaram firmes e, apesar de alguns não estarem aqui agora, foram grandes salvadores. Lutaram por nós, caíram por nós, e venceram por nós. – disse ela com a voz embargada – Por fim, gostaria de chamar duas pessoas que fizeram a diferença, que lutaram desde que eram pequenas e foram os grandes alvos de Voldemort, as que provavelmente mais sofreram nos últimos anos e que no fim conseguiram se manter em pé e salvar o mundo bruxo... Harry Potter e Violet Snape. – disse finalmente chamando os irmãos, ambos de olhos avermelhados e levemente envergonhados. – Em nome de todos nós, obrigada. Por não desistirem e manterem a esperança.

E então uma enorme salva de palmas inundou o salão, as pessoas estavam em pé, aplaudiam os irmãos e alguns mais ousados – puxados por Blás e theo – chegaram a puxar um coro com o nome dos dois.

— Obrigada Harry, você é o maior orgulho que eu tive na Grifinória... seus pais ficariam orgulhosos. – murmurou Minerva antes de abraça-lo ternamente, a primeira vez que a professora deixava claro o quanto gostava do garoto. – E você... – disse voltando-se para Violet logo em seguida – Acho que não preciso dizer que estou orgulhosa de ser sua madrinha, certo? Seus pais, os três, lutaram por isso, para você chegar até aqui... e tenho certeza que, se estivessem aqui, estariam ainda mais orgulhosos que eu.

Violet sorriu e, com lágrimas rolando sem cessar, abraçou a madrinha o mais forte que pode. Era triste, é claro, lembrar de tudo que perdeu... mas a garota estava feliz, finalmente havia terminado a guerra e as pessoas voltaram a ter esperança. E enquanto Harry tentava pedir que todos parassem de aplaudir, Violet recebeu um beijo da testa de Minerva e logo se aproximou do irmão, que começara a falar.

— Acho que... bem, todos sabem minha história, não é? Eu era um apenas um garoto órfão, que perdeu os pais num acidente de carro e que morava com os tios. – disse ele apertando a mão da irmã, que sorriu e deitou a cabeça em seu ombro – E então, depois de tentativas falhas dos tios em esconder as cartas de hogwarts, um meio gigante arrombou a casa de verão dos Dursley e... bem, “você é um bruxo Harry”. – citou sorrindo ao olhar Hagrid rapidamente, que assoou o nariz num lenço branco, nada discreto – Minha vida inteira mudou e então vim pra cá, Hogwarts me acolheu como se eu sempre pertencesse a esse lugar, e mesmo que o Salgueiro Lutador não seja tão amigável, esse foi o meu lar. O lugar que conheci os melhores amigos que poderia ter e reencontrei minha família. – sorriu beijando o rosto de Violet, que o acompanhou no sorriso – Hogwarts é o melhor lugar do mundo, e vocês logo vão descobrir isso... que vale a pena lutar por esse castelo. Eu não seria nada sem as pessoas que conheci aqui, e se salvamos mesmo o mundo bruxo, foi graças à todos que continuaram a acreditar e lutaram ao nosso lado. E... eu não sei mais o que dizer. – admitiu sem graça, gerando uma onda de risos leves pelo salão – Violet?

— Okay, hmmm...— começou Violet após enxugar suas lágrimas – Quando vim para Hogwarts... Eu sabia que algo grande estava prestes a acontecer, mas não fazia ideia do quanto essa mudança iria mudar a minha vida. Esse castelo foi a minha casa por anos, o lugar em que conheci meus melhores amigos, minha família e minha futura família. – sorriu encarando Vitor e os Krum, que sorriam – Aqui eu vi meu mundo de criança perfeito desabar, conheci a verdade sobre mim e entendi muitas coisas... Hogwarts foi muito mais que uma escola, foi minha casa quando não tive uma, foi meu lar quando precisei, minha salvação quando tudo parecia perdido e minha destruição quando a guerra chegou. Eu perdi muitas pessoas aqui dentro, e foi horrível, mas por mais que esses pensamentos não deixem minha cabeça, não posso esquecer as coisas boas que vivi nesses corredores... Me sentia aconchegada no meu quarto nas masmorras, me sentia livre no campo de quadribol e... me senti segura na cozinha com os elfos. É estranho, eu sei, mas aquele cômodo tão vazio foi meu refúgio por semanas durante a noite quando pensei que estava desistindo. Essas paredes úmidas e gastas podem parecer frias... mas não existe lugar como Hogwarts, sem chance. – sorriu deixando lágrimas caírem – Esse foi meu lar, e fiquei desolada quando, duas vezes, senti a ameaça de fecharem a escola... uma terceira quando me tornei fugitiva na guerra e uma última vez quando vi essas paredes sendo derrubadas pelos comensais e tive que duelar aqui dentro. – estremeceu.

Violet não pretendia falar muito, mas quando começou sentiu algo tão bom se formar em seu peito, tão libertador, que tudo começou a fluir com naturalidade.

— Acredito que a maioria aqui já teve o prazer de estudar em Hogwarts, e tenho certeza que tremeram quando viram nos jornais que Hogwarts estava destruída. Estive no hospital por meses, fiquei muito mal, mas quando acordei e descobri... Eu tremi, e chorei tanto! Era a minha casa! Posso estar muito enganada, mas talvez eu seja a pessoa que mais sofreu com a queda desse castelo... Cheguei aqui com quatorze anos, órfã e sem ninguém. Mas aqui dentro conheci meus amigos, meus pais, minha família, meu noivo, primos e até mesmo inimigos. Foi nesse castelo que encontrei esperança... a esperança de um lugar melhor, de uma vida melhor e de pessoas importantes. Eu me descobri aqui dentro, desenvolvi minhas capacidades e aprendi lições que jamais esquecerei... A última vez que estive aqui foi quando Voldemort caiu, minha última lembrança desse lugar é o sacrifício de uma pessoa importante... e então fechei os olhos e fui parar no hospital. Voltar agora, meses depois, é quase como voltar para casa... Tudo está exatamente igual era antes, está aconchegante, assustador na medida certa, cheio de memórias. – sorriu – Eu tenho muito a agradecer a essa escola secular, mais ainda por não terem desistido dela... eu soube que muitas pessoas se ofereceram para ajudar a reconstruir, obrigada. Hogwarts não seria nada sem todos vocês. E aos alunos novos... – disse enxugando as lágrimas – Tenho certeza de que ouviram muitas coisas de seus pais, mas nada irá se comparar a vivenciá-las. Espero que todos aproveitem ao máximo, porque os melhores anos de suas vidas estão prestes a começar. No início você fica deslumbrado, depois percebe que é realmente exigente e sente-se sufocado, mas tenho certeza que não trocarão por nada essas paredes... Eu passei os melhores momentos aqui dentro, e tenho certeza que minha turma também... E vocês passarão. Bem vindos à Hogwarts, seu lar.

Com um grande sorriso no rosto, Harry puxou Violet para um abraço apertado enquanto todos voltaram a aplaudir, não havia o que mais ser dito, pensou Minerva. Após isso e algumas observações da nova diretora sobre as aulas, uma música suave preencheu o espaço e as mesas livres dos cantos do salão ficaram cheias de doces, salgados e todas as delícias que se possa imaginar, aquele dia era o de celebrar, afinal.

Muitas pessoas chegaram a abraçar os irmãos salvadores, e enquanto Luna e Harry conversavam, Saoirse puxou a futura cunhada e a levou até os Krum, que a cumprimentaram animados.

— Foram lindas palavras querida... – sorriu Vyola – Nem parece a mesma mulher que estava quase louca antes de vir pra cá.

— Vitor!

— Eu não disse quase louca. – justificou-se ao levar um tapa no braço – E mesmo se fosse, ninguém tem uma louca mais linda que eu.

— Claro, saindo pela tangente... – rolou os olhos ao ser abraçada pelo noivo por trás, não resistindo ao sorriso que logo se abriu. – E o David?

— Super animado! – respondeu Saoirse rindo ao observar Vitor cutucar a cintura de Violet, que tentava ignorar e não rir – Está tão elétrico que até já fez amizade e começou a apostar em qual casa vai cair.

— Eu aposto em qualquer uma, menos sonserina... Sabe como é, lá tem muitas cobras.

— E você sabe muito bem disso hein Vitor? – rebateu Violet dando-lhe um beliscão – Vai casar com uma bem peçonhenta.

— Ai, isso dói! – reclamou rindo.

— Palhaço, saiba que vingança é um ponto forte dos sonserinos.

— Tá, já parei, calma. – disse beijando sua bochecha – Por que vocês me deixaram pedí-la em casamento mesmo?

— Porque você é um idiota apaixonado, admirador de animais perigosos. – debochou Violet.

— E não viveria muito tempo sem ela, admita irmãozinho. – piscou a loira enquanto o homem dava de ombros e voltava a abraçar a noiva por trás. – Sabe que... eu ainda não acredito que sua avó vai trabalhar aqui... – comentou para Violet, que também mal acreditava – Mas se pensar bem, ela é uma concorrente à altura da fama do Professor Snape.

— Você não faz ideia...

***

Setembro foi um mês de grandes emoções.

Pouco tempo depois da reinauguração de Hogwarts, Sophie finalmente reencontrou Draco em sua porta e teve uma das mais difíceis conversas desde que terminaram. Não foi fácil, nem um pouco, mas no fim ambos sentiram um grande peso ser tirado de suas costas. Violet, por outro lado, também foi surpreendida quando suas tias voltaram de viagem... e com novidades.

— Queremos um emprego. – avisou Goethe, para a surpresa de Eileen, que realmente chegou a pensar que as irmãs não iriam trabalhar, já que tinham uma herança suficientemente gorda para mantê-las por anos.

— O quê?!

Notas finais
Tem um olho na minha lágrima... e esse discurso lindo dos irmãos maravilha? Não estou sabendo lidar. Mas parece que a Vi finalmente se libertou das amarras do passado hein? Tudo de ruim que tinha que acontecer já aconteceu (será?) e agora ela se sente mais leve... E essa interação do Vitor com a Violet? Eu AMO esse casal, amo muito! Logo chega o casamento... e quero tudo perfeito para isso. Mas até lá... —------------ Capítulo 23 - Hope — Choque? – riu sem humor, os resquícios do sorriso desaparecendo rapidamente – Eu entrei em desespero! Meu pai não podia saber que eu estava grávida antes de sequer casar, mesmo sendo de um puro sangue e ainda mais por ser um amigo próximo. Ele certamente teria um colapso nervoso. – debochou. —------------ Ooops, parece que alguém engravidou e ninguém aqui ficou sabendo *o* Teorias? Quem será? Um graaaande beijo e até a próxima ;)