The Originals - Ressurreição
7 Capítulo 7: Tatia
Notas iniciais
FLASHBACK ON...
***Mystic Falls (ano 1.014 d.C).
– Eu quero que vá embora desse lugar para sempre. Meus filhos irão se destruir por suas causa Tatia. – Dizia Esther com raiva nos olhos.
– Eu amo seus filhos e eles me amam. Não pode impedir a felicidade deles. – Rebateu Tatia.
– Não pode ter os dois, deve amar apenas um.
– Saia da minha frente Esther, esta me cansando.
– Eu imploro. Vá embora.
– E o que ganho em troca?
– Quer conhecer a Europa não é? Seus pais vieram de lá quando você ainda era um bebê. Eu posso lhe dar um barco que ira até lá.
– Tentador... E o que você ganha com isso?
– Meus filhos ficarão em paz... e um pouco de seu sangue.
– Pra quê?
– Assunto de bruxa.
– Aceito. Mas quando isso acontecer, eu morri para seus filhos. Entendido?
– Claro.
Tatia deu seu sangue para Esther, e em uma semana o acordo foi cumprido. Ela estava indo para a Europa.
Em um mês, Tatia já havia acostumado a ser uma européia. Mas notícias chegaram a seus ouvidos da existência de criaturas chamadas vampiros.
– Deve tomar cuidado, senhorita Petrova, esses vampiros se alimentam de sangue e se parecem conosco. – Disse Brighton, o fiel amigo de Tatia.
– Não acredito neles, Brighton. – Disse ela.
– A senhorita que sabe... – Disse Brighton se afastando.
Tatia estava tentando ao máximo esquecer Klaus e Elijah, mas não conseguia, então decidiu voltar para a sua antiga Vila.
Ao voltar, ela apenas encontrou um jovem conhecido:
– O que houve aqui? Está tudo destruído e queimado. – Disse Tatia aflita.
– Foram os vampiros. Eles mataram quase todos. – Disse o jovem.
– Me conte tudo, e direito. Com detalhes. – Ordenou Tatia, temendo que Elijah ou Klaus estivessem mortos. Ou até mesmo pior: os dois.
– Aquela bruxa, a Esther, transformou os filhos em vampiros. Eles bebem sangue humano. Mas o Niklaus era um lobisomem e foi transformado em vampiro e virou um híbrido. Então a Esther fez um feitiço que prendeu o lado lobisomem dele em uma pedra estranha. – Disse o jovem muito nervoso.
Tatia não podia acreditar que as lendas sobre os vampiros eram reais, e que tais criaturas eram pessoas que conhecia muito bem.
– E qual é o motivo da destruição da Vila? – Perguntou Tatia.
– O híbrido surtou, matou a Esther e quase a Vila toda. Ele disse aos irmãos que foi o Mikael que matou a mãe, então Finn foi embora, depois o Kol, e o Niklaus foi embora com Elijah e Rebekah. E o Mikael foi atrás do enteado híbrido agora. Me desculpe moça, mas agora eu preciso ir. E se fosse esperta, faria o mesmo. A morte de uma bruxa amaldiçoa o lugar para sempre. – Disse o rapaz correndo para a floresta.
Tatia não acreditava que Esther havia morrido e a família Mikaelson tinha se espalhado.
A pior coisa de todas aconteceu com ela a seguir, quando chegou a sua antiga casa, onde viva com seus pais e viu ela queimada. Apenas os restos. E no meio de madeira queimada e cinzas avistou dois corpos. Os corpos de seus pais.
Tatia começou a chorar sem controle.
Procurou o corpo do filho que tinha sete anos. O qual tinha deixado com os pais, por puro capricho de sua parte.
– “Conhecer a Europa”. – Pensou ela. – “Como pude ser tão burra?”. – Então caiu em prantos novamente.
Não podia ficar naquele lugar, apenas foi embora.
Tatia estava de volta à Europa. E não sabia o que fazer.
Ela apenas ia para o leste. Parava a cada cinco minutos para chorar. Ela estava a dias na estrada sem água ou comida. Teve uma hora que não estava mais agüentando.
No meio da floresta, parou e caiu. Tudo ficou escuro.
– Acode moça. Fiz um chá para você. – Disse uma voz melancólica para Tatia. Mas antes que ela pudesse perguntar onde estava, sentiu um cheiro muito forte e ruim, acordando de imediato.
– Mas que porcaria fedida é essa? – Perguntou ela desorientada.
– É uma erva especial. – Disse uma mulher de olhos castanhos e de pele branca com os cabelos negros.
– Não, me deixe em paz. – Disse Tatia se debatendo.
Ela estava se debatendo tanto que uma vela acesa caiu em seu vestido e, começou a pegar fogo.
A mulher levantou-se na hora e as chamas sumiram do vestido.
– Como fez isso? – Perguntou ela.
– O que? – Perguntou a mulher de cabelos negros.
– Você é bruxa?
– Você acredita em bruxas? Ora, minha querida isso é ridículo.
– Pare de mentir para mim. Eu vivia em uma aldeia de lobisomens e bruxas.
– Então você sabe? Mas você é humana? – Perguntou a bruxa.
– Claro. Quer dizer, mais ou menos. – Disse Tatia. – A bruxa da minha aldeia disse que eu sou uma Duplicata Petrova. – Continuou ela.
– Mesmo? Você é a Duplicata? – Perguntou a bruxa com uma expressão curiosa.
– Sim. O que isso tem de tão importante? – Perguntou Tatia.
– É uma longa história. Quer mesmo ouvir? – Perguntou a Bruxa feliz pela curiosidade da Duplicata.
– Tenho tempo. Minha aldeia ficava em uma terra muito longe daqui. Tive que atravessar muita água para chegar aqui. – Disse Tatia.
– Eu sou uma serva da natureza. Sei quando algo de novo surge. Sua aldeia teve algo a ver com os vampiros? – A expressão da bruxa foi de felicidade para inquietação.
– Sim. Mas quero saber da Duplicata antes. Quando me contar tudo sobre isso, lhe conto sobre os vampiros, combinado? – Perguntou Tatia.
– Sim, combinado. – Respondeu a bruxa. – Primeiramente, meu nome é Ivis. E segundo: Há muito tempo atrás um bruxo chamado Silas... – Começou Ivis.
E quando Ivis terminou a historia de Silas, Qetsiyah e Amara, Tatia estava de queixo caído. Mas como prometido ela contou o que houve em sua aldeia.
Dias mais tarde, Tatia estava melhor e foi direto a Ivis.
– Ivis, se eu sou uma Duplicata da Amara, existem as Duplicatas do Silas não é? – Perguntou ela.
– Sim, mas aonde quer chegar? – Perguntou Ivis.
– Se meu sangue transformou a família Mikaelson em vampiros, ele poderia em transformar também?
– Não, precisaria de um sangue diferente. O de outro tipo de Duplicata, por exemplo. Ah não, você quer o sangue de uma Duplicata do Silas para virar vampira? – Perguntou Ivis perplexa.
– Sim, por favor. Ivis a família Mikaelson fez isso, eu também quero. E eu sei que você já mexe com Magia Negra.
– E o que ganho com isso?
– Um pouco do meu sangue. Não é uma fonte de poder muito grande?
– Tatia Petrova, nós temos um acordo.
As duas apertaram as mãos sorrindo.
Alguns dias mais tarde no meio da floresta estava uma fogueira, uma grande árvore negra e um rapaz jovem idêntico a Silas, amarrado.
Ivis chegou com Tatia e ela usava um anel com uma pedra azul.
– Fique aqui, bem na luz do Sol. – Disse Ivis, cortando a palma da mão do rapaz.
Ele começou a gritar por socorro, mas não ia adiantar.
–Beba. – Ordenou a bruxa segurando a mão do rapaz. Tatia obedeceu e começou a beber o sangue que escorria na palma da mão dele.
– Agora caminhe até a árvore. – Tatia foi até a árvore e, passou pela frente de Ivis, e ela sem aviso nenhum a bruxa quebrou o pescoço dela.
Tatia caiu no chão e Ivis rapidamente levou seu corpo até a base da árvore negra e começou a fazer o feitiço.
A Duplicata acordou com uma terrível dor no pescoço e um tanto faminta.
– Ah, você acordou! Venha, precisa completar a transição. Você ainda não bebeu sangue humano. – Disse a bruxa Ivis.
Ivis cortou o pulso da Duplicata de Silas e ele começou a gritar novamente. Tatia foi até ele e começou a bebê-lo.
Quando ela parou seus olhos ficaram vermelhos e seus caninos afiados surgiram. Ela não se controlou. Foi até o jovem Duplicata novamente e drenou-o por completo.
– Muito bem, agora eu preciso de seu sangue de Duplicata. – Disse a bruxa orgulhosa de seu “trabalho”.
– Você ainda não tirou ele? Bem, agora não vai fazer mais. Adeus, e obrigada pelo seu trabalho. – Tatia foi para cima de Ivis e atacou-a. A bruxa nem teve chance de se defender.
Tatia empurrou Ivis com tanta força, que ela bateu em outra árvore com as costas.
A vampira usou sua nova velocidade e quebrou o pescoço da bruxa.
– Mais ninguém pode ser como eu. Eu devo ser única. – Disse Tatia com a palavra “loucura” estampada em seus olhos.
Tatia queimou os corpos de Ivis e a Duplicata de Silas junto com a árvore de Carvalho Negro (a árvore negra tão falada), pois a madeira dela era a única coisa que podia matá-la.
Sozinha e sem saber direito o que fazer, Tatia foi para o Oeste.
FLASHBACK OFF...
*** Nova Orleans...
– E cada vez que eu sabia dos Originais em um lugar, eu ia para outro. O mais longe o possível. – Completou Tatia.
– Por que não se aproximou de nós? – Perguntou Elijah. — Já que era vampira não tinha nada a temer. – Disse ele.
– Não queria ser motivo de uma ruptura familiar. Outra vez.
– Ah, e porque está aqui agora? – Perguntou Finn.
– Bem, as noticias correm. As bruxas sabem que a família Original está de volta. – Disse Tatia rindo. – Olha, essa foi a história da minha vida. E eu nunca mais quero falar dela outra vez. Nunca mais. – Enfatizou ela.
– E o que a nossa família tem a ver com você estar aqui? – Perguntou Klaus. Pronto, esta era a pergunta chave. A que faltava.
– Quero fazer parte da família. Quero ser uma Mikaelson. Já que o Niklaus matou a minha família queimada. – Disse Tatia se esticando no sofá.
Em um lindo e perfeito coro, a família Mikaelson inteira, Matt e Caroline se levantaram ao mesmo tempo e disseram:
– O quê?
Fale com o autor