The Orphan: Endless Love

11 Capítulo 11 - Just The Way You Are


“Simplesmente do jeito que você é”

– Fevereiro de 2000 –

– Mãe eu... Eu estive pensando... Desde que... Bem, desde que saí desse lugar... – começou Draco enquanto Narcissa o observava atentamente – Eu fui perdoado por muitas pessoas e... o sentimento é incrível!

– É... Eu sei. – sorriu lembrando-se das visitas frequentes de sua irmã.

– E eu cheguei à conclusão que... Nós deveríamos fazer a mesma coisa.

– O que quer dizer querido?

– Não acha que está na hora de reunir a família? Os Black. – disse finalmente, surpreendendo-a – Digo... Eu sei que vocês eram muito unidos na adolescência, como uma verdadeira grande família... Brigavam mas eram felizes! Talvez seja hora de ter isso de volta...

– Draco...

– Eu sei que a senhora teve seus motivos para se afastar deles, mas se for olhar agora... – interrompeu enquanto Narcissa lutava contra a súbita vontade de chorar. – São motivos idiotas. O ideal de puro sangue acabou há muito tempo mãe, e não vale a pena continuar com isso. Andrômeda casou-se com um nascido trouxa? Tudo bem, ela foi feliz. Sirius não concorda com essa superioridade? Ótimo, eu não concordo e acredito que a senhora também não. E...

– Draco, para!

– Mas mãe...

– Você chegou atrasado querido... – sorriu com os olhos marejados.

– Nunca é tarde para consertar um erro.

– Não faz ideia do quanto estou orgulhosa de você agora! – sorriu acariciando o rosto do filho suavemente. – Você mudou querido, e fico feliz por isso... Mas como disse, chegou atrasado.

– Por quê?

– Porque já me fizeram a mesma pergunta duas vezes em sete dias! – sorriu e, ao notar Draco confuso, explicou melhor. – Andrômeda me visitou semana passada e, apesar de eu ser firme e teimosa em não querer contato, ela conseguiu o que queria. Me fez admitir em voz alta o que eu já sabia há muito tempo, mas era orgulhosa demais em aceitar.

– Ela... Uau. E isso significa que...?

– Significa que vamos tentar novamente, começar do zero e, quem sabe, reavermos as irmãs que fomos um dia... – disse finalmente cedendo às lágrimas, o que surpreendeu Draco, que nunca a tinha visto chorar abertamente. – Apesar de tudo, fui muito feliz em meu casamento filho, eu realmente amei e sei que fui amada... Tive dois filhos maravilhosos e uma sobrinha que abriu meus olhos. Mas também sofri Draco, e Andrômeda soube colocar muito bem seus argumentos... – riu – No fim, sou uma mulher de sorte... Vamos tentar reunir os Black sim, talvez voltemos a ser a família que se perdeu um dia...

– Eu... Pensei que seria mais difícil. Estava preparado para ajoelhar se fosse preciso. – brincou Draco.

– Essa decisão partiu de você?

– Acho que a Violet tem mais influência do que imagina... – riu. – Mas sim, eu percebi meus erros depois da guerra.

– Imagino querido...

– E aproveitando a deixa... Que bom que quer reunir os Black, porque a senhora vai entrar com um deles no meu casamento. – despejou, observando Narcissa fechar a expressão. – Eu queria falar com a senhora primeiro, mas pensei que pudesse entrar com o Régulus...

– Rég veio ontem. – comentou encarando as mãos. – Foi um choque descobrir que estava vivo depois de ter ido ao seu enterro... Quase desmaiei, mas no fim deu tudo certo. Nós nunca tivemos problemas, então acredito que estejamos bem. Mas o Sirius... Bem, Rég disse que ele não vai aceitar tão facilmente... Ou tão cedo.

– Mas já é um começo...

– Sim, é um começo. – concordou pegando em suas mãos e, após encarar a porta se abrir, sorriu. – Draco... Você conhece os Black pessoalmente?

– Não.

– Então... – disse abraçando-o pelos ombros e virando-o para a porta, onde a irmã os encarava surpresa. – Draco, esta é Andrômeda, minha irmã. Andy, meu filho Draco...

– Uou, não esperava por isso tão cedo! – brincou — É um prazer conhece-lo Draco... – sorriu antes de puxá-lo para um abraço inesperado, deixando-o sem saber o que fazer.

– Acho que não disse que Andy gosta de abraços. – divertiu-se Narcissa ao ver o filho envergonhado.

– Dezembro de 2000 -

– Sophie querida, está tudo bem? – perguntou Meryl entrando no quarto da filha, que encarava-se no espelho com uma expressão de medo.

– E se não der certo?

– Sophie... É normal esse medo... Mas não precisa se preocupar querida, tenho certeza que serão muito felizes! Malfoy realmente te ama e... Bem, enfrentar os Seyfried não é para qualquer um. – gabou-se, conseguindo arrancar um sorriso da garota. – Agora... Seu pai está te esperando lá embaixo, pronta?

– Acho que sim... – sorriu.

Pierce estava com Lana ao seu lado e encarava, saudoso, uma foto de Sophie pequena. Sentiria falta de sua menininha, mas sabia que um dia isso iria acontecer... Draco era um homem de sorte por ter o coração da loira e Pierce iria garantir que ele não se esquecesse disso.

– Pai?

– Você está linda... – sussurrou radiante ao ver sua princesa descer as escadas ao lado de Meryl, ambas com um sorriso enorme, deixando-o sem fala. – As duas.

– Galanteador... – debochou Meryl dando as mãos à Lana e caminhando para fora.

O casamento de Draco Malfoy e Sophie Seyfried era notícia em todos os jornais e jornalistas como Skeeter acampavam em frente a mansão dos Seyfried à espera de qualquer relance dos noivos, importunando os que chegavam.

O jardim da mansão estava cheio de pessoas! Membros do Ministério, da Ordem e até mesmo os de Hogwarts viam, fascinados, Sophie caminhar pelo tapete vermelho cheio de pétalas de flores em direção ao noivo, debaixo da maior árvore do jardim e com o terno negro impecavelmente arrumado. O contraste entre os olhos verdes de Sophie e suas bochechas rosadas o fazia delirar com tamanha beleza, mal acreditava que estava realmente se casando.

As palavras do juiz foram apenas detalhes, já que a verdadeira atenção de todos estava focada no casal sorridente. Violet, em pé ao lado de Draco, controlava-se para não chorar... Estava feliz! Finalmente as cosias estavam se encaixando e não demoraria até Robert e Alessa seguirem pelo mesmo caminho, a julgar pelos braços da ruiva enlaçados nos do médico, que a mantinha o mais próxima possível.

Narcissa estava deslumbrante em seu vestido verde musgo e, apesar de mostrar a classe digna de um Malfoy, sentia-se leve e despreocupada ao lado de Régulus. Abraçou Sophie realizada quando a loira foi declarada a nova Sra. Malfoy e quase chorou quando viu o sorriso no rosto de seu filho.

– Vamos para a mesa?

– Não sei Rég... Sirius ainda não vai com a minha cara e eu não conheço ninguém da mesa.

– Uma ótima oportunidade para conhecer. – riu puxando-a pelo braço. – Vamos lá priminha, a sorte está ao seu favor! Temos Andy e a Vi na mesa! E, claro, a pessoa mais incrível do mundo: Régulus Black.

– Você não presta...

Narcissa não protestou ao ser obrigada a se sentar à mesa dos Black, o que gerou um enorme burbúrio entre os convidados. Não estava confortável com tanta conversa e bagunça, tinha se acostumado à polidez dos Malfoy e tinha ate esquecido do que é ser um Black... E também não era fácil ver Sirius a encarar com a testa franzida, deixando clara a sua aversão à toda aquela situação.

– Olá!

– Olá... – respondeu Narcissa ao ver a mulher jovem de cabelo rosa ao seu lado sorrir. Pelo que tinha ouvido, aquela deveria ser Ninfadora Tonks, sua sobrinha.

– Sou Tonks. – tornou a dizer a de cabelo rosa, que tinha um garotinho em seu colo, sob os olhares atentos dos demais da mesa – Sei que deve estar se sentindo deslocada, essa turma é um tanto louca... – sorriu gentilmente. – Minha mãe disse que a senhora aceitou tentar novamente, e fico feliz por isso... Ela sempre quis isso, ver a família reunida.

– Seu filho? – perguntou apontando para o menino, que a encarava de volta com um sorriso infantil doce. Narcissa poderia ter se abrido à irmã, mas estava longe de fazer o mesmo para todos os outros publicamente.

– Ah sim, esse é o Theodore, ou Teddy, meu filho. – apresentou.

– Tenho dois aninhos! – disse o menino erguendo dois dedinhos para a loira, que não pode evitar sorrir para as covinhas do garoto, que coloriu o pouco de cabelo que tinha de vermelho.

– E já sabe contar? – perguntou Narcissa, esquecendo totalmente dos demais e concentrando-se no menino à sua frente, que descia do colo da mãe.

Teddy fez sinal com as mãos para que Narcissa se abaixasse, e quando o fez, o garotinho sussurrou um “Você é minha tia não é?” para a mulher, que sorriu em resposta e deu-lhe um beijo na bochecha, surpreendendo Tonks e, principalmente, Sirius.

– Quem é ela papai? – perguntou uma voz fininha de seu outro lado e, quando olhou, encontrou uma garotinha de vestido branco e cabelos ruivos, os olhos negros curiosos brilhantes.

– Essa é a “princesa” dos Black. – debochou Sirius, divertindo-se com a cara fechada da loira.

Princesa dos Black? – repetiu a loira, já percebendo o que o primo estava fazendo. – Você... Eu não acredito que fez isso.

– Ah, qual é Cissa, admitia que foi engraçado nossa “troca de olhares fatal”. Só queria ver até onde ia essa pose. – riu — Ruivinha, essa é a única prima loira que tenho, Narcissa Malfoy. Cissa, essa coisinha linda e vermelha é a minha filha, Alpha.

– Você é bonita. – comentou a pequena – Mas não é loira...

– Não sou?

– Não. Tem duas cores no seu cabelo.

– Ah, isso... – sorriu Narcissa ao se lembrar desse “pequeno” detalhe enquanto Sirius ria e Andrômeda sorria com a interação da irmã. – Quando eu era pequena tive um acidente com magia e meu cabelo ficou assim... Mas sou loira.

– Hmmm... Se você é prima do papai é minha também? E do Teddy?

– Você é minha prima, mas o Theodore é meu sobrinho. – respondeu docemente, lembrando-se da infância de seus filhos.

– Não entendi...

– Cissa é a minha irmã mais nova Alpha, por isso é tia-avó do Teddy. – disse Andrômeda.

– Mamãe!! – gritou alguém correndo na direção de Narcissa, que abriu os braços para a filha, que pulou em seu colo.

– Hey, por que está chorando?

– Porque o Draco disse que vão viajar de novo... A senhora vai também, não é?

– Não me anjo... – respondeu limpando o rosto molhado da filha — Draco vai viajar com a Sophie porque acabaram de se casar, eles voltam rapidinho. Mas eu ficarei aqui com você.

– Promete?

– Prometo. – sorriu enquanto a loirinha abraçava seu pescoço. – Acredito que já conheçam minha filha...

– Ela me lembra a época em que você era doce Cissa... – debochou Sirius recebendo um mal olhado da loira.

– Lizzie é filha dela papai?

– Elas são bem parecidas não é? Mandonas iguais. Por que não vão brincar?

– Lizzie?

– Tudo bem. – respondeu puxando a ruiva para brincar enquanto Teddy as seguia.

– Tia-avó? – repetiu ajeitando o vestido — Obrigada Andy, nunca me senti tão velha quanto hoje...

– Então deixa eu aproveitar a deixa e apresentar minha esposa Olívia e meu filho, Alioth. – disse Régulus. – Seu primo.

– Primo-neto?

– Fecha o focinho Black!

– Ahhh, a doce e gentil Cissa... – suspirou Sirius enquanto os demais riam.

Embora Sirius permanecesse importunando-a, Narcissa sentiu-se em casa novamente ao ser levada para a época de Hogwarts, quando todos os Black eram unidos e divertiam-se juntos. Andrômeda estava certa, não era tarde demais.

A voltarem da lua de mel Sophie e Draco instalaram-se na mansão Malfoy – que foi reformada após a guerra e em nada parecia com o que era – e pareciam cada vez mais felizes no casamento, para a alegria de Narcissa. E conforme os meses passavam, a loira sentia-se cada vez mais livre ao observar todas aquelas crianças brincarem juntas na mansão.

Draco agora estava finalmente formado e trabalhava no St. Mungus com Sophie, que preparava-se para, muito em breve, assumir o lugar de Madame Pomfrey na enfermaria de Hogwarts.

Em setembro de 2001 Ellizabeth finalmente embarcou no Expresso de Hogwarts e, radiante, mandou uma carta à mãe dizendo que era oficialmente uma Sonserina, deixando Draco orgulho da irmã e prometendo que daria algumas dicas de como se divertir no Castelo... O que preocupou Narcissa. Draco e Sophie não estavam preocupados em terem filhos tão cedo, então doavam-se integramente à Lizzie, que adorava a atenção.

– Março de 2002 –

– Malfoy?

– Fala Tupper.

– Sophie acabou de dar entrada no hospital e, devida a sua situação, está na sala da Liv. Ela não queria que você soubesse mas...

– Estou descendo. – avisou antes que Robert terminasse.

Sem ao menos pensar, saiu de sua sala às pressas, ignorou o elevador e desceu cerca de três andares para chegar à sala da Liv. Draco preocupou-se imediatamente, Sophie não costumava ficar doente e, desde o incidente com Greyback em que seus sentidos foram aguçados, a loira não pegava nem mesmo resfriado.

Robert o esperava no corredor e tentou pará-lo, mas foi ignorado enquanto o loiro corria até a última sala do corredor, abrindo sem cerimônias. A primeira coisa que ouviu foi batimentos acelerados preencherem a sala, e quando percebeu Sophie, de olhos marejados, deitada na maca ao lado de Olívia, que passava um aparelho em seu abdômen, a ficha caiu.

“...e, devida a sua situação, está na sala da Liv...”, dissera Robert.

Sophie sorria abertamente e seus olhos verdes brilhavam entre as lágrimas que caiam. Olívia observava-o divertida enquanto Draco encarava o monitor ao lado da médica.

Olivia cuidava exclusivamente de mulheres grávidas.

– Você... Você está...

– Surpresa! – disse Sophie sorrindo e estendendo a mão para o loiro, que caminhou em sua direção ainda anestesiado pela situação.

– Por que não termina o exame? – sugeriu Olívia entregando o aparelho para Draco antes de sair do consultório.

– Quando descobriu? – perguntou maravilhado.

– Semana passada. – respondeu acariciando a mão do marido, que repousava em seu abdômen – Está feliz?

– Se estou feliz... É claro que estou! Estou radiante Sophie!! – exclamou com um sorriso aberto abaixando-se para beijar a esposa apaixonadamente. – Você acabou de me fazer o homem mais feliz do mundo! Como... Como não percebi antes?!

– Você não consegue notar certas diferenças quando estamos ocupados... – insinuou.

– Culpado.

– Agora dá para terminar o exame? Estou ficando com frio já...

– Às suas ordens Sra. Malfoy... – sorriu enquanto passava o aparelho na extensão do abdômen inchado da esposa, que observava atenta. A sensação de ter Draco fazendo o exame que lhe daria a maior notícia que se poderia esperar era indescritível...

– Oh Merlin... – sussurrou Draco surpreso e até assustado quando percebeu o que tinha na tela.

– O que? Draco? O que aconteceu?

– Merlin Sophie, você... Você não faz ideia do que está fazendo comigo... – disse de boca aberta pela notícia.

– Draco!

– São dois... – respondeu num sussurro – Gêmeos Sophie, teremos gêmeos!

E então, ignorando toda a situação, Draco soltou o aparelho e abraçou a loira com todas as suas forças. Estavam casados há quase dois anos e nunca tiveram sequer a desconfiança de uma gravidez, e então, de repente, descobrem que serão pais de duas crianças ao mesmo tempo.

A sensação era maravilhosa e Draco estava tão feliz que poderia gritar para todo o hospital o quanto se sentia realizado. Amava Sophie mais que a vida e já amava aqueles dois pequenos seres que cresciam dentro de sua esposa.

Narcissa foi a primeira a saber da novidade e não pode deixar de chorar ao saber que teria netos, mesmo sentindo toda sua juventude indo embora, estava feliz. Violet não foi diferente e Alessa prometeu que fariam compras assim que soubessem o sexo das crianças.

No fim daquele mesmo ano, numa tarde de setembro, Sophie entrou em trabalho de parto e sentiu uma dor excruciante antes de ouvir o choro fino de duas crianças, que logo foram apresentadas como suas filhas. Draco quase desmaiou na sala de espera quando Olívia apareceu.

– Meus parabéns Malfoy, é pai de duas lindas meninas. – sorriu e, no momento seguinte, viu Draco cair sentado em um dos bancos com o olhar assustado. Foi preciso que Pierce o empurrasse para o quarto de Sophie para que o loiro saísse do transe sob as gargalhadas de Alessa e Violet.

– Por que eu deixei esse verme se casar com a minha filha mesmo? – ironizou Meryl ao entrar no quarto com Narcissa logo atrás de Draco e Pierce. — Merlin... Duas meninas! Oh Sophie querida...

– Vovós... Conheçam Hanna e Daphne Seyfried Malfoy. – disse Sophie apontando para as meninas em seu colo, ambas quase sem cabelo e com os olhinhos fechados, dormindo serenamente.

– Elas são lindas... – concordou Pierce assim que Sophie colocou Hanna em seu colo.

– Ainda não acredito que sou avó de duas crianças logo de cara... – sorriu Narcissa ao ser abraçada por Meryl, que sorria radiante. – Me sinto velha agora...

– Mas não perdemos nosso glamour Cissa, morreremos com ele! – debochou Meryl observando Daphne ser colocada no colo da Malfoy, que sorria abertamente. Meryl e Narcissa tornaram-se as avós mais corujas que poderia existir no mundo, o que estreitou os laços entre os Malfoy e os Seyfried.

Pierce, entretanto, teria que arrastar um Draco em transe outras duas vezes, uma em 2004 com o nascimento de Scorpius Malfoy e novamente em 2006, quando Rigel Seyfried Malfoy veio ao mundo.

– Dezembro de 2008 -

– Então...

– Ah não, não vou falar nada.

– Ora vamos Lizzie, só estou curiosa... – respondeu a mais velha sorrindo. – Sei que aconteceu alguma coisa entre vocês dois. Não é como se eu fosse sua mãe para ter vergonha de falar comigo...

– É, mas além de minha tia é cunhada dele!

– Então admite! – exclamou animada. — Abre a boca Lizzie, antes que eu pergunte a ele... E sabe que o David me fala.

– Nos beijamos. – cedeu. – Não grita! – pediu assim que Violet abriu a boca.

– Você gosta dele? Ah, que pergunta idiota, se não gostasse não ia deixar...

– Estamos só nos conhecendo.

Ainda? Estão se conhecendo há mais de 10 anos!

– Tia Violet!

– O que? É a verdade...

– O que é verdade? – perguntou Sophie aproximando-se e, ao perceber Lizzie vermelha, concluiu que Violet estava, novamente, fazendo alguma piada com a vida pessoal da garota.

– Ela está me abolinando Sophie. – disse manhosamente.

– Que novidade... – riu a loira sentando-se ao lado da cunhada. – Mas e então... Você e o David hein?

– Todo mundo já ficou sabendo? E a privacidade?

– Privacidade é algo ilusório quando se é membro da família Black Malfoy. – disse Daphne, extremamente inteligente para seus 6 anos.

– Tá, agora traduz projeto de dicionário.

– Você acha mesmo que existe privacidade? – repetiu Daphne rindo. – Bobinha...

– E digamos que o papai está conversando com um certo Krum nesse exato momento. – comentou Hanna.

– Ele o quê?! Eu mato meu irmão!

– Alguém se deu mal... – riu Dimitri apontando para David e Draco no outro lado do jardim.

– Vai rindo Krum, espere até o Robert perceber suas atenções com a Ivanna.

– Eles são crianças ainda Ellizabeth!

– Valeu Lizzie, você nem é rancorosa... – reclamou o pequeno de olhos azuis.

– Diga-me um Malfoy que não seja rancoroso.

– Sophie.

– Não, até ela aprendeu. – riu Violet.

– Obrigada pela parte que me toca Violet.

– Sempre às ordens loirinha. – piscou a morena. – E olha quem está chegando...

– Eu mato meu irmão, Draco!

– É tocante o amor que você tem por mim maninha... – disse Draco passando um dos braços pela cintura da esposa, que sorriu.

– Por que foi conversar com o David?

– Porque ele está entrando agora na vida de jogador profissional e pediu uma consulta... O que você tem Lizzie?

– Ahhh eu... Bem, descobri que terei uma sobrinha a menos, é melhor se despedir da Hanna.

– Foi engraçado, admita. – gargalhou Hanna, divertindo-se por ter enganado a tia. – Finalmente enganei Ellizabeth Malfoy!

– É melhor correr projeto de gente. – avisou antes de perseguir Hanna, que passou a correr pelo jardim com a tia em seu encalço.

– O que aconteceu?

– Nada querido, Hanna só fez suas piadinhas de sempre... E dessa vez a Lizzie caiu. – divertiu-se Sophie. – Parece que sua filha mais velha adora fazer esse tipo de coisa.

– Minha? Acho que não estava sozinho quando ela...

– Eca pai!

– Não na frente das crianças Draco. – sussurrou Sophie em seu ouvido enquanto Draco ajoelhava-se para fazer cócegas em Daphne, que divertia-se abertamente.

Apesar de estarem casados há anos, Sophie nunca se cansava de ver o marido e os filhos brincarem... Hanna era a travessa da família e dava-se muito bem com Anna Krum por esse motivo, Daphne era mais intelectual e tinha um enorme potencial para liderança de classe. Scorpius e Rigel ainda eram muito novos, mas apesar da idade já demonstravam que seriam como o pai, embora possuíssem a doçura da mãe.

– Feliz? – perguntou Violet ao perceber Sophie vidrada em Daphne e Draco.

– Nunca pensei que realmente teria isso um dia... Não depois do que aconteceu. – comentou Sophie sorrindo. – Mas agora eu tenho. E sou feliz... Muito feliz.

Sophie & Draco

Notas finais
Última parte de Sophie & Draco... E aí? Gostaram de como esse casal se desenvolveu e resolveu? O perdão foi item essencial para ambos e os permitiu serem felizes juntos... Seus sonhos realmente se realizaram, mesmo com vários tropeços no caminho. Obs.: tadinha a Lizzie, acabou de se formar em Hogwarts e já caiu em uma pegadinha da sobrinha kkkkkkkkkkkk Draco nem desconfia... Ao menos não ainda. ** Curiosidade #9 – Régulus estava destinado a casar-se com Jackelinne Chambers, que voltaria para casa durante a guerra para ajudar a irmã. ** No próximo capítulo começamos a parte mais profunda do pós-guerra, cheia de surpresas e novos personagens, que já citei antes mas ninguém pareceu dar muita importância. Até agora! :D Que venha a parte da Violet!!!! E não deixem de comentar... É rapidinho ^^