The Orphan: Endless Love
16 Capítulo 16 - ...or a beautiful nightmare?
Notas iniciais
...ou um lindo pesadelo?

— Maio de 1998 -
— Não importa Dr. Tupper, já disse que estou bem. – rebateu entrando no quarto da neta ao lado de Estevam e Robert, que já lhe perguntara a mesma coisa umas três vezes naquele dia – E isso não vai demorar muito.
Por mais que a mulher garantisse que estava bem, Robert sabia quando alguém estava cansado e esgotado, e as olheiras da morena combinadas à sua expressão denunciavam que ela estava muito longe de bem. Eileen, por outro lado, permanecia confiante. Desde que Violet tivesse sonhos bons e sem magia, o caminho até sua mente seria muito mais acessível, muito em breve esperava ver a neta abrir os olhos. Porém, ainda que se concentrasse ao máximo, algo a estava barrando. Eileen forçava-se a continuar, mas até mesmo ela começou a admitir que não aguentaria tanto tempo... o caminho até Violet estava mais tortuoso do que deveria.
— Eileen? – perguntou Estevam ao perceber que os olhos da mulher estavam cerrados como se sua dona carregasse o mundo nas costas. Não foi preciso qualquer outra palavra, pois Eileen finalmente cedeu e se afastou... Mas não a tempo de manter-se em pé.
— E ela estava bem. – ironizou Robert enquanto Estevam impedia que a mulher caísse no chão.
— Vou leva-la para casa. – avisou pegando-a no colo.
— Claro, e faça um favor... Só a deixe voltar quando estiver recuperada.
— Pode ter certeza disso Tupper. – garantiu o bruxo antes de aparatar.
Eileen estava física e emocionalmente esgotada, mas orgulhosa como era não admitia para si mesma que estivesse tão ruim assim... E isso não a impediu de repreender Estevam quando percebeu que ele a levou para sua fazenda em Toscana.
— Por que fez isso?
— Porque você não pode se forçar assim! Quando foi a última vez que dormiu realmente?
— Acho que 25 anos morta já é um descanso.
— Pelo amor de Merlin Eileen, você está esgotada! – insistiu – Seu corpo não saiu de uma tumba! Não existiram 25 anos para você, apenas passou um dia todo cuidando dos prisioneiros que Voldemort lhe entregou e, quando ia dormir, duelou com ele e morreu! Segundos depois você acordou em uma guerra e usou suas forças acima do normal.
— Eu fiquei no hospital por uma semana.
— Claro, inconsciente! Você simplesmente não parou Eileen, e sabe muito bem que exageros levam à exaustão. Você não dormiu desde que voltou de lá, certo?
— Precisava achar uma solução para a Violet. – concordou – E agora ela precisa de...
— Não, não precisa. – negou segurando seus ombros quando ameaçou levantar – Ela está bem, está sonhando... Não vai a lugar algum Eileen, e você também não.
— Não é como se você fosse conseguir me impedir...
— Não, mas estou contando com o seu bom senso. – rebateu – Seja racional querida, está cansada e precisa de um tempo. E ninguém pode aparatar nessa fazenda além de mim e meu irmão, então teria que andar alguns quilômetros até chegar à cidade mais próxima.
— Droga. – murmurou – E por que me trouxe para a sua casa? Poderia muito bem voltar para a minha...
— Onde suas irmãs iriam te encher de perguntas, e te conhecendo como conheço, iria dobrar as duas e escapar.
— Posso dobrar você se eu quiser.
— Mas não vai. – sorriu travesso – Porque dessa vez sabe que estou certo. E você costumava gostar desse lugar... Embora odiasse as orquídeas da minha mãe.
— Ainda odeio. – concordou fazendo-o rir – Até quando serei prisioneira?
— Essa palavra é um tanto pesada, não? Prefiro pensar que está aqui para repousar e se recuperar.
— Cada um dá a palavra que melhor lhe descreve a situação.
— Ora, vamos... Não seja chata querida. Pode dormir um pouco, mais tarde jantamos.
— Querida?
— Ah, bem... Acabei me acostumando. – desculpou-se – E você também vai, então não se preocupe.
— Você está muito confiante disso, posso saber por quê?
— Porque sabe que quando quero algo não paro até conseguir ou ser derrotado. E eu quero te chamar assim, então acostume-se querida.
— Claro... – bufou ajeitando-se na cama – Sabe que eu poderia ter ficado no quarto de hóspedes.
— Não gosta do meu?
— Preciso mesmo responder?
***
— Tia, porque o papai e a mamãe estão conversando ainda? – perguntou a pequena Violet enquanto a tia penteava seus cabelos.
— Ohhh... bem... eles precisam resolver algumas coisas. – respondeu Narcissa tentando desviar o assunto. Ela sabia muito bem o que eles estavam fazendo.
— Mas eles conversam todo dia!
— Talvez eles estejam tentando... cativar um ao outro. Lembra disso? – disse, não deixando de pensar que os dois realmente tinham levado a sério a expressão “cativar”.
— Mas eu mudei de ideia, não quero mais isso. – rebateu emburrada.
— Pare com isso meu anjo, além do mais... Vamos ao parque hoje! E sua prima também vai.
— Não quero ir ao parque.
— Violet...
— Não quero!
— Garota insolente...— murmurou uma voz fina entrando no quarto.
***
— O que está acontecendo? – perguntou Robert ao encontrar uma das enfermeiras tentando conter a garota, que debatia-se na cama.
— Precisamos da Sra. Snape.
— Não, ela está inacessível agora. – negou – O que aconteceu?
— Parece que as memórias que a Sra. Snape deu a Srta. Black estão falhando.
Embora Robert soubesse que a enfermeira estava certa, preferiu não chamar Eileen de volta, uma ajuda esgotada seria pior do que a “não-ajuda”.
Já havia passado quase uma semana desde que a matriarca Snape estava fora e Violet tornou-se mais instável... Sem a avó para acalmar suas memórias e reafirmar as lembranças falsas, a garota via coisas horríveis em sua cabeça enquanto o sonho bom se transforava em um terrível pesadelo. E quando isso acontecia, apenas um sedativo forte conseguia cessar os gritos desesperados durante a noite, mas vez ou outra a crise era tão forte que a enfermeira era obrigada a usar feitiços estuporantes.
Moody e Minerva iam ao hospital todas as manhãs em busca de alguma notícia, mas Robert nunca chegou a comentar sobre as crises ou mesmo o afastamento de Eileen, já que aparentemente apenas a matriarca Snape conseguia controlar a teimosia do velho ex-auror. Como não podiam vê-la, com o tempo foram convencidos a ficar em casa e diminuíram a frequência das visitas.
Sophie, por outro lado, estava sempre a par do que acontecia com a amiga, já que se interessava cada vez mais pela medicina e pretendia seguir carreira. E embora não pudesse vê-la também, contentava-se com as conversas com Robert a respeito do caso.
Foi apenas duas semanas depois que Eileen finalmente voltou. E pela sua expressão, Robert teve certeza que a mulher estava totalmente recuperada... tinha até certo brilho no olhar, que o médico logo entendeu ao encontrar o mesmo brilho – porém mais intenso – em Estevam.
Eileen certamente não perdeu a oportunidade de dizer “eu avisei” quando soube que seu afastamento só contribuiu para uma piora no quadro da neta, o que Estevam ficou satisfeito em rebater. Não demorou para que a mulher visse com os próprios olhos, pois segundos depois os gritos desesperados de Violet começaram.
Ao entrar na mente da neta minutos depois, percebeu que a passagem ficou ainda mais austera, como se muros invisíveis tivessem sido construídos e barrassem qualquer acesso. Novamente esforçou-se e, embora tenha conseguido, sentiu-se exausta ao terminar. Não era um feitiço fácil e a manipulação mental era um processo complicado quando a mente humana estava tão deturbada quanto a da garota.
Por consequência, os efeitos eram de curta duração e, algumas vezes, não chegavam a ficar sequer por um dia. Estevam a ajudou com isso ao por em prática um feitiço que aprendera em seus anos de imortalidade e selar a mente da Black, o que garantiu que o efeito durasse mais. Aliado a isso, Eileen continuou a entrar em sua mente para descobrir a causa de tudo aquilo, mas nunca parecia chegar perto o suficiente antes de enfraquecer e ser obrigada a se retirar.
Às vezes, porém, Violet tinha uma recaída e Robert vinha correndo para o quarto para sedá-la. Eileen pesquisava nos livros que tinha em seu quarto todas as manhãs – não estava perdendo suas noites novamente, sabia que insônia não iria ajudá-la – em busca de algo a fazer, qualquer explicação...
Chegou a conversar com Estevam a respeito do que ele mesmo havia aprendido na esperança de poder combinar as informações, mas nada acontecia e o sentimento de impotência a preenchia cada vez mais forte.
Foi quase um mês inteiro de preocupações e pesquisas, nada. E enquanto Eileen continuava a procurar, Violet, no íntimo de sua mente, viu-se cada vez mais perdida dentro de uma fantasia. Às vezes era apenas uma criança brincando com os primos, e no momento seguinte via-se com quase onze anos enquanto os pais sorriam um para o outro durante o jantar.
***
Ela não era idiota, sabia que algo estava acontecendo entre Bellatrix e Severo, mas apenas cogitar a ideia já a confundia. Não entenda mal, Violet queria, muito, os pais juntos... mas também era algo realmente impossível que não parecia se encaixar. Ela entendia que aquela sua “realidade” não passava de uma fantasia criada por sua cabeça e dizia a si mesma que nem tudo era o que parecia ser, que talvez fossem apenas desconfianças de uma mente infantil... mas no dia seguinte descobria que o pai dormiu na casa de novo e, novamente, ela ignorava as evidências, escorregava e caía pelo olho mágico... espiando todas as mentiras que se escondiam atrás das máscaras.
Ela tentava com todas as suas forças ignorar a sensação incômoda que crescia em seu peito sempre que via os dois juntos. Não entendia como algo tão primitivo a tirava do sério, mas podia sentir a bile lhe subir a garganta todas as vezes em que o pai chegava e ia até o escritório conversar com sua mãe. Não estava certo, não! Tentava ignorar, mas no fundo sabia que tudo era apenas um sonho, um doce sonho... E no fim das contas a situação já não importava.
Mas eram as sombras que preenchiam seu quarto todas as noites que a deixavam aterrorizada. Via imagens estranhas nas paredes e cobria a cabeça com o cobertor, torcendo para ser apenas um pesadelo... um lindo pesadelo.
— Violet, me ouça...— dizia alguém em sua cabeça – Isso não é real, nada disso realmente existe! São apenas fantasias!
Aquela voz... tão familiar e ao mesmo tempo insanamente impossível! Mas não parecia existir certo ou errado alí... nada era concreto, então ela simplesmente ignorava.
— Você precisa sair daqui.
Violet não queria, mas novamente observou, pela terceira vez aquela semana – ou seria mês? –, sua imagem mais velha dizendo que aquilo era apenas uma invenção de sua cabeça, que a verdadeira realidade a esperava e que bastava acordar...
Mas ela não queria!
— Você só está vendo o que quer ver Violet...
Não, não lhe importava!
Doce sonho ou lindo pesadelo... Tudo aquilo era bom demais para abandonar.
— Como pode viver numa fantasia quando todas as evidências te dizem o contrário?
Enquanto estivesse alí com aquela sensação de flutuar no ar... Não, não importava se era sonho ou pesadelo, não queria acordar! Não podia sentir novamente toda a dor de perder as pessoas que amava e não iria desperdiçar a chance – mesmo que distorcida e por vezes incômoda – de ter todos ao seu lado. Era como uma canção de ninar perfeita... Ela sabia que, se acordasse, não veria aqueles mesmos braços – que a colocaram para dormir minutos atrás – a abraçar enquanto o dono dizia que “vai ficar tudo bem”.
Porque sabia que não ficaria.
As lembranças eram como aves de rapina...
— Elas observam e se alimentam... pegam o que precisam, mordem enquanto você sangra...— sussurrava durante a noite – As aves de rapina...
***
— Eu conversei com os amigos dela hoje... – comentou Estevam durante o café da manhã. Já tinha um tempo que ele estava hospedado na casa das Prince e, mesmo que Goethe não achasse tão agradável ou que Ravenna o perturbasse quase todos os dias, a convivência era aceitável. Pela Violet, garantia Eileen, é por ela.
— E o que essas crianças disseram? – provocou Ravenna antes de tomar seu suco, recebendo um olhar irônico em resposta do homem.
— Vocês sabiam que Morgana Pendragon chegou a lhe entregar uma pedra carmim a mando de Voldemort que a deixou fora de controle por quase dois meses?
— Que relevância tem uma pedra carmim?
— Se for apenas uma pedra, nada Eileen, mas se for outra coisa... – comentou Ravenna – É a segunda opção, certo Frank?
— Ora, pare de me chamar assim, que apelido idiota! – reclamou Estevam, recebendo uma olhadela irônica da mulher – Mas está certo, acredito que não seja apenas uma pedra.
— Sapiunt Carmi*.— completou Ravenna.
— O que é isso?
— Não acredito! A grande Eileen Prince não sabe?! – debochou Ravenna e, após um olhar mortal da irmã, explicou – Sapiunt Carmi é uma maldição antiga e poderosa desenvolvida às escuras por Salazar Slytherin. Obviamente ninguém soube disso, mas a “receita” passou por gerações de seus descendentes até chegar aos Riddle. Voldemort aperfeiçoou e, quando você morreu, ele estava quase terminando a versão final.
— Ele nunca me disse isso...
— Não disse a ninguém, descobri por um acaso do destino atrás da porta.
— Conveniente, não?
— Essa maldição é uma forma de controle mental, aliás, ele queria te aposentar com o tempo, sabia disso sis? – provocou sorrindo maliciosamente.
— Vá direto ao ponto Raven. – pediu Goethe.
— Não sei exatamente como é feita, mas pelo que me lembro é uma poção capaz de atravessar as barreiras da pele e penetrar na mente de alguém, nesse caso Violet, dando a quem preparou a poção o poder de controlá-la. E ela só funciona se banhar uma pedra carmim na solução.
— Voldemort conseguiu isso com uma ajudinha da hipnose de Morgana e chegou a controlar, ou ao menos atiçar, a mente da Violet por dois meses. – continuou Estevam – Pelo que a Srta. Seyfried me disse, ela perdeu todo o controle por alguns dias, teve febres altas e alucinações, perdeu a consciência, discutiu com muitas pessoas e se isolou. Quase dois meses depois eles invadiram o Departamento de Mistérios do Ministério e Voldemort a tomou por completo. O Potter disse que foi uma cena horrível, que parecia que ele estava dentro dela controlando suas ações...
— A pedra.
— Isso. No fim ela conseguiu resistir e a pedra foi destruída, mas desde então eles mantiveram certa conexão e várias vezes ele invadiu sua mente depois disso. Segundo a Seyfried, o último ano foi realmente um período complicado, cheio de pesadelos e visões estranhas... Especialmente quando fugiram para caçar as Horcruxes. – avisou – Aliás, vocês sabiam que ela chegou a tomar uma poção para encontrar as Horcruxes de Voldemort?
Não, elas não sabiam. Eileen estava tão concentrada em ajudar a neta e descobrir uma solução que não havia sequer pesquisado o que aconteceu nos últimos 25 anos. E enquanto Estevam dizia tudo que descobriu, sentiu-se uma idiota por não ter pensado em falar com os amigos da garota antes.
— Ela destruiu as Horcruxes absorvendo cada uma delas? – preocupou-se Goethe.
— Como disse, ela tinha uma conexão incrivelmente estranha com a mente de Voldemort... E depois da poção tudo ficou mais intenso.
— Oh Merlin... Eu acho que sei o que está acontecendo. – falou Goethe surpresa e até mesmo assustada. Era uma teoria absurdamente impossível, e Eileen concordou, porém, também era a melhor hipótese até o momento.
Parecia quase insano pensar naquilo, mas tratando-se de Voldemort tudo era de se esperar.
— E o que vai fazer agora? – perguntou Ravenna.
— Agora, sis— disse retribuindo a provocação –, não vou facilitar as coisas para ele. Vou tirar as memórias que dei e deixa-la com as próprias. Ela prefere continuar na fantasia, certo? Mas não será às minhas custas. Vou precisar de vocês nisso.
— Ohhh, agora está ficando interessante... No que a preciosa Sra. Snape precisa de ajuda?
— Eu realmente odeio quando faz isso Raven.
— E por que acha que faço?
— Parem com isso, por Merlin! – pediu Goethe sob o olhar divertido de Estevam – O que você precisa Lee?
***
— Ela entrou em desespero... – começou Eileen durante o almoço em sua casa após voltar do Hospital alguns dias depois – Não demorou nem mesmo uma hora, ela já começou a gritar e tudo voltou a ser como era antes de eu interferir. O Tupper teve que lançar um Abaffiato no quarto e isolou a área de segurança máxima. – explicou cansada – Os pesadelos dela são horríveis, realmente a admiro por aguentar tudo isso... é... muita coisa.
— Descobriu se nossa teoria é verdadeira?
— Não tem como saber sem me aprofundar mais... e não vou ousar fazer isso sem garantias, no caso vocês. Entenderam o que precisam fazer, certo? Vou me certificar antes de chama-las, mas se for verdade...
— Estaremos prontas Eileen, e acho que o garanhão aí também.
— Ahhh, resolveu mudar meu apelido Raven? – debochou Estevam.
Robert não sabia exatamente o que Eileen pretendia quando pediu que ele isolasse a área de segurança máxima, e perceber o desespero que Violet entrou depois da visita o deixou mais confuso, principalmente pelo fato de a mais velha sempre evitar tudo que pudesse causar problemas para a neta. Mas ao vê-la voltar do almoço com Ravenna, Goethe e Estevam ao seu encalço, percebeu que alguma coisa séria iria acontecer... E se precisava das irmãs Prince e do Ambrósio, a situação seria bem complicada.
— Como ela está?
— Tive que sedá-la.
— Imaginei... Bem, vamos até lá então. – disse com indiferença, surpreendendo o médico, que a acompanhou até o quarto enquanto as irmãs permaneceram na sala de espera.
Eileen estava preparada quando recuou a cama da parede e posicionou-se atrás, na cabeceira, com as mãos rodeando as têmporas da neta e mantendo uma distância segura. Daquela vez não iria parar até que chegasse onde precisava, e estava nisso há longos minutos, ignorando cada obstáculo e prosseguindo... Tudo estava extremamente confuso e irritante, tudo o que via eram sombras e imagens distorcidas.
Estevam a encarava em ansiedade, atentando-se a cada movimento e mudança de expressão... E quando ela flexionou os dedos cerrando os olhos, como se forçasse uma situação, ele percebeu que algo estava errado.
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