Notas iniciais
https://youtu.be/fMlLFcd3fYY

P.O.V. Daniel.

Ela me arranhou, eu vi sua verdadeira forma, sua verdadeira face.

Mas, eu não senti dor só amor. O mais puro e verdadeiro amor.

—Ta muito machucado?

—O que?

—Olha isso. Meu Deus! Foi mordido? Eu te mordi?

—Não que eu saiba.

—Temos que verificar. Você não é lobisomem, nem bruxa, nem vampiro. Você é um anjo sabe lá Deus como vai reagir á uma mordida minha.

Ela examinou o meu corpo todo.

—Impossível! Não tem nada. Eu te arranhei, senti o cheiro do sangue.

Ela se vestiu e chorou.

—Porque está chorando? Não gostou?

—Você não entende não é? Eu podia ter te matado. Teria matado.

—Mas, não matou. Eu não sou fácil de matar.

—Me desculpe.

Eu a abracei e ela ficou se desculpando.

—Para. Jean, para não foi culpa sua. Além do mais eu nem senti dor.

Ela trocou o lençol da cama.

—É azul. O seu sangue é azul.

Então ela se colocou diante do espelho e olhou para o próprio reflexo. Então ela riu, foi um riso sem humor.

—Alguém lá encima ou lá embaixo adora uma ironia. O anjo e o monstro.

—Você não é um monstro Jean.

—Para de falar isso! Eu quase te matei e você nessa maldita tranquilidade?!

Eu a puxei pela cintura, forcei-a a olhar nos meus olhos e disse:

—Você não é um monstro. E eu te amo.

—Também te amo.

—Sabe, dizem que a prática leva a perfeição.

—Você é doido sabia?

—Sabia. Você me deixa completamente insano.

P.O.V. Cam.

Eu podia ouvir tudo. Todos podiam. E me doía ouvir ela gritar o nome dele sob aquelas circunstâncias.

P.O.V. Daniel.

Eu soube que era bom, mas com ela é maravilhosamente bom. Sentir o corpo dela sob o meu, estar dentro dela, poder finalmente tocar nas partes mais íntimas do seu lindo corpo feminino. Saber que fui seu primeiro.

—Cam está com ciúmes. Ele está magoado.

—Porque?

—Porque eu escolhi você. Eu não quero ser motivo de rixa. As mulheres da minha família tem esse hábito de estarem sempre envolvidas em triângulos amorosos, de conseguir separar até mesmo irmãos de sangue. É a maldição de ser uma duplicata. Vou tomar banho.

Eu posso ouvir ela chorar dentro do chuveiro. Estava cantando.

P.O.V. Jean.

Eu fiquei sentada lá, no box do chuveiro sentindo a água cair junto com as lágrimas. Eu me lembro que doía, olhar pra eles doía.

Eu sai, me vesti, sequei meu cabelo e fui pra aula.

—Oh Daniel!

—Sabe, eu posso matar você se eu quiser. Fala assim comigo outra vez Mary e veremos quem pode mais.